quarta-feira, 28 de março de 2012

Apresentação das amigas clava no grupo 5


Escola santa Barbara 27.03.2012

Mauricio iniciou a aula formando uma roda com as crianças para poder começar a atividade. O professor perguntou aos alunos sobre as musicas da aula passada e depois de lembrada, começaram a cantar de forma que quando chegassem ao final da música eles falassem seus nomes. Assim foi feita: “o meu nome é Rodrigo e o seu como é que é o meu nome é Rodrigo e o seu qual é?...” todos os alunos repetiam a música um de cada vez falando seu nome. Nessa atividade pude perceber que os alunos já consegue cantar no ritmo da música, alem de sentirem os acordes de preparação e também de haver uma maior integração dos alunos com a atividade. Mauricio também levou as clavas para ser apresentada a turma. Contudo, antes da apresentação, foi feito um exercício com a língua para poder facilitar a pronuncia do nome clava. Em seguida foram distribuídas as clavas passando de um por um. Mauricio me explicou que essa forma de passar as clavas foi intencionalmente, pois assim ele pode trabalhar a questão social e união da turma. Depois da distribuição das amigas clavas foi cantada a música “atirei o pau no gato” com o ritmo tocado nas clavas finalizado à aula.

Nessa aula pude aprender que ate o modo como se distribuir o material nas atividades pode ser utilizado no processo educativo dos alunos. Alem de lembrar que a educação musica tem uma grande importância na questão social.

Contato da turma com Instrumento.

Aula ministrada dia 26/03/2012, tema: SOM e Silêncio.

Nesta aula o professor Davi mostrou à classe a importância do som e silêncio. Explicando como estes dois elementos são fundamentais tanto nas aulas de música, como nas aulas de outra disciplina.

O professor começou a atividade, pedido que os alunos ficassem em silencio e se concentrassem nos sons do ambiente. Feito isso o professor perguntou quais os sons que o grupo havia percebido. Dando continuidade o professor explorou as possibilidades de sons que podemos fazer com o nosso corpo.

Atividade de apreciação Musical:

O professor Davi, colocou os alunos sentados em circulo, e tocou uma música no teclado para a classe. Ele explicou ao grupo que para compreendermos o que estamos ouvindo temos que nos concentrarmos e fazer silêncio. Dando continuidade a aula o professor colocou a música “Olha o sininho” para a turminha do grupo 5. Esta música apresentava os instrumentos musicais: Pandeiro, sinos, carrilhão, reco reco,, pratinela, maraca e chocalho. Após os instrumentos serem mostrados a turma na canção, os alunos receberam os instrumentos e cada um tinha que tocar o instrumento junto com o cd na hora que o seu instrumento era apresentado.

Pontos Importantes:

Através do conteúdo Som e Silencio o professor sensibilizou os alunos sobre a importância de estar atento para ouvir. Davi mostrou ao grupo que o silêncio deve acontecer em todas as aulas, para que se possa aprender.

Geralmente quando entregamos os instrumentos aos alunos a primeira coisa que eles fazem é tocar. Nesta aula o foco foi som e silêncio. Os alunos só tocaram o instrumento quando o cd apresentava o instrumento que ele tinha em mão. Eles não tocavam na vez do colega isso chamou bastante minha atenção.

Através das aulas de músicas, podemos estimular os alunos sobre a importância do saber ouvir, e saber falar no momento propício.

