segunda-feira, 11 de abril de 2011

Atividades na Escola Carmelitana - 11 de abril de 2011


Pessoal, boa noite. Acabo de chegar da Carmelitana e para não perder as minúcias, estou postando logo.

Hoje experimentei ir à escola a pé! Foi realmente uma caminhada árdua e duradoura, quase lancinante, mas valeu a aventura.

Logo que cheguei, Davi apresentou-me a um estagiário da Católica, que também participou das aulas conosco. A primeira turma foi o 4° ano. Geralmente, a turma  é dividida em duas, metade vai para aula de música e a outra metade, para outra disciplina. No horário seguinte, inverte-se, mas hoje, como a professora regente não havia chegado, encaramos a turma do quarto ano inteira de uma só vez, o que fez nos sobrar um horário vago.

O tema da aula foi a duração do som. Davi utilizou o método dos tracinhos: cada traço correspondia a uma figura de tempo, que foram apelidadas de acordo com a duração.
O traço pequeno era curto, o traço médio era longo e o traço maior era looongo. Por trás destes apelidos estavam as figuras: semínima, mínima e semibreve. 
Desenhando os traços no quadro, Davi colocou uma música, para que os educandos pudessem identificar as figuras nelas contidas. No início as crianças tiveram uma certa dificuldade, mas logo foram pegando o jeito e acertando. Depois de identificadas todas as figuras, as crianças bateram o ritmo: metade da sala, bateu o motivo escrito, orientada por Davi e a outra metade de trás para frente, orientada por mim e Vitor (o estagiário). 
A outra Turma que encaramos foi o 5° ano, desta vez dividida, como de costume na escola. O tema da aula foi o mesmo, só que desta vez, nós distribuímos instrumentos para que os ritmos fossem executados. Após a realização de todas as atividades, Davi tocou na flauta ritmos diferentes para que eles repetissem com os instrumentos. 
Com a outra metade da turma não foi diferente, mas pude notar que este grupo  era mais agitado e serelepe, embora tivessem menos dificuldades com os exercícios propostos.

Terminamos assim mais uma jornada vespertina de aulas. Davi, então, nos convidou, como de costume, a conversar, sobre todo o trabalho. Ele mencionou mais uma vez as dificuldades encontradas na escola e em toda a rede em si. Também me advertiu a não postar grande parte da conversa, por isso essa parte acaba aqui. Rsrs

Na saída, conheci D. Raimunda, a líder comunitária, super gentil e bastante receptiva. Ela falou muito bem da escola e ressaltou, que no bairro não existe apenas marginais, mas sim pessoas que trabalham e lutam por uma vida melhor, por isso ela está sempre disposta a lutar pelo bairro. Também deixou bastante explicita a felicidade em nos receber como futuros professores de música e se mostrou disposta a nos acompanhar na visita ao bairro.

Atividades na Escola Carmelitana - 11 de abril de 2011

Acolhida e oração.
O professor David pede que eu e Ricardo assumamos integralmente a manhã de aulas. O 5º ano A está dividido em duas turmas. Começamos a primeira aula de 8:40 até às 9:25h. Ricardo começou trabalhando som curto e som longo mostrando a equivalência com as figuras de valor.
Depois colocou uma audição para os alunos distinguirem as figuras de valor. Depois eu fiz a partitura sonora com gestos do corpo seguindo um pulso e um exercícios com traços longos e curtos com as figuras respectivas. Alguns alunos da primeira turma são dispersos e não participam das atividades.
Entra a segunda turma com a qual foi trabalhado o mesmo conteúdo. Essa turma participou mais e assimilou bem as atividades.
Recreio
A turma do 4º ano vai participar da mesma aula.
Com o interesse de poucos alunos foram feitas as atividades.

Atividades na Escola Carmelitana - 04 de abril de 2011

Acolhida e oração.
No primeiro momento não fomos para a sala de aula, pois aconteceu a apresentação o Programa Mais Educação. Os alunos que foram selecionados conheceram o projeto, que é caracterizado por oficinas nas quais as crianças passam o dia na escola: num turno eles têm de aulas e no turno oposto fazem várias atividades. É o começo da implantação da escola integral.
Depois fomos designados para assumir a turma do 5º ano A. Ricardo fez uma atividade com as propriedades do som. Ele utilizou uma música de pagode causando um grande barulho. Terminada a aula nos reunimos com o prof. David para falar do projeto do coral que será com 40 crianças de 7 a 14 anos. A seleção já terá início em breve.

Relato das observações feitas no dia 07/04/11 na Escola Estadual Santa Bárbara

TURMA: 3° ANO B Tema: leitura e intensidade · O professor escreveu no quadro uma partitura não convencional e pediu para que a turma tentasse interpretar os símbolos desta partitura produzindo sons vocais com dinâmica. A turma demorou um bom tempo para assimilar as variações de dinâmica. Primeiro ele determinou como seriam esses sons pra depois pedir para que a turma sugerisse outros sons. · Depois que a turma assimilou a interpretação dos sinais escritos na partitura, o professor fez a regência. Notei que os alunos que associavam o som com o movimento corporal eram os que interpretavam melhor os sinais, utilizando a dinâmica correta. · Quando o professor pediu para que os alunos criassem outros sons para interpretar esta mesma partitura já estava perto do final da aula, então ele deixou para continuar a atividade na aula seguinte. · A aula ficou curta, pois chegou a mãe de um dos alunos da tarde querendo conversar com Maurício sobre seu filho e ele teve de dar atenção a esta senhora. TURMA: 4° ANO A · O professor iniciou a aula mostrando um pacote de bolacha de água e sal e perguntou quem sabia quais ingredientes eram utilizados na confecção da bolacha. Estes estavam descritos na música “Bolacha de água e sal”, trabalhada na aula anterior. · Depois ele tocou a música no violão enquanto a turma cantava. · Em seguida ele colocou a música para tocar no som e repetiu o exercício de percepção, feito na aula passada, pedindo para a turma identificar a instrumentação. · Alguns alunos estavam dançando seguindo a pulsação que o baixo elétrico estava marcando na música. Maurício aproveitou para pedir que a turma observasse os movimentos desses meninos e identificassem qual instrumento estava marcando esta pulsação. Isso foi bastante funcional. · Para finalizar a aula o professor tocou no violão uma música para todos cantarem: “O que é que está escrito”. TURMA: 5° ANO A · O professor iniciou a aula colocando a música “Fome come” para a turma escutar. · Depois iniciou uma análise, junto com os alunos, sobre a letra da música. Em seguida pediu para identificarem a instrumentação. · Maurício reproduziu a célula rítmica da introdução com um copo de plástico, que na música é utilizada uma lata, e pediu para os alunos explicarem a diferença entre o som da lata e o som o copo e eles conseguiram identificar com facilidade o grave e o agudo utilizando exatamente estes termos. · Depois foi pedido que eles identificassem o som do tambor e eles reproduziram o ritmo do tambor batendo nas carteiras. · Neste dia a turma estava muito dispersa, por isso a aula não foi bem aproveitada. Obs.: Maurício não deu aula para o 3° ano C, pois estava envolvido com a questão apresentada pela mãe do aluno da tarde.

