segunda-feira, 23 de maio de 2011

Relato E.Santa Bárbara 17/05/2011

Relatos Escola Santa Bárbara – 17/05/2011
Essa manhã na escola santa bárbara foi bastante produtiva. Cheguei no grupo 05 e as atividades já haviam iniciado. Hoje a turma estava trabalhando com instrumentos bem familiares à minha pesquisa , o agogô e o caxixi .Esses dois instrumentos fazem parte do universo de algumas manifestações populares e em particular da capoeira angola. A atividade proposta pelo prof. Maurício consistia em cada criança, ao pegar o instrumento, pronunciar seu nome e tocá-lo de acordo com a divisão silábica das palavras, Ca-xi-xi / a-gô-go , num processo evolutivo partiu-se da divisão binária das atividades anteriores com a clava ,cla-va,para uma divisão ternária.E ai é que o ritmo e os instrumentos da capoeira angola poderiam cair como uma luva para complementar uma aula desse tipo.Apesar do compasso da capoeira ser quaternário ,para se aprender a tocar qualquer instrumento da bateria da capoeira angola partimos sempre da divisão da célula rítmica desta forma ; 1 – 2 – 3 ,sendo que o quarto tempo é pausa.enfim a partir dessa aula podemos perceber como a capoeira angola tem muito a contribuir no planejamento de atividades desse tipo. Após essa etapa a turma cantou a música da fazendinha do mestre Zé imitando o som dos animais ,o barato dessa atividade é que explora bastante a criatividade dos meninos inventando sons inusitados para os bichos. Ao caminho para o 1º ano Maurício foi discutindo conosco sobre o plano de aula para esta turma que tinha o objetivo de trabalhar a percepção .Começamos cantando a música da loja do mestre André onde a turma tinha que imitar o som dos instrumentos (no ano anterior eles cantavam essa mesma música mas como a fazendinha do mestre Zé e o som dos animais, como vimos no grupo 05),logo em seguida a atividade se inverteu ,com a música do “passarinho que som é esse?”, do castelo ratimbum, a turma agora teria que adivinhar o som do instrumento tocado.Todos adoram essa atividade e participam ativamente.Chegou a “hora do ouvido”, um momento acordado com a turma em que todos teriam que abrir bem os ouvidos e prestar atenção pois era hora de começar a “ brincadeira do detetive”.a brincadeira consiste em escutar uma música e ir descobrindo os instrumentos presentes no arranjo da mesma.A alegria toma conta nessa atividade ,o desafio lançado para os pequenos detetives deixa todos bem agitados a cada descoberta sendo preciso Maurício sempre está chamando a turma para se acalmar.Nesse instante me surgiu uma reflexão a respeito da disciplina em sala de aula .até que ponto a disciplina deve ser mantida numa sala de aula?é preciso mesmo mantê-la sempre? E a partir desse estudo de caso vi o prof. Maurício responder um pouco dessas questões;A disciplina deve ser mantida sim para garantir que o conteúdo programado e o não programado se afirmem , ou seja, para que a dialética do processo construtivo da educação seja garantida, porém é preciso permitir à turma momentos de autonomia coletiva (bagunça? manifestação impulsiva de divertimento? ) más sempre chamando a atenção para a importância de que a integridade de todos deve ser preservada – respeito mútuo.Do meu ponto de vista essa aula foi um sucesso.Dai partimos para o 2º ano onde trabalhamos com a mesma música em que o 1º ano participou da atividade do “detetive”,sendo que agora o foco não estava mais em perceber os timbres ,na percepção dos instrumentos .O foco da atividade voltou-se para a palavra e para uma percepção mais geral da música; impressões, sensações.Como a turma se encontra num processo de progressos na leitura ,o plano de aula teve essa meta interdisciplinar de auxiliar nessa formação. A música trabalhada foi “pipoca” da palavra cantada. A atividade iniciou com a escuta da música e o reconhecimento das palavras contidas na letra da composição, à medida que a turma ia conseguindo reconhecê-las Maurício ia anotando no quadro. Interessante é perceber que no reconhecimento das palavras que não fazem parte do vocabulário cotidiano deles a percepção volta-se mais para o som da palavra e assim eles sempre sugeriam alguma outra palavra de seus universos semânticos parecidas com o som escutado, ou seja , a atenção é o som e não o símbolo;por exemplo, ao soar na música a palavra pata-pata eles percebiam como vatapá.À medida que a turma foi escutando repetidamente a percepção foi aumentando tornando-se mais fácil o reconhecimento das palavras “estranhas”.Para finalizar cantamos a música preferida dessa turma a do “vagalume”. acho que essa música se destaca das outras por envolver movimentos ritmados em sua coreografia, tenho percebido que o trabalho de corpo seria muito importante para fugir um pouco da dinâmica estática das cadeiras enfileiradas e para liberar um pouco da energia contida.Por fim chegamos ao 3º ano iniciando a aula cantando as músicas sugeridas pela turma, a da preguiça e a da maré. A música da maré é bastante tranqüila e deveria levar a turma a se acalmar um pouco, porém eles estavam meio agitados e não embarcaram na música, então voltamos a trabalhar com a música “oito anos” de Adriana Calcanhoto.E quando foi lançado o desafio do reconhecimento da letra a turma passou a se envolver mais na atividade.O desafio realmente é um elemento que instiga as crianças nessa faixa etária, a cada descoberta feita eles comemoravam com alegria.
sapoti

domingo, 22 de maio de 2011

RELATÓRIO OBSERVAÇÃO PARTICIPATIVA ESCOLA CARMELITANA DO MENINO JESUS (4º E 5º ANO A) 16 DE MAIO DE 2011

O educador Davi explicou antes da aula que trabalharíamos o “Hino ao Dois de Julho” repassando comigo o que seria plano de aula.

4º Ano e 5º Ano.

O conteúdo e a forma de abordagem das aulas do 5º e 4º ano tem sido os mesmos, com poucas alterações de uma turma para a outra. Trabalhamos “Hino ao Dois de Julho”, seguindo um roteiro que começava explicando a letra do hino no viés histórico e contextualizando os locais citados no texto – Campinas de Pirajá e Cabrito – dentro do dia a dia dos educandos (muitos disseram que tinham parentes residindo nesses locais). Talvez o fato do conteúdo deste hino estar muito mais próximo dos educandos do que o hino nacional, eles tenham se envolvido mais na discussão.