terça-feira, 27 de março de 2012

Relato Santa Bárbara 27/03 - Grupo 5

Hoje observei a aula do Grupo 5, pois nas outras duas turmas não houve aula de música. Maurício começou fazendo uma canção de apresentação, onde todos dizem o seu nome e pedem para o colega ao lado se apresentar, a maioria cantou muito bem a música. Pude observar que uma das crianças já tem o senso de liderança. Ela arrumou a sala para começar a aula, pediu para os colegas cantarem a canção, além também de cantar sem problema. Outra criança já é mais ansiosa, dava pra perceber o quanto ela ficava impaciente com os outros colegas, as vezes com o professor também. Normalmente ela argumentava: "De novo, professor?!" Em seguida, Maurício distribuiu as clavas, uma por vez, todos iam passando de mão e mão, criando aí um senso de integração social, mesmo que eles não percebam isso. Maurício explicou como falar o nome do instrumento, pedindo que colocassem a língua atrás dos dentes superiores, isso possibilitou observar se alguma criança possui algum problema articulatório na fala, algo que não foi visto. Todos falaram CLAAA VAAAA, depois Maurício explicou que não era pra tocar nem na mesa nem nas cadeiras, pois poderiam quebrar os instrumentos; ele mostrou um quebrado. Todos observaram atentamente. Após distribuir as clavas, eles fizeram uma célula rítmica, explica por Maurício. Duas batidas no alto e uma no chão, fazendo duas colcheias e uma semínima. Quando todos entenderam ele cantou a canção "Atirei o Pau no Gato" enquanto todos tocavam as células rítmicas. Todos conseguiram acompanhar bem, apenas duas crianças não se integraram bem. A aula foi encerrada após isso.

Arrepio

Hoje, na aula do grupo cinco, os meninos trabalharam uma canção onde eles tinham que cantar seus nomes. Todos se envolveram na atividade, apesar de alguns cantarem timidamente.
O professor deu continuidade à aula apresentando às crianças a clava. As orientou sobre o uso correto da mesma, e antes que tocassem trabalhou a disciplina com eles, fazendo com que as clavas passassem de mão e mão até alcançar os que estavam na outra extremidade direita da roda. Os meninos começaram, em seguida, a tocar um ostinato rítmico sugerido pelo educador.
O que mais chamou a atenção nessa aula foi: a forma como a maioria dos meninos tocaram dentro do pulso, algo realmente espantoso para a idade deles, algo que segundo o professor, o deixou arrepiado e que eles, desde a primeira aula observada, estão sempre presentes, o que não se nota nas outras séries.

domingo, 25 de março de 2012

MÚSICA URGENTE!

OBSERVAÇÃO NA ESCOLA CARMELITANA DO MENINO JESUS NO DIA 23/03/12

Hoje foi meu primeiro dia de observação na Carmelitana e também o primeiro dia de aula dessa turma com o professor Davi. A turma observada foi o grupo 5. Davi iniciou a aula falando sobre som e silêncio e estendeu este assunto até o fim da aula. Deu alguns exemplos de sons frisando as suas qualidades quanto à dinâmica. Depois tocou uma música no teclado e em seguida perguntou o que as crianças sentiram. Alguns responderam e outros não, mas o que me deixou triste embora sem surpresas foi a frieza de umas das crianças que tem 4 anos quando disse que não havia sentido NADA, isso depois de responder a outra pergunta que o professor fez anteriormente que foi: "qual música vocês mais gostam?" e o menino respondeu: "crack e cocaína". Essa criança realmente precisa de arte na vida dela pra torná-la mais sensível. Outra atividade foi a de apresentação: cada um fala seu nome e depois o professor canta uma música incluindo os nomes dos alunos. Ensinou para a turma música dos Bichinhos e a do Peixinho tocando-as no teclado para as crianças acompanharem.
Ao finalizar a aula todos fizeram uma fila e saíram da sala sem algazarras.

quinta-feira, 22 de março de 2012

A escola em suas múltiplas facetas


Quando cheguei à sala do grupo cinco, Tiago e Rodrigo Sá estavam fazendo uma atividade com os pequenos. Eles estavam lhes mostrando como funcionava o saxofone. As crianças ficaram curiosas e contentes com isso. Logo depois, o professor Maurício veio e os interrogou sobre a semelhança entre o sax e a flauta doce e continuo cantando a canção “Peixinho vermelho”.
Não houve aula no primeiro e segundo ano, pois as professoras estavam num curso de capacitação. Maurício aproveitou o ensejo para conversar conosco sobre o planejamento anual das aulas de música.
O mais interessante desse dia de visita à escola é que além de observarmos a aula e da conversar com o professor, empurramos dois armários e carregamos um pouco de peso. Vivenciamos a escola em uma de suas necessidades.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Relato dia 19.03