Relato das observações feitas no dia 24/03/11

ESCOLA MUNICIPAL SANTA BÁRBARA PROFESSOR ORIENTADOR: MAURÍCIO DÓRIA PIBID – OBSERVAÇÕES DATA: 24/03/2011 TURMA: 3° ANO C Entramos na sala e o professor Maurício apresentou Pedro e eu à turma que nos recebeu muito bem. Em seguida Maurício iniciou a aula. Percebi que o professor busca manter uma impostação vocal bastante firme (apesar de ser muito natural nele), e isso faz com que todos se mantenham atentos a aula. O professor fez uma apreciação musical com a turma utilizando a música “Oito anos”, canção interpretada por Adriana Calcanhoto. Após a primeira audição o professor pediu para que todos falassem quais instrumentos faziam parte da música. Depois colocou a introdução e os alunos foram identificando os instrumentos e reproduzindo com a voz. Alguns alunos são bastante participativos e outros só observam. Notei que Maurício deixa a turma bem à vontade e não obriga ninguém a participar, mas consegue fazer com que os alunos, pelo menos, observe. Depois de identificarem os instrumentos o professor pediu para que os alunos prestassem atenção à letra da música e foi fazendo uma análise desta. Os alunos demoraram um pouco para conseguir interpretar a letra e saber do que ela falava. Maurício chamou a minha atenção e a de Pedro para o nível de entendimento desta turma. (Acho muito importante essa atitude de Maurício, de fazer a turma pensar e encontrar suas próprias respostas sobre os assuntos abordados). Depois o professor retomou uma atividade iniciada na aula anterior, sendo assim: cada um fala uma palavra que foi memorizada de uma gravação de uma música que está no cd Palavra Cantada, seguindo uma pulsação estabelecida pelo professor. Em seguida ele tocou a canção no som para as crianças ouvirem. Para finalizar a aula o professor tocou uma música no violão e todos cantaram e alguns batucaram nas carteiras. Recursos: um violão, uma caixa amplificadora e um aparelho MP4 TURMA: 4° ANO A Maurício nos apresentou à turma que fez questão que cada um de nós se apresentasse. Esta turma é bastante agitada. Maurício pediu para Pedro anotar no quadro a letra da música “Bolacha de água e sal” enquanto a turma fazia uma audição desta música. Alguns alunos dançavam enquanto ouvia a música. Maurício deixa os alunos bem à vontade e não impede que eles levantem e dancem desde que isso não atrapalhe os colegas. Também foi pedido para que a turma identificasse a instrumentação, tal qual na aula anterior. Depois o professor pediu para que a turma fizesse uma leitura em voz alta da letra da música que estava escrita no quadro. Em seguida tocou a música no som e todos acompanharam cantando a letra. Teve um trecho da música que não foi escrito no quadro e a turma aprendeu ouvindo. Perguntei a Maurício se essa turma já havia trabalhado essa música antes e ele respondeu que não. Fiquei impressionada com a rapidez com que a turma aprendeu a música. Conseguiram assimilar não só a letra como a melodia também. A aula foi finalizada com a apreciação desta música. A turma é muito indisciplinada e acho que é preciso reforçar ainda mais o uso das palavras mágicas: “por favor”, “obrigada(o)”, “com licença”, entre outras, para que os alunos internalizem uma boa educação. TURMA: 5° ANO C Depois das devidas apresentações (Pedro e eu) o professor iniciou a aula perguntando se os alunos sabiam quem estaria aniversariando por aqueles dias. Depois de algumas dicas, todos identificaram que era a Cidade de Salvador. Maurício pretendia trabalhar com essa turma o Hino a Salvador, mas não foi possível, pois ele não encontrou o áudio nem a letra da música. Foi distribuída na turma a letra da música “Fome come”, do grupo Palavra cantada. O professor pediu para a turma identificar a instrumentação. Quando ele mostrou que um dos instrumentos, que por sinal era o mais evidente, era um copo utilizado para produzir um ritmo, todos ficaram impressionados. Depois o professor executou a célula rítmica do copo e todos acompanharam cantando a letra da música. Para finalizar, foi feita uma audição com esta música.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

RELATO ESCOLA CARMELITANA - 04 DE ABRIL DE 2011

Cheguei a escola e encontrei o professor Davi atarefado com os preparativos para o primeiro dia do programa Mais Educação. Ele explicou que devido a isso não daria aulas para as turmas do 4º e 5º ano.
Houve a acolhida com as canções e as orações e quando todas as turmas foram para as suas salas ficamos (Eu e Angela) com a turma do Mais Educação.


