segunda-feira, 5 de março de 2012
Segunda visita à Escola Carmelitana
Ao chegar, encontrei-o ajudando o eletricista da escola, pois no fim de semana a cozinha ficou sem energia eletrica e a geladeira estava desligada. Tenho apredido muito com ele. Além de ministrar aulas, ele tem me mostrado que o professor deve estar disposto a contribuir para o desenvolvimento em tudo que for possível, interagindo assim com outros departamentos.
Assim que o professor terminou de resolver o problema que havia ocorrido na cozinha, nos reunirmos e ele me mostrou o projeto da escola para o ano de 2012. Este ano a escola estará incetivando a leitura.
domingo, 4 de março de 2012
Primeira Visita a Escola Carmelitana no ano de 2012
As aulas de música terão início no dia 12 de Março.
Neste dia acompanhei o professor Davi enquanto ele fazia a revisão nos equipamentos da escola: Som, Computador e também teste cabos utilizados nestes aparelhos.
Neste dia auxilei o professor nas atividades que ele realizou na escola, e conheci a sala onde irá acontecer as aulas de música.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Volta às aulas: Conceitos e preconceitos...
E lá vou eu em minha segunda visita à Escola Carmelitana ( a primeira foi no ano passado já no final do ano)
As aulas começaram com uma recepção calorosa aos novos alunos, lá eles têm uma música própria para desejar boas vindas e, além de muita animação, era muito engraçado ver o nosso supervisor Davi dando “pulinhos”,“ rodadinhas” e “gritinhos” em meio a toda aquela criançada.
Meu companheiro, Tiago, também estava lá, marmanjão se comportando como uma criança. Naquele momento fiquei meio sem reação e até criticando um pouco aquele comportamento, afinal para mim é muito difícil mergulhar nesse universo infantil. Ao término da recepção, todos os alunos foram para sala e Tiago e eu acompanhamos o professor Davi até a biblioteca da escola. Perguntei a ele se ele não precisou vencer certo preconceito pessoal e ele me respondeu de uma maneira muito inteligente: “Se você pensar que não é um estranho e sim um deles fica mais fácil”, eu já havia perguntado isso para outros colegas que lidavam com crianças, inclusive com a musicalização infantil lá na escola de música, mas nunca tinha ouvido nada tão satisfatório.
Ele estava verificando os últimos toques para a instalação de um televisor e um aparelho de DVD, aumentando assim as utilidades da biblioteca; também estavam lá outros dois membros da coordenação. Vendo aquilo fiquei pensando comigo: “Dizem que faltam recursos para a educação, então deve ter sido muito difícil conseguir verba para comprar esse material; como será que a escola deu importância a existência de uma sala de vídeo?” Então perguntei ao professor Davi, que me respondeu juntamente com uma das coordenadoras de que isso na verdade era fruto de uma equipe atuante dentro da escola, capaz de entender como se processa a política de recursos e administrá-la em conjunto objetivando o bem estar dos alunos “Queremos que os alunos tenham vontade de vir à escola e tenham este lugar como uma verdadeira fonte de motivação”, achei interessante, pois estudei em escola pública por três anos no ensino fundamental e o que mais via era o descaso dos professores quanto à qualidade do ensino e ao bem estar dos alunos, e essa preocupação não se limitava ao professor Davi, fui mandada para a sala de aula para observar o comportamento dos alunos do 5° ano e, antes de começar, a professora me deu uma “ficha” geral e individual da turma, me contando como era a realidade particular de cada um deles, suas dificuldades na escola e na vida particular, além do comportamento de cada um em sala. Queixou-se de não poder dar uma maior assistência para cada um deles, pois também tinha sua vida familiar e pelo seu cansaço, pois há muitos anos se dedica arduamente á profissão. Este último eu também havia percebido pela voz e pela forma de lidar com os meninos, parecia conhecê-los há muito tempo.
No quadro havia um questionário que perguntava desde dados pessoais como nome completo dos pais ou responsáveis até coisas bem subjetivas como “qual é o seu sonho? “Qual sua meta para o 5° ano?”
Apesar das perguntas serem respondidas individualmente, havia uma aluna que praticamente copiou o dever da colega como se fosse o dela, a professora que já conhecia esse comportamento mandou ela me pedir ajuda para fazê-lo. Então, nós apagamos as respostas copiadas, uma por uma, e eu repeti para a menina as perguntas e esclareci dúvidas, o que deu outro formato para a atividade “agora sim ficou legal, quando você copia, ela não fica com sua cara”! Perguntei para a professora: “já que você conhece a realidade dela, me explique o porquê dela não se esforçar para fazer uma atividade tão fácil como essa.” – Deve ser pelos pais darem muita proteção, respondeu e continuou:
-”Muitos deles, quando passo a atividade para casa, não fazem, já mostrei para Davi como é que eles estão”; se queixa; isso me leva a pensar o quanto é importante que o professor seja comprometido com a educação e não apenas com o conteúdo; quem não entende isso, diante do que vi, pensaria: Que é que o professor de música tem a ver com isto?
De volta à biblioteca, vi muitos livros que falavam sobre a mitologia dos Orixás em linguagem infantil, e fiquei surpresa, já que a escola tem o nome católico poderia ter uma implícita intolerância religiosa. Meu supervisor então disse: “Não devemos ver isto como religião mas sim como cultura, ela é a identidade do nosso povo”
O Título do presente relato se define pelo fato de ter havido, em diferentes momentos, preconceitos de várias partes (principalmente da minha, já que eu sou a principal observadora em questão), porém facilmente quebrados e estabelecidos como conceitos que podem (por que não?) se tornarem também preconceitos. O primeiro dia de aula é, e sempre será mágico, por ser formado por elementos que aparecem e desaparecem inexplicavelmente por trás de um truque.Isso o torna único e mitológico.
O final de minha visita foi algo um tanto ecumênico: Um católico descrevendo para uma messiânica uma missa em latim acompanhada por tambores, onde é comparado o sofrimento dos negros ao sofrimento de Cristo. Mais uma vez quebramos preconceitos e estabelecemos o conceito de que nenhuma idéia sobrevive eternamente, como diria os budistas: “tudo passa”...
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Míni gincana musical
De volta as aulas Escola Santa Barbara 28.02.2012
No primeiro contato com os alunos depois das férias, foram observadas duas turmas com perfis bem parecidos.
Na turma do segundo ano, o professor Mauricio iniciou a aula identificando os alunos que não estudavam na santa Barbara e perguntou aos da casa do que eles se lembravam do ano passado. Logo depois, Mauricio pediu aos alunos que se levantassem em fila indiana de maneira que formou uma roda envolta das carteiras. Depois de formado o circulo, foi feita a apresentação da turma utilizando ritmo ou movimentos corporais a partir da separação silábica do nome de cada um.Nós observadores Rodrigo Sá, Alan e Tiago também nus apresentamos e criamos divisões para alunos que se sentiram tímidos.
Na turma do primeiro ano, Mauricio iniciou a aula perguntando aos novatos o nome da antiga escola que eles estudavam.Nessa aula Mauricio levou o violão e as clavas que o acompanharam na música da fazendinha do Zé e na música do relógio.foi feita também uma atividade na qual os alunos associavam figuras geométricas a sons a exemplo:
Triangulo= bate palma
Quadrado= estalo com a língua
Circulo=solta beijo
Ainda nessa atividade foram chamados alguns alunos ao quadro para desenhar seqüências com as figura geométricas e depois executar o som que cada uma representava.
Portanto, pude perceber que as duas turmas são bem parecidas, numero de alunos, faixa de idade e um bom comportamento que de fato contribuiu para o sucesso das atividades aplicadas. Acredito que com o decorrer das observações, possa entender o cotidiano e assim diagnosticar facilidades e dificuldade encontradas no decorrer das aulas de música.
Primeira visita à escola Santa Bárbara
Primeira visita à escola Santa Barbára
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Relato Santa Bárbara 28/02/2012 - Primeiras Impressões
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Oficina Coral Infantil