Dando início às minhas observações, fui para a Carmelitana acompanhar as aulas de David da segunda feira. Cheguei bem na hora do Hino Nacional, cantado, como de costume, antes das aulas. As aulas serão para o 5º e 3º anos. Metade de cada turma em cada horário. Sinceramente, não há como fazer uma comparação direta entre a Carmelitana e a Santa Bárbara por conta da disparidade de realidades. O fato de haver uma sala de música, equipada com os equipamentos necessários e ainda mais com metade da turma, garante uma tranquilidade para o professor incrível. Assim como teria que ser se o caminho fosse o inverso, vou me acostumando com a estrutura da nova escola, já que novas possibilidades se abrem quando o espaço propicia. Fiquei muito empolgado com o emborrachado no centro da sala. Mesmo tendo um espaço relativamente pequeno para se fazer uma roda, acho que pode ser um bom lugar para desenvolver atividades, especialmente de relaxamento, ainda mais por conta do número pequeno de alunos por aula. Para o 5º ano, as aulas foram de leitura rítmica, com o auxílio de frases faladas. Cada figura rítmica representava uma sílaba e, assim, a mesma frase assumia diferentes métricas à medida que as figuras iam sendo mudadas. Não senti qualquer dificuldade dos alunos. As respostas eram um pouco tímidas, mas quando David começava o ditado, dava para perceber claramente que eles estavam acompanhando. Minha presença causou uma certa curiosidade – especialmente porque alguns alunos acharam que eu era estrangeiro (assim como uma funcionária). Me diverti bastante quando uma menina me chamou de gringo. Mesmo com o sotaque baiano, o estereótipo do homem barbudo vestido com uma bata é mais forte e logo fui identificado assim. Quero ver a reação quando chegar na escola sem barba. A aula do 3º ano foi sobre as diferenças entre grave e agudo. David usou alguns sinos de cabras que ele comprou na Chapada Diamantina e dois sinos de um telefone antigo. Os meninos, mais uma vez, não demostraram qualquer dificuldade e conseguiram, na maior parte das vezes, reconhecer diferenças que chegavam a meio tom. Fiquei impressionado com isso, especialmente por ter tido uma aula de Percepção II da UFBA sobre tons e semitons. Discrepâncias à parte, tenho certeza que esses meninos terão uma percepção mais aguçada depois das aulas de música no Fundamental I. Como foi minha primeira observação, não interferi muito, mas estou muito empolgado com as grandes possibilidades de trabalho que tenho em minha frente. Venho pensando em unir o projeto “Todo Dia é Dia de Leitura” às aulas de músicas de uma maneira mais integrada. Como essa ideia é um pouco audaciosa (pois tenho que fundamentar muito bem as propostas musicais para atividades literárias), vou maturando e observando o que puder antes de intervir. AbraSons.

Galerinha do grupo cinco


Relatório santa Barbara 20/03/2012

Hoje tive meu primeiro contato com a turma do grupo cinco.
Eu e Tiago ficamos encarregados de formar um circulo com
as crianças para o professor aplicar as atividades planejadas. Contudo,
Mauricio estava resolvendo algo na escola e tivemos que dar inicia a aula. Os alunos usavam um crachá que os identificavam, mas mesmo assim pedimos para que se apresentassem e fizessem um movimento ou ritmo com as partes do seu nome. Um pouco depois, Mauricio me chamou e pediu para que mostrasse o saxofone. Entrei na sala com o instrumento dentro da capa despertando a curiosidade de muitos e em seguida, perguntei a eles o que imaginavam que tinha dentro da capa, a maioria achou que era um violão. Depois de mostrar o instrumento, perguntei se eles sabiam como se chamava, muito já tinha visto na TV, mais não sabia o nome.Toquei a melodia da música "atirei o pau no gato"que foi identificada e cantada por todos. Mauricio chegou e continuou a aula cantando a música do peixinho e dividindo algumas palavras com ritmo.

