sábado, 17 de julho de 2010

RELATÓRIO OBSERVAÇÃO ESCOLA SANTA BÁRBARA (GRUPO 5) 15 DE JULHO DE 2010

Quinta feira de manhã, chego à escola e encontro com Géssica no portão, Jean e Tânia já estão lá dentro. Assunto do dia? Vamos atuar junto ao educador Maurício em uma atividade previamente planejada para o grupo cinco. Repassamos o que planejamos, damos um “retoque” no material didático preparado por Tânia (Animais diversos desenhados para que as crianças possam colorir). Entramos então na sala, o educador começa a aula como uma continuação da anterior onde por falta de tempo não foi possível realizar a “hora do ouvido” (atividade de apreciação).
O educador através de um aparelho de som tocou para os educandos a música “Carnaval dos Animais (Camile Saint-Saens). Após um tempo de audição começou a questionar as crianças sobre o que estavam ouvindo, a primeira relação que elas notaram foi – “parece com música de casamento”. Foram questionadas sobre os instrumentos que estavam sendo tocados, surgindo os mais inesperados instrumentos como “violão de teclas” que após algum tempo se transformou em piano, também surgiram o xilofone e a flauta. A segunda musica foi “Canção triste” (Carmen Mettig), “autuada” como triste e boa. A terceira música foi uma musica já conhecida pelos educandos só que o educador tocou uma versão sem a letra provocando um estímulo a memória musical dos educandos. Alguns a “reconheceram”, achando-a parecida com a musica que eles já cantaram.
Devido à presença de Jean (elemento novo na sala), a música de apresentação foi cantada novamente, dessa vez com a maioria da sala cantando sem precisar cantar tanto a alteração do verso citado no relatório passado.
Então o professor começou a tocar ao violão a musica “Fazendinha do mestre Zé” enquanto nós bolsistas apresentamos uma a uma as figuras dos animais para que reconhecessem e imitassem, todos participaram ativamente e de maneira até um pouco violenta. É importante entrever entre os educandos aqueles que têm uma atitude mais agressiva, pois esses são provavelmente os que convivem com a violência de maneira mais próxima. Após a música devidamente tocada e “representada”, começamos a colorir os animais junto com os educandos, não havia figuras suficientes para todos, por isso todos compartilharam as figuras, colorindo em grupo, o que mesmo sem planejamento nos permitiu trabalhar conteúdos atitudinais. O educador nos deixou então na sala com os educandos e foi começar a aula do 3º A. O fato de estarmos a sós com as crianças me deixou um pouco preocupado, principalmente quando a merenda chegou e a maioria se dispersou, mas tirando alguns mini-contratempos como o de ter que correr atrás de um educando que saiu da sala sem prestar atenção nos meus chamados e um educando que segundo Jean estava saboreando o lápis de cera, tudo deu certo e saí da sala do grupo cinco com uma sensação de que sim, é possível...

Relato Santa Bárbara, quinta-feira, 15/07/2010.

Cheguei à escola Santa Bárbara pouco mais de oito e meia da manhã e Maurício ainda não havia chegado. Em seguida chegaram Jean, Géssica e Ricardo, conforme o planejado, e Maurício.
A aula do grupo 5 teve seu início com a atividade “A hora do ouvido”. Nessa atividade, Maurício utilizou o aparelho de cd e colocou algumas músicas para os alunos escutarem e dizerem o que percebiam (instrumentos, reconhecimento de alguma música) assim como suas sensações ao escutá-las. Foi bastante interessante essa atividade, pois alguns alunos demonstraram opiniões bem diversificadas no tocante às sensações transmitidas pela música: para alguns uma determinada música apresentava um caráter “triste”, contrapondo a outra opinião, definindo-a como algo “bom”, na verdade querendo se referir a “alegre”. Pouco tempo após terminar essa atividade, quando ainda estávamos sentados na roda, um dos alunos percebeu que havia alguém que eles não conheciam (Jean) e chamou a atenção de Maurício para este fato. Logo Maurício “puxou” no violão a música de apresentação que é bem familiar da turma: “O meu nome é... e o seu como é que é”, onde todos se apresentaram inclusive Jean.
Nosso encontro na escola nessa quinta-feira tinha um propósito diferente das outras visitas, pois tínhamos planejado realizar uma atividade com o grupo cinco. Bem, a princípio iríamos desenvolver uma atividade a partir do “gancho” com uma das propostas que Maurício já desenvolve com a turma através da cantiga a “Fazendinha do Mestre Zé”, onde os alunos fazem as imitações dos animais da “fazendinha”. Pretendíamos trabalhar a contação de história, iniciando a mesma, como forma de estimular os alunos a desenvolverem a continuidade dela e fazer a ligação com o assunto paisagem sonora através da imitação dos sons dos animais e dos elementos sonoros que compõe a paisagem da fazenda. Levamos ilustrações de alguns animais (cachorro, gato, papagaio, sapo, galinha, vaca) para estimular a participação dos alunos e também facilitar o desenvolvimento da atividade. Mas, por questões de tempo não foi possível fazer a aula conforme idealizamos, então, desenvolvemos a atividade dentro das possibilidades do momento, ou seja, enquanto Maurício tocava a música da “fazendinha” com os alunos nós fazíamos algumas interrupções indicando com as ilustrações os animais a serem imitados e alguns sons relacionados com estes. Apesar de não termos desenvolvido essa atividade como havíamos planejado, essa experiência serviu para nos mostrar que devemos sempre estar preparados para os imprevistos que ocorrem na sala de aula. O mais importante de tudo isso, foi perceber que a atividade agradou aos alunos e que estes ficaram bastante envolvidos durante o desenvolvimento e após, enquanto pintavam as ilustrações, dando certo trabalho para recolhê- las.
Tendo finalizado a nossa participação no grupo cinco, partimos para a turma do terceiro ano.