Mais Educação
O programa mais educação foi apresentado através de slides de Power Point pela professora de artes Cristina. Os slides tinham textos simplificados, contavam com a ajuda de imagens e descreviam em linhas gerais os princípios e desdobramentos do programa Mais Educação, a saber:
Tema – Uruguai, bairro que nasceu do lixo
Título – Repense, o lixo é da gente.
Oficinas – Letramento, futebol, dança, recreação, informática e jornal escolar.
Desdobramentos – Ajuda no desempenho escolar, aprender a conviver de maneira saudável, perceber o meio ambiente, olhar para o passado do Bairro e planejar futuro, três refeições por dia.
A educadora frisou bastante que no programa há protocolos de comportamento e que o descumprimento destes protocolos pode levar ao desligamento do projeto.


5º ano A
Enquanto observávamos a explanação da educadora, a diretora chegou avisando Davi que o 5º ano A estava sem professora regente e que precisava "segurar" os educandos até o intervalo. Como eu já tinha preparado um plano de atividade para o 5º ano, aproveitei essa oportunidade e sob o consentimento do prof. Davi realizei as atividades.
Basicamente a atividade consistiu em aprofundar através da prática os conceitos de propriedades do som, que foram lidos em sala de aula pelo professor Davi na semana passada.
Comecei a atividade definindo som e silêncio, pedindo para prestar atenção ao que estavam ouvindo. Solicitei que eles fizessem barulho para depois ficar em silêncio. Chegamos a conclusão de que o silêncio não existia (pelo menos ao nosso redor), porque se desligássemos o ventilador e toda a escola fizesse silêncio ainda ouviríamos o barulho da rua!
Experimentamos no entorno sonoro, os sons graves e agudos, classificamos os instrumentos característicos de uma banda de pagode segundo o critério de alturas, experimentamos também os sons fortes e fracos, a duração dos sons. Aproveitamos o som da “marcação, surdo, 105” para cantar a música “Firme e forte” – Psirico (todos cantaram com muita empolgação). Ainda houve outra música cantada por dois educandos “Vizinho conspirador – A bronka".
Para o timbre experimentamos sons de todas as partes da sala. Também realizamos uma atividade de reconhecimento de voz, fazendo uma analogia com a voz característica de cada instrumento.
Após as atividades, ajudamos o educador Davi a passar um filme para o pessoal do 5º ano que era do Mais Educação e que teria aula no turno da tarde. Ele também apresentou o projeto do coral, que em linhas gerais pretende começar com quarenta alunos que serão selecionados entre os mais afinados e os mais comportados.
Espero não ter escrito muito e até a próxima segunda!!!

Relatório Carmelitana 06/04

Nesse dia observei a aula do 2º ano.

Davi trabalhou as propriedades do som: ritmo e altura.

Todos os alunos entraram em fila na sala e foram sentando em suas carteiras, que estavam arrumadas em semi-círculo, um por vez. Tudo isso organizado pelo professor Davi, que além disso, exigiu que eles não arrastassem as cadeiras para sentar, mas sim levantassem as cadeiras e sentassem comportadamente.
Após uma breve recapitulação da aula anterior, Davi cantou uma música de apresentação, na qual cada aluno dava um "Boa Tarde!" e dizia o seu nome. Com uma certa timidez, um por um cada aluno foi se apresentando.
Depois desse momento, o professor explicou resumidamente sobre a origem do som, explicando que todos os lugares produzem som, e também sobre a altura do som, exemplificando com a voz do papai e da mamãe, que são diferentes, uma é mais grossa e outra é mais fina. Não foi utilizada a nomenclatura, grave e agudo.
Em seguida, ele passou a utilizar instrumentos. Dois pequenos sinos de alturas diferentes e duas flautas de bambu, também de alturas diferentes. Ele tocava um e em seguida o outro e perguntava qual tinha sido o mais "grosso" e o mais "fino", o primeiro ou o segundo? Houve muita dúvida entre os alunos. Depois com a mesma atividade ele tocava uma sequência de duas notas na flauta, e no mais agudo eles levantavam da carteira e no mais grave sentavam.
Houve depois a apresentação de sons longos e curtos. Na flauta, ele sustentava uma nota num período longo e, logo em seguida, ele tocava um som breve. E na mesma linha de raciocínio ele perguntava qual tinha sido o mais longo e o mais curto. Ele também utilizou as mãos. Com palmas ele tocava uma sequência rítmica, com 3 palmas no máximo e com sons longos e curtos, e pedia para cada aluno repetir. Depois, com um atabaque que estava no centro da sala ele pediu para cada um vir e tocar a sequência que ele tinha passado. Houve muita relutância por parte dos alunos. Alguns não quiseram ir, por vergonha, e uns dois apenas conseguiram executar a sequência corretamente.
Após essa atividade a aula foi encerrada.

Pontos a ser considerados:

1- A disposição de material didático é muito pouca.
2- Houve muita advertência por parte do professor para manter uma disciplina na aula.
3 - Uma aluna mais indisciplinada exigiu que Davi a trocasse de lugar.
4 - Muitas crianças com problema de dicção, e também, dificuldade de leitura.

Relato de Observação da Escola Carmelitana do Menino Jesus - 04 abril de 2011


Demorei um pouco em postar, mas acho que de agora em diante vou postar com mais freqüência...

O meu primeiro contato com a escola foi hoje, dia 4 de abril de 2011. Confesso que a primeira impressão foi muito boa. Embora o ambiente novo favorecesse um sentimento de apreensão e curiosidade, estava aberto para essa nova relação de aprendizado, crescimento, contribuição e troca.

O meu trajeto até chegar à escola foi um pouco conturbado porque se tratava de um lugar no qual nunca tinha ido. Apesar de ter feito uma pesquisa na internet e pego o endereço, telefone da escola encontrou algumas dificuldades. Como estou morando na Garibaldi, tive que ir andando até a Vasco da Gama para pegar o coletivo “Mirantes De Peri Peri”. Ele passou na parada de ônibus por duas vezes, porém, não parou. Eu quase desistia de ir à escola porque o horário estava avançando e conseqüentemente eu iria chegar muito atrasado. Para minha alegria passou um coletivo e parou. Além de perguntar se o ônibus passava no lugar de destino, pedi para o cobrador me avisar assim que chegasse ao local. Ele concordou, mas mesmo assim, não me dei por satisfeito. O cobrador demonstrou dúvidas quanto ao local das instalações da escola. Então, perguntei ao motorista como se chegava e ele também demonstrou dúvidas. Com tanta incerteza terminei sendo levado para as proximidades do bairro de Plataforma. Olha, não foi fácil! Tentei ligar para alguns colegas, mas não tive êxito.