Após os esclarecimentos históricos e geográficos fizemos uma leitura em grupo, Ângela ainda realizou um reforço de pronuncia (a grande vilã foi a palavra despotismo), depois fizemos uma “leitura rítmica”, ou seja, lemos a letra sem cantar a melodia mas respeitando o caráter rítmico das frases, ainda ouvimos o hino em silencio para então cantarmos acompanhados do aparelho de som (em algumas turmas cantamos mais de uma vez).

Os educandos participaram das atividades, mas sem demonstrar tanta empolgação. Em uma turma a leitura rítmica não se realizou, o reforço de pronuncia aconteceu em duas turmas apenas.

Após o fim das aulas combinei com Davi realizar uma atividade na próxima segunda envolvendo a letra do hino e o conteúdo de duração trabalhando curto e longo de acordo com as o ritmo melódico do hino.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Relatório dia 18/05

Neste dia, por alguma razão que desconheço, as turmas do 3º e do 2º ano estavam juntas. Davi tinha feito uma cirurgia na mão – que por sinal ainda estava enfaixada – e por isso perguntou se existiria algum problema em eu assumir as duas turmas. Além do que, ele aproveitou este tempo para resolver as questões da quadrilha junina. De bom grado, disse que não.

Resolvi colocar as crianças em roda, por isso, pedi que tirassem os calçados e fossem para cima do tatame no centro da sala. Crianças em roda, sentadas, trabalhei inicialmente uma atividade de auto-apresentação, já que no caso ainda não conheço o nome de todas as crianças e também, pelo fato de terem duas turmas juntas, muitas crianças não se conheciam bem. A atividade chama-se Atenção-Concentração, onde é cantada uma canção de mesmo nome, e ao final cada criança diz o seu nome. A música é acompanhada por um ritmo em palmas de duas colcheias e uma semínima. Todas acompanharam muito bem a atividade. Nessa atividade podemos mudar as classes de palavras. No início fizemos com os nomes, depois substituímos pelas frutas, depois pelas cores. Cada palavra dita por eles era escrita no quadro. Ao final da aula pedi que elas escrevessem as palavras em seus cadernos. Em seguida, ainda em roda, fizemos uma brincadeira chamada Telefone Sem Fio. Elaborei uma pequena e simples célula rítmica e passei no ouvido para a criança que estava ao meu lado. Sucessivamente as crianças iam passando de uma para as outras, até chegar a última criança que deveria dizer para todas o que ela ouviu. No início funcionou bem. Depois, sugeri algumas outras células um pouco mais complicadas e senti que eles tiveram um pouco de dificuldade.

O dia se resumiu a isso. Saí de lá, por volta das 16:30h.

Relatório da Escola Carmelitana do Menino Jesus

Acolhida e oração
Aulas do 5º e 4º anos
Tema: Hino da Bahia
Os alunos ficam atentos ouvindo a história da Independência da Bahia porque os versos do hino falam dessa luta.
O professor Davi faz a leitura da letra do hino com a participação de todos. As crianças precisam conhecer as lutas pela Independência da Bahia para sentirem o que passaram os mártires na conquista da liberdade, dessa forma o canto será feito com sentimento e autenticidade. Senti que todos os alunos estavam presentes em pensamento e fisicamente. Acontecem momentos de distração e dispersão, mas é superado quando todos estão atentos na hora da atividade. Eu fiz uma avaliação vocal com todas as turmas para a preparação do coral.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

relato da Escola Santa Bárbara 17 /05/2011


Grupo Cinco


Cheguei atrasada e perdi grande parte da aula e talvez a mais importante pelos comentários de Maurício e Sapoti. Quando entrei na sala as crianças estavam bem empolgadas cantando a música da fazendinha do mestre zé.Maurício propunha o animal que encontrara na fazendinha e as crianças reproduziam o som desses animais, um fato muito curioso foi quando Maurício pediu que reproduzissem o som da minhoca e as crianças ficaram meio perdidas até que Maurício perguntou se a minhoca fazia algum som e elas disseram que não e logo, Maurício propôs que os alunos criassem um som para a minhoca e elas assim fizeram . não dava para entender muito porque cada uma fazia um som mas,foi interessante observar a criatividade delas no processo de construção do conhecimento.Na minha reflexão sobre essa atividade pude perceber o quanto ela trabalha a memória auditiva das crianças, a criatividade, a afetividade por ser um trabalho em grupo.



1ºAno



Maurício iniciou a aula perguntando para as crianças qual era a primeira coisa que eles faziam na aula de música e elas responderam CANTAR.Maurício começou a cantar com eles a música da lojinha do mestre andré (uma versão da fazendinha do mestre zé)onde elas reproduziam o som do instrumento que o Professor pedia. elas não erravam um, estavam bem atentas a aula. Na segunda atividade (que foi a hora do ouvido)elas eram detetives que investigavam nos trechos da música "passarinho que som é esse" quais instrumentos elas ouviam. Para a minha surpresa as crianças identificavam até instrumentos que eu não tinha percebido e cada vez que era acrescentado mais instrumentos elas iam identificando e as respostas eram sempre unânimes e a festa garantida. Essa aula foi muito prazerosa ( aula show!) e parecia até campeonato pois elas ficavam atentas e empenhadas em descobrir os instrumentos que estavam sendo tocados na música. As atividades aplicadas em sala de aula tinham o objetivo de trabalhar não só a memória musical dos alunos mas também, a percepção da diferença dos sons produzidos pelos instrumentos.Quando Maurício percebeu que tinha alcançado seu objetivo , ele colocou a música "o que é que tem na sopa do neném" que elas adoram e deixou que ele fizessem a festa.


2ºano

Maurício iniciou a aula com a música "pipoca" do grupo palavra cantada, onde as crianças teriam que ouvir e identificar as palavras que estavam sendo cantadas na música e Maurício escrevia no quadro essas palavras. O objetivo do professor era trabalhar a audição de cada palavra para que as crianças fizessem uma ligação entre o som e o sentido. Em um momento da aula Maurício perguntou se eles gostaram da música e todos responderam que sim.as palavras que compunham a música eram pequenas,mas pude observar que boa parte não faziam parte do cotidiano dos alunos o que dificultou um pouco a rápida identificação dessas palavras, logo, os alunos faziam uma analogia com outra palavra parecida, o que é normal nesse processo de aprendizagem.o fato deles estarem bem agitados também contribuiu para essa não identificação. Em seguida, Maurício cantou a música do vaga-lume que foi sugerida por eles e finalizou a aula.

