quinta-feira, 19 de maio de 2011
Grupo Cinco
Cheguei atrasada e perdi grande parte da aula e talvez a mais importante pelos comentários de Maurício e Sapoti. Quando entrei na sala as crianças estavam bem empolgadas cantando a música da fazendinha do mestre zé.Maurício propunha o animal que encontrara na fazendinha e as crianças reproduziam o som desses animais, um fato muito curioso foi quando Maurício pediu que reproduzissem o som da minhoca e as crianças ficaram meio perdidas até que Maurício perguntou se a minhoca fazia algum som e elas disseram que não e logo, Maurício propôs que os alunos criassem um som para a minhoca e elas assim fizeram . não dava para entender muito porque cada uma fazia um som mas,foi interessante observar a criatividade delas no processo de construção do conhecimento.Na minha reflexão sobre essa atividade pude perceber o quanto ela trabalha a memória auditiva das crianças, a criatividade, a afetividade por ser um trabalho em grupo.
1ºAno
Maurício iniciou a aula perguntando para as crianças qual era a primeira coisa que eles faziam na aula de música e elas responderam CANTAR.Maurício começou a cantar com eles a música da lojinha do mestre andré (uma versão da fazendinha do mestre zé)onde elas reproduziam o som do instrumento que o Professor pedia. elas não erravam um, estavam bem atentas a aula. Na segunda atividade (que foi a hora do ouvido)elas eram detetives que investigavam nos trechos da música "passarinho que som é esse" quais instrumentos elas ouviam. Para a minha surpresa as crianças identificavam até instrumentos que eu não tinha percebido e cada vez que era acrescentado mais instrumentos elas iam identificando e as respostas eram sempre unânimes e a festa garantida. Essa aula foi muito prazerosa ( aula show!) e parecia até campeonato pois elas ficavam atentas e empenhadas em descobrir os instrumentos que estavam sendo tocados na música. As atividades aplicadas em sala de aula tinham o objetivo de trabalhar não só a memória musical dos alunos mas também, a percepção da diferença dos sons produzidos pelos instrumentos.Quando Maurício percebeu que tinha alcançado seu objetivo , ele colocou a música "o que é que tem na sopa do neném" que elas adoram e deixou que ele fizessem a festa.
2ºano
Maurício iniciou a aula com a música "pipoca" do grupo palavra cantada, onde as crianças teriam que ouvir e identificar as palavras que estavam sendo cantadas na música e Maurício escrevia no quadro essas palavras. O objetivo do professor era trabalhar a audição de cada palavra para que as crianças fizessem uma ligação entre o som e o sentido. Em um momento da aula Maurício perguntou se eles gostaram da música e todos responderam que sim.as palavras que compunham a música eram pequenas,mas pude observar que boa parte não faziam parte do cotidiano dos alunos o que dificultou um pouco a rápida identificação dessas palavras, logo, os alunos faziam uma analogia com outra palavra parecida, o que é normal nesse processo de aprendizagem.o fato deles estarem bem agitados também contribuiu para essa não identificação. Em seguida, Maurício cantou a música do vaga-lume que foi sugerida por eles e finalizou a aula.
3ºAno
Como a aula é sempre iniciada com os alunos cantando uma música, Maurício cantou com eles "a danada da preguiça" e a música da "maré", trabalhando com dinâmica onde os alunos fizeram a identificação da música forte (a danada da preguiça) e suave (maré).em seguida Maurício fez com as crianças uma retrospectiva da aula anterior onde as crianças ouviram a música oito anos. Foi colocada novamente a música oito anos para ele ouvirem por completo e a medida que Maurício parasse a música eles teriam que fazer a identificação da letra que estava sendo cantada. Por causa de dois alunos que estavam agitando a turma, Maurício parou a aula para reclamar e essa agitação estava impossibilitando a turma de identificar a letra da música, logo, o horário acabou não sendo possível ter uma aula bem proveitosa
terça-feira, 17 de maio de 2011
Relato de atividades na Carmelitana, 13 de maio de 2011
Como toda festinha de aniversário, teve bolo para dar e até levar para casa. Muitas emoções. As mães presentes ficaram maravilhadas, dava para ver no semblante de cada uma delas. Alguns professores de tão emocionados chorando ao lembrar-se do cotidiano com suas mães que já não estavam mais presentes.