Hoje aprendi na pratica a importância do planejamento da aula. Acredito que as coisas devam seguir uma sequencia para que não fique um vazio e nem repetitiva. Fiquei um pouco perdido enquanto Mauricio não estava presente. Contudo, a apresentação do instrumento ajudou muito na improvisação do desenvolvimento da aula alem da ajuda dos colegas.

Acredito que os alunos dessa turma terão grandes benefícios por terem o
privilegio das aulas de musica logo no iniciado de sua vida escola.

Na medida certa!

Quando conversamos com um leigo sobre aula de música, tocar um instrumento, cantar ou coisa semelhante; são frequentes aqueles comentários como: “eu até gosto muito de música, mas não levo jeito”, “Já tentei fazer aula e foi um desastre!”, “Não tenho voz para cantar” (aí eu respondo” e como é que você está falando comigo?!). Fico imaginando quantos cantores, compositores, instrumentistas, etc. perdemos só nessa brincadeira de “não levo jeito”.

Quando fui para a escola Carmelitana esta semana, o professor Davi estava querendo ensinar sobre leitura de figuras de ritmo e também a solfejarem as notas e intervalos; aposto que, se o leitor não conhece música, deve estar aí sem entender nada, mas vai até mesmo aprender também, quando eu disser que ele explicou para a turma que a palavra parabéns tem, em cada sílaba, uma figura musical que determina sua duração tipo ti- ti-ta (“ta” dura um pouco mais) bem visível quando cantamos “parabéns (ti- ti –ta) pra você”. E para poder entender como é que canta (solfeja) as notas “Do”, “Ré” e “Mi”, ele rimou com as palavras pó, caiapó (Do), café (ré), dentro de uma música. Assim, para cantar a nota certa, é só lembrar a música. Para entender a distancia que existe entre Do Ré e Mi (intervalos) ele cantava a música e, na hora em que essas notas eram tocadas, ele colocava as mãos no joelho (DO), na cintura (Ré) e no peito (Mi); com isso percebemos a relação de altura entre elas (quem vem depois de quem) e tinha vezes que ele trocava a ordem.

No final de uma das aulas que Davi deu fiquei surpresa quando vários alunos pediram a música.

Eu sou fulano

Bom dia fulano

Que bom estar aqui

Gosto muito de você

Sendo que muitos deles nem mesmo cantaram a música direito na aula passada. (Fiquei tão feliz, e sem graça, quando um aluno, já na fila para sair, pediu para eu cantar novamente dizendo que minha voz era bonita) .No final da aula conversando com meu colega, Pedro, ele me esclareceu bem mais sobre isso. “Você pode até achar ridículo, mas eles curtem muito fazer isso”! Vai ficar dando aula de L.E.M. pra eles é? * Para esse público é necessário esse recurso e ele funciona muito bem!

No relato que intitulei “Conceitos e preconceitos” eu falei da minha resistência ás brincadeiras infantis (vocês precisam me ver lá dançando e cantando todas elas na escola... uma gracinha!), mas vejo o quanto ela é necessária para não perdermos ainda mais músicos para esse mundo de visão unilateral, afinal, se só existisse o mesmo método para todo mundo, o aprendizado seria interessante para uns e chatos para outros; essa versatilidade (na medida certa) é importante e muito saudável para o professor e, principalmente, para a nossa futura geração de músicos não vagar sem rumo pelo mundo, por não ter se encontrado na escola.

No final de todas as aulas o professor Davi me deu um feedback sobre o relato que publiquei na semana passada “Quem é da área de música entendeu o que você quis dizer mas acredito que os leigos, não. Essas publicações são importantes muito mais para a sociedade, para que ela saiba como ocorre a educação musical na escola e os resultados disso para os alunos”.Realmente, não teve como não pensar em fazer um relato na medida certa para você, leitor, seja você um estudante de música, de educação, das escolas estudadas ou até mesmo mais um dos milhares de internautas curiosos.