3ºAno

Como a aula é sempre iniciada com os alunos cantando uma música, Maurício cantou com eles "a danada da preguiça" e a música da "maré", trabalhando com dinâmica onde os alunos fizeram a identificação da música forte (a danada da preguiça) e suave (maré).em seguida Maurício fez com as crianças uma retrospectiva da aula anterior onde as crianças ouviram a música oito anos. Foi colocada novamente a música oito anos para ele ouvirem por completo e a medida que Maurício parasse a música eles teriam que fazer a identificação da letra que estava sendo cantada. Por causa de dois alunos que estavam agitando a turma, Maurício parou a aula para reclamar e essa agitação estava impossibilitando a turma de identificar a letra da música, logo, o horário acabou não sendo possível ter uma aula bem proveitosa

Vídeo: Tudo o que você gostaria de saber sobre macumba e nunca teve coragem de perguntar

terça-feira, 17 de maio de 2011

Relato de atividades na Carmelitana, 13 de maio de 2011











Ao chegar à escola fui recebido com a festinha em homenagem as mães. As aulas no colégio foram substituídas pelas apresentações dos alunos e professores, até os funcionários fizeram uma homenagearam as mães apresentando uma canção.







O mais interessante é que num evento como este as crianças permaneceram sentadinhas e quietas prestigiando as apresentações.




Como toda festinha de aniversário, teve bolo para dar e até levar para casa. Muitas emoções. As mães presentes ficaram maravilhadas, dava para ver no semblante de cada uma delas. Alguns professores de tão emocionados chorando ao lembrar-se do cotidiano com suas mães que já não estavam mais presentes.

















Contando uma Experience de Amor








O professor Davi não pode estar presente porque fez uma cirurgia na mão e ficou impossibilitado de fazer esforço. Mas tenho certeza que ele deve ter ficado super inquieto com o desejo de estar presente.










Como a escola ainda não tem teclado ou violão as musicas cantadas ora era acompanhadas com o cd original do cantor de fundo, ora era cantada a capela. Os recursos utilizados para a ampliação do som o microfone, a caixa amplificada e o aparelho de DVD para tocar as musicas.




Num dado momento houve um probleminha no som, porém isso não foi motivo para finalizaras as apresentações. O aparelho de DVD não estava reconhecendo um dos cd´s, entretanto o cantor não se deixou intimidar com a ausência do acompanhamento, apesar da demora, decidiu cantar sem ele mesmo.














Terminada a programação eu e Jéssica nos despedimos dos professores e fomos embora juntos.










segunda-feira, 16 de maio de 2011

Relato de atividades na Carmelitana, 16 de maio de 2011


Hoje infelizmente, tive um problema no meio do caminho e acabei chegando tarde na escola, por conseqüência não pude participar da aula do quarto ano, que por sua vez aconteceu com a turma inteira, sem precisar dividi-la, como de costume.

Então, já cheguei entrando na sala com a primeira metade do 5° ano, desta vez a meta foi trabalhar o hino ao 2 de julho, hino da independência baiana. Começamos distribuindo um marca páginas contendo a letra do hino para os educandos, tomamos o nome de cada um, para avaliarmos nos critérios, leitura, postura e comportamento. Depois da leitura do hino, David deu uma grande aula de história elucidando qualquer duvida sobre a data da independência baiana, logo após todos cantaram o hino, acompanhados pelo rádio, logo então começou o intervalo. Neste momento as crianças do 4° ano vinham até, mim cobrar minha presença na aula, questionando o fato de eu estar na aula do 5° ano e não ter participado da aula deles. Tentei explicar que tive problemas e tal, algumas meninas entenderam, outras não. Ao fim do intervalo, fomos à sala buscar a segunda metade do 5°ano.

Começamos a aula com a mesma proposta da anterior, seguindo o mesmo plano de aula.
Nesta turma existiam mais alunos com dificuldade de leitura, algo que eu já havia notado desde a outra aula.

Relatório Santa Bárbara dia 12/05

A aula do 3º ano B começou com um carão de Maurício. O dia começou meio caótico com um engarrafamento fenomenal na região da escola e algumas burocracias da coordenação e logo em seguida entramos na sala que tava um fuzuê. Ele sempre deixa o que está escrito no quadro e pede para os meninos guardarem os cadernos.

Hoje ele foi trabalhar a música “Oito Anos” de novo. Dessa vez os meninos falaram logo as idades e apenas dois tinham oito anos (idade esperada para o 3º ano). Após a audição ele perguntou se a música era rápida e todos disseram que sim. Depois ele mandou desligar o ventilador e perguntou a diferença de barulho antes e depois. Perguntou o que era o barulho e a resposta quase que unânime foi “zuada” (essa Bahia é linda...). A resposta que ele esperava era “som”. Falou que tanto o barulho do ventilador quanto a voz dele ou o ruído que saía da caixa amplificada era som e em seguida voltou com a música.

A abordagem foi como das outras vezes. Perguntou a instrumentação, qual começava tocando e qual fazia a melodia da introdução. Perguntou quais eram os instrumentos de percussão, sempre parando para dar bronca nos que não estavam prestando atenção – que eram alguns, inclusive.

De novo os meninos não conseguiam reconhecer as palavras. Depois de escrever no quadro a letra todos compreenderam e fizeram cara de “é mesmo”. A frase da música “O que significa impávido colosso?” virou “o que significa parte do colosso?”. Claro que os meninos não reconheceram a palavra “impávido” mesmo depois de escrita no quadro, mas quando Maurício cantou o trecho do Hino Nacional os meninos lembraram – pelo menos da melodia do Hino, porque eu duvido mesmo que a maior parte das pessoas cante o Hino Nacional com a letra correta.