O professor Davi não pode estar presente porque fez uma cirurgia na mão e ficou impossibilitado de fazer esforço. Mas tenho certeza que ele deve ter ficado super inquieto com o desejo de estar presente.
Terminada a programação eu e Jéssica nos despedimos dos professores e fomos embora juntos.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Relato de atividades na Carmelitana, 16 de maio de 2011
Relatório Santa Bárbara dia 12/05
A aula do 3º ano B começou com um carão de Maurício. O dia começou meio caótico com um engarrafamento fenomenal na região da escola e algumas burocracias da coordenação e logo em seguida entramos na sala que tava um fuzuê. Ele sempre deixa o que está escrito no quadro e pede para os meninos guardarem os cadernos.
Hoje ele foi trabalhar a música “Oito Anos” de novo. Dessa vez os meninos falaram logo as idades e apenas dois tinham oito anos (idade esperada para o 3º ano). Após a audição ele perguntou se a música era rápida e todos disseram que sim. Depois ele mandou desligar o ventilador e perguntou a diferença de barulho antes e depois. Perguntou o que era o barulho e a resposta quase que unânime foi “zuada” (essa Bahia é linda...). A resposta que ele esperava era “som”. Falou que tanto o barulho do ventilador quanto a voz dele ou o ruído que saía da caixa amplificada era som e em seguida voltou com a música.
A abordagem foi como das outras vezes. Perguntou a instrumentação, qual começava tocando e qual fazia a melodia da introdução. Perguntou quais eram os instrumentos de percussão, sempre parando para dar bronca nos que não estavam prestando atenção – que eram alguns, inclusive.
De novo os meninos não conseguiam reconhecer as palavras. Depois de escrever no quadro a letra todos compreenderam e fizeram cara de “é mesmo”. A frase da música “O que significa impávido colosso?” virou “o que significa parte do colosso?”. Claro que os meninos não reconheceram a palavra “impávido” mesmo depois de escrita no quadro, mas quando Maurício cantou o trecho do Hino Nacional os meninos lembraram – pelo menos da melodia do Hino, porque eu duvido mesmo que a maior parte das pessoas cante o Hino Nacional com a letra correta.
Cada frase era um desafio para eles, mas sei que a acústica da sala e a qualidade da caixa ajudaram para a confusão. Sobravam freqüências médias graves e graves. O problema é que quando Maurício colocava a letra todos “passavam a escutar” o que a cantora dizia, portanto a acústica poderia ser até um fator, mas não acho que seja preponderante. Acho mesmo que eles têm um acerta dificuldade em escutar – de forma generalizada mas, claro, com algumas exceções.
No final os meninos voltaram a ficar um pouco inquietos. A parte com melhor rendimento na aula foi na primeira frase “porque você é Flamengo e meu pai Botafogo?”. Quando eles escutaram de novo e reconheceram ficaram bem animados.
A aula no 3º ano C começou bem mais tranqüila que a anterior. Maurício foi direto pro conceito de som. Perguntou se eles entendiam o som do ventilador, perguntou o que eles iriam achar se o ventilador estivesse fazendo “clec, clec, clec” e por aí vai. Fez uma analogia com o som de um carro vindo de trás e como eles subiriam no passeio ao escutar esse som, etc.
Tocou de novo a música “oito anos” e as respostas saíram bem mais facilmente. O entendimento das palavras da música também foi bem melhor. O engraçado é que eles reconheceram “flamengo e meu pai é botafogo” e não entenderam o “porque” do início. Depois de algumas repetições eles pegaram o “o que significa”, mas o “impávido colosso não saiu de jeito nenhum, porém todos reconhecem quando o Hino é cantado. Eu realmente estou começando a ficar interessado nessa questão, mas será que com uma acústica melhor eles não reconheceriam as palavras? Outro fato importante de ser notado é a pouca memória auditiva. Quase todos falam a última palavra da frase, mas poucos lembram das primeiras.