Nessa oficina foi abordado técnicas vocais para coro infantil, com arranjos de canções que façam parte do mundo da criança, como exemplo a música do Timão e Pumba do filme Rei Leão. Os bolsistas enfatizaram a importância de se fazer um aquecimento com material que a criança se identifique de forma a ficar lúdica para elas até o momento da preparação vocal. Foi explicado questões sobre técnica vocal, projeção do som e tessitura da voz da criança, onde a bolsista Regiane explicou que as vozes infantis se classificam em contraltino e sopranino devido a sua extensão. Após, foi passado um arranjo de um jazz que faz parte do coro infantil da Monsanto com os outros bolsistas.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Oficina realizada pelo professor convidado no dia 27/01/2012
PARTITURA CORPORAL
Nesta oficina nós experimentamos possibilidades corporais para escrever uma partitura corporal utilizando o espaço físico (em todos os níveis e direções), o tempo (pulsos e ritmos), e os sons e silêncio. O objetivo principal desta é desenvolver a memória corporal e musical através de seqüências coreográficas aliadas aos sons criados pelos próprios alunos. Contudo, podemos desenvolver também a percepção espacial, o sentido sinestésico, a socialização, a coordenação motora, as habilidades com a escuta e observação e, sobretudo, descobrir as possibilidades do próprio corpo para se entender e produzir música.
Esta oficina foi ministrada por Paco Gomes, professor de dança, formado pela Escola de dança da UFBA. Foi professor de dança moderna da Escola de dança da FUNCEB. Realizou diversos trabalhos como coreógrafo e dançarino. Atualmente mora em Oakland, San Francisco – Estados Unidos, onde atua como professor e coreógrafo da Cia de dança The Garage.