Maurício já estava em sala de aula desenvolvendo uma atividade com essa turma dividida em dois círculos. No primeiro utilizava-se um copo que era passado de mão em mão na seqüência da roda, sendo enfatizada a batida do copo no chão ao ser passado. No segundo, utilizava-se clavas. O grupo das clavas “comandava” o andamento e “ritmo” do grupo que utilizava o copo. Essa turma estava muito dispersa, então, Maurício nos convidou a fazer parte de um dos grupos, ficando eu e o Ricardo no grupo das clavas, Géssica e Jean no grupo do copo. Após essa atividade Maurício tocou a música “O que é que está escrito na capa do gibi”, mas não conseguiu ir adiante, pois os alunos estavam bastante agitados. Então mudou a estratégia e executou uma música mais lenta. Infelizmente não foi bem sucedido na sua tentativa, os alunos não demonstraram interesse algum pela música.

Partimos para a turma do terceiro ano B. Parecia um pouco mais tranqüila do que a outra. Nessa turma, Maurício relembrou a festa junina e perguntou aos alunos quais foram as músicas que eles aprenderam durante a festa. Alguns citaram a música “Libere o Tonho que eu te dou dez conto” e a “A fogueira está queimando”. Em seguida, os alunos falaram os nomes de algumas músicas que foram aprendidas durante as aulas e cantaram a música “O que é que está escrito na capa do gibi”. Maurício sugeriu outra atividade. Desenhou no quadro uma seqüência de quadrados dividida em dois grupos: azul e vermelho, dividindo a turma de acordo com os grupos de quadrados. Sendo que, um quadrado vermelho com um x dentro correspondia ao som do “estalo de língua” e sem o x (vazio) silêncio. Então, apontava no quadro para os dois grupos de seqüência ao mesmo tempo, para que os dois grupos de alunos correspondentes a eles reproduzissem os sons sugeridos, acrescentando mais a frente o “triangulo”, representando bater na palma da mão com dois dedos.
Bem, as turmas do terceiro ano demonstraram pouco interesse por algumas atividades. Às vezes parecia haver uma falta de identificação com o que estava sendo desenvolvido, principalmente com relação a repertório, gerando uma desmotivacão por parte da maioria dos alunos, exceto com a música da “Preguiça”, que pelo que pude perceber agrada a todos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010



Relatório Olga Quinta-feira 15 de julho de 2010

Cheguei à escola às 14 h e no portão encontrei com Maurício que também chegara à escola. Eu particularmente direcionei-me ao final do corredor a minha direita, na última sala do térreo, e quando cheguei lá, vi que Raiden não estava ali. Fui então à sala dos professores onde me deparei com a diretora que me informou que ele ainda não tinha chegado. Ela nos ofereceu água e pediu pra agente beber na cantina, onde a merendeira perguntou: vocês são professores? – Eu respondi sim, estamos estudando na UFBA para sermos professores de música e então viemos aqui na escola para observar e ter noção de como isso funciona. A merendeira me falou com enorme gratidão: Olha, aqui tem um excelente professor! E eu nem sei por que, perguntei quem seria. Ela responde: - o professor Luciano, e em seguida destacou dois alunos dele que hoje são uma dupla sertaneja: Sérgio e Diego, eu disse: - meu chará! Então eu e Maurício sentamos no corredor e começamos a tocar violão e cantar, mas baixinho pra não incomodar os demais. Algumas músicas infantis acompanhadas também com percussão corporal. Um aluno chega e senta ao nosso lado, e se mostra muito interessado e começa a nos acompanhar do “jeito dele”, depois ele pega o violão e tenta batucar. Ele mostrava-se ansioso, não conseguiu manter nem o ritmo e dinâmica, mas o som estava gostoso o suficiente pra continuar rolando. Depois disso agente pergunta se ele não teria aula naquele momento, e ele disse: - não, estou esperando minha mãe que vem me buscar... Depois de ter certeza que o professor não viria. Fomos nos despedir das pessoas e a diretora nos convidou a entrar na sala dos professores, que por sinal estava com uma aparência mais ampla, acho que devido à organização dos móveis. Sentamos à mesa e pra combinar com o frio, tomamos uma bela sopa e um cafezinho quentinho. À mesa também estava um representante de livros. Tinha vários, de jogos e brincadeiras e manual de redação, mas não tinha nenhum de música! Terminamos o lanche e fomos embora.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Turmas do 2° ano do Olga - 13/07/10

Nesta terça observei duas turmas do 2° ano. Cheguei atrasada, por isso perdi a primeira turma. Na terça são três turmas do 2°ano. As aulas aconteceram na sala e tiveram duraçâo de 40min. Raiden, havia preparado uma mesma aula para todas as turmas. Com isso percebi que na última foi mais dinâmica, talvez pela repetição. Ele entrou na sala e os alunos já começaram a ficar animados, falando que iria ter aula de música!Quando eu cheguei, eles perguntaram se eu era a professora nova e Raiden explicou que eu estava ali para observar. Então ele pediu para afastarem as cadeiras e que formassem uma roda. Não pude deixar de notar a zuada das cadeiras arrastando no chão! Que paisagem sonora! Então ele começou a tocar a pulsação no pandeiro e pediu para os alunos pisarem no tempo. Depois ele dobrou o ritmo nas palmas e depois batendo nas coxas. Seriam semínimas, colcheias e semicolcheis. Enquanto ele tocava no pandeiro, as crianças tocavam no corpo. E com isso ele fez uma brincadeira de estátua, quando ele parava de tocar no pandeiro eles tinham que fazer uma estátua. Notei que as crianças gostam muito quando vira brincadeira. Depois ele ensinou que para a pisada o som era "pão", para as palmas o som era "leite", e para as batidas nas coxas o som era "chocolate". Então ele tocava no pandeiro e as crianças ouviam o som e repetiam com movimento e voz. Elas aprenderam muito rápido. Depois ele pediu para todos sentarem e foi para o quadro escrever as figuras. Então ele perguntou qual seria a figura que representava a palavra pão, leite e chocolate. Depois ele perguntou quantas sílabas tinha cada palavra e associou à figura. Todos entenderam perfeitamente, e achei super legal essa forma de explicar os valores das notas. Depois ele escreveu frases rítmicas no quadro e as crianças solfejaram falando pão, quando para a semínima, leite para a colcheia e chocolate para a semicolcheia. Foi fantástico! Depois Raiden me falou que o objetivo era primeiro vivenciar no corpo, fazendo música e depois ir para a leitura.
Durante a aula, várias crianças bagunçavam e Raiden chamava a atenção muito bravo. Depois comentei com ele se era necessário ficar tão bravo assim com os alunos. Ele me disse que com o tempo ele foi vendo que era a melhor forma de acabar com a bagunça rápido e não perder tempo na aula. Mostrei para as crianças o ganzá feito de potes de iogurte e pedi para elas trazerem na próxima terça para a gente fazer em sala.