* L.E.M é a abreviatura de Literatura e Estruturação Musical; disciplina teórica ministrada lá na faculdade, por sinal, se você não gosta de matemática, pode- se dizer que ela é muito chata!

Primeiro Contato com os Alunos

Hoje, 19 de março de 2012, tive meu primeiro contato a turma de música que estarei realizando minhas observações na Escola Carmelitana do Menino Jesus. Nesta aula o professor Davi explicou a turma como seriam as aulas de música, e o que a turma iria aprender.
O professor iniciou a aula mostrando aos alunos as possibilidades de trabalhar com o som mesmo sem ter instrumentos. O professor começou a contar uma história, despertando assim a atenção da turma. Enquanto o professor contava a história, ele fazia link na história com os sons que as crianças poderiam reproduzir utilizando o próprio corpo como: som de automóvel, bater palmas, acordar, pegar ônibus.
Feito isso o professor realizou uma atividade de Integração. Onde o professor cantava uma música e os alunos tinham que falar o nome e o de todos os colegas. Esta atividade chama-se “Chamada melódica”. Dando continuidade à aula o professor realizou uma atividade com a música macha soldado. Esta atividade tem por objetivo desenvolver a coordenação motora, e também um importante elemento musical: pulso ou pulsação.
Neste primeiro dia de aula pude conhecer a turma, que estarei trabalhando junto com o professor Davi. Os alunos corresponderam bem às atividades.
Mesmo sendo minha primeira aula o professor Davi me deixou a vontade para participar das atividades junto com a turma.
Isso é muito importante para nós enquanto bolsistas do PIBID. Pois estamos dando os primeiros passos para nossa futura jornada.

terça-feira, 20 de março de 2012

Relato Santa Bárbara 20/03/12 - Primeira atividade com os alunos

Hoje tive minha primeira experiência interventiva no Santa Bárbara. Ao chegar encontrei meu colega Rodrigo Sá e nos dirigimos para a sala do Grupo 5. Maurício logo apareceu, porém nos informou que precisava ajeitar umas coisas na sala ao lado já que a escola se encontra em reforma. Isso não iria demorar muito, contudo, nesse meio tempo ele pediu para que entrássemos na sala e fossemos fazendo alguma atividade. Ele sugeriu que fizessemos uma roda e peguntássemos os nomes dos alunos. Fique meio apreensivo por conta da surpresa, porém topamos. Afastamos as mesas e as cadeiras, pois a sala é muito pequena e iria ficar difícil para fazermos uma roda. A turma tinha em torno de dez alunos. Após toda a arrumação, no pequeno espaço que apareceu no meio, fiz uma roda e sentei no chão com todos. Apresentei-me, porém achei necessário fazer algo mais lúdico para a apresentação dos nomes. Com isso, lembrei da brincadeira do (Me toco aqui), onde cada um diz o seu nome e toca em uma parte do corpo. Comecei e rapidamente eles entenderam. Passei a vez para uma criança que estava do meu lado direito, e mesmo com um pouco de timidez ela fez. Algumas crianças não conseguiram por conta da vergonha. Não forcei a barra, pedi para que os outros colegas ajudassem-a a se apresentar. Após essa atividade concluída, Rodrigo pegou o saxofone e começou a apresentar o instrumento para eles. Foi uma festa. Eles ficaram estasiados. Era uma surpresa muito grande. Rodrigo ia apresentando o instrumento e ao mesmo tempo fazendo perguntas sobre, que eram muitas vezes respondida. Algumas crianças sabiam que era de assoprar, uma disse que a cor era de ouro. Após montar o instrumento Rodrigo tocou um pouco, aguçando o desejo deles de tocarem também. Uma criança, não sei porque razão, se isolou. Deixei -a a vontade, e ela sentou-se na cadeira. Logo em seguida, o professor Maurício apareceu com aquela potência de voz que rapidamente chamou a atenção dos alunos. Ele fez uma atividade onde o objetivo era dizer palavras e separar as sílabas batendo nas mãos, exemplo: Mau-rí-cio, e aí batia duas vezes no chão e uma com as mãos levantadas. Isso para fixar o entendimento da quantidade de sílabas das palavras, construção de vocabulário, também ritmo. Depois, ele pediu para as crianças sugestão de nomes com três sílabas por exemplo. Com uma certa dificuldade elas começaram a opinar. Em seguida, ele cantou duas canções, uma para dizer o nome e outra a tão querida canção do Peixinho, que conta com uma coreografia já conhecida da turma. Eles se esbaldaram. Com isso a aula se encerrou. Seguimos para uma outra sala para conversarmos sobre o plano de trabalho de cada turma. Nele se encontra os conteúdos que cada turma vai trabalhar. Maurício pediu para pegarmos um daqueles conteúdos e pensarmos em uma atividade. Nos iremos discuti-las e pô-las em prática. Após uma breve conversa, ainda tivemos tempo para ajudá-lo a arrumar um material das salas que estão em reforma. Logo após fomos embora.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Aula no Carmelitana