Cada frase era um desafio para eles, mas sei que a acústica da sala e a qualidade da caixa ajudaram para a confusão. Sobravam freqüências médias graves e graves. O problema é que quando Maurício colocava a letra todos “passavam a escutar” o que a cantora dizia, portanto a acústica poderia ser até um fator, mas não acho que seja preponderante. Acho mesmo que eles têm um acerta dificuldade em escutar – de forma generalizada mas, claro, com algumas exceções.

No final os meninos voltaram a ficar um pouco inquietos. A parte com melhor rendimento na aula foi na primeira frase “porque você é Flamengo e meu pai Botafogo?”. Quando eles escutaram de novo e reconheceram ficaram bem animados.

A aula no 3º ano C começou bem mais tranqüila que a anterior. Maurício foi direto pro conceito de som. Perguntou se eles entendiam o som do ventilador, perguntou o que eles iriam achar se o ventilador estivesse fazendo “clec, clec, clec” e por aí vai. Fez uma analogia com o som de um carro vindo de trás e como eles subiriam no passeio ao escutar esse som, etc.

Tocou de novo a música “oito anos” e as respostas saíram bem mais facilmente. O entendimento das palavras da música também foi bem melhor. O engraçado é que eles reconheceram “flamengo e meu pai é botafogo” e não entenderam o “porque” do início. Depois de algumas repetições eles pegaram o “o que significa”, mas o “impávido colosso não saiu de jeito nenhum, porém todos reconhecem quando o Hino é cantado. Eu realmente estou começando a ficar interessado nessa questão, mas será que com uma acústica melhor eles não reconheceriam as palavras? Outro fato importante de ser notado é a pouca memória auditiva. Quase todos falam a última palavra da frase, mas poucos lembram das primeiras.

A aula do 4º ano A começou com um pedido de Maurício para a turma se aquietar. Claro que isso já foi uma prevenção depois do aviso da professora que os meninos estavam virados na... nas idéias.

Maurício começou tocando “Bolacha de Água e Sal”. Quase todos cantaram a música toda – a primeira parte principalmente. É impressionante como todos gritam. Imagino que não seja só por Salvador... A turma realmente estava mais agitada e Maurício já estava ficando rouco. Após uns cinco minutos de nada – na verdade de muito desgaste, aumento do barulho, etc – Maurício começou a explicar uma nova atividade: cada fileira teria que reproduzir um som (estalo de dedo, palma, tapa na perna, pisão no chão ou estalo de língua) seguindo uma seqüência que foi escrita no quadro.

Após terminar o desenho Maurício foi ligar o som. Foi o suficiente para o caos ser instalado. Não se pode parar nem por dois minutos. Enquanto Maurício pedia para eles fazerem os sons isolados eles saiam desconexos e sem vontade, porém quando colocou a música eles ficaram mais motivados. Claro que ele iria colocar depois de qualquer forma, mas a turma estava muito agitada e cada tentativa sem o som acompanhando era um desgaste porque sempre acontecia alguma coisa, mas mesmo assim a atividade foi funcionando.

Conversei rapidamente com Maurício no início da aula do 5º ano A sobre os problemas da aula anterior e ele sempre tem uma ótica mais otimista do que se vê por ai (inclusive, por vezes, a minha). O grau de cansaço dos professores vai aumentando gradativamente à medida que os minutos vão passando.

Passaram-se alguns minutos para a atividade realmente começar. Os textos foram passados e depois Maurício falou sobre a dinâmica dos impostos e uma folha que foi rasgada em outra aula. Como são mais velhos, a letra foi sendo interpretada e a fome de conhecimento foi sendo desvendada. Acho impressionante a capacidade de abstração que é necessária para agüentar tudo. É uma energia incrivelmente alta que vai embora todo turno.

Como esperado, o final da aula foi só bronca. Quando as outras turmas foram liberadas os meninos só pensavam em sair.

domingo, 15 de maio de 2011

Blog da Cecília Cavalieri França

Recomendo uma visita neste blog ...

http://ceciliacavalierifranca.blogspot.com/

e no site:

http://www.ceciliacavalierifranca.com.br/inicio/

sábado, 14 de maio de 2011

Relatório Carmelitana 04/05

Nesta semana não houve aula de música, pois os alunos estavam em semana de prova.
Aproveitamos para desenvolver o plano bimestral para os meses de maio e junho.
Davi me incumbiu de desenvolver o plano do 2º e do 3º ano, já que são as turmas, com as quais eu faço as minhas observações participativas. Sentei junto ao meu colega Vitor – outro estudante de música que também faz as suas observações nessas mesmas turmas – e começamos a pensar no que poderia ser trabalhado neste bimestre com as crianças. Davi nos orientou em darmos uma olhada no plano do bimestre passado, para que, caso algum dos conteúdos assim pretendidos não tenham sido totalmente trabalhados, pudéssemos aproveitar para esse bimestre. Além disso, ele nos apresentou o plano bimestral da Escola Órfãos de São Joaquim, a outra escola, na qual ele trabalha.
Com essas referências, tivemos um ponto partida. Observamos que o conteúdo/eixo "canção" não tinha sido muito trabalhado com as crianças. Cientes de que este conteúdo é extremamente importante para desenvolver nas crianças a sensibilidade tão galgada por nós educadores - além de que, a canção favorece a quebra de resistências, estimulando assim os afetos dos educandos e estabelecendo uma melhora nas suas relações interpessoais - definimos a canção como ponto prioritário para esse bimestre. Em seguida, pensamos em um novo eixo, já que Davi também nos orientou em darmos prosseguimento ao conteúdo estabelecido no plano de curso. Resolvemos então, trabalhar a melodia. Pensando ela como eixo para desenvolvermos as ferramentas do som e principalmente do silêncio. Não necessariamente a melodia dentro de uma canção, mas dissecada dela para um fim didático.
Enfim, o dia se resumiu a isso. Encaminhei o plano para a lista e toda crítica e sugestão será bem-vinda.

Relatório Carmelitana 11/05

Neste dia houve uma paralisação nacional dos professores e por isso não houve aula.