Ao retornar, procurei ter certeza de que estaria pegando o coletivo certo e que chegaria ao local. Pedi informações com as pessoas que estavam no ponto e elas me informaram para pegar o Ribeira. Terminei descendo três paradas antes do local correto. Mais uma vez pedi informações e para minha alegria uma senhora disse que sabia onde ficava a escola. Disse que o filho dela havia estudado lá. Ela me orientou como chegar e me sugeriu que eu fosse andando, pois não estava muito longe. Outra senhora que estava no ponto e presenciou nosso diálogo, sugeriu que pegasse um transporte levando em consideração que não conhecia o lugar já que era um pouco perigoso. Peguei o coletivo e o motorista me deixou exatamente na entrada da Rua da Escola.

Chegando ao local, avistei uma escola cujo nome era parecido com a que estava procurando. O agente de portaria me informou que era a escola ao lado. Então, cheguei à escola certa. Confundi a entrada e por fim, cheguei ao portão principal. Demorou um pouco para ser atendido, mas isso foi bom porque pude escutar de fora como estava o ambiente. A impressão que tive foi de não estar em uma escola pública e em plena atividade pedagógica: o silêncio tomava conta daquele lugar.

Uma vez na escola, dei uma volta e pude ver que todos os alunos estavam trabalhando quietos, prestando atenção nas suas respectivas professoras. Não gritavam e nem corriam de um lado para o outro. Não se via aluno fora de sala, nem andando pelos corredores de um lado para outro.

Logo que fui recebido pelo agente da portaria e pedi que me direcionasse ao professor de musica Davi. Ao chegar à sala o encontrei com Ângela, Ricado e uma turma de aluno. O professor me disse que a turma que estava com eles naquele momento foi porque umas das professoras não perderam ir naquele dia. Então o professor solicitou a ajuda dos bolsistas. Ricardo, que representava o projeto PIBID, estava montando o equipamento de áudio e vídeo para passar um filme para os alunos. Ele encontrou algumas dificuldades nesse processo porque, depois de muitas tentativas, o equipamento não estava funcionando muito bem. Logo de início imaginou-se que fosse o próprio equipamento ou o DVD. Depois de várias tentativas foi detectado que o problema estava na rede elétrica. O que levou o professor Davi a sugerir a troca da sala. Os alunos que estavam acomodados passaram a reagir, não muito bem, ao imprevisto. Conseguimos instalar os equipamentos e passar o filme no data show, também com um pouco de dificuldades. Eles ficaram maravilhados.

Em seguida, os alunos foram convidados para fazer a refeição de meio dia. Sai de lá exatamente no meio da refeição das crianças porque precisava ir para faculdade.

No caminho tirei algumas fotos da parte externa da escola e do trajeto até chegar ao local.

Psiu!!! Colegas ainda têm fotos para postar e mais informações, mas estou muito cansado.

Vou dormir. Abraço para todos...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Relatório de Observação na Escola Santa Bárbara dia 05/04/2011

Grupo 5

Maurício iniciou a aula fazendo a roda da amizade, na qual as crianças já aprendem a ajudar umas às outras para organização da roda. Roda da amizade pronta, começam os trabalhos com a hora do silêncio: Maurício colocou um CD a que as crianças identifiquem os sons do dia-a-dia par. O objetivo nesse trabalho é o desenvolvimento (das crianças) da percepção dos sons. As crianças sempre ligam o som ao movimento sendo importante trabalhar isso separadamente.
Chega a hora da música de apresentação e logo os pequenos começam a cantar. algumas crianças ainda resistem e as outras ajudam cantando novamente para que esse aprendam trabalhando assim a solidariedade.
após a música de apresentação,Maurício pega duas clavas e inicia um trabalho de dicção com as crianças que aprendem a pronunciar corretamente o nome clava pois, nessa fase é comum encontrarmos crianças com dificuldades na dicção. em seguida ele inicia a percepção rítmica onde ele mostrava um ritmo e ia passando a clava um por um para que reproduzissem o ritmo ouvido.

1º ano

Maurício inicia a aula com o objetivo de ensinar uma música (qual?) para uma apresentação que eles irão fazer na Páscoa. Foram trabalhados com eles a letra da música ,depois a melodia. Foi feita também a divisão da música: a parte onde todos cantam e a parte dividida entre oas meninos e as meninas.

2ºano

A aula foi iniciada com a música do vagalume. Em seguida, Maurício trabalhou a leitura rítmica com a escrita não convencional onde ele colocou vários símbolos no quadro com durações curtas, longas e silêncio. Os alunos reproduziram o ritmo pedido e entenderam perfeitamente a duração dos sons. A parte mais interessante foi quando Maurício pediu que elas componham o ritmo que quisessem. Todos participaram na composição desse ritmo mostrando a criatividade e participação da turma.

Maurício começou a trabalhar com dinâmica nas músicas "Galinha Pintadinha" e a "Danada da preguiça" mostrando a elas o crescendo e decrescendo. Alcançados os objetivos ele deixou a turma brincar e cantar as músicas escolhidas por elas.