terça-feira, 13 de julho de 2010

oficina patubatê

muito legal isso...... na quarta vou levar bolas de soprar...lembra que eu tava perguntando barras, sobre algo para substituir uma pele? pois, acho que uma bola de soprar talvez funcione, de alguma forma, para alguma coisa. rs
vou levar e agente v. deêm uma olhada nesse vídeo.
beijos

instrumento com garrafas percutidas

galera,
aqui está o instrumento que falei que poderíamos tentar construir com aquelas garrafas....como tenho muitas delas aqui, podemos usar uma parte para sopro e outra parte para essa construção.
eu e barras pegamos uma porta (rss) e acho que dá para usarmos de suporte para pendurar as garrafas. sei la, teremos que pensar em ago, sejamos criativos!!! :)
vamos nessa, ta muito legal! abraços
carla


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Fotos do Segundo Encontro do Grupo de Estudo (12/07)











Fotos do Primeiro Encontro dos Grupos de Estudo







Ensaio e leitura do texto do espetáculo sobre o continente africano - 12/07/10

Relato de observação da escola Olga 12 de Julho de 2010


As atividades estavam acontecendo dessa vez no laboratório de informática, sendo coordenadas pelos professores Raiden e Rita. A professora inicia falando da falta de compromisso dos alunos que vem acontecendo quanto ao fardamento adequado aos ensaios do Olgart: o short de malha e a blusa branca, Rita ressalta que meninas precisam estar de cabelo preso em forma de coque. É impressionante em uma sala com aproximadamente 35 alunos somente dez por cento deles estarem de acordo, sendo assim, Rita decreta que: na próxima quarta-feira em diante só participarão dos ensaios quem estiver corretamente vestido. Outro aspecto foi a conversa paralela, que fez com que a professora passasse boa parte da aula fazendo a chamada. Os alunos mostram muito amor em estar participando dessas atividades, pude ver isso a exemplo de uma das meninas escrever em uma folha de seu caderno o nome "Olgart" bem grande e enfeitado.  Eu só não entendo porque esses alunos não colaboram diminuindo a algazarra já que eles têm o recreio para isso. A professora reclama da zoada mas segundos depois ela volta a acontecer. "O espetáculo começa com uma coreografia acompanhada pela banda que toca ritmos de samba funk, samba reggae e maracatú". Os alunos estão no pátio de uma escola" essa coreografia pode ser editada a qualquer momento segundo Raiden. Depois da introdução vem a primeira cena: Raiden ilustra a sirene com seu pífano e os alunos entram na sala de aula, onde uma nova professora chega dizendo substituir temporariamente a titular pelo fato desta ter ficado doente dos ''nervos''. "Imaginem o que a levaria a esse estado?" A cena ilustra uma sala barulhenta, onde os alunos jogam bolinhas de papel uns nos outros e não dão a mínima atenção à aula e os professores mostram sua hierarquia baseada no estereótipo onde professor ensina! e o aluno aprende! As mesmas cenas foram realizadas com outro grupo e no final o professor Raiden fez as críticas contrutivas. Quanto aos meninos da banda, Raiden ressalta que não deve haver um clima de competição entre eles, pois não basta um só tocar bem e sim o grupo.

Relato Escola Santa Bárbara, quinta-feira 08/07/2010.

Relato Escola Santa Bárbara, quinta-feira 08/07/2010.

Após o recesso de São João compareci a escola Santa Bárbara para mais uma visita. Nesta, tive a oportunidade de conhecer o tão bem comentado grupo cinco, que, como já era de se esperar, acabou conquistando a todos.
Quando chegamos a escola (eu, Géssica e Ricardo), pouco antes de iniciar a aula, Maurício esclareceu-nos a respeito de como vem atuando nessa turma, ou seja , a forma como se organiza, planeja as aulas e o sistema de anotações que utiliza após as mesmas; enfim, a estratégia que usa para acompanhar e avaliar o desenvolvimento dos alunos, registrando o que já foi dado e até onde os alunos conseguiram chegar dentro dos objetivos idealizados.
Maurício dá início à aula apresentando-nos a turma, com exceção de Géssica, que já se tornou uma espécie de anfitriã dos alunos, que, ao perceberem a sua presença fazem o maior alvoroço!
Antes de iniciar as atividades, Maurício relembra a festa junina da escola e pergunta aos alunos quais foram as músicas que eles aprenderam e mais se identificaram. A Ana, uma das alunas da turma, aparentemente a mais descontraída, canta uma música do grupo Calcinha Preta. Foi um momento de bastante descontração por conta de ser uma criança reproduzindo de alguma forma uma música que retrata um comportamento do mundo “adulto” embora de forma muito natural e que certamente foi bastante aplaudida por todos. Bem, depois do “show” de Aninha, Maurício desenvolve a primeira atividade da seguinte forma: com todos sentados em círculo, Maurício começa cantando uma música de “apresentação” falando o seu próprio nome à turma, onde, seguindo a ordem da roda, cada aluno se apresenta no momento devido. Foi uma atividade bastante estimuladora que possibilitou também a nossa participação. Em seguida, desenvolve mais duas atividades. Na primeira os alunos reproduzem os sons do relógio (tic tic) e os movimentos citados na letra da música. Na segunda, imitam os movimentos e sons dos animais na canção “A fazendinha do mestre Zé”.
Após o final da aula, nos reunimos na secretaria da escola onde fomos orientados por Maurício a montar um “repertório” de atividades a fim de adquirir mais liberdade para poder aplicá-las e modificá-las de acordo com as necessidades dos alunos. Então, conversando com Géssica sobre a possibilidade de trabalhar “paisagem sonora” nessa turma, surgiu a idéia do Ricardo de trabalharmos esse assunto pegando o “gancho” do que já está sendo desenvolvido por Maurício na escola com a música “A fazendinha do mestre Zé” utilizando um painel para reproduzir a fazendinha e ilustrações de animais, onde também usaremos a contação de histórias para estimular a participação dos alunos nas atividades. Então, combinamos de produzir esse material assim como a história da fazendinha para a próxima aula.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