RELATÓRIO OBSERVAÇÃO PARTICIPATIVA ESCOLA CARMELITANA DO MENINO JESUS (4º E 5º ANO A) 09 DE MAIO DE 2011

Já na acolhida percebi que os educandos estavam muito agitados: não conseguiram ficar em fila, nem ficar em silêncio. A professora que estava realizando a acolhida interrompeu a canção e a oração diversas vezes. Por fim, diante de tanta agitação foi decretado que os educandos não teriam recreio devido ao mau comportamento durante a acolhida.
4º Ano e 5º Ano.
O conteúdo e a forma de abordagem das aulas do 5º e 4º ano foram  as mesmas. Trabalhamos o hino nacional, esclarecendo o significado das palavras mais rebuscadas e fazendo uma leitura em seqüência (um educando lendo cada frase por vez), depois uma leitura em grupo, para enfim cantar acompanhado de uma versão instrumental. Curioso é que alguns educandos não conseguiam ler as frases sem a entonação melódica, não conseguiam fazer a dissociação da letra e melodia.
Enquanto esclarecíamos (eu e o professor Davi) os termos desconhecidos, surgiram muitos espaços para a discussão filosófica e social acerca de diversos temas implícitos no texto do hino nacional. Infelizmente nos detemos pouco nessas discussões, pois o objetivo era cantar o hino.
O que realmente ficou claro foi o alheamento dos educandos no que se refere ao conteúdo: muitos já sabiam cantar o hino de cor sem ter a mínima idéia do que estavam cantando, outros não estavam nem aí para o hino nem para a aula. Também ficou evidente o desconhecimento sobre a história do Brasil, impedindo o aprofundamento da discussão sobre a real validade do tal “Grito do Ipiranga”; muitos revelaram também dificuldades com a leitura, alguns por timidez, outros por realmente não saberem ler com fluência.
De qualquer maneira o objetivo do professor Davi, que era de fazer com que os educandos cantassem o hino acompanhados do aparelho de som, foi alcançado.
Durante as aulas, o educador continuou fazendo uma pré-seleção dos educandos que mostraram mais potencial para participar do coral, levando em consideração o comportamento, a desenvoltura na leitura e no canto.

P.S. Galera, encontrei três marcadores para o relato de observação da Carmelitana. Vamos definir um só porque ajuda na hora de ler e postar!!!!!!!!!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Relato de Observação da Escola Carmelitana do Menino Jesus - 06 de maio de 2011

Semana de Prova

Relato das Observações Feita no dia 04 de maio de 2011 na Escola Carmelitana do Menino Jesus

Cheguei à escola no memento da abertura, sendo dirigida pela diretora e com a colaboração dos professores e funcionários. Foi uma ação muito interessante porque todos estavam envolvidos, desde a direção aos agentes da limpeza da escola. Este momento de grande importância para o início da vida pedagógica dos alunos foi registrado por fotos.
A professora de artes do “Programa Mais Educação” cantou uma canção tendo a "mãe" como temática, preparando os alunos para a festinha das mães. A diretora aproveitou o momento para dar oportunidade para que os alunos, que desejassem, pudessem vir à frente para recitar uma poesia, cantar uma canção ou quisessem demonstrar alguma homenagem para o dia da festinha. Fiquei impressionado com a coragem dos alunos, poucos ficaram acanhados em demonstrar alguma coisa. Eu e o professor Davi nos divertimos com a graça com que cada um ia apresentando. De fato foi um momento bastante enriquecedor. Outra coisa que vale citar é a respeito da disciplina dos alunos: todos estavam em fila e em pé, sem qualquer demonstração de cansaço ou inquietação.
O momento de abertura foi finalizado com as crianças recitando a oficial oração do Pai Nosso. Ao concluírem, cada turma foi orientada a se dirigir para suas salas.
O professor Davi, que é uma pessoa que está sempre na ativa, me informou que nessa semana não teria atividade de artes na escola porque as crianças estavam em semana de prova. Mas isso não foi motivo suficiente para convencê-lo a ficar parado. Logo sugeriu resolver questões estruturais da escola. Entregou-me o projeto de música, me pediu  para lê-lo e, tendo alguma duvida, pontuasse para que logo depois pudéssemos discutí-lo. Ao terminar a leitura me coloquei a sua disposição para ajudá-lo no que fosse preciso.
Concluído o trabalho da manhã do dia 04, me despedi dos colegas e funcionários.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Relato de atividades na Carmelitana 9 de maio de 2011


Hoje fui à escola para fazer mais uma observação participativa.
A proposta foi trabalhar o hino nacional.

Começamos pelo 5° ano. Davi, Eu e Vitor, iniciamos a aula com a primeira metade da turma. Entregamos para os educandos um papel com a letra do hino impressa, para que eles pudessem acompanhar. Enquanto líamos paulatinamente, junto com a classe, fomos montando um glossário, para esclarecer as dúvidas sobre as palavras do hino, que não são mais tão presentes em nosso vocabulário. Após a leitura, fizemos uma leitura métrica seguida de um pulso estabelecido por Davi. Também foi ensinada a postura e foram dadas algumas dicas de articulação. Logo após colocamos um CD para tocar o hino e ai sim às crianças cantarem juntando todos os elementos demonstrados anteriormente.

Em meio às reflexões e demais comentários, como num súbito, entrou a diretora da escola em silêncio, apenas olhando para os educandos um a um. Davi perguntou se havia algum problema, ela disse que não queria atrapalhar a aula, mas havia sim um problema, Davi deu pra ela o espaço, e ela explicou que a mãe de um dos meninos daquela turma, havia ido à sua sala para fazer queixas dos seus colegas, segundo ela o menino havia sido apelidado de Patati, as crianças logo retrucaram dizendo. “Mas ele tem um pé muito grande e o sapato dele parece de um palhaço.” A diretora deixou claro que este tipo de retaliação não deveria existir na escola, então, as crianças disseram que o tal educando que seria a vitima de chacota, na verdade era o algoz da história, que o apelido foi uma forma de vingança da turma contra os maus comportamentos dele, principalmente com as meninas. A aula virou uma mixórdia, então foi sugerido que juntasse a turma novamente para esclarecer o caso junto à mãe da criança, que segundo a diretora tinha uma forma de dialogar desmesurada. A confusão tomou uma dimensão tão ingente, que quase não sobrou tempo para a aula da segunda metade da turma.