3º ano

A turma dessa vez estava bem comportada e foi mais fácil conduzir os trabalhos, que foi iniciado com a música das notas músicais.
Ele desenhou no quadro uma escada e colocou o nome das notas para fazer o trabalho de percepção e intervalos com a canção das notas musicais e da maré. Os alunos cantaram os intervalos sem dificuldades. Eu tinha uma visão muito diferente da forma de ser trabalhada a musicalização infantil e está sendo muito bom conhecer o trabalho de Maurício. Em todas as aulas ele pára e explica para mim e Sapoti o que ele espera com a atividade proposta e tira também as nossas dúvidas.

até mais Colegas!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Relato 1º Encontro de Arte-Educação da Península de Itapagipe - 31.03.11

Esse é o relato do 1º Encontro de Arte-Educação da Península de Itapagipe. Como houve este evento e Maurício era um dos organizadores, não teve aula de música na quinta de manhã no Santa Bárbara.
O Encontro começou às 9:20h e foi realizado no SESI do Caminho de Areia. A primeira a expor uma apresentação foi a aluna de graduação em Serviço Social da Universidade Católica Emmanuela Chagas Santos. Ela apresentou um estudo comparativo entre três escolas – duas com aulas de arte e uma sem –, todas localizadas na Península de Itapagipe.
Os nomes das escolas não foram divulgados, mas ao longo da palestra ela apresentou vários dados coletados ao longo das entrevistas que fez nas escolas – interesse dos alunos pelo ensino de arte nas escolas regulares, interesse dos professores, quantidade de alunos presentes nas turmas e etc. Em minha opinião, o dado mais relevante levantado e que vale muito a pena ser citado é a taxa de evasão dos alunos das escolas. Como discutido na nossa reunião de sexta, fica muito difícil definir a influência exata especificamente das aulas de arte na taxa de evasão uma vez que a amostragem foi pequena, mas de qualquer maneira os dados são bem relevantes. Na escola A, que desenvolve atividades artísticas, não havia dados suficientes para a pesquisa, motivo pelo qual foi excluída da mesma neste tópico. A escola B, que também desenvolve atividades artísticas, tinha uma taxa de aprovação de 70% e apenas 5% de evasão – sempre considerando todas as turmas da escola. Já a escola C, que não desenvolvia atividades artísticas e trabalhava com a EJA tinha uma taxa de aprovação de 40% e (pasmem) 70% de evasão.
Como sabemos que evadir significa simplesmente deixar de ir para a escola e a não evasão não significa necessariamente estar freqüentando as aulas, imagino que o ano letivo tenha terminado oficialmente por falta de quórum. Suposições à parte, esses dados são reveladores, apesar de não serem suficientes para a definição da influência do ensino de arte nas taxas de evasão pelo Brasil afora.
Em seguida foi feito um levantamento das manifestações culturais e grupos existentes na Península pela representante do Colegiado Local de Cultura. Ficou claro que os dados não eram absolutos e que existiu uma dificuldade no mapeamento de grupos culturais na Ribeira. Diversos dados foram lançados e foi quase impossível acompanhá-los tamanha a diversidade de tópicos – quantidade de homens, mulheres, idosos, crianças, adolescentes em grupos de samba, capoeira, bandas, fanfarras e etc. Para mais dados referentes a esta pesquisa sugiro o contato do Colegiado Local de Cultura da Península de Itapagipe uma vez que todos foram direcionados exclusivamente àquela área.
Após a exposição, houve o debate entre representantes da prefeitura, escolas estaduais e professores presentes.
Foi uma experiência interessante. Muitas idéias foram lançadas e tentei sintetizar e expor aquelas que não foram muito específicas e que puderam de alguma maneira ser generalizadas para outras áreas.
Quinta feira tem mais!
Aquele abraço!

sábado, 2 de abril de 2011

RELATÓRIO OBSERVAÇÃO ESCOLA CARMELITANA DO MENINO JESUS (5º E 4º ANO A) 28 DE MARÇO DE 2011

Cheguei a escola e encontrei o professor Davi na sala dos professores, participei da acolhida aos estudantes, que consistiu em uma oração e duas canções que todos realizaram em conjunto.

5º ano A
Davi explicou qual era seu plano de aula e entramos na sala do 5º ano (a professora regente havia faltado então ficamos de oito da manhã até o a hora do intervalo). Ele leu os informes do programa Mais educação, que é uma tentativa do governo de manter os alunos na escola em tempo integral. Distribuímos (eu e Ângela) um texto de Bohumil Med explicando as propriedades do som e as características básicas da música e o professor leu com os educandos. Nesta atividade o professor trabalhou conteúdos de português explicando aos alunos palavras que eles não conheciam e estimulando a leitura. Passamos então ao Hino de Salvador (no dia seguinte os educandos iriam cantar o hino junto com o 4º ano no pátio da escola).
A seqüência de trabalho do hino foi a seguinte: ler hino em voz alta, declamar hino e cantar o hino acompanhado do aparelho de som.
Depois saímos da sala e fomos para o pátio para ensaiar como seria a apresentação. O educador teve que sair então pedi que os educandos cantassem o hino a capela com a regência de Ângela, depois o educador retornou e todos cantaram o hino acompanhados do aparelho de som.
O 5º ano A se mostrou uma turma participativa e de comportamento regular, o educador conseguiu desenvolver todas as atividades propostas sem muitas dificuldades. Durante o recreio dos menores que ocorre sempre antes dos maiores houve bastante barulho interferindo na aula.

4º ano A

Também houve a explicação do programa Mais educação. A atividade desenvolvida foi o Hino de Salvador, com os mesmos procedimentos descritos acima, sendo que não fomos para o pátio porque começou a chover forte. Essa turma já se mostrou mais agitada com a presença de um aluno com necessidades especiais que produziu algum barulho durante a aula e um ou outro educando mais ativo na dispersão, mesmo assim a atividade transcorreu sem maiores problemas.