A aula do 4º ano A começou com um pedido de Maurício para a turma se aquietar. Claro que isso já foi uma prevenção depois do aviso da professora que os meninos estavam virados na... nas idéias.
Maurício começou tocando “Bolacha de Água e Sal”. Quase todos cantaram a música toda – a primeira parte principalmente. É impressionante como todos gritam. Imagino que não seja só por Salvador... A turma realmente estava mais agitada e Maurício já estava ficando rouco. Após uns cinco minutos de nada – na verdade de muito desgaste, aumento do barulho, etc – Maurício começou a explicar uma nova atividade: cada fileira teria que reproduzir um som (estalo de dedo, palma, tapa na perna, pisão no chão ou estalo de língua) seguindo uma seqüência que foi escrita no quadro.
Após terminar o desenho Maurício foi ligar o som. Foi o suficiente para o caos ser instalado. Não se pode parar nem por dois minutos. Enquanto Maurício pedia para eles fazerem os sons isolados eles saiam desconexos e sem vontade, porém quando colocou a música eles ficaram mais motivados. Claro que ele iria colocar depois de qualquer forma, mas a turma estava muito agitada e cada tentativa sem o som acompanhando era um desgaste porque sempre acontecia alguma coisa, mas mesmo assim a atividade foi funcionando.
Conversei rapidamente com Maurício no início da aula do 5º ano A sobre os problemas da aula anterior e ele sempre tem uma ótica mais otimista do que se vê por ai (inclusive, por vezes, a minha). O grau de cansaço dos professores vai aumentando gradativamente à medida que os minutos vão passando.
Passaram-se alguns minutos para a atividade realmente começar. Os textos foram passados e depois Maurício falou sobre a dinâmica dos impostos e uma folha que foi rasgada em outra aula. Como são mais velhos, a letra foi sendo interpretada e a fome de conhecimento foi sendo desvendada. Acho impressionante a capacidade de abstração que é necessária para agüentar tudo. É uma energia incrivelmente alta que vai embora todo turno.
Como esperado, o final da aula foi só bronca. Quando as outras turmas foram liberadas os meninos só pensavam em sair.
domingo, 15 de maio de 2011
Blog da Cecília Cavalieri França
http://ceciliacavalierifranca.blogspot.com/
e no site:
http://www.ceciliacavalierifranca.com.br/inicio/
sábado, 14 de maio de 2011
Relatório Carmelitana 04/05
Relatório Carmelitana 11/05
RELATÓRIO OBSERVAÇÃO PARTICIPATIVA ESCOLA CARMELITANA DO MENINO JESUS (4º E 5º ANO A) 09 DE MAIO DE 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Relato das Observações Feita no dia 04 de maio de 2011 na Escola Carmelitana do Menino Jesus
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Relato de atividades na Carmelitana 9 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Relatório de Observações da Escola Carmelitana do Menino Jesus - 02 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Aula cancelada do dia 28/05
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Chimamanda Adichie: O perigo da história única
Acolhida e Oração. Revisão sobre som longo e som curto representado por ta e taa. Execução de uma sequência que os alunos fazem com as clavas. O professor fala do silêncio que são as pausas.Depois cada aluno faz no timbau. O comportamento é bom eles fazem todos os ritmos sem agitação. Este é o 4º ano.
Na primeira turma do 5º é feito o mesmo conteùdo mas o comportamento não é bom. Os alunos têm um pouco de dificuldade de executar a sequência.