RELATÓRIO OBSERVAÇÃO ESCOLA SANTA BÁRBARA 08 DE JULHO DE 2010

Pela primeira vez observo a aula do grupo 5. Estamos na sala Géssica, Tânia e eu. A aula começa com o educador Mauricio convidando os educandos a formar a “roda da amizade”: todos em círculo se dão as mãos, depois se sentam ainda em círculo. Nessa hora fica evidente que o tamanho na sala não ajuda tanto a esse tipo de formação.
O educador pergunta como foi o recesso de São João e se eles aprenderam alguma música nova durante as festas. Uma educanda canta então a música “Você não vale nada, mas eu gosto de você”.
Ainda em roda todos cantamos acompanhados do violão uma música de apresentação (O meu nome é... e o seu como é?) para que nós os “observadores” possamos conhecer o nome dos educandos e nos apresentar. Alguns alunos ficam envergonhados de cantar, então todos cantam juntos uma alteração do verso (O nome dele(a) é... e o seu?).
É cantada também a musica do “relógio” (Cadê meu relógio que eu botei no chão...), música que estimula alguns gestos por parte dos educandos. Todos cantaram, repetiram os gestos e o educador expandiu a atividade repetindo a música, aproveitando alguns gestos criados pelos educandos.
Também cantamos acompanhados do violão a musica da “Fazendinha” (Ô La La, Ô lé lé, fui à fazendinha do mestre Zé, na fazendinha do mestre Zé encontrei... – nessa parte é citado o nome de um animal da fazenda que logo depois é imitado pelos educandos). Todos cantam com muita empolgação e se empolgam mais ainda na imitação dos animais ... alguns até de maneira um pouco violenta.

Acabada a aula começamos então uma reunião onde nós refletimos sobre a aula em questão. O educador nos disse que o plano original da aula foi alterado para aproveitar a iniciativa dos educandos, que “encaminharam” a aula para outra direção.
Pediu para que pensemos em desenvolver atividades para sala de aula, ressaltando que é importante que o educador tenha “em mãos” um repertório de possíveis atividades para serem trabalhadas de acordo com a ocasião além é claro das atividades já previstas no plano de aula.
Apresenta-nos também alguns aspectos da sua rotina de trabalho:
- uma ficha de acompanhamento diário da realização das atividades propostas em sala.
- indicadores de avaliação da evolução dos educandos.
- plano de rotina de aula (50 minutos): 15 primeiros minutos de aproximação e conquista da atenção dos educandos; 20 minutos do conteúdo em si; e nos 15 minutos finais encaminhar o fim da aula com atividades mais amenas.
- módulo anual de música produzido pela escola, com calendário, fichas de presença, avaliação...
- marcos de aprendizagens em música: documento de orientação para os professores de música produzido pela prefeitura.
Terminou a reunião ressaltando a importância da alegria na sala de aula, que o educador tem a função de trazer junto aos conteúdos musicais.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Relatório Sta Bárbara 8 de julho de 2010 quinta-feira

Chegamos, Eu, Tânia e Ricardo no início da manhã para primeira observação do dia no grupo 5 da educação infantil, que é formado por crianças de 4 e 5 anos. Maurício nos avisou o que faria na aula e que o objetivo era perceber o que ficou neles das aulas anteriores mesmo após o recesso junino, ficamos esperando na sala de professores por alguns minutos até o momento de entrar na sala da turma. Ao chegarmos na sala alguns pequenos se aproximaram de mim por ter me reconhecido da visita anterior à escola e pelo que percebi curiosos a respeito de Tânia e Ricardo. Maurício nos apresentou, chamou a turma para a "Rodinha da amizade" e os convidou a se apresentarem cantando a canção "O meu nome é _____ e o seu como é que é? (2x)" com a mesma melodia da música da brincadeira de roda "Eu sou pobre, pobre, pobre de marré, marré, marré..." que é cantada por cada aluno e aqueles que não cantam por timidez ou algum outro motivo, são ajudados pelos outros da turma que cantam "O nome dele (a) é _____ e o seu como é que é? (2x)". Em seguida Maurício perguntou se eles aprenderam alguma música no recesso e uma aluna logo saiu cantando "você não vale nada mas eu gosto de você..." e outro aluno se juntou a ela "tudo o que eu queria era saber por quê? Calcinha Preta..." e todos aplaudimos no final.
A segunda atividade proposta foi cantar a canção "chique-chique" que o professor utilizou pra trabalhar coordenação, ritmo e movimentação corporal nas crianças, antes dele propor algum movimento a mesma aluna da música da Banda Calcinha Preta já iniciou alguns movimentos com as mãos e rapidamente Maurício adotou a sugestão, todos fizeram e foram incentivados a contribuir com outros movimentos.
Maurício pediu que retornassem as suas cadeiras e pra finalizar cantou a música "A fazendinha do Mestre Zé" em que eles imitam sons de animais. A maioria participou animadamente não se contendo em suas cadeiras, pude observar que, os que estavam mais afastados também se divertiam com a algazarra dos outros na hora da imitação e sorriam ou imitavam timidamente em seus lugares.
Posso acrescentar que, além do repertório de possibilidades de atividades que estamos aprendendo o que mais me agrada e chama atenção é poder observar a relação entre professor e alunos e as saídas que ele encontra em determinadas situações que se apresentam na prática pedagógica, pra ganhar a atenção dos alunos, dar continuidade a atividade proposta e alcançar os objetivos esperados.
No período que seria da segunda aula de música do dia, Maurício precisou resolver alguns problemas com alguns funcionários então Eu, Tânia, Ricardo e Ana debatemos sobre alguns assuntos e o texto da resenha desta semana. Quando Maurício retornou conversou um pouco mais conosco sobre questões de sala de aula, nos mostrou os marcos da educação musical elaborado por ele e outros professores e contou o processo de criação, finalizando assim a nossa reunião.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