Comentários
Após as aulas tivemos uma reunião com Davi onde ele nos apresentou a professora de artes (Cristiane), nos mostrou as instalações da escola (que conta com sala de informática, de música, direção, secretaria, sala dos professores, cantina, pátio). A sala de música e artes é de certa forma bem equipada, com computador, data show, retro-projetor, caixa de som e um atabaque. Também finalizamos o plano de trabalho com a orientação de Davi. Fiquei de planejar uma atividade de quinze minutos para a próxima aula, reforçando os conteúdos trabalhados no texto de Bohumil Med.
Tive uma boa impressão da escola e do trabalho do professor que se mostrou bastante compromissado com a escola e com os educandos. No entorno da escola muita sujeira e lixo depositado nos muros. Ficarei feliz se daqui para o fim do ano consigamos transformar o entorno da escola em um lugar mais agradável integrando a escola e a comunidade, promovendo a convivência e o respeito mútuo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Nessa terça-feira foi estabelecido o nosso primeiro contato com as crianças da Escola Municipal Santa Bárbara. Observamos os alunos do grupo 5,1º,2º e 3º ano.
A primeira aula foi com o grupo 5, peguei a aula pela metade (cheguei atrasada) mas, com o pouco tempo que estive com os pequenos pude perceber a relação forte que existe entre eles e a clava. eles me receberam muito bem e até falaram o meu nome marcando o ritmo na clava, depois o Professor Maurício tocou e cantou com eles a música da apresentação do nome para todos se apresentassem. Foi interessante ver parte do desenvolvimento das crianças, como por exemplo a coordenação motora e rítmica quando trabalhadas as cantigas com a marcação na clava.
finalizadas as tarefas com o grupo 5, fomos para a sala do 1º ano. Maurício nos apresentou a turma e logo começaram os trabalhos. Entre uma musica e outra apresentadas a eles, pude perceber que as crianças que foram musicalizadas quando estavam no grupo 5 tinha uma percepção musical mais trabalhada. Um exemplo foi quando Maurício tocou a música do passarinho que som é esse para que eles pudessem identificar os instrumentos ouvidos. A maioria dos alunos conseguiram de fato identificar esses instrumentos uns falavam o nome correto outros usavam as mãos para dizer qual era o instrumento como era o caso do piano. Ali foi perceptível identificar os alunos que já vinham de um processo de musicalização.
Na sala do 2º ano as crianças já faziam a relação de duas músicas que elas aprenderam e que só mudava a letra, já expressavam suas preferências de musicas e tinham também boa relação com a clava marcando bem os rítimos presentados pelo Professor.
Nosso dia na Escola Santa Bárbara encerrou com o 3º ano.os alunos estavam bem agitados (talvez pela minha presença e de Sapoti) e por conta da agitação toda, algumas das atividades preparadas por Maurício não puderam ser executadas.
estou ansiosa pelas próximas aulas!
Abraços!

Relato Carmelitana dia 30/03

Enfim, minha primeira experiência com a escola pública!
Muitas expectativas e uma certa ansiedade também. Cheguei lá por volta das 14:00h, o professor Davi estava em sua hora de almoço. Dentro de 30 minutos mais ou menos ele chegou e me colocou a par do que iria acontecer durante a tarde na escola. Fui apresentado a diretora da escola, - não lembro o nome agora - que por sinal mostrou ser uma pessoa muito simpática e envolvida com as questões artísticas que são desenvolvidadas na escola. Senti disposição da parte dela. Ele me apresentou também a professora de Artes, Cristina. Ao conversar com ela, ela me falou sobre outros projetos ao qual a escola está envolvida, como: o Mais Educação, onde serão oferecidas oficinas aos alunos no turno oposto ao de suas aulas. A idéia é de permitir que o aluno fique em tempo integral na escola. A abertura desse projeto será agora no dia 04/04, pela manhã e tarde. Existe também o Projeto Sinaleira, onde jovens que trabalham em sinaleiras e por isso acabaram abandonando os estudos ou então sofrendo dificuldades para se desenvolverem normalmente nas aulas, tem uma nova oportunidade. Não estou muito inteirado desse projeto ainda. Existe ainda um projeto de abertura da escola aos finais de semana para a comunidade, com cursos de corte e costura, tricô, etc...
Mas retornando ao que foi desenvolvido hoje. Hoje foi um dia em comemoração ao aniversário de 462 anos da cidade de Salvador. Davi preparou uma apresentação com a escola toda. Foi ensaiado com os meninos o Hino da Cidade do Salvador. Os meninos do 4º e do 5º ano ensaiaram a letra toda e os demais apenas o refrão. Senti apenas um certa relutância nos meninos do Projeto Sinaleira. Davi, com muito esforço, conseguiu a bandeira nacional, a bandeira estadual e a bandeira municipal, que foi estendida por 4 alunos, cada. A idéia é de que coloquem logo mais os 3 mastros. Hino ensaiado, letra na mão, meninos e meninas perfilados, peito estufado. Por volta das 16:15h, a diretora iniciou um pronunciamento, contando um breve história da fundação de Salvador - gostei muito. Depois, Davi colocou um cd com o hino, para dar suporte a meninada. Foi muito interessante, todos cantaram bem e com entusiasmo. É verdade que alguns alunos estavam meio agitados e dispersos, principalmente o 3º ano, e existiam ainda alguns casos específicos de 2 ou 3 meninos que não obedeciam aos professores.
Mas para mim o ponto forte foi a interdisciplinaridade que rolou. Ponto este que faz parte do projeto pedagógico da escola. Ao mesmo tempo em que a música ia se desenvolvendo ali, ainda tinha a aula de Geografia, com reconhecimento das bandeiras, da nação, do estado e do munícipio e a aula de História, através do relato da fundação da cidade pela diretora. Mas o que mais me chamou a atenção foi o trabalho de desenvolvimento, já na tenra idade, de reconhecimento da cidadania. Esse talvez seja o maior fruto que eles tenham colhido nessa tarde.
No mais, conversei bastante com Davi e Cristina. Suas idéias sobre o plano de curso bimestral (Promover uma reflexão a partir do som e do ritmo, apreciando e percebendo esses valores na vida cotidiana das pessoas, elevando a auto-estima, cuidando do meio ambiente e preservando a natureza como saúde musical) e sobre o plano de trabalho dele. Percebi uma interação entre o meu plano e o dele.
Saí de lá por volta das 17:15h, com muita coisa pra contar!