Postado por Angela Usêda
Relato dia 26/04 na Escola Santa Bárbara
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Relato das observações feitas no dia 19/04 na Escola Santa Bárbara
Com a proximidade da páscoa o prof. Maurício teve que trabalhar com a turma uma musica referente ao tema.Primeiro se trabalhou a letra e depois a melodia.Foi tudo tranquilo mas observei que duas crianças estavam bastante agitadas perturbando um pouco a aula ,ou melhor solicitando mais atenção.Gostei da estratégia adotada por Maurício de deixar eles à vontade só chamando atenção apenas quando eles interferiam na atenção dos colegas.Ao terminar a aula a partir deste caso discutimos bastante sobre a relação dessas crianças com suas famílias ,a questão da afetividade no processo educativo e do papel do educador neste processo.Na ação educativa temos que estar sempre atentos a essas questões e pensar formas de aproximar cada vez mais a família do processo como um todo, como disse Maurício a escola é apenas um momento do dia a dia dessas crianças ,sendo que a realidade vivida fora da escola em sua maioria é bastante amarga.
1º ano
No primeiro ano também foi trabalhada uma música para a comemoração da páscoa.Após trabalhar a letra e ensaiarmos a música acompanhada ao violão, percebemos que a melodia ainda suscitava dúvidas na maioria,então Maurício propôs que a turma cantasse a música com línguas diferentes; com a língua maluca,com a língua da galinha e com vários tipos de línguas sugeridas pelas crianças ,foi muito divertido e conseguimos assim firmar a melodia correta. Ao final da aula cantamos o clássico do 1ºano ; “a sopa do neném”.interessante observar como cada turma elege seu “hit” preferido.
2º ano
Nesta turma começamos cantando a música da galinha pintadinha e a partir dai Maurício inventou uma história com a letra da musica ,em que quando a galinha ficou doente os pintinhos pegaram o telefone para ligar para o veterinário mas a linha estava ocupada - - - - - - -(suscitando os sons curtos) tentaram de novo e então o telefone chamou ------------------- (som longo).Após todos interiorizarem a diferença entre sons curtos e longos Maurício pediu que eles identificassem agora tocando no violão, depois com sons de animais ,por fim passamos a tocar os sons curtos com a clava e os longos com a voz de acordo com uma notação escrita no quadro :
_________ I __ __ __ __ I _____________I __ __ I _
Esse tipo de notação é realmente bem funcional sem perceber as crianças vão se familiarizando com a organização dos tempos ,e com representações gráficas para o som.
3º ano
No 3º ano foi trabalhada a musica “Criança não trabalha” repartindo as palavras da letra uma para cada aluno.esta foi uma forma interessante de trabalhar a noção de pulso ,pois cada um tinha que falar sua palavra respeitando o “bit” da musica.Como a musica é um pouco agitada acabou por refletir na turma e ao final tentamos cantar outra musica mais calma mas houve pouca participação.
Relato das observações feitas no dia 05/04 na Escola Santa Bárbara
Hoje cheguei um pouco atrasado. Quando entrei na sala, a turma já estava sentada na roda iniciando as atividades com o cd que Maurício trouxe para que as crianças identificassem os sons do cotidiano. Após esse trabalho de percepção, Maurício convidou a turma para cantar a música de apresentação. Esta musica é muito boa pois permite a cada criança pronunciar seu nome para todos e ao mesmo tempo escutar toda a turma cantando seu nome, o que contribui para que cada criança se perceba como parte integrante do grupo. Logo em seguida Maurício pegou um par de clavas e, aproveitando o entusiasmo deles ao ver o instrumento, trabalhou um pouco a dicção, pronunciando C.L.A.V.A passando a língua ao céu da boca ressaltando o som do L. Por fim ele passou a executar ritmos com a clava pedindo que cada um repetisse. Eles adoram o trabalho com as clavas.
Turma do 2º ano
Nesta turma quase todas as aulas que acompanhei iniciaram com a Música do Vagalume. A turma adora e sempre pede. A música realmente é muito boa pois envolve movimentos corporais, sons com a boca e divisão rítmica. Depois do ritual do vagalume, Maurício desenhou no quadro uma sequência de símbolos e associou a cada elemento desses um som escolhido pela turma. Este tipo de notação não convencional é bastante funcional: a partir dela todos puderam identificar o sons curtos e longos, agudos e graves, as variações de intensidades e um princípio rudimental de compasso. Num segundo momento a própria turma montou sua “partitura” com outros elementos e sons associados, o que permitiu uma dinâmica em que a turma pôde exercitar a conciliação de possibilidades. A atividade foi bastante satisfatória e contou com a participação de todos. Dai passamos a cantar as músicas escolhidas pela turma. Os objetivos específicos da aula já haviam sido alcançados. A partir da unânime escolha da “Galinha Pintadinha” aproveitou–se para separar vozes e na Música da Preguiça ainda trabalhamos a dinâmica.