Em virtude da paralização Nacional que ocorreu nos dias 14, 15 e 16 de Março. Onde os professores reividicaram melhores condições de trabalho não ouve aula na Escolca Carmelitada do Menino Jesus. Portando não pude realizar minhas observações.
É triste saber que até hoje nossos governantes não valorizam a EDUCAÇÃO no nosso país. Na Bahia este ano ja tivemos greve dos policiais militares. Se nossos policiais não tivessem se mobilizado, não teriam conseguido aumento de salário.
Nossos governantes precisam acordar..........

quinta-feira, 15 de março de 2012

Um movimento diferente



Ao chegar à escola percebi uma movimentação diferente da habitual. Tinha pessoas que não havia visto das outras vezes. Alguns alunos transitavam sem farda. Fui ao encontro do professor de música. Ele me disse que os bolsistas do PIBID estavam na sala do 2° ano na reunião dos pais. Quando adentrei a sala, duas professoras estavam falando com os pais sobre a importância de haver uma ação conjunta entre família e escola para que resultados favoráveis sejam conquistados. Depois que a reunião acabou partimos para a secretária.
Tivemos, a partir de então, uma conversa com o educador sobre a importância do PIBID para a escola e da própria música, especificamente falando. Conversamos ainda, a cerca do papel que temos como educadoras na escola; da grande desvalorização que existe em relação à nossa disciplina dentro da mesma e de que precisamos nos impor para alcançarmos o respeito da comunidade escolar.
Um pouco depois, a diretora se reuniu com algumas professoras da escola para falar de um projeto da prefeitura que disponibilizará diversos jogos para a escola. Cada professor associará esses jogos a atividades relacionadas às suas disciplinas. Fomos apresentados por Maurício às educadoras. Todas nos desejaram boas-vindas.
A visita de hoje foi muito interessante, pois presenciei o contanto dos pais com a escola e percebi que ao passo que se vai mudando de série, parece haver um desinteresse dos pais. As salas das séries iniciais estavam mais cheias. Além disso, presenciei uma reunião de professores e pude ouvir algumas de suas queixas contra a prefeitura e como se posicionaram em relação ao assunto abordado.

Reality Music

“Eu sou um soldadinho

Gosto muito de marchar

A minha cornetinha

Vou agora entoar

Tatararatatá

Eu agora vou marchar

Tatararatatá

Uma volta eu vou dar”

É uma pena que os soldadinhos da escola carmelitana só deram esta volta em torno de si mesma ao invés de darem em torno da sala para testarem seus “dotes marciais”; não perguntei a Davi o motivo, mas acredito que ele quis evitar a indisciplina.

Imagine que você, leitor, tenha sido selecionado agora para um Reality Show, para vencer, você deve ter um comportamento que gere aprovação do público que assiste ao programa e vota, bem como de todos os seus concorrentes que convivem com você dentro da casa. Qual seria seu comportamento para vencer?

Mas, Paola, O que Reality show tem a ver com educação musical? Estamos no blog do PIBID, não é?