link para um video de hermeto pascoal

http://www.youtube.com/watch?v=06Qm-Z5OsHw

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Flautas com garrafas pet

http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/750813-video-mostra-como-se-faz-uma-flauta-com-garrafas-pet.shtml

terça-feira, 22 de junho de 2010

Relatório 17 de junho 2010 Quinta-feira

Dessa vez fui observar a turma do primeiro ano do ensino fundamental, é uma turma nova a ter aula de música. Diferente das outras que eu observei nessa escola, essa aula foi reversada com uma professora de outra disciplina (irei editar nome e disciplina), daí o professor Raiden me apresenta aos alunos. Entrei na roda e pude notar que estava acontecendo uma apresentação dos instrumentos e então apresentei o meu trombone. O professor faz uma dinâmica em que todos ficam de pé em círculo marcando a pulsação enquanto o professor toca um ritmo de samba-funk no pandeiro, poucos conseguem manter a pulsação. Aos poucos o professor pede a cada aluno na sua respectiva vez que pegue o instrumento que quiser, o mais querido foi os tamborzinhos e o menos foi o egg-shake (ovinho). Daí percebe-se a afinidade dos alunos com os instrumentos. Os alunos se mostraram muito entusiasmados e felizes, pude notar também alguns destaques onde alguns até improvisaram encima da frase que o professor passou, outro destaque foi um aluno que estava tocando voluntariamente um ritmo de samba no agôgô e ainda dividindo os timbres, fiquei muito feliz em presenciar esse momento. Pra fechar com chave de ouro tocamos e cantamos samba-lêlê, todos juntos!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Escola Olga Figueiredo de Azevedo comemora festejos juninos - sexta 18/06/2010

Nesta sexta-feira, 18, das 13h às 17hs, a Escola Olga Figueiredo de Azevedo, realizou a sua festa de encerramento com o tema junino difundido com a copa. As apresentações começaram exatamente às 14:20hs e terminou às 16:30. A festa foi programada para acontecer nos três turnos. No turno da manhã, foi com alunos do 5º ao 6º ano, no da tarde, do 1º ao 5º ano e a do noturno, no sábado pela manhã, 7º ano ao 9º ano. A festa não foi aberta para os pais e amigos, apenas para alunos, coordenadores, professores e funcionários. A escola estava muito bem decorada e toda programação aconteceu em seu pátio.
O verde e amarelo fazia parte da festa. Podia se vê nas roupas dos dançarinos da quadrilha, nas roupas dos professores e na decoração da escola. Só não podia dizer que era o novo uniforme da escola porque não estavam todos padronizados, claro, com exceção da quadrilha que em seu figurino não podia deixar de fazer referência a África. Todos os funcionários da escola estavam envolvidos com a organização da festa. A animação motivava todos. Muitas apresentações: peça teatral, música eletrônica junina, cantiga de roda, casamento na roça, e apresentações de quadrilhas. Também tivemos a apresentação da quadrilha oficial da escola, “Beija Flor do Vale”, misturando os estilos de forro, coaxado e Chote. O chapéu de palha não perdia competir com os chapéus estilo cal boy de alguns professores que estavam de verde amarelo.
A culinária junina não ficou a desejar. Tinha de tudo: bolo de fubá, bolo de milho, bolo de laranja, canjica com coco, pãozinho de queijo, pipoca, milho cozido, amendoim cozido, laranja, refrigerante e muitas coisa gostosa que nem lembro mais. Além das iguarias trazidas pelos alunos a escola também ofereceu bolinho de milho e refrigerante para todos.
A diretora geral da escola, Rita Mª Dória, mesmo estando afônica, conduziu a programação com a colaboração de alguns professores e voluntários. Podia-se ver a animação contagiante de todas as crianças e professores. Vale destacar aqui a professora Alzenira Brandão, também vice do noturno, com seu jeito extrovertido e animado teve uma participação significante na festa tanto na animação como nos ensaios das quadrilhas. Houveram Naquele momento senti saudade de meu tempo de estudante primário, da sensação de estar participando dos eventos da escola, de estar com meus colegas correndo ao redor da escola enquanto a programação não começava. Lembro-me como se fosse hoje. Um dos pratos que eu mais gostava de levar eram laranja e milho cozido. O convívio escola na vida de qualquer pessoa é marcante, seja ele bom ou não.
Quero parabenizar os mestres pelo empenho e por ter tornado real a fantasia e conceito junino a na vida de cada criança; aos funcionários pelo esforço, empenho e demonstração de carinho para com cada aluno e ter cooperado com a preparação do evento; aos alunos que acreditaram em se mesmas e se dispuseram previamente para os ensaios e pesquisas abrilhantando a festa com a soma de sues talentos; aos pais por acreditarem na escola e confiarem os seus filhos a escola Olga e sua equipe. E a diretora, por viabilizar e interagir diretamente com toda festa, mesmo estando debilitada com sua voz, se esforçou para fazer com que um evento tão enriquecedor na vida pedagogia dos alunos acontecesse de modo organizado e prazeroso.
Parabéns, a festa foi emocionante e despertou em mim idéias sobre cultura, educação e sobre o papel da escola.

sábado, 19 de junho de 2010

Relato Santa Bárbara Sexta-feira, 18/06/2010.