Turma do 3ºano
Com o 3º ano o objetivo da aula foi trabalhar a noção de altura das notas e de escala. Maurício desenhou uma escada com o nome das notas e a partir da música “Dó-Ré-Mi-Fá....” iniciou o trabalho de percepção das notas: as crianças tinham que identificar se uma nota estava “subindo ou descendo a escada” ou “saltando degraus”. Durante a atividade Maurício nos chamou a atenção para a reflexão acerca da importância da questão discutida por vários teóricos da educação musical,a de que os princípios musicais devem ser primeiro vivenciados pela criança para que posteriormente tomem consciência do que foi interiorizado.
Esta manhã foi muito proveitosa para mim, aprendi muito e realmente só tenho a agradecer a atenção que o prof. Maurício nos vem dedicando, sempre discutindo conosco detalhadamente todo o processo.
RELATO DE OBSERVAÇÃO NA ESCOLA SANTA BÁRBARA 19-04-2011
O professor Maurício iniciou a aula cantando com as crianças a Música do Coelhinho da Páscoa (para a apresentação da Páscoa na escola). A idéia inicial era estimular a criatividade das crianças na composição de uma música para a Páscoa, mas não houve tempo. Ele então aproveitou a música que as crianças já conheciam. O professor tinha como objetivo trabalhar a memória musical, andamento e dinâmica. A memória musical delas é impressionante, sempre que começa uma aula, Maurício faz uma retrospectiva da aula anterior e os alunos sempre lembram do ocorrido nessas aulas. Maurício cantou a Musica do Coelhinho primeiramente sem o violão e posteriormente com o violão: ele fazia a preparação para a entrada da música e as crianças acompanharam rapidamente. Em seguida ele trabalhou com andamento e dinâmica e as crianças respondiam bem as expectativas tanto do Professor quanto as minhas e do André. Logo após, Maurício perguntou quem conhecia alguma música sobre índio (pois é data de comemoração ao índio) e logo vem a surpresa: nenhum aluno conhecia, revelando que grande parte das escolas e creches não estão trabalhando com a cultura afro-brasileira e indígena como está previsto na lei.
O professor tratou então de ensinar uma música para os pequenos, que ficaram animados e também com cara de interrogação quando ouviram a palavra cocar (enfeite de cabeça, espécie de coroa de penas de cores vistosas usados pelos índios). Maurício percebeu e logo desenhou no quadro um cocar. A reação dos alunos foi incrível: ele fizeram analogia entre o cocar e a roupa do índio, que são bem parecidos. Maurício chamou a atenção para a questão da afetividade que tem que ser feito com a turma que possui crianças com perfis bem diferentes como um menino que por sofrer espancamento em casa reflete em sala de aula a agressão que vivenciou.
1º Ano
As atividades também começaram com a Música do Coelho da Páscoa, pois os alunos iam se apresentar na festinha da escola. Eles logo começaram a cantar e Maurício trabalhou a preparação da entrada da música no violão e as crianças responderam muito bem. Em seguida o Professor sugeriu que a mesma música fosse cantada nas línguas: maluca, da galinha, do cachorro, da formiguinha, do gigante e do lá,lá,lá onde as crianças trocavam a letra da música pelo som que os bichos emitiam trabalhando assim a dicção delas. A turma pediu ao Professor que fosse cantada a música o que é que tem na sopa do neném (que eles gostam bastante por que o ritmo da música é excelente) e Maurício aproveitou e trabalhou dinâmica. Nessa turminha tem muita energia e apredem rápido sem contar que boa parte das crianças passou pelo processo de musicalização no grupo cinco.