Ps:. Aí vai o blog do escola, http://educarmelitana.blogspot.com/ - vale a pena dar uma conferida!

terça-feira, 29 de março de 2011

O dia hoje na escola santa bárbara foi maravilhoso.acompanhamos o grupo 5 ,o 1º,2º e 3º anos.foi ótimo seguir essa sequência pois assim podemos acompanhar o processo evolutivo do trabalho com as crianças.foi muito bom estar finalmente com as crianças e acompanhar o trabalho do prof.Mauricio.a metodologia empregada em cada turma e a forma como ele conduz o processo me cativou logo de inicio.hoje pude constatar na prática a importância e o valor do programa do Pibid.depois de hoje a graduação passou a ter mais sentido.trabalhar com as crianças da rede pública de ensino é realmente um desafio e acho que a meta a ser perseguida pelo estudante da licenciatura.como havíamos conversado com Mauricio,o exercício da ação educativa nos exige um posicionamento claro e seguro de qual o papel socio-politico do educador.a música é mesmo um recurso fundamental para a construção de uma melhoria na educação pública no país.enfim passando para os relatos ;no grupo 5 e nos outros grupos correu tudo bem,Mauricio conversou bastante conosco da importância de desenvolver atividades que levem os alunos a internalizar pouco a pouco os fundamentos musicais ,dessa forma sem perceber eles vão realmente evoluindo espontaneamente.a única série que apresentou problemas foi o 3º ano.as crianças estavam muito agitadas dificultando bastante o desenvolvimento das atividades.Após essa aula conversamos bastante sobre o desafio enquanto agente propulsor do ato educativo.segundo o prof.Mauricio "ai é que fica gostoso ",ai é que somos obrigados a progredir enquanto educadores,ai é que realmente estar o papel do educador,analisar os desafios e descobrir formas de superá-los,de levar os educandos a se expandir.

Relato Santa Bárbara dia 24/03

Bom dia amigos,

Este é o meu primeiro relato do encontro com o professor Maurício e nossa colega Ísis na Escola Santa Bárbara no dia 24/03. Não estava conseguindo postar, mas aí vai!

Minha primeira impressão foi realmente boa. Claro que a primeira mesmo foi a do portão principal que estava quebrado e o da entrada do parque que estava ameaçando cair em cima de algo ou alguém, mas isso é um detalhe que já estamos acostumados a passar por cima. O que importa mesmo é que fomos muito bem recebidos por todos. Talvez por já estarem acostumados com os “aspiras” de música circulando pela escola, não foi nenhuma surpresa para os funcionários quando perguntei onde o professor de música estava. Já me indicaram e claramente percebi que todos já sabiam quem eu era – o porteiro, inclusive, já sabia meu nome.

Apresentações preliminares à parte, cheguei na sala da direção e me encontrei com Maurício e Ísis. Não houve aula no primeiro horário. Maurício foi explicando o funcionamento de algumas coisas da escola e das turmas e, então, fomos para a aula de 8:50h do 3º ano C.

Fomos apresentados à turma e sentamos no canto da sala, junto com os meninos. O título da música que Maurício ia trabalhar já foi uma observação interessante. A idade que “se espera” que os alunos do 3º ano tenham seria exatamente o título da música a ser trabalhada, mas uma música chamada “oito anos” talvez não retrate a realidade do 3º ano no Santa Bárbara (e sabemos que não apenas lá...). Afinal de contas, diria que apenas um terço da turma levantou a mão quando Maurício perguntou quantos tinham os oito anos da música. Quando foi perguntando quantos tinham nove, dez, onze, doze ou treze os outros dois terços se manifestou. Treze, por sinal, foi um chute de Maurício talvez propositalmente alto, mas para minha surpresa um aluno levantou a mão.

Após o banho de realidade Maurício pediu que os meninos identificassem os instrumentos da música proposta e aos poucos as respostas iam surgindo. Deu para ver que a variedade de instrumentos conhecidos não era muito grande, mas isso é normal especialmente nessa idade.

Outro ponto interessante da aula foi a dificuldade dos meninos em identificarem a letra da música. É mais fácil identificarmos palavras com as quais estamos familiarizados, os meninos obviamente entenderiam a significado se nós cantássemos para eles, mas ao ouvir a gravação eles não identificaram o poema.

Após mais algumas atividades, fomos para o 4º ano. Ao entrar na sala deu pra perceber que os alunos eram mais entrosados, que a turma já se conhecia há algum tempo. Isso porque a quantidade de brincadeiras entre os meninos era muito maior e, com isso, o grau de agitação da turma também. Bom “aspira” que sou, copiei a música “Bolacha de Água e Sal” no quadro enquanto Maurício colocava a música para os meninos irem escutando. Ele tinha feito um comentário sobre o nível de alfabetização da turma e percebi que mesmo com minha letra no quadro eles, de modo geral, leram com bastante facilidade o que estava escrito.

A música foi tocada mais algumas vezes e após algum tempo Maurício pegou o violão e acompanhou os meninos, mas como a agitação da turma era maior que a anterior, as atividades iam em um ritmo mais lento, mas sem problemas maiores. Houve ainda uma pequena conversa no final da aula porque um dos alunos bateu em outro. Tudo resolvido e fomos para o intervalo.

De volta à diretoria, conversamos sobre as aulas que tinham passado. Falamos também sobre os projetos da escola e um pouco mais sobre algumas experiências de Maurício. Depois da pausa fomos para a última aula do dia, no 5º ano A.

Fomos recebidos com gritos ao entrarmos na sala e Maurício, após as apresentações iniciais, anunciou o aniversário de alguém importante e perguntou quem poderia ser. Depois de palpites incríveis como Hebe Camargo, Ana Hickman, Dilma e Lula a cidade de Salvador foi apresentada como aniversariante. As referências dos meninos já incluem Dilma Rousseff e Lula. Vou me acostumando com o amadurecimento de cada idade, é uma questão de tempo...