Compareci a escola Santa Bárbara para conhecer um pouco de como acontece a tradicional festa junina que tanto foi comentada e planejada no AC de algumas semanas atrás.
A escola estava em clima de alegria e descontração. Crianças e professores vestidos a caráter configuravam junto ao cenário do ambiente a tradição nordestina mais festejada do ano.
A determinação e o empenho dos funcionários da escola (professores, diretores, coordenadoras) para a concretização dessa festa, eram
perceptíveis, pois o tempo todo cada um desses funcionários comandavam alguma situação durante todo o processo festivo auxiliando nas brincadeiras
que foram diversas e que fizeram a alegria da garotada.
Para participar das brincadeiras as crianças recebiam fichas e aguardavam na fila. Todos os alunos estavam bem empolgados em participar dessas atividades, pois, quando tinham um bom desempenho nas brincadeiras ganhavam fogos, doces e etc...
As brincadeiras mais disputadas eram: Acerte na boca do espantalho (com a bola o aluno deverá acertar na “boca” do espantalho que foi ilustrado numa caixa de papelão com uma abertura referente a ela), “pesque e ganhe,” acerte o alvo (acertar com a bola nas garrafas enfeitadas), coloque o rabo do burro (com o aluno com os olhos vendados a professora o conduz até a ilustração do burro onde o mesmo tentará colar o rabo), a escolha da “rainha do milho” e do “rei do amendoim” através de um desfile dos alunos regado a música nordestina tradicional com direito a coroações e faixas, além das leituras dos famosos recadinhos feitos pelos alunos que tanto caracterizam a tradição junina.
A festa junina da escola Santa Bárbara foi muito bem organizada e bastante direcionada aos interesses das crianças. Os alunos ficaram muito felizes com as brincadeiras que foram feitas e participaram das demais atividades com muita alegria, assim como os professores que alem de transparecer tudo isso mostraram o valor do trabalho em equipe.

Relato Santa Bárbara Sexta-feira, 18/06/2010.

Compareci a escola Santa Bárbara para conhecer um pouco de como acontece a tradicional festa junina que tanto foi comentada e planejada no AC de algumas semanas atrás.
A escola estava em clima de alegria e descontração. Crianças e professores vestidos a caráter configuravam junto ao cenário do ambiente a tradição nordestina mais festejada do ano.
A determinação e o empenho dos funcionários da escola (professores, diretores, coordenadoras) para a concretização dessa festa, eram
perceptíveis, pois o tempo todo cada um desses funcionários comandavam alguma situação durante todo o processo festivo auxiliando nas brincadeiras
que foram diversas e que fizeram a alegria da garotada.
Para participar das brincadeiras as crianças recebiam fichas e aguardavam na fila. Todos os alunos estavam bem empolgados em participar dessas atividades, pois, quando tinham um bom desempenho nas brincadeiras ganhavam fogos, doces e etc...
As brincadeiras mais disputadas eram: Acerte na boca do espantalho (com a bola o aluno deverá acertar na “boca” do espantalho que foi ilustrado numa caixa de papelão com uma abertura referente a ela), “pesque e ganhe,” acerte o alvo (acertar com a bola nas garrafas enfeitadas), coloque o rabo do burro (com o aluno com os olhos vendados a professora o conduz até a ilustração do burro onde o mesmo tentará colar o rabo), a escolha da “rainha do milho” e do “rei do amendoim” através de um desfile dos alunos regado a música nordestina tradicional com direito a coroações e faixas, além das leituras dos famosos recadinhos feitos pelos alunos que tanto caracterizam a tradição junina.
A festa junina da escola Santa Bárbara foi muito bem organizada e bastante direcionada aos interesses das crianças. Os alunos ficaram muito felizes com as brincadeiras que foram feitas e participaram das demais atividades com muita alegria, assim como os professores que alem de transparecer tudo isso mostraram o valor do trabalho em equipe.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Relatório de Observação Escola Olga Figueiredo - sexta 11/06/2010

Pela primeira vez eu conseguir pegar um coletivo que me deixasse na frente da escola. Pois até então só conseguia chegar lá se fosse saltando no Bonoco e entrasse o Vale do Matatú andando ou então pegando um segundo ônibus para entrar. Que dureza viu?!

Bem vamos ao que interessa!

Chegando à escola exatamente às 13:20hs da tarde, fui recebido pela responsável pelo portão. A escola estava tranqüila, pois os alunos já tinham entrado para suas respectivas salas. Seguir para a direção da escola para saber se o professor de música, Ráiden, já estava na escola. Informaram-me que ainda não, porém já estava perto de chegar. Então aproveitei o momento para continuar a leitura do material “A Filosofia da Ciência" enquanto aguardava o inicio das atividades. Passado alguns instantes ouvi do corredor um som de passos de dança, como de um ensaio. Perguntei a um funcionário se já tinha começado os trabalhos do projeto com a professora de dança. A assistente de direção me informou que se tratava do ensaio da quadrilha da escola e que a professora responsável era Kátia e não a professora Rita de dança. Fui observar o trabalho e fiquei muito impressionado com o interesse dos alunos e o trabalho em si. A postura da professora Kátia me chamou atenção, sua metodologia e controle conduziram o ensaio para um bom resultado. Ela passava muita tranqüilidade diante da euforia das crianças por estarem participando da quadrilha, por estarem dançando e acertando os passos. Soube chamar atenção das crianças quando foi necessário, sendo direta, principalmente quando pediu que fizessem os passos corretamente, sem ter precisado alterar a voz mesmo tendo que competir com o som externo da escola, ambiente parcialmente aberto.