Oficina realizada no dia 18/01/2012
JOGO DE PÉS
Para esta oficina foram confeccionados com papel duplex e papel contact moldes dos pés, esquerdo e direito, que foram colados no chão da sala com fita adesiva de forma aleatória. Antes de começarmos o jogo fizemos um aquecimento corporal com alongamentos ao som de uma música. Esta atividade tem como objetivo principal desenvolver a coordenação motora e a percepção espacial. Podemos incluir outros objetivos, tais como: conhecer determinado ritmo; executar uma dança específica; exercitar leitura a primeira vista; trabalhar socialização; dentre outros. Para esta aula utilizamos o ‘coco’ – dança nordestina, de origem africana, que tem como característica principal a produção do ritmo através das batidas dos pés no chão. Podemos utilizar qualquer ritmo para este tipo de aula. Podemos também aplicar esta aula em qualquer faixa etária, a partir dos três anos, desde que se façam as devidas adaptações. Os repertórios também podem variar bastante. Esta é uma atividade muito interessante para quem deseja agitar um pouco mais as suas aulas de música.
Oficina de sonorização
Essa foi a primeira de muitas outras oficinas possíveis, dada a enorme quantidade de equipamentos e informações disponíveis. Ao contrário das outras, esta oficina foi destinada aos integrantes do PIBID e não teve como objetivo o desenvolvimento de atividades para a sala de aula - algo que pode, inclusive, ser abordado em outro momento.
Os equipamentos abordados foram:
* Microfones (diferentes modelos, padrões de captação e usos)
* Cabos balanceados e desbalanceados
* Direct Boxes
* Mesas de som analógicas
A abordagem dos temas foi através do diálogo, pois as informações seriam melhor assimiladas se respondessem às dúvidas de ordem prática do mundo musical de cada um.




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
A MUSICALIDADE DA CAPOEIRA ANGOLA


OFICINAS DE VERÃO PIBID
A MUSICALIDADE DA CAPOEIRA ANGOLA
Oficina André Sapoti.

Integrando o ciclo de oficinas de verão do grupo de estudos do pibid música, aconteceu no dia 23 de janeiro a oficina : A musicalidade da capoeira angola. Nela bolsistas e voluntários puderam se familiarizar com o universo musical da capoeira angola enquanto importante recurso didático para a educação musical.
A oficina foi dividida em cinco blocos :
1 . Importância da música na capoeira angola.
2 . Instrumentos que compõem a orquestra de angola.
3 . O berimbau e seus toques.
4 . Canções tradicionais.
5 . Propostas metodológicas para se trabalhar conteúdos musicais a partir da capoeira angola.
História Sonorizada "oficina Rodrigo Leal"



Oficina ministrada em 18/01/2012
Nesta oficina, foi apresentada algumas possibilidades de como desenvolver uma atividade de "História Sonorizada".
Descrição da atividade:
1. Os alunos selecionam figuras em diversas revistas.
2. Criam uma história baseada nas figuras encontradas.
3. Fazem a sonorização da história baseada nas imagens encontradas.
Além da música, outro ponto importante nesta atividade é o desenvolvimento do trabalho em equipe.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Sons com nosso corpo (oficina Rodrigo sá)

Na oficina foi a apresentada as possibilidades que temos de ensinar e aprender música utilizando apenas nosso corpo. Basicamente foi trabalhada a percepção, coordenação motora, localizações no espaço alem dos conteúdos musicais como intensidade (forte, fraco) timbre e ritmo.