2º Ano
Assim que chegamos, os alunos manifestaram o desejo de cantar a música do vaga-lume e assim foi feito. Em seguida o Professor cantou com eles a música do galo e como o seu objetivo com os alunos era trabalhar a duração dos sons ele começou a contar a história do amiguinho que ajudou o galo que estava muito doente. Na história esse amiguinho liga para o médico, mas o telefone está em comunicação e Maurício pede que as crianças imitem o som do telefone em comunicação. Daí ele escreveu no quadro a partitura não-convencional e a partitura (parte dela) ficou assim:
- - - - - - (tu,tu,tu,tu,tu,tu som curto do telefone em comunicação)
______,______,______( tuuu,tuuu,tuuu som longo do telefone chamando).
Eu fiquei feliz em ver como as crianças estavam envolvidas com a aula (o ambiente era vivo dinâmico) e aprendendo música com elementos que são do cotidiano delas. Maurício mostrou também o som do ventilador na sala para que eles pudessem estabelecer a diferença da duração dos sons e a próxima atividade Maurício usou o violão para que os alunos identificassem quando era tocados um som longo ou curto e as crianças aprenderam de fato numa aula bem divertida e envolvente. Após os objetivos alcançados, eles cantaram as músicas: a danada da preguiça e o que é que ta escrito na capa do gibi.
3º Ano
O Professor Maurício iniciou a aula perguntando quem conhecia alguma música do índio e a maioria não conheciam. Logo, Maurício ensinou a música do índio para a turma. Para ver como andava a memória musical dos alunos, Maurício cantou com eles a música criança não trabalha, criança dá trabalho e eles ainda faziam confusão com a letra, Maurício passou então parte por parte da música para elas lembrarem. Maurício cantou com eles mais duas músicas: A danada da preguiça e o que é que ta escrito na capa do gibi trabalhando dinâmica. Boa parte dos alunos estava participando, mas tinham alguns bem agitados dificultando o processo de aprendizagem da turma.
Até mais turma!
Relato Carmelitana 27/04/11
Hoje tive a oportunidade de assumir de forma integral todas as turmas da tarde, que para mim valeu muitíssimo a pena!
Tudo já havia sido acordado previamente com o professor Davi, pois, além do meu desejo de já começar a desenvolver algumas atividades com a turma, ele mais a professora Cristiane precisariam sair pela tarde para pesquisar alguns produtos que irão ser comprados para a escola. Além disso, culminou que o professor estava doente e de qualquer forma não poderia dar aula hoje. Juntando o útil ao agradável, coloquei a mão na massa.
Assumi uma turma do 3º e outra do 2º ano. Busquei dar prosseguimento ao trabalho que o professor já vinha desenvolvendo com as crianças, no caso, a percepção do som grave e do som agudo, além de, já começar a trabalhar o nome das notas com suas respectivas alturas e a movimentação dessas alturas proporcionada pela escala musical. Davi me orientou a trabalhar por enquanto da nota DÓ até a nota MÍ – DÓ, RÉ, MÍ – em cima também de uma canção do método de Nilsa Zimmermann, que o professor deseja trabalhar em sala de aula. A música Dó, Ré, Mi.