TUDO! A educação musical não prepara você para os palcos, mas sim para a vida! Aliás, Machado de Assis, em seu livro Dom Casmurro, começa contando um mito de que o mundo, na verdade, foi uma peça de teatro escrita pelo Diabo para provar a Deus que conhecia seus ensinamentos e assim conseguir ser poupado da extinção. “Viver é uma arte” já dizia a nossa vovozinha!

Pela primeira vez vi o professor Davi fazendo algo diferente do que consertar a fiação, cozinhar, dar palestra para os alunos da carmelitana, cuidar da organização e programação da escola ou ouvir e cuidar de seus alunos. Presenciei sua aula de música! E nela confirmei a minha convicção de como a educação musical é um precioso manual da sobrevivência. Então aí vai a dica para você vencer os “shows da realidade”:

No começo da aula o professor já começa pedindo que a turma entre em fileiras, sente sem arrastar as cadeiras e com a coluna ereta com as pernas fechadas. Em um certo momento o professor percebe que uma aluna falava muito baixo e pediu que ela experimentasse sentar daquela forma; a fala dela melhorou consideravelmente.

-Para ser músico é preciso ter postura. Ensina.

-O bom músico sabe a hora de tocar e a hora de ficar em silêncio. Chamando a atenção por causa das conversas paralelas.

Entre as brincadeiras musicais tinha também uma para dizer musicalmente o nome. Ora, se você é capaz de adaptar a uma música encaixando as sílabas melodicamente, você também pode saber se adaptar a qualquer situação, é um segredo implícito que poucos percebem. Nesta mesma brincadeira ele também chama a atenção para dicas de português com sílaba tônica onde eles batiam a palma mais forte do que nas outras sílabas.

Eu sou Paola

-Bom dia, Paola. Que bom que está aqui, gosto muito de você!

Eu sou Fulano

-Bom dia, Fulano. Que bom que está aqui, gosto muito de você!

A estima e o respeito dos colegas, bem como saber ouvir o nome do colega para repetir. Mas outra qualidade implícita.

Bom... Mesmo que você não ganhe um milhão de reais, eu tenho certeza que esta nova geração de alunos de música, vai ter um milhão de oportunidades muito bem aproveitadas para termos uma sociedade cada vez mais justa e agradável. Termino da mesma forma que a professora Mara Menezes terminava nossas aulas de iniciação musical, nada mais ilustrativo:

“Com a música

Eu sinto emoção

Com a música

Palpita o coração

Música diz o que você quer

Você diz o que é

Por isso mexa dance com a gente

E algum dia...

E algum dia...

E algum dia...

DARÁ UM SHOW!!!”

terça-feira, 13 de março de 2012

Dia de reunião 13.03.2012

Hoje não teve aula na escola santa Bárbara em virtude da reunião com os pais dos alunos. Contudo, assistimos a reunião da turma do segundo ano a qual também tinha uma boa quantidade de pessoas presentes. No entanto, Circulando pela escola, percebe que a maioria das salas estavam bem vazias, poucos pais compareceram.

Professor Mauricio passou em todas as salas falando sobre o ensino de música na escola e esclarecendo duvidas sobre a disciplina. Após o termino da reunião com pais, reunimos com os professores à coordenadora e a diretora e foi falado sobre a implantação de atividades com jogos (menteinovadora) durante as aulas e do curso de capacitação de professores que ocorrerá na própria escola.

Acredito que a reunião com os pais é de grande importância para o bom desenvolvimento do aluno em sala de aula. Pois, o incentivo e acompanhamento da família com certeza será positivo na aprendizagem do aluno.O contato direto professor com os responsáveis deve ajudar no conhecimento do contexto de cada estudante e assim diagnosticar possíveis soluções para eventuais problemas enfrentado em sala de aula.

Relato Santa Bárbara 13/03/12 - Reunião dos Pais

Hoje cheguei a Escola Santa Bárbara juntamente com o meu colega Rodrigo Sá.

Logo ao chegar percebemos