Às 14:00hs a professora de dança, Rita, chegou a escola. Nos cumprimentamos e em seguida se dirigiu a sala onde os trabalhos das oficinas aconteceriam. Ela me informou que o professor Ráiden não tinha chegado ainda porque tinha feito algumas intervenções cênicas, contudo iria chegar um pouco mais tarde e me deixou à vontade para estar com ela em sua aula. Chegando à sala a professora teve o cuidado de me apresentar para turma oficialmente porque até então eles só me viam na escola em reunião de planejamento com Ráiden e, com os meus colegas, porém ainda não tinha observado uma aula deles. Ressaltou que faria uma apresentação melhor quando estivessem todos os dois grupos juntos para não ter que repetir a mesma coisa para o grupo que já estava ali presente.

A professora fez alguns informes. Dentre eles ela comunicou que iriam reapresentar o musical "Poderia ser de outra maneira" no congresso realizado pelo MEC. E aproveitou para explicar aos alunos que reapresentar uma peça não pode ser visto como algo cansativo ou de uma simples repetição, mas que se tratava de uma nova oportunidade de apresentar melhor.

Vale ressaltar que em minha apresentação a professora pediu que os alunos falem um pouco do que é o Projeto Olgart. Em seguida ela conclui falando sobre a história do projeto: Que em 2009 aconteceu à primeira apresentação do espetáculo "Poderia ser de outra maneira". Que em 2000 eles apresentaram nos dias 16, 19, 20 de novembro no teatro "Solar Boa Avista".

É distribuído o texto do novo musical e é pedido que cada criança leia o texto de acordo com os personagens. A medida que o texto era lido a professora ia fazendo algumas intervenções explicando como cada personagem interagia com a cena. Na segunda rodada de leitura a professora faz um rodízio, dando oportunidade à criança que ainda não tinha lido o texto. Um fato marcante e motivador acontece durante a leitura, umas das crianças que estava tendo dificuldade na fala do personagem consegue superar depois que a professora a ajuda e toda a turma vibra com a superação inclusive a professora. Em seguida é aplicada uma atividade onde a professora divide a turma em duas equipes e pede que cada equipe monte uma cena do texto lido e que eles ficassem livres para criar. Cada equipe teve 15 minutos para o desenvolvimento da tarefa.

Durante o desenvolvimento do trabalho algumas crianças que estavam ensaiando a quadrilha no pátio da escola vinham para saber se já poderiam participar da aula. A professora informa-os que o horário deles seria às 16hs. Percebi que os alunos que estavam participando do ensaio da quadrilha com a professora Kátia também faziam parte do projeto Olgart. Para estar certo de minha conclusão perguntei a professora Rita e ela, por sua vez, confirmou.

As equipes são avisadas que eles iriam apresentar a tarefa para a turma que iria chegar. A professora sai para buscar a segunda turma. Ao chegar os alunos se acomodam e começa as apresentações.

No final das apresentações das equipes a professora pediu que os alunos falassem como foi à experiência de ter participado da atividade. Abriu o dialoga para que a turma que estavam assistindo também pudessem se expressassem.

Alguns alunos: - expressaram que a personagem interpretada pela segunda equipe foi melhor que a primeira. A professora aproveita o momento para ressaltar que os comentários são para ser feito em relação à interpretação e não a performance já que se tratava de alunos que estavam tendo contato com o texto pela segunda vez.

- Outro aluno falou da experiência de ter participar da composição da sena, do processo de montagem. As equipes também pediram para que o tempo de 15 minutos fosse ampliado.

- Uma aluna expressou que amou a experiência de poder fazer um personagem diferente.

As equipes são parabenizadas pelo trabalho realizado e a professora avisa que a mesma atividade será realizada pela turma do grupo cinco. Fala que os papeis são difíceis, mas que eles conseguiram concluir o trabalho com muita qualidade. A professora destaca o aluno Sergio como exemplo. Diz que ele tem uma facilidade muito boa de entender o personagem e interpretá-lo. E motiva os demais alunos a ter confiança neles mesmos, pois assim como o Sergio consegue fazer bem o personagem eles também podem. Explica que cada personagem terá um parceiro pois acontecerá nas apresentações um rodízio também.

A professora avisa que apresentação agendada para o dia 21 de junho de 2010, foi transferida para julho e que as datas seriam passada quando voltassem do recesso junino. Em seguida eu sou reapresentado para o novo grupo e a professora Rita expressa o seu interesse em ter uma pessoa da área de música para trabalhar o canto com o grupo Olgart.

As duas turmas ficaram juntas e fizemos um trabalho de alongamento e aquecimento vocal. Para concluir o trabalho nós cantamos uma canção, “A coruja”, com expressão corporal.

Na saída da escola fui surpreendido com muitas viaturas paradas próximo ao estacionamento da escola. Havia muitos policiais armados no meio da rua. Fiquei um pouco apreensivo, porém, segui meu caminho. No meio do trajeto mais viaturas e guardas em motos passaram por mim. As pessoas ficavam de suas casas observando todo aquele movimento policial. Não sei dizer se houve algum acontecimento fora do normal ou alguma confusão. E se houve, não ficamos sabendo na escola. Com tudo isso a rua estava tranqüila até as proximidades da parada de ônibus.

Tai galera meu relatório. Só postei hoje porque estava sem PC.

Caso tenha alguma ressalva a ser feito podem se manifesta...

Grande abraço.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Uma breve experiência no Olga 16/06

Neste dia, Raiden havia me avisado que iria passar um documentário sobre o Abdias Nascimento, ativista social brasileiro que luta pela igualdade. Raiden decidiu passar este documentário, para trazer nos alunos uma reflexão sobre os líderes negros no Brasil, que também engloba o tema África, que está sendo trabalhado nas escolas públicas e no musical que está sendo montado no Olgart. Então resolvi levar os instrumentos que comprei na África e conversar um pouco sobre minha experiência lá. Quando cheguei no Olga, os alunos já foram perguntando o que tinha dentro da sacola e me pediram para ver. Quando me dei conta já estava entre eles... Fizemos um som até a hora da aula começar. Raiden instalou a televisão no computador e no aparelho de som, e antes de iniciar o filme passou a palavra para mim. Eu me apresentei, falei para os alunos que eu e todos os outros colegas que estavam visitando o Olga, faziamos parte do projeto PIBID e, expliquei que, estamos indo lá para começarmos a praticar o ensino. Depois mostrei os instrumentos e disse que eles podiam experimentar. Nesta hora me arrependi de não ter feito uma fila, por que sempre tem umas crianças mais agitadas e bagunceiras, então percebi que para sair do controle é daqui pra ali. Depois pedi para eles sentarem e perguntei se eles gostariam de me perguntar curiosidades sobre a África. Eles perguntaram como eu conversava com os africanos, se tinha animais selvagens andando na rua, quanto custou os instrumentos que eu comprei, porquê eu não fiquei para copa...
Raiden finalizou a visita e pediu para que todos sentassem em frente a televisão e passou o filme.    