Desenvolvi uma atividade, retirada do livro Jogos e Brincadeiras Musicais de Alliana Daud, chamada Painel Sonoro. Esta atividade consiste em o professor desenhar vários quadrados interligados e em seguida pedir que cada aluno sugira um som (animais, objetos, fenômenos da natureza etc.), registrando cada som nos quadrados, que poderá ser desenhando ou escrevendo. A quantidade de quadrados será a mesma de alunos na sala. Depois, cada criança ensaia o som que ela sugeriu. A brincadeira consiste em pedir que os alunos se expressem de acordo com os registros do quadro, seguindo o sentido da direita para a esquerda, mas que logo depois pode ser alternado pelo professor, tanto de trás para frente, de cima para baixo, de baixo para cima e em velocidades diferentes. Acabei dando uma modificada/adaptada para a realidade que estava vivenciando ali. Interliguei os quadrados em um formato de escada e sugeri que eles me dessem sons de acordo com a altura que os quadrados estavam, fazendo aí já um link com o assunto que estavam estudando. Exemplo: o quadrado que estava mais a baixo na escada teria que ter um som mais grave e conforme os degraus iam subindo o som também ia ficando mais agudo, conseqüentemente eles teriam que apresentar um som mais agudo. As crianças se entusiasmaram tanto com essa atividade, que muitas vezes todas queriam opinar nos sons de todos os quadrados. Após essa atividade, ainda com o mesmo painel, eu substituía os desenhos, pelos nomes das notas, no caso, Dó, Ré, Mi e pedia que elas cantassem, observando a movimentação das notas na “escada”. Elas conseguiram ir muito bem, houve um pouco de dificuldade entre uma ou outra criança, mas no geral elas conseguiam cantar as notas, sem muita afinação é claro, bem. Agora realmente, pude observar uma certa fascinação no olhar delas, quando tirei meu violão do soft-case e comecei a tocar e cantar para que elas conseguissem perceber corretamente a afinação. Era um silêncio geral na sala, sem precisar pedir, todas ficavam vidradas no som do violão. Claro que inicialmente com um certo espanto de estar vendo aquele instrumento em sala de aula. Surgiam interjeições como: - “Olha, um violão!”, ou muitas risadas de empolgação com um “Que legal!” e “Deixa eu tocar!”. Após eu tocar e cantar, pedia para elas cantarem enquanto eu acompanhava ao violão e em seguida, escrevendo as frases da canção Dó, Ré, Mi, todos cantaram enquanto eu acompanhava. E ao final do soar do último acorde da canção, elas próprias teciam uma forte salva de palmas da forma mais natural possível.
A meu respeito, como qualquer primeira experiência, fui movido previamente de expectativa, anseios de que tudo desse certo. Procurei utilizar as minhas observações como norteador, mas não pude deixar de imprimir o meu jeito de ser na aula. Deixei as crianças um pouco mais livres que o habitual. É verdade que com isso utilizei um pouco mais da voz, mas conseguir sempre desenvolver o que tinha pretendido. Sempre tentei demonstrar afeto, mesmo que num momento de “bronca” que eram inevitáveis. É perceptível como elas são ávidas por carinho. Um sorriso generoso já as conquista. Pude observar que com isso conseguimos admiração e conseqüentemente respeito delas. Busquei mostrar que o professor é muito mais que aquele que ensina uma certa disciplina, mas também aquele que acolhe, que dá carinho, principalmente em crianças que por muitas vezes não encontram isso em casa.
Saí de lá no fim da tarde um pouco rouco e cansado mas com uma satisfação que não se explica com palavras, só quem é professor/educador para entender.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Relatório Carmelitana 20/04/11
segunda-feira, 25 de abril de 2011
RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO PARTICIPATIVA NA ESCOLA CARMELITANA DO MENINO JESUS (4º E 5º ANO A) 25 DE ABRIL DE 2011
Relato de atividades no Carmelitana, 25 de abril.
Relato de A. C. na Escola Carmelitana 15 de abril de 2011
A diretora iniciou a reunião ressaltando a importância da leitura nas aulas independentemente da disciplina estudada, tanto o exercício da leitura pelos alunos quanto ouvir o professor ler na sala. Os professores relataram suas experiências com leitura nas aulas e as idéias que já estão pondo em prática para o desenvolvimento dos alunos nesta área.
O Professor Davi expôs a necessidade de envolver os alunos no momento da acolhida no início das aulas e a importância dos alunos compreenderem o motivo de cada música que está sendo cantada, seja algum Hino ou o Pai Nosso (Músicas que são utilizadas na acolhida). Ele conversou também a respeito das conversas com os alunos com o objetivo de conscientizá-los de que a escola é da comunidade e que todos têm a responsabilidade de cuidar dela.
Os professores compartilharam uns com os outros os problemas dos alunos com necessidades especiais e os que são peraltas. Foram relembradas as datas das avaliações e que em seguida destas virá a elaboração do Projeto Político Pedagógico da escola.
Por fim, foi detalhada a organização da festa da Páscoa.