Ísis distribuiu a letra da música “Fome Come” de Sandra Peres, Paulo Tatif e Luiz Tatif. Ao perguntar o nome dos instrumentos da gravação percebi um maior conhecimento dos nomes e timbres. Atribuí isso ao fato da turma já ter tido aula de música nos anos anteriores com o próprio Maurício. A resposta, na verdade, nem eu mesmo identifiquei. Era um groove massa com palmas e um copo na mesa. Esse groove, inclusive, prendeu a atenção dos meninos na hora. A interpretação da letra da música pode ser mais desenvolvida pelas respostas da turma e, naturalmente, pela maior maturidade dos meninos.

Voltamos para a coordenação e conversamos um pouco sobre a manhã, nossas aspirações com o ensino de música e nosso plano de trabalho. Eu, sinceramente, ainda não tinha amadurecido a idéia de meu plano, mas como Maurício foi favorável à minha proposta inicial de trabalhar trilhas sonoras e a integração da música com outras linguagens artísticas, me empolguei um pouco mais para desenvolver algo nesse caminho.

Gostei do meu começo. Fiquei bastante feliz com o resultado e que venham as próximas semanas!

Aquele abraço!

PS: Primeiro relato é o lugar ideal para críticas e sugestões não apenas sobre o conteúdo, mas também sobre a formatação do texto para o blog!!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Relato Carmelitana 28/03

Não tive dificuldades para chegar até o local da escola, já que ontem fui lá, para averiguar. Cheguei às 13h11min, e procurei pelo professor David, o porteiro me pediu que esperasse em uma sala, enquanto ele iria me anunciar. Nesta sala havia uma gentil senhora, que leciona língua portuguesa em um projeto novo na escola, chamado, “Sinaleira”, acho que é isso. Ela explicava-me sobre o funcionamento do projeto, enquanto aguardava os alunos e eu o professor David. Dizia ela, que o projeto tem por fim profissionalizar jovens que passam o tempo na rua, vendendo no sinal, daí ela retirou-se, quando David chegou, anunciando, que não haveria aula e sim uma reunião, da qual eu participaria, com os pais e coordenadores do projeto Mais Educação. Fui com David até a sala, onde ele me apresentou uma professora, Cristiane, professora de artes e também coordenadora do “Mais Educação” junto com ele.
Pude notar as dificuldades encontradas por eles, para começar a reunião, houve queda de energia várias vezes e isso implicava em não passar os slides que seriam exibidos na reunião, ajudei no quê pude, foi muito bom.
Chamou-me atenção saber, que o projeto tem cada ano um tema central, ano passado foi algo parecido com, trabalhar a autoestima e aceitação dos valores dos educandos enquanto negros e moradores de bairro periférico. Este ano o tema central é, “Uruguai, o bairro que nasceu do lixo.” A professora Cristiane explicava que o trabalho estará montado em esmiuçar a história da formação e os valores culturais do bairro, o que casa muito bem com parte do nosso plano de trabalho.
Logo após a reunião, David mostrou-me o plano de trabalho da escola, que por sinal afinou-se muito bem com os individuais, que ele teve acesso, também me apresentou um pouco da maneira que ele trabalha. Então saímos para pegar o ônibus, que por sinal demorou quase uma hora para passar.


Relato de atividades na Escola Carmelitana - 28/03/11

Hoje cheguei a tempo de vê a acolhida que começa com uma oração e depois todos vão para as suas salas. Ricardo estava na escola e ficamos juntos na mesma sala do 5 ano A. O professor começou com alguns avisos, depois foi feita a leitura de um texto sobre: Características da música e do som. Como uma conversa David consegue a participação dos alunos. Apresentação do hino é amanhã, então ele faz a leitura da letra e canta na sala. Com a minha participação e a de Ricardo conduzimos os alunos até o pátio para um ensaio. No momento que o professor arruma o som , eu canto o hino com os alunos. Logo após o próprio professor assumi o coral. Por causa da dispersão dos alunos voltamos para a sala e é comentado os erros de postura , dicção e emissão vocal que precisam ser corrigidos. É feita a chamada Hora do recreio. Nós bolsistas conhecemos a sala da direção Aula do 4 ano A . Leitura do hino a Salvador e ensaio da música. Com estava chovendo muito não fomos para o pátio e foi encerrada a aula com a chamada. Aproveitando o tempo que restou eu, Ricardo e o professor David discutimos o plano de trabalho. Postado por Angela Usêda Data: 28 de março de 2011
Cheguei a escola Carmelitana do Menino Jesus às 8:15 o Professor Davi já estava na sala de aula explicando sobre som e silêncio ao 5 ano A. Ele falou da origem dos sons. Passa vários instrumentos de mão em mão para os alunos sentirem o timbre. Depois é ouvida uma música para as crianças associarem a imagens. Depois é ensaiado o hino da cidade do Salvador. Os alunos ficam dispersos e desatenciosos. No final é feita a chamada. No recreio o professor Davi me mostra toda a escola: secretarias, direção, biblioteca, sala de informática , cantina, pátio e outras salas. Depois do intervalo vem o 4ano A é feita a definição de som, os alunos conhecem os instrumentos. O professor coloca a turma em círculo e trabalha noção de espaço. No final é ensaiado o hino da cidade de Salvador. Os alunos ficam um pouco inquietos e dispersos. É feita a chamada no final Postado por Angela Usêda Data: 21 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

Olá Colegas,

Eu e André chaves estivemos hoje na escola municipal Santa Bárbara para a nossa primeira observação, que não foi possível devido a suspensão das aulas por falta de água na escola.
Fizemos o reconhecimento do espaço físico e Participamos de uma pequena reunião com o professor Maurício Dórea para discutirmos o plano de trabalho, para conhecermos um pouco da realidade da escola e saber de Maurício quais eram os seus objetivos para que pudessemos a partir do parecer dele elaborar um plano de trabalho que atenda da melhor forma possível as necessidades da ecola Santa Bárbara.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010