Festival de Ibiapaba

Gente o Link pro Festival de Ibiapaba - Viçosa - CE:


http://www.dragaodomar.org.br/festivalibiapaba/

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Uakti

Pessoal, não deixem de entrar nesse site: http://www.uakti.com.br/

tem várias idéias pra instrumentos!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO Santa Bárbara 31/05/2010


4º Ano
Professor coloca símbolos no quadro representando gestos a serem feitos. O Símbolo X representando clavas batidas, quadrado riscado representando palmas e quadrado vazio representando batidas com os pés. A atividade foi realizada com sucesso.
No final da aula, Maurício cantou a música Pequeno Cidadão (Arnaldo Antunes e Antonio Pinto). Todas as crianças cantaram a música normalmente.
5º Ano B
A aula começa tranquilamente. O professor começa a aula conversando com os alunos sobre o jogo do Bahia. Fato importante de se ressaltar porquanto mostra que o professor não está distante da realidade do educando. Em seguida o professor retoma os trabalhos com os hinos. Primeiro o professor trabalha com o Hino Nacional Brasileiro utilizando Play Back e acompanhando a letra. O objetivo de somente ouvir a música sem cantar é trabalhar percepção musical instrumental. Os alunos respondem com clareza quais instrumentos estão sendo tocados. Em seguida ele repetiu novamente já com os educandos cantando a música. Depois o professor colocou o Hino ao 2 de Julho e o da Cidade do Salvador. O objetivo já apresentado pelo mesmo foi trazer os aspectos pátrios e trabalhar outra realidade que os mesmo não conheciam.
5º Ano A
Mesmo trabalho realizado na B. A turma estava mais vazia provavelmente devido a vacina que ocorreu no mesmo dia. Havia cerca de dez alunos a menos. A turma demonstrava estar desmotivada devido à ausência dos demais alunos e consecutivamente a aula não rendeu da forma como se esperava. O professor precisou mudar os planos e não exigiu da turma o que exigiria se ela estivesse completa. Tudo isso mostra que o educador precisa estar atento as nuances e aos pequenos problemas que pode ocorrer. Ainda assim a aula ocorreu com sucesso e os alunos responderam a iniciativa do professor.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Aula de música e dança no Olga 02/06/10


     Assisti pela primeira vez a aula de música dada por Raiden.  Até então só havia assistido o ensaio e a apresentação da peça.
     Quando cheguei na escola, percebi o transtorno que a obra está causando para as aulas. Está tendo um revezamento de salas. Presenciei uma mãe levando o seu filho na escola e um funcionário dizendo que não era o dia dele. 
     Raiden chegou e pediu para os alunos tirarem as cadeiras da sala. A professora de dança chegou e percebi que os dois iriam ensinar juntos. Os alunos eram do 6º ao 9º ano que foram recém selecionados para o Olgart. O ritmo samba funk foi escolhido para ser trabalhado em aula. Raiden tocava o ritmo no pandeiro, enquanto a professora fazia alguns exercícios de alongamento e postura no andamento do ritmo. Depois eles ensinaram movimentos e percussão corporal aproveitando a célula rítmica do samba funk. Depois de terem incorporado o ritmo, Raiden pediu para que eles tocassem nos instrumentos, que são: baldes, tamborzinhos, pandeirolas, pandeiros, caxixi, dentre outros de percussão. Os alunos faziam tudo com muita facilidade, tudo é rapidamente absorvido, então percebi o quanto é importante planejar o ensino. Quando penso em ensinar música para criança, me vem muitas dúvidas, mas acho que estou começando a entender que o ponto de partida é o conteúdo a ser ensinado, e o repertório de atividades seria uma via para alcançar os alunos. Estou enganada?

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Relato AC Olga Figueiredo sexta 28/05/2010

A atividade começa com uma série de alongamentos, e depois disso o professor Raiden passa pra os alunos outras técnicas usadas em teatro para um melhor conhecimento do corpo, uma delas é a dos rotores (partes do corpo com capacidade de girar para todos os lados) a exemplo do pescoço, da cintura, dos ombros, joelhos, etc. Dando seguimento houve uma dinâmica em forma de círculo onde cada um foi no meio mostrar sua respectiva combinação de rotores. Essa combinação na maioria das vezes caracterizava um personagem como um bêbado ou uma pessoa que "puxava da perna" ou uma velhinha ou um corcunda. A aula foi muito divertida, alguns alunos ficaram tímidos mais depois desinibiram-se. Durante a aula a professora Rita chegou e relatou sua experiência que teve após chegar de uma reunião com a secretaria de educação, se não me falha a memória, onde discutiu a temática da "sala de aula não só como um espaço para aulas" mas sim para boas conversas a respeito de questões que venha surgir no cotidiano seja do aluno ou da escola em si, como a diversidade, por exemplo. A professora também falou do convite que a secretaria e educação fez para o Olgart, onde apresentará o espetáculo "poderia ter sido de outra maneira" em um grande evento.
Depois das aulas aconteceu uma reunião com os professores onde a diretora anterior entregou uma folha para uma enquete na qual os professores avaliaram a última gestão. No decorrer da reunião Raiden me apresenta a todos da sala em seguida falamos um pouco sobre o PIBID. Depois da reunião comemoramos o aniversário de duas pessoas da escola com direito a bolo e guaraná.