sexta-feira, 27 de maio de 2011

Relatório Carmelitana 25/05

Nesta quarta, por influência do acaso ou não, a aula de música se transformou, literalmente, numa aula de bons modos, de respeito, de reconhecimento da autoridade dos professores e etc. O que a meu ver, tenha sido excelente para as crianças.

2º Ano.

Quando cheguei, às crianças estavam sentadas, todas meio cabisbaixas, enquanto Davi proferia um “senhor” sermão. Dizia ele que aquilo não era um comportamento adequado, que era muito feio o que eles tinham feito, e que dessa forma eles acabariam sendo mal vistos na escola, até como a pior turma. Percebi que a minha chegada aflorou um pouco os ânimos das crianças, só que logo Davi mostrou como é que se faz um professor de respeito. Quando elas se exaltaram para falar, como um pai em plena repreensão aos seus filhos, ele disse em tom firme que estava falando e que naquele momento não era para ninguém falar nada, apenas ouvir. Confesso que senti um tom nostálgico, daqueles antigos e escassos professores que tive também na minha infância, e que não me fizeram nenhum mal. Acabei ficando à parte com Vitor, esperando a repreensão acabar. Para que não fique parecendo que Davi é um professor severo, rude, a todo instante percebia a inflexão de ensinamentos, de orientação que ele dava para as crianças, em todo momento tentando trazer a consciência, ainda verde é verdade, de que um comportamento daquele não iria trazer nada de bom para elas. Traduzindo, senti-o como um pai, ensinando ao seu filho. Com o pouco de tempo que sobrou, ele repassou o Hino 2 de Julho, mas frisando apenas a parte do refrão, já que no caso, o 2º ano só irá cantar essa parte. Ele repassou as quatro frases do refrão, acompanhado do cd, enquanto as crianças iam repetindo. Deu para perceber que elas estão pegando aos poucos tanto a letra, quanto a melodia. Enfim, com o fim da aula, Davi veio conversar comigo a respeito do porque daquela bronca toda. Ele falou, que quando foi buscar a turma na sala, tinham umas três a quatro meninas em cima das mesas, dançando umas dessas músicas extremamente sensuais que tem hoje, até com os gestos obscenos que as mesmas pedem. E os meninos embaixo em frenesi com tudo aquilo. Foi como um flagra. A sala estava uma baderna, como se fosse um pandemônio. Motivo mais que plausível para uma correçãozinha básica.

3º Ano.

Após o recreio, foi a vez do 3º ano. Fiquei na sala de Artes com Vitor, esperando e arrumando a sala para a chegada da turma. Enquanto isso, Davi se dirigiu a sala do 3º ano, para buscar a turma. Começamos a perceber que ele estava demorando um pouco mais do que de costume para trazer as crianças. Foi ai que me deu a idéia de ir lá ver o que tinha acontecido, e veio a segunda bomba da tarde. Mais uma vez, Davi estava pagando geral, enquanto a professora da turma – que por sinal, é uma senhora já – estava escorada no canto, com o rosto um tanto vermelho, o ar ofegante, a voz rouca, e lembrando uma pessoa em princípio de infarto. De novo as palavras de mais cedo se repetiram. Davi os colocou em fila, e os trouxe para a sala de música. Chegando lá, após todos sentarem educadamente, começou o sermão parte dois. Dessa vez, fiquei logo sabendo do ocorrido. Eles estavam fazendo da sala um verdadeiro carnaval, enquanto a professora tentava contê-los. Era bolinha de papel, era gritaria, dançavam, pulavam, arrastavam as cadeiras e as mesas, mais parecia uma festa do que uma aula. E a pobre da professora sem poder fazer nada. Dessa vez Davi teve que ser mais enérgico ainda, já que tinham umas duas ou três crianças que afrontavam a autoridade dele. Houve momentos de grande tensão. Senti que eles ficaram um pouco coagidos com a presença de três professores em sala, já que cada um “tomava conta” de uma parte da sala. Após muito gastar de saliva de Davi, eles conseguiram acalmar os ânimos e quando já estavam todos mais tranqüilos, como que numa jogada de mestre, Davi desligou as luzes, e pediu que todos colocassem as cabeças na mesa e fechassem os olhos. O clima realmente ficou tranqüilo, a paz pairou no ambiente, e para fechar com chave de ouro, ele colocou A Oração do Pai Nosso cantado por crianças, de um cd infantil, no qual ele tem. Dava para ouvir algumas crianças sussurrando a oração, foi um momento muito bonito. Até encostei um pouco as janelas para que o ruído externo não interferisse tanto. Quando terminou a oração, ele pediu que todos levantassem calmamente as cabeças e abrissem os olhos. Silêncio absoluto dava até para ver alguns bocejos. Quando olhamos para o relógio já tinha ido o tempo da aula toda. Mas valeu muito a pena. Aquelas crianças naquele dia descobriram o valor de uma correção, o quanto é necessário respeitar as pessoas mais velhas, perceberam que existe momento para tudo. O momento de pular, brincar, dançar, mas também o momento de acalmar, de ouvir e principalmente o momento e o valor do silêncio.

Esse foi o dia da Carmelitana, nessa tarde.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

relato Escola Santa Bárbara 24/05/2011


hoje nossas observações foram feitas só com o 2º e 3º ano.