Começamos as atividades com a segunda metade do tão falado 5° ano, o plano foi o mesmo, a energia da turma ainda estava confusa, por conta da confusão de minutos atrás, mas com o passar do tempo e com um grito retumbante de Davi, todos se acalmaram e a aula seguiu não muito diferente da primeira. Notei que nesta segunda metade algumas crianças tinham muita dificuldade de leitura. Não tivemos muito tempo com essa turma, a aula foi bastante breve.

Então partimos para o 4° ano, como a turma estava pequena não foi necessário dividi-la. Embora o plano fosse o mesmo aplicado no quinto ano, era perceptível a diferente maneira com que Davi reportava-se a turma.
Já desta vez, na hora da leitura, as crianças tiveram menos dificuldades, mas quando chegou a vez de um dos educandos dava pra notar que ele estava nervoso e não conseguia ler, as outras crianças riram dele fazendo com que ele chorasse, Davi então o retirou da sala e pediu que eu e Vitor continuássemos a aula até que ele voltasse. Aproveitamos para admoestar as outras crianças, deixando clara a necessidade do respeito entre eles e que o apoio mútuo também é importante. Logo então, Davi voltou a assumir a turma voltamos a ser coadjuvantes da aula.

Uma cena me chamou atenção: enquanto a aula corria, já de modo ordenado e fluente, uma criança de outra turma, pediu a licença, como se fosse dar um aviso, mas quando todos silenciaram, ela entrou e abraçou Davi dando em sua face um beijo melífluo, logo após de cumprir sua missão, a pequena menina saiu deixando Davi levemente envergonhado. Isso foi muito significativo, então resolvi acrescentar.  

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Relatório de Observações da Escola Carmelitana do Menino Jesus - 02 de maio de 2011

A escola está em semana de prova e por isso foram suspensas as aulas inclusive a de música. O professor David e eu fizemos juntos o planejamento do segundo bimestre. Foram aproveitados entre os conteúdos as atividades que não foram trabalhadas no primeiro bimestre. A minha experiência nesta escola está sendo gratificante porque tenho vivenciado o aprendizado em sala de aula, ganhando novas experiência na profissão de professor. Aplicando atividades assumo a condução do trabalho e vejo que os alunos estão respondendo bem às minhas iniciativas. Este programa de iniciação à docência é muito importante: vivenciamos a realidade que iremos enfrentar no mercado de trabalho. A Escola Carmelitana está dando o suporte suficiente para se realizar aulas de música com instrumentos, espaço e apoio que o professor David recebe. O seu projeto para o coral é estruturado e ele está procurando patrocínios de empresas. Este ano vai ser de conquistas para todos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Aula cancelada do dia 28/05

A aula do dia 28/05 foi cancelada por falta de água na escola. Só soube quando cheguei no Largo do Tanque.

Moral da história: sempre retorne ligações do dia anterior...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Chimamanda Adichie: O perigo da história única

Comentários, reflexões, questionamentos acerca deste vídeo são bem-vindos ...


Atividade: Duração. Segunda-feira - 25/04/2011 Escola Carmelitana do Menino Jesus
Acolhida e Oração. Revisão sobre som longo e som curto representado por ta e taa. Execução de uma sequência que os alunos fazem com as clavas. O professor fala do silêncio que são as pausas.Depois cada aluno faz no timbau. O comportamento é bom eles fazem todos os ritmos sem agitação. Este é o 4º ano.
Na primeira turma do 5º é feito o mesmo conteùdo mas o comportamento não é bom. Os alunos têm um pouco de dificuldade de executar a sequência.
Postado por Angela Usêda

Relato dia 26/04 na Escola Santa Bárbara

Cheguei às 7:50 na Santa Bárbara mas não houve aula porque faltou água e as aulas foram suspensa.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Relato das observações feitas no dia 19/04 na Escola Santa Bárbara

Grupo 05

Com a proximidade da páscoa o prof. Maurício teve que trabalhar com a turma uma musica referente ao tema.Primeiro se trabalhou a letra e depois a melodia.Foi tudo tranquilo mas observei que duas crianças estavam bastante agitadas perturbando um pouco a aula ,ou melhor solicitando mais atenção.Gostei da estratégia adotada por Maurício de deixar eles à vontade só chamando atenção apenas quando eles interferiam na atenção dos colegas.Ao terminar a aula a partir deste caso discutimos bastante sobre a relação dessas crianças com suas famílias ,a questão da afetividade no processo educativo e do papel do educador neste processo.Na ação educativa temos que estar sempre atentos a essas questões e pensar formas de aproximar cada vez mais a família do processo como um todo, como disse Maurício a escola é apenas um momento do dia a dia dessas crianças ,sendo que a realidade vivida fora da escola em sua maioria é bastante amarga.

1º ano

No primeiro ano também foi trabalhada uma música para a comemoração da páscoa.Após trabalhar a letra e ensaiarmos a música acompanhada ao violão, percebemos que a melodia ainda suscitava dúvidas na maioria,então Maurício propôs que a turma cantasse a música com línguas diferentes; com a língua maluca,com a língua da galinha e com vários tipos de línguas sugeridas pelas crianças ,foi muito divertido e conseguimos assim firmar a melodia correta. Ao final da aula cantamos o clássico do 1ºano ; “a sopa do neném”.interessante observar como cada turma elege seu “hit” preferido.
2º ano
Nesta turma começamos cantando a música da galinha pintadinha e a partir dai Maurício inventou uma história com a letra da musica ,em que quando a galinha ficou doente os pintinhos pegaram o telefone para ligar para o veterinário mas a linha estava ocupada - - - - - - -(suscitando os sons curtos) tentaram de novo e então o telefone chamou ------------------- (som longo).Após todos interiorizarem a diferença entre sons curtos e longos Maurício pediu que eles identificassem agora tocando no violão, depois com sons de animais ,por fim passamos a tocar os sons curtos com a clava e os longos com a voz de acordo com uma notação escrita no quadro :
_________ I __ __ __ __ I _____________I __ __ I _
Esse tipo de notação é realmente bem funcional sem perceber as crianças vão se familiarizando com a organização dos tempos ,e com representações gráficas para o som.

3º ano

No 3º ano foi trabalhada a musica “Criança não trabalha” repartindo as palavras da letra uma para cada aluno.esta foi uma forma interessante de trabalhar a noção de pulso ,pois cada um tinha que falar sua palavra respeitando o “bit” da musica.Como a musica é um pouco agitada acabou por refletir na turma e ao final tentamos cantar outra musica mais calma mas houve pouca participação.

Relato das observações feitas no dia 05/04 na Escola Santa Bárbara

Grupo 05

Hoje cheguei um pouco atrasado. Quando entrei na sala, a turma já estava sentada na roda iniciando as atividades com o cd que Maurício trouxe para que as crianças identificassem os sons do cotidiano. Após esse trabalho de percepção, Maurício convidou a turma para cantar a música de apresentação. Esta musica é muito boa pois permite a cada criança pronunciar seu nome para todos e ao mesmo tempo escutar toda a turma cantando seu nome, o que contribui para que cada criança se perceba como parte integrante do grupo. Logo em seguida Maurício pegou um par de clavas e, aproveitando o entusiasmo deles ao ver o instrumento, trabalhou um pouco a dicção, pronunciando C.L.A.V.A passando a língua ao céu da boca ressaltando o som do L. Por fim ele passou a executar ritmos com a clava pedindo que cada um repetisse. Eles adoram o trabalho com as clavas.

Turma do 2º ano

Nesta turma quase todas as aulas que acompanhei iniciaram com a Música do Vagalume. A turma adora e sempre pede. A música realmente é muito boa pois envolve movimentos corporais, sons com a boca e divisão rítmica. Depois do ritual do vagalume, Maurício desenhou no quadro uma sequência de símbolos e associou a cada elemento desses um som escolhido pela turma. Este tipo de notação não convencional é bastante funcional: a partir dela todos puderam identificar o sons curtos e longos, agudos e graves, as variações de intensidades e um princípio rudimental de compasso. Num segundo momento a própria turma montou sua “partitura” com outros elementos e sons associados, o que permitiu uma dinâmica em que a turma pôde exercitar a conciliação de possibilidades. A atividade foi bastante satisfatória e contou com a participação de todos. Dai passamos a cantar as músicas escolhidas pela turma. Os objetivos específicos da aula já haviam sido alcançados. A partir da unânime escolha da “Galinha Pintadinha” aproveitou–se para separar vozes e na Música da Preguiça ainda trabalhamos a dinâmica.

Turma do 3ºano

Com o 3º ano o objetivo da aula foi trabalhar a noção de altura das notas e de escala. Maurício desenhou uma escada com o nome das notas e a partir da música “Dó-Ré-Mi-Fá....” iniciou o trabalho de percepção das notas: as crianças tinham que identificar se uma nota estava “subindo ou descendo a  escada” ou “saltando degraus”. Durante a atividade Maurício nos chamou a atenção para a reflexão acerca da importância da questão discutida por vários teóricos da educação musical,a de que os princípios musicais devem ser primeiro vivenciados pela criança para que posteriormente tomem consciência do que foi interiorizado.
Esta manhã foi muito proveitosa para mim, aprendi muito e realmente só tenho a agradecer a atenção que o prof. Maurício nos vem dedicando, sempre discutindo conosco detalhadamente todo o processo.

RELATO DE OBSERVAÇÃO NA ESCOLA SANTA BÁRBARA 19-04-2011

Grupo 5

O professor Maurício iniciou a aula cantando com as crianças a Música do Coelhinho da Páscoa (para a apresentação da Páscoa na escola). A idéia inicial era estimular a criatividade das crianças na composição de uma música para a Páscoa, mas não houve tempo. Ele então aproveitou a música que as crianças já conheciam. O professor tinha como objetivo trabalhar a memória musical, andamento e dinâmica. A memória musical delas é impressionante, sempre que começa uma aula, Maurício faz uma retrospectiva da aula anterior e os alunos sempre lembram do ocorrido nessas aulas. Maurício cantou a Musica do Coelhinho primeiramente sem o violão e posteriormente com o violão: ele fazia a preparação para a entrada da música e as crianças acompanharam rapidamente. Em seguida ele trabalhou com andamento e dinâmica e as crianças respondiam bem as expectativas tanto do Professor quanto as minhas e do André. Logo após, Maurício perguntou quem conhecia alguma música sobre índio (pois é data de comemoração ao índio) e logo vem a surpresa: nenhum aluno conhecia, revelando que grande parte das escolas e creches não estão trabalhando com a cultura afro-brasileira e indígena como está previsto na lei.
O professor tratou então de ensinar uma música para os pequenos, que ficaram animados e também com cara de interrogação quando ouviram a palavra cocar (enfeite de cabeça, espécie de coroa de penas de cores vistosas usados pelos índios). Maurício percebeu e logo desenhou no quadro um cocar. A reação dos alunos foi incrível: ele fizeram analogia entre o cocar e a roupa do índio, que são bem parecidos. Maurício chamou a atenção para a questão da afetividade que tem que ser feito com a turma que possui crianças com perfis bem diferentes como um menino que por sofrer espancamento em casa reflete em sala de aula a agressão que vivenciou.


1º Ano


As atividades também começaram com a Música do Coelho da Páscoa, pois os alunos iam se apresentar na festinha da escola. Eles logo começaram a cantar e Maurício trabalhou a preparação da entrada da música no violão e as crianças responderam muito bem. Em seguida o Professor sugeriu que a mesma música fosse cantada nas línguas: maluca, da galinha, do cachorro, da formiguinha, do gigante e do lá,lá,lá onde as crianças trocavam a letra da música pelo som que os bichos emitiam trabalhando assim a dicção delas. A turma pediu ao Professor que fosse cantada a música o que é que tem na sopa do neném (que eles gostam bastante por que o ritmo da música é excelente) e Maurício aproveitou e trabalhou dinâmica. Nessa turminha tem muita energia e apredem rápido sem contar que boa parte das crianças passou pelo processo de musicalização no grupo cinco.


2º Ano

Assim que chegamos, os alunos manifestaram o desejo de cantar a música do vaga-lume e assim foi feito. Em seguida o Professor cantou com eles a música do galo e como o seu objetivo com os alunos era trabalhar a duração dos sons ele começou a contar a história do amiguinho que ajudou o galo que estava muito doente. Na história esse amiguinho liga para o médico, mas o telefone está em comunicação e Maurício pede que as crianças imitem o som do telefone em comunicação. Daí ele escreveu no quadro a partitura não-convencional e a partitura (parte dela) ficou assim:
- - - - - - (tu,tu,tu,tu,tu,tu som curto do telefone em comunicação)
______,______,______( tuuu,tuuu,tuuu som longo do telefone chamando).
Eu fiquei feliz em ver como as crianças estavam envolvidas com a aula (o ambiente era vivo dinâmico) e aprendendo música com elementos que são do cotidiano delas. Maurício mostrou também o som do ventilador na sala para que eles pudessem estabelecer a diferença da duração dos sons e a próxima atividade Maurício usou o violão para que os alunos identificassem quando era tocados um som longo ou curto e as crianças aprenderam de fato numa aula bem divertida e envolvente. Após os objetivos alcançados, eles cantaram as músicas: a danada da preguiça e o que é que ta escrito na capa do gibi.


3º Ano


O Professor Maurício iniciou a aula perguntando quem conhecia alguma música do índio e a maioria não conheciam. Logo, Maurício ensinou a música do índio para a turma. Para ver como andava a memória musical dos alunos, Maurício cantou com eles a música criança não trabalha, criança dá trabalho e eles ainda faziam confusão com a letra, Maurício passou então parte por parte da música para elas lembrarem. Maurício cantou com eles mais duas músicas: A danada da preguiça e o que é que ta escrito na capa do gibi trabalhando dinâmica. Boa parte dos alunos estava participando, mas tinham alguns bem agitados dificultando o processo de aprendizagem da turma.



Até mais turma!

Relato Carmelitana 27/04/11

Hoje tive a oportunidade de assumir de forma integral todas as turmas da tarde, que para mim valeu muitíssimo a pena!

Tudo já havia sido acordado previamente com o professor Davi, pois, além do meu desejo de já começar a desenvolver algumas atividades com a turma, ele mais a professora Cristiane precisariam sair pela tarde para pesquisar alguns produtos que irão ser comprados para a escola. Além disso, culminou que o professor estava doente e de qualquer forma não poderia dar aula hoje. Juntando o útil ao agradável, coloquei a mão na massa.

Assumi uma turma do 3º e outra do 2º ano. Busquei dar prosseguimento ao trabalho que o professor já vinha desenvolvendo com as crianças, no caso, a percepção do som grave e do som agudo, além de, já começar a trabalhar o nome das notas com suas respectivas alturas e a movimentação dessas alturas proporcionada pela escala musical. Davi me orientou a trabalhar por enquanto da nota DÓ até a nota MÍ – DÓ, RÉ, MÍ – em cima também de uma canção do método de Nilsa Zimmermann, que o professor deseja trabalhar em sala de aula. A música Dó, Ré, Mi.

Desenvolvi uma atividade, retirada do livro Jogos e Brincadeiras Musicais de Alliana Daud, chamada Painel Sonoro. Esta atividade consiste em o professor desenhar vários quadrados interligados e em seguida pedir que cada aluno sugira um som (animais, objetos, fenômenos da natureza etc.), registrando cada som nos quadrados, que poderá ser desenhando ou escrevendo. A quantidade de quadrados será a mesma de alunos na sala. Depois, cada criança ensaia o som que ela sugeriu. A brincadeira consiste em pedir que os alunos se expressem de acordo com os registros do quadro, seguindo o sentido da direita para a esquerda, mas que logo depois pode ser alternado pelo professor, tanto de trás para frente, de cima para baixo, de baixo para cima e em velocidades diferentes. Acabei dando uma modificada/adaptada para a realidade que estava vivenciando ali. Interliguei os quadrados em um formato de escada e sugeri que eles me dessem sons de acordo com a altura que os quadrados estavam, fazendo aí já um link com o assunto que estavam estudando. Exemplo: o quadrado que estava mais a baixo na escada teria que ter um som mais grave e conforme os degraus iam subindo o som também ia ficando mais agudo, conseqüentemente eles teriam que apresentar um som mais agudo. As crianças se entusiasmaram tanto com essa atividade, que muitas vezes todas queriam opinar nos sons de todos os quadrados. Após essa atividade, ainda com o mesmo painel, eu substituía os desenhos, pelos nomes das notas, no caso, Dó, Ré, Mi e pedia que elas cantassem, observando a movimentação das notas na “escada”. Elas conseguiram ir muito bem, houve um pouco de dificuldade entre uma ou outra criança, mas no geral elas conseguiam cantar as notas, sem muita afinação é claro, bem. Agora realmente, pude observar uma certa fascinação no olhar delas, quando tirei meu violão do soft-case e comecei a tocar e cantar para que elas conseguissem perceber corretamente a afinação. Era um silêncio geral na sala, sem precisar pedir, todas ficavam vidradas no som do violão. Claro que inicialmente com um certo espanto de estar vendo aquele instrumento em sala de aula. Surgiam interjeições como: - “Olha, um violão!”, ou muitas risadas de empolgação com um “Que legal!” e “Deixa eu tocar!”. Após eu tocar e cantar, pedia para elas cantarem enquanto eu acompanhava ao violão e em seguida, escrevendo as frases da canção Dó, Ré, Mi, todos cantaram enquanto eu acompanhava. E ao final do soar do último acorde da canção, elas próprias teciam uma forte salva de palmas da forma mais natural possível.

A meu respeito, como qualquer primeira experiência, fui movido previamente de expectativa, anseios de que tudo desse certo. Procurei utilizar as minhas observações como norteador, mas não pude deixar de imprimir o meu jeito de ser na aula. Deixei as crianças um pouco mais livres que o habitual. É verdade que com isso utilizei um pouco mais da voz, mas conseguir sempre desenvolver o que tinha pretendido. Sempre tentei demonstrar afeto, mesmo que num momento de “bronca” que eram inevitáveis. É perceptível como elas são ávidas por carinho. Um sorriso generoso já as conquista. Pude observar que com isso conseguimos admiração e conseqüentemente respeito delas. Busquei mostrar que o professor é muito mais que aquele que ensina uma certa disciplina, mas também aquele que acolhe, que dá carinho, principalmente em crianças que por muitas vezes não encontram isso em casa.

Saí de lá no fim da tarde um pouco rouco e cansado mas com uma satisfação que não se explica com palavras, só quem é professor/educador para entender.