2º ano


a aula foi iniciada com a turma cantando a música "a galinha pintadinha" sugerida por eles próprios.A turma estava um tanto agitada sendo necessário o professor chamá-los a atenção algumas vezes. Passada a agitação eles pediram ao professor que cantasse com eles a canção do relógio,fato curioso é que essa música foi a escolhida por Maurício para fazer a atividade em sala. tenho notado sempre essa interação entre a turma e o professor.as crianças cantaram na primeira vez a música com a letra, em seguida Maurício sugeriu que cantassem sem letra e com os lábios fechados com a famosa boca-chiusa e todos responderam muito bem a atividade.A próxima atividade feita com a mesma música , o Professor pediu que todos ficassem de pé em frente as suas cadeiras para cantar a música marcando o ritmo com palmas que eram divididas com o colega ao lado e com o colega atrás.elas batiam duas palmas cantando cadê-meu e com o colega ao lado batiam uma palma relógio. Nessa primeira parte das atividades,fiz algumas reflexões com relação ao modelo tradicional ainda adotado por boa parte das escola ao usarem as cadeiras dos alunos arrumadas uma atrás da outra o que dificulta uma interação entre professor e aluno e vice-versa.Mesmo com essa arrumação o professor consegue contrariar essa lógica desenvolvendo uma atividade que trabalha a sincronia de palavras e ritmo da canção ao mesmo a interação de aluno com aluno e aluno com professor e tenho certeza que contribuiu muito mais com a internalização da música e do ritmo proposto e ainda deixou a aula mais prazerosa.A segunda parte das atividades foi feita com a participação minha e de Sapoti.Maurício mostrou alguns instrumentos que seriam usados nessa atividade(clava, agogô e chocalho) onde seria formada uma banda.o grupo das clavas ficaram sob minha regência, o grupo agogô ficou com Sapoti e os chocalhos com Maurício.Os alunos tinham que tocar o ritmo 1,2,3 falando o nome do instrumento a-go-gô, onde ele tinham que observar o comando do regente de seu instrumento que hora seriam tocados juntos, hora dois instrumentos, hora instrumento solo. em seguida eles tocaram o mesmo rítmo 1,2,3 cantando a música do relógio. Essa atividade também funcionou com a turma, eles tinham que prestar atenção no comando do seu regente e também observar o colega tocando tudo isso cantando a música.Para finalizar a aula, Maurício cantou com a turma a música "o cravo". as atividades ocorreram como esperado com a participação de todos.

OBS: Maurício chamou a atenção para a simplicidade com que tem que ser tocada a música para que os alunos se apropriem dela o mais rápido.


3º ano

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Relato escola Santa Bárbara – 24/05

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Relato de atividades na Carmelitana, 23 de maio de 2011


Hoje continuamos a ensaiar o hino do 2 de julho, como de costume, o 4° ano foi a primeira turma a ser trabalhada.

Seguimos o mesmo esquema das aulas anteriores, fizemos a leitura da letra do hino e depois trabalhamos a postura e cantamos junto com o aparelho de som. As crianças melhoraram muito e estavam bastante empolgadas. Davi resolveu fazer um ensaio no pequeno palco do pátio, juntando o 4° e o 5° ano, enquanto Davi foi buscar a turma do 5° ano, Vitor e eu ficamos com a tarefa de cuidar do 4°, neste meio tempo, as crianças aproveitaram para indagar sobre minha voz, foram tantas perguntas, perguntavam se eu não falava, se eu perdi a voz, se eu não sabia falar, enfim. Até que um deles me disse que eu parecia com o pai dele falando, pois o pai dele sofre de um câncer na garganta, expliquei para ele que meu problema é diferente e ele ria, como se fosse engraçado me ouvir falar, daí fomos para o pátio, para juntar as turmas.

Com o 4° e o 5° ano juntos, foi um trabalho enorme para organizá-los, precisamos repetir a entrada e postura mais de 21 vezes, durou um tempão, mas conseguimos cantar o hino, foi preciso cantar várias vezes. Duas crianças foram retiradas por brigarem bem na hora do ensaio. Esse momento levou todo o horário do 5° ano, então foram todos para o intervalo.

Quando terminou o intervalo, Davi nos informou que a professora do 2° ano havia faltado e pediu para que eu e Vitor assumíssemos a turma, aceitamos o desafio, mas não sabíamos o quanto seria difícil.

Colocamos uma história para eles escutarem para depois conversarmos sobre a mesma, Davi havia dito que isso daria certo, mas não foi bem assim na prática. As crianças eram bastante serelepes e brigavam o tempo todo, elas viram a camisa que eu estava vestido e começaram a inventar histórias de que eu havia vindo da Índia e que roubaram minha voz no caminho, corriam pela sala, não houve jeito, apenas tentamos contornar a bagunça e conter a turma, até chegar o horário da saída. Foi um fiasco, No final Davi brincou dizendo, “Se vocês ainda tem forças pra ficarem de pé, então deu tudo certo.”
  

Relatório da Escola Carmelitana do Menino Jesus

Acolhida e oração - 23 de maio de 2011 - 4º e 5 anos
O bolsista Ricardo relembra o ensino do Hino da Bahia e a aula sobre duração. Hoje ele ensina o hino com o ritmo com som longo e som curto.
Uma parte da turma participa sentindo a diferença da duração, os outros que estavam calados se manifestam falando suas opiniões sobre o ritmo. Esta atividade prendeu a atenção dos alunos demonstrando interesse pelo conteúdo desenvolvido na sala de aula.
A segunda turma do 5º ano fez mais silêncio ficou ainda mais atenta. Eles conseguiram fazer o ritmo com mais precisão.
A turma do 4° ano ficou mais agitada e com dificuldade de realizar a atividade.
A velocidade de cada turma mostra as diferenças dos alunos na hora do aprendizado. Devemos respeitar o processo de cada criança e suas expectativas em relação a aula de música para eles muita coisa é nova e é preciso dar um tempo para que eles absorvam cada atividade. Aproveitar suas experiências no decorrer da aula mostrando que eles são importantes.

Relato E.Santa Bárbara 17/05/2011

Relatos Escola Santa Bárbara – 17/05/2011
Essa manhã na escola santa bárbara foi bastante produtiva. Cheguei no grupo 05 e as atividades já haviam iniciado. Hoje a turma estava trabalhando com instrumentos bem familiares à minha pesquisa , o agogô e o caxixi .Esses dois instrumentos fazem parte do universo de algumas manifestações populares e em particular da capoeira angola. A atividade proposta pelo prof. Maurício consistia em cada criança, ao pegar o instrumento, pronunciar seu nome e tocá-lo de acordo com a divisão silábica das palavras, Ca-xi-xi / a-gô-go , num processo evolutivo partiu-se da divisão binária das atividades anteriores com a clava ,cla-va,para uma divisão ternária.E ai é que o ritmo e os instrumentos da capoeira angola poderiam cair como uma luva para complementar uma aula desse tipo.Apesar do compasso da capoeira ser quaternário ,para se aprender a tocar qualquer instrumento da bateria da capoeira angola partimos sempre da divisão da célula rítmica desta forma ; 1 – 2 – 3 ,sendo que o quarto tempo é pausa.enfim a partir dessa aula podemos perceber como a capoeira angola tem muito a contribuir no planejamento de atividades desse tipo. Após essa etapa a turma cantou a música da fazendinha do mestre Zé imitando o som dos animais ,o barato dessa atividade é que explora bastante a criatividade dos meninos inventando sons inusitados para os bichos. Ao caminho para o 1º ano Maurício foi discutindo conosco sobre o plano de aula para esta turma que tinha o objetivo de trabalhar a percepção .Começamos cantando a música da loja do mestre André onde a turma tinha que imitar o som dos instrumentos (no ano anterior eles cantavam essa mesma música mas como a fazendinha do mestre Zé e o som dos animais, como vimos no grupo 05),logo em seguida a atividade se inverteu ,com a música do “passarinho que som é esse?”, do castelo ratimbum, a turma agora teria que adivinhar o som do instrumento tocado.Todos adoram essa atividade e participam ativamente.Chegou a “hora do ouvido”, um momento acordado com a turma em que todos teriam que abrir bem os ouvidos e prestar atenção pois era hora de começar a “ brincadeira do detetive”.a brincadeira consiste em escutar uma música e ir descobrindo os instrumentos presentes no arranjo da mesma.A alegria toma conta nessa atividade ,o desafio lançado para os pequenos detetives deixa todos bem agitados a cada descoberta sendo preciso Maurício sempre está chamando a turma para se acalmar.Nesse instante me surgiu uma reflexão a respeito da disciplina em sala de aula .até que ponto a disciplina deve ser mantida numa sala de aula?é preciso mesmo mantê-la sempre? E a partir desse estudo de caso vi o prof. Maurício responder um pouco dessas questões;A disciplina deve ser mantida sim para garantir que o conteúdo programado e o não programado se afirmem , ou seja, para que a dialética do processo construtivo da educação seja garantida, porém é preciso permitir à turma momentos de autonomia coletiva (bagunça? manifestação impulsiva de divertimento? ) más sempre chamando a atenção para a importância de que a integridade de todos deve ser preservada – respeito mútuo.Do meu ponto de vista essa aula foi um sucesso.Dai partimos para o 2º ano onde trabalhamos com a mesma música em que o 1º ano participou da atividade do “detetive”,sendo que agora o foco não estava mais em perceber os timbres ,na percepção dos instrumentos .O foco da atividade voltou-se para a palavra e para uma percepção mais geral da música; impressões, sensações.Como a turma se encontra num processo de progressos na leitura ,o plano de aula teve essa meta interdisciplinar de auxiliar nessa formação. A música trabalhada foi “pipoca” da palavra cantada. A atividade iniciou com a escuta da música e o reconhecimento das palavras contidas na letra da composição, à medida que a turma ia conseguindo reconhecê-las Maurício ia anotando no quadro. Interessante é perceber que no reconhecimento das palavras que não fazem parte do vocabulário cotidiano deles a percepção volta-se mais para o som da palavra e assim eles sempre sugeriam alguma outra palavra de seus universos semânticos parecidas com o som escutado, ou seja , a atenção é o som e não o símbolo;por exemplo, ao soar na música a palavra pata-pata eles percebiam como vatapá.À medida que a turma foi escutando repetidamente a percepção foi aumentando tornando-se mais fácil o reconhecimento das palavras “estranhas”.Para finalizar cantamos a música preferida dessa turma a do “vagalume”. acho que essa música se destaca das outras por envolver movimentos ritmados em sua coreografia, tenho percebido que o trabalho de corpo seria muito importante para fugir um pouco da dinâmica estática das cadeiras enfileiradas e para liberar um pouco da energia contida.Por fim chegamos ao 3º ano iniciando a aula cantando as músicas sugeridas pela turma, a da preguiça e a da maré. A música da maré é bastante tranqüila e deveria levar a turma a se acalmar um pouco, porém eles estavam meio agitados e não embarcaram na música, então voltamos a trabalhar com a música “oito anos” de Adriana Calcanhoto.E quando foi lançado o desafio do reconhecimento da letra a turma passou a se envolver mais na atividade.O desafio realmente é um elemento que instiga as crianças nessa faixa etária, a cada descoberta feita eles comemoravam com alegria.
sapoti

domingo, 22 de maio de 2011

RELATÓRIO OBSERVAÇÃO PARTICIPATIVA ESCOLA CARMELITANA DO MENINO JESUS (4º E 5º ANO A) 16 DE MAIO DE 2011

O educador Davi explicou antes da aula que trabalharíamos o “Hino ao Dois de Julho” repassando comigo o que seria plano de aula.

4º Ano e 5º Ano.

O conteúdo e a forma de abordagem das aulas do 5º e 4º ano tem sido os mesmos, com poucas alterações de uma turma para a outra. Trabalhamos “Hino ao Dois de Julho”, seguindo um roteiro que começava explicando a letra do hino no viés histórico e contextualizando os locais citados no texto – Campinas de Pirajá e Cabrito – dentro do dia a dia dos educandos (muitos disseram que tinham parentes residindo nesses locais). Talvez o fato do conteúdo deste hino estar muito mais próximo dos educandos do que o hino nacional, eles tenham se envolvido mais na discussão.

Após os esclarecimentos históricos e geográficos fizemos uma leitura em grupo, Ângela ainda realizou um reforço de pronuncia (a grande vilã foi a palavra despotismo), depois fizemos uma “leitura rítmica”, ou seja, lemos a letra sem cantar a melodia mas respeitando o caráter rítmico das frases, ainda ouvimos o hino em silencio para então cantarmos acompanhados do aparelho de som (em algumas turmas cantamos mais de uma vez).

Os educandos participaram das atividades, mas sem demonstrar tanta empolgação. Em uma turma a leitura rítmica não se realizou, o reforço de pronuncia aconteceu em duas turmas apenas.

Após o fim das aulas combinei com Davi realizar uma atividade na próxima segunda envolvendo a letra do hino e o conteúdo de duração trabalhando curto e longo de acordo com as o ritmo melódico do hino.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Relatório dia 18/05

Neste dia, por alguma razão que desconheço, as turmas do 3º e do 2º ano estavam juntas. Davi tinha feito uma cirurgia na mão – que por sinal ainda estava enfaixada – e por isso perguntou se existiria algum problema em eu assumir as duas turmas. Além do que, ele aproveitou este tempo para resolver as questões da quadrilha junina. De bom grado, disse que não.

Resolvi colocar as crianças em roda, por isso, pedi que tirassem os calçados e fossem para cima do tatame no centro da sala. Crianças em roda, sentadas, trabalhei inicialmente uma atividade de auto-apresentação, já que no caso ainda não conheço o nome de todas as crianças e também, pelo fato de terem duas turmas juntas, muitas crianças não se conheciam bem. A atividade chama-se Atenção-Concentração, onde é cantada uma canção de mesmo nome, e ao final cada criança diz o seu nome. A música é acompanhada por um ritmo em palmas de duas colcheias e uma semínima. Todas acompanharam muito bem a atividade. Nessa atividade podemos mudar as classes de palavras. No início fizemos com os nomes, depois substituímos pelas frutas, depois pelas cores. Cada palavra dita por eles era escrita no quadro. Ao final da aula pedi que elas escrevessem as palavras em seus cadernos. Em seguida, ainda em roda, fizemos uma brincadeira chamada Telefone Sem Fio. Elaborei uma pequena e simples célula rítmica e passei no ouvido para a criança que estava ao meu lado. Sucessivamente as crianças iam passando de uma para as outras, até chegar a última criança que deveria dizer para todas o que ela ouviu. No início funcionou bem. Depois, sugeri algumas outras células um pouco mais complicadas e senti que eles tiveram um pouco de dificuldade.

O dia se resumiu a isso. Saí de lá, por volta das 16:30h.

Relatório da Escola Carmelitana do Menino Jesus

Acolhida e oração
Aulas do 5º e 4º anos
Tema: Hino da Bahia
Os alunos ficam atentos ouvindo a história da Independência da Bahia porque os versos do hino falam dessa luta.
O professor Davi faz a leitura da letra do hino com a participação de todos. As crianças precisam conhecer as lutas pela Independência da Bahia para sentirem o que passaram os mártires na conquista da liberdade, dessa forma o canto será feito com sentimento e autenticidade. Senti que todos os alunos estavam presentes em pensamento e fisicamente. Acontecem momentos de distração e dispersão, mas é superado quando todos estão atentos na hora da atividade. Eu fiz uma avaliação vocal com todas as turmas para a preparação do coral.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

relato da Escola Santa Bárbara 17 /05/2011


Grupo Cinco


Cheguei atrasada e perdi grande parte da aula e talvez a mais importante pelos comentários de Maurício e Sapoti. Quando entrei na sala as crianças estavam bem empolgadas cantando a música da fazendinha do mestre zé.Maurício propunha o animal que encontrara na fazendinha e as crianças reproduziam o som desses animais, um fato muito curioso foi quando Maurício pediu que reproduzissem o som da minhoca e as crianças ficaram meio perdidas até que Maurício perguntou se a minhoca fazia algum som e elas disseram que não e logo, Maurício propôs que os alunos criassem um som para a minhoca e elas assim fizeram . não dava para entender muito porque cada uma fazia um som mas,foi interessante observar a criatividade delas no processo de construção do conhecimento.Na minha reflexão sobre essa atividade pude perceber o quanto ela trabalha a memória auditiva das crianças, a criatividade, a afetividade por ser um trabalho em grupo.



1ºAno



Maurício iniciou a aula perguntando para as crianças qual era a primeira coisa que eles faziam na aula de música e elas responderam CANTAR.Maurício começou a cantar com eles a música da lojinha do mestre andré (uma versão da fazendinha do mestre zé)onde elas reproduziam o som do instrumento que o Professor pedia. elas não erravam um, estavam bem atentas a aula. Na segunda atividade (que foi a hora do ouvido)elas eram detetives que investigavam nos trechos da música "passarinho que som é esse" quais instrumentos elas ouviam. Para a minha surpresa as crianças identificavam até instrumentos que eu não tinha percebido e cada vez que era acrescentado mais instrumentos elas iam identificando e as respostas eram sempre unânimes e a festa garantida. Essa aula foi muito prazerosa ( aula show!) e parecia até campeonato pois elas ficavam atentas e empenhadas em descobrir os instrumentos que estavam sendo tocados na música. As atividades aplicadas em sala de aula tinham o objetivo de trabalhar não só a memória musical dos alunos mas também, a percepção da diferença dos sons produzidos pelos instrumentos.Quando Maurício percebeu que tinha alcançado seu objetivo , ele colocou a música "o que é que tem na sopa do neném" que elas adoram e deixou que ele fizessem a festa.


2ºano

Maurício iniciou a aula com a música "pipoca" do grupo palavra cantada, onde as crianças teriam que ouvir e identificar as palavras que estavam sendo cantadas na música e Maurício escrevia no quadro essas palavras. O objetivo do professor era trabalhar a audição de cada palavra para que as crianças fizessem uma ligação entre o som e o sentido. Em um momento da aula Maurício perguntou se eles gostaram da música e todos responderam que sim.as palavras que compunham a música eram pequenas,mas pude observar que boa parte não faziam parte do cotidiano dos alunos o que dificultou um pouco a rápida identificação dessas palavras, logo, os alunos faziam uma analogia com outra palavra parecida, o que é normal nesse processo de aprendizagem.o fato deles estarem bem agitados também contribuiu para essa não identificação. Em seguida, Maurício cantou a música do vaga-lume que foi sugerida por eles e finalizou a aula.

3ºAno

Como a aula é sempre iniciada com os alunos cantando uma música, Maurício cantou com eles "a danada da preguiça" e a música da "maré", trabalhando com dinâmica onde os alunos fizeram a identificação da música forte (a danada da preguiça) e suave (maré).em seguida Maurício fez com as crianças uma retrospectiva da aula anterior onde as crianças ouviram a música oito anos. Foi colocada novamente a música oito anos para ele ouvirem por completo e a medida que Maurício parasse a música eles teriam que fazer a identificação da letra que estava sendo cantada. Por causa de dois alunos que estavam agitando a turma, Maurício parou a aula para reclamar e essa agitação estava impossibilitando a turma de identificar a letra da música, logo, o horário acabou não sendo possível ter uma aula bem proveitosa

Vídeo: Tudo o que você gostaria de saber sobre macumba e nunca teve coragem de perguntar

terça-feira, 17 de maio de 2011

Relato de atividades na Carmelitana, 13 de maio de 2011











Ao chegar à escola fui recebido com a festinha em homenagem as mães. As aulas no colégio foram substituídas pelas apresentações dos alunos e professores, até os funcionários fizeram uma homenagearam as mães apresentando uma canção.







O mais interessante é que num evento como este as crianças permaneceram sentadinhas e quietas prestigiando as apresentações.




Como toda festinha de aniversário, teve bolo para dar e até levar para casa. Muitas emoções. As mães presentes ficaram maravilhadas, dava para ver no semblante de cada uma delas. Alguns professores de tão emocionados chorando ao lembrar-se do cotidiano com suas mães que já não estavam mais presentes.

















Contando uma Experience de Amor








O professor Davi não pode estar presente porque fez uma cirurgia na mão e ficou impossibilitado de fazer esforço. Mas tenho certeza que ele deve ter ficado super inquieto com o desejo de estar presente.










Como a escola ainda não tem teclado ou violão as musicas cantadas ora era acompanhadas com o cd original do cantor de fundo, ora era cantada a capela. Os recursos utilizados para a ampliação do som o microfone, a caixa amplificada e o aparelho de DVD para tocar as musicas.




Num dado momento houve um probleminha no som, porém isso não foi motivo para finalizaras as apresentações. O aparelho de DVD não estava reconhecendo um dos cd´s, entretanto o cantor não se deixou intimidar com a ausência do acompanhamento, apesar da demora, decidiu cantar sem ele mesmo.














Terminada a programação eu e Jéssica nos despedimos dos professores e fomos embora juntos.










segunda-feira, 16 de maio de 2011

Relato de atividades na Carmelitana, 16 de maio de 2011


Hoje infelizmente, tive um problema no meio do caminho e acabei chegando tarde na escola, por conseqüência não pude participar da aula do quarto ano, que por sua vez aconteceu com a turma inteira, sem precisar dividi-la, como de costume.

Então, já cheguei entrando na sala com a primeira metade do 5° ano, desta vez a meta foi trabalhar o hino ao 2 de julho, hino da independência baiana. Começamos distribuindo um marca páginas contendo a letra do hino para os educandos, tomamos o nome de cada um, para avaliarmos nos critérios, leitura, postura e comportamento. Depois da leitura do hino, David deu uma grande aula de história elucidando qualquer duvida sobre a data da independência baiana, logo após todos cantaram o hino, acompanhados pelo rádio, logo então começou o intervalo. Neste momento as crianças do 4° ano vinham até, mim cobrar minha presença na aula, questionando o fato de eu estar na aula do 5° ano e não ter participado da aula deles. Tentei explicar que tive problemas e tal, algumas meninas entenderam, outras não. Ao fim do intervalo, fomos à sala buscar a segunda metade do 5°ano.

Começamos a aula com a mesma proposta da anterior, seguindo o mesmo plano de aula.
Nesta turma existiam mais alunos com dificuldade de leitura, algo que eu já havia notado desde a outra aula.

Relatório Santa Bárbara dia 12/05

A aula do 3º ano B começou com um carão de Maurício. O dia começou meio caótico com um engarrafamento fenomenal na região da escola e algumas burocracias da coordenação e logo em seguida entramos na sala que tava um fuzuê. Ele sempre deixa o que está escrito no quadro e pede para os meninos guardarem os cadernos.

Hoje ele foi trabalhar a música “Oito Anos” de novo. Dessa vez os meninos falaram logo as idades e apenas dois tinham oito anos (idade esperada para o 3º ano). Após a audição ele perguntou se a música era rápida e todos disseram que sim. Depois ele mandou desligar o ventilador e perguntou a diferença de barulho antes e depois. Perguntou o que era o barulho e a resposta quase que unânime foi “zuada” (essa Bahia é linda...). A resposta que ele esperava era “som”. Falou que tanto o barulho do ventilador quanto a voz dele ou o ruído que saía da caixa amplificada era som e em seguida voltou com a música.

A abordagem foi como das outras vezes. Perguntou a instrumentação, qual começava tocando e qual fazia a melodia da introdução. Perguntou quais eram os instrumentos de percussão, sempre parando para dar bronca nos que não estavam prestando atenção – que eram alguns, inclusive.

De novo os meninos não conseguiam reconhecer as palavras. Depois de escrever no quadro a letra todos compreenderam e fizeram cara de “é mesmo”. A frase da música “O que significa impávido colosso?” virou “o que significa parte do colosso?”. Claro que os meninos não reconheceram a palavra “impávido” mesmo depois de escrita no quadro, mas quando Maurício cantou o trecho do Hino Nacional os meninos lembraram – pelo menos da melodia do Hino, porque eu duvido mesmo que a maior parte das pessoas cante o Hino Nacional com a letra correta.

Cada frase era um desafio para eles, mas sei que a acústica da sala e a qualidade da caixa ajudaram para a confusão. Sobravam freqüências médias graves e graves. O problema é que quando Maurício colocava a letra todos “passavam a escutar” o que a cantora dizia, portanto a acústica poderia ser até um fator, mas não acho que seja preponderante. Acho mesmo que eles têm um acerta dificuldade em escutar – de forma generalizada mas, claro, com algumas exceções.

No final os meninos voltaram a ficar um pouco inquietos. A parte com melhor rendimento na aula foi na primeira frase “porque você é Flamengo e meu pai Botafogo?”. Quando eles escutaram de novo e reconheceram ficaram bem animados.

A aula no 3º ano C começou bem mais tranqüila que a anterior. Maurício foi direto pro conceito de som. Perguntou se eles entendiam o som do ventilador, perguntou o que eles iriam achar se o ventilador estivesse fazendo “clec, clec, clec” e por aí vai. Fez uma analogia com o som de um carro vindo de trás e como eles subiriam no passeio ao escutar esse som, etc.

Tocou de novo a música “oito anos” e as respostas saíram bem mais facilmente. O entendimento das palavras da música também foi bem melhor. O engraçado é que eles reconheceram “flamengo e meu pai é botafogo” e não entenderam o “porque” do início. Depois de algumas repetições eles pegaram o “o que significa”, mas o “impávido colosso não saiu de jeito nenhum, porém todos reconhecem quando o Hino é cantado. Eu realmente estou começando a ficar interessado nessa questão, mas será que com uma acústica melhor eles não reconheceriam as palavras? Outro fato importante de ser notado é a pouca memória auditiva. Quase todos falam a última palavra da frase, mas poucos lembram das primeiras.

A aula do 4º ano A começou com um pedido de Maurício para a turma se aquietar. Claro que isso já foi uma prevenção depois do aviso da professora que os meninos estavam virados na... nas idéias.

Maurício começou tocando “Bolacha de Água e Sal”. Quase todos cantaram a música toda – a primeira parte principalmente. É impressionante como todos gritam. Imagino que não seja só por Salvador... A turma realmente estava mais agitada e Maurício já estava ficando rouco. Após uns cinco minutos de nada – na verdade de muito desgaste, aumento do barulho, etc – Maurício começou a explicar uma nova atividade: cada fileira teria que reproduzir um som (estalo de dedo, palma, tapa na perna, pisão no chão ou estalo de língua) seguindo uma seqüência que foi escrita no quadro.

Após terminar o desenho Maurício foi ligar o som. Foi o suficiente para o caos ser instalado. Não se pode parar nem por dois minutos. Enquanto Maurício pedia para eles fazerem os sons isolados eles saiam desconexos e sem vontade, porém quando colocou a música eles ficaram mais motivados. Claro que ele iria colocar depois de qualquer forma, mas a turma estava muito agitada e cada tentativa sem o som acompanhando era um desgaste porque sempre acontecia alguma coisa, mas mesmo assim a atividade foi funcionando.

Conversei rapidamente com Maurício no início da aula do 5º ano A sobre os problemas da aula anterior e ele sempre tem uma ótica mais otimista do que se vê por ai (inclusive, por vezes, a minha). O grau de cansaço dos professores vai aumentando gradativamente à medida que os minutos vão passando.

Passaram-se alguns minutos para a atividade realmente começar. Os textos foram passados e depois Maurício falou sobre a dinâmica dos impostos e uma folha que foi rasgada em outra aula. Como são mais velhos, a letra foi sendo interpretada e a fome de conhecimento foi sendo desvendada. Acho impressionante a capacidade de abstração que é necessária para agüentar tudo. É uma energia incrivelmente alta que vai embora todo turno.

Como esperado, o final da aula foi só bronca. Quando as outras turmas foram liberadas os meninos só pensavam em sair.

domingo, 15 de maio de 2011

Blog da Cecília Cavalieri França

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sábado, 14 de maio de 2011

Relatório Carmelitana 04/05

Nesta semana não houve aula de música, pois os alunos estavam em semana de prova.
Aproveitamos para desenvolver o plano bimestral para os meses de maio e junho.
Davi me incumbiu de desenvolver o plano do 2º e do 3º ano, já que são as turmas, com as quais eu faço as minhas observações participativas. Sentei junto ao meu colega Vitor – outro estudante de música que também faz as suas observações nessas mesmas turmas – e começamos a pensar no que poderia ser trabalhado neste bimestre com as crianças. Davi nos orientou em darmos uma olhada no plano do bimestre passado, para que, caso algum dos conteúdos assim pretendidos não tenham sido totalmente trabalhados, pudéssemos aproveitar para esse bimestre. Além disso, ele nos apresentou o plano bimestral da Escola Órfãos de São Joaquim, a outra escola, na qual ele trabalha.
Com essas referências, tivemos um ponto partida. Observamos que o conteúdo/eixo "canção" não tinha sido muito trabalhado com as crianças. Cientes de que este conteúdo é extremamente importante para desenvolver nas crianças a sensibilidade tão galgada por nós educadores - além de que, a canção favorece a quebra de resistências, estimulando assim os afetos dos educandos e estabelecendo uma melhora nas suas relações interpessoais - definimos a canção como ponto prioritário para esse bimestre. Em seguida, pensamos em um novo eixo, já que Davi também nos orientou em darmos prosseguimento ao conteúdo estabelecido no plano de curso. Resolvemos então, trabalhar a melodia. Pensando ela como eixo para desenvolvermos as ferramentas do som e principalmente do silêncio. Não necessariamente a melodia dentro de uma canção, mas dissecada dela para um fim didático.
Enfim, o dia se resumiu a isso. Encaminhei o plano para a lista e toda crítica e sugestão será bem-vinda.

Relatório Carmelitana 11/05

Neste dia houve uma paralisação nacional dos professores e por isso não houve aula.

RELATÓRIO OBSERVAÇÃO PARTICIPATIVA ESCOLA CARMELITANA DO MENINO JESUS (4º E 5º ANO A) 09 DE MAIO DE 2011

Já na acolhida percebi que os educandos estavam muito agitados: não conseguiram ficar em fila, nem ficar em silêncio. A professora que estava realizando a acolhida interrompeu a canção e a oração diversas vezes. Por fim, diante de tanta agitação foi decretado que os educandos não teriam recreio devido ao mau comportamento durante a acolhida.
4º Ano e 5º Ano.
O conteúdo e a forma de abordagem das aulas do 5º e 4º ano foram  as mesmas. Trabalhamos o hino nacional, esclarecendo o significado das palavras mais rebuscadas e fazendo uma leitura em seqüência (um educando lendo cada frase por vez), depois uma leitura em grupo, para enfim cantar acompanhado de uma versão instrumental. Curioso é que alguns educandos não conseguiam ler as frases sem a entonação melódica, não conseguiam fazer a dissociação da letra e melodia.
Enquanto esclarecíamos (eu e o professor Davi) os termos desconhecidos, surgiram muitos espaços para a discussão filosófica e social acerca de diversos temas implícitos no texto do hino nacional. Infelizmente nos detemos pouco nessas discussões, pois o objetivo era cantar o hino.
O que realmente ficou claro foi o alheamento dos educandos no que se refere ao conteúdo: muitos já sabiam cantar o hino de cor sem ter a mínima idéia do que estavam cantando, outros não estavam nem aí para o hino nem para a aula. Também ficou evidente o desconhecimento sobre a história do Brasil, impedindo o aprofundamento da discussão sobre a real validade do tal “Grito do Ipiranga”; muitos revelaram também dificuldades com a leitura, alguns por timidez, outros por realmente não saberem ler com fluência.
De qualquer maneira o objetivo do professor Davi, que era de fazer com que os educandos cantassem o hino acompanhados do aparelho de som, foi alcançado.
Durante as aulas, o educador continuou fazendo uma pré-seleção dos educandos que mostraram mais potencial para participar do coral, levando em consideração o comportamento, a desenvoltura na leitura e no canto.

P.S. Galera, encontrei três marcadores para o relato de observação da Carmelitana. Vamos definir um só porque ajuda na hora de ler e postar!!!!!!!!!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Relato de Observação da Escola Carmelitana do Menino Jesus - 06 de maio de 2011

Semana de Prova

Relato das Observações Feita no dia 04 de maio de 2011 na Escola Carmelitana do Menino Jesus

Cheguei à escola no memento da abertura, sendo dirigida pela diretora e com a colaboração dos professores e funcionários. Foi uma ação muito interessante porque todos estavam envolvidos, desde a direção aos agentes da limpeza da escola. Este momento de grande importância para o início da vida pedagógica dos alunos foi registrado por fotos.
A professora de artes do “Programa Mais Educação” cantou uma canção tendo a "mãe" como temática, preparando os alunos para a festinha das mães. A diretora aproveitou o momento para dar oportunidade para que os alunos, que desejassem, pudessem vir à frente para recitar uma poesia, cantar uma canção ou quisessem demonstrar alguma homenagem para o dia da festinha. Fiquei impressionado com a coragem dos alunos, poucos ficaram acanhados em demonstrar alguma coisa. Eu e o professor Davi nos divertimos com a graça com que cada um ia apresentando. De fato foi um momento bastante enriquecedor. Outra coisa que vale citar é a respeito da disciplina dos alunos: todos estavam em fila e em pé, sem qualquer demonstração de cansaço ou inquietação.
O momento de abertura foi finalizado com as crianças recitando a oficial oração do Pai Nosso. Ao concluírem, cada turma foi orientada a se dirigir para suas salas.
O professor Davi, que é uma pessoa que está sempre na ativa, me informou que nessa semana não teria atividade de artes na escola porque as crianças estavam em semana de prova. Mas isso não foi motivo suficiente para convencê-lo a ficar parado. Logo sugeriu resolver questões estruturais da escola. Entregou-me o projeto de música, me pediu  para lê-lo e, tendo alguma duvida, pontuasse para que logo depois pudéssemos discutí-lo. Ao terminar a leitura me coloquei a sua disposição para ajudá-lo no que fosse preciso.
Concluído o trabalho da manhã do dia 04, me despedi dos colegas e funcionários.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Relato de atividades na Carmelitana 9 de maio de 2011


Hoje fui à escola para fazer mais uma observação participativa.
A proposta foi trabalhar o hino nacional.

Começamos pelo 5° ano. Davi, Eu e Vitor, iniciamos a aula com a primeira metade da turma. Entregamos para os educandos um papel com a letra do hino impressa, para que eles pudessem acompanhar. Enquanto líamos paulatinamente, junto com a classe, fomos montando um glossário, para esclarecer as dúvidas sobre as palavras do hino, que não são mais tão presentes em nosso vocabulário. Após a leitura, fizemos uma leitura métrica seguida de um pulso estabelecido por Davi. Também foi ensinada a postura e foram dadas algumas dicas de articulação. Logo após colocamos um CD para tocar o hino e ai sim às crianças cantarem juntando todos os elementos demonstrados anteriormente.

Em meio às reflexões e demais comentários, como num súbito, entrou a diretora da escola em silêncio, apenas olhando para os educandos um a um. Davi perguntou se havia algum problema, ela disse que não queria atrapalhar a aula, mas havia sim um problema, Davi deu pra ela o espaço, e ela explicou que a mãe de um dos meninos daquela turma, havia ido à sua sala para fazer queixas dos seus colegas, segundo ela o menino havia sido apelidado de Patati, as crianças logo retrucaram dizendo. “Mas ele tem um pé muito grande e o sapato dele parece de um palhaço.” A diretora deixou claro que este tipo de retaliação não deveria existir na escola, então, as crianças disseram que o tal educando que seria a vitima de chacota, na verdade era o algoz da história, que o apelido foi uma forma de vingança da turma contra os maus comportamentos dele, principalmente com as meninas. A aula virou uma mixórdia, então foi sugerido que juntasse a turma novamente para esclarecer o caso junto à mãe da criança, que segundo a diretora tinha uma forma de dialogar desmesurada. A confusão tomou uma dimensão tão ingente, que quase não sobrou tempo para a aula da segunda metade da turma.

Começamos as atividades com a segunda metade do tão falado 5° ano, o plano foi o mesmo, a energia da turma ainda estava confusa, por conta da confusão de minutos atrás, mas com o passar do tempo e com um grito retumbante de Davi, todos se acalmaram e a aula seguiu não muito diferente da primeira. Notei que nesta segunda metade algumas crianças tinham muita dificuldade de leitura. Não tivemos muito tempo com essa turma, a aula foi bastante breve.

Então partimos para o 4° ano, como a turma estava pequena não foi necessário dividi-la. Embora o plano fosse o mesmo aplicado no quinto ano, era perceptível a diferente maneira com que Davi reportava-se a turma.
Já desta vez, na hora da leitura, as crianças tiveram menos dificuldades, mas quando chegou a vez de um dos educandos dava pra notar que ele estava nervoso e não conseguia ler, as outras crianças riram dele fazendo com que ele chorasse, Davi então o retirou da sala e pediu que eu e Vitor continuássemos a aula até que ele voltasse. Aproveitamos para admoestar as outras crianças, deixando clara a necessidade do respeito entre eles e que o apoio mútuo também é importante. Logo então, Davi voltou a assumir a turma voltamos a ser coadjuvantes da aula.

Uma cena me chamou atenção: enquanto a aula corria, já de modo ordenado e fluente, uma criança de outra turma, pediu a licença, como se fosse dar um aviso, mas quando todos silenciaram, ela entrou e abraçou Davi dando em sua face um beijo melífluo, logo após de cumprir sua missão, a pequena menina saiu deixando Davi levemente envergonhado. Isso foi muito significativo, então resolvi acrescentar.  

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Relatório de Observações da Escola Carmelitana do Menino Jesus - 02 de maio de 2011

A escola está em semana de prova e por isso foram suspensas as aulas inclusive a de música. O professor David e eu fizemos juntos o planejamento do segundo bimestre. Foram aproveitados entre os conteúdos as atividades que não foram trabalhadas no primeiro bimestre. A minha experiência nesta escola está sendo gratificante porque tenho vivenciado o aprendizado em sala de aula, ganhando novas experiência na profissão de professor. Aplicando atividades assumo a condução do trabalho e vejo que os alunos estão respondendo bem às minhas iniciativas. Este programa de iniciação à docência é muito importante: vivenciamos a realidade que iremos enfrentar no mercado de trabalho. A Escola Carmelitana está dando o suporte suficiente para se realizar aulas de música com instrumentos, espaço e apoio que o professor David recebe. O seu projeto para o coral é estruturado e ele está procurando patrocínios de empresas. Este ano vai ser de conquistas para todos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Aula cancelada do dia 28/05

A aula do dia 28/05 foi cancelada por falta de água na escola. Só soube quando cheguei no Largo do Tanque.

Moral da história: sempre retorne ligações do dia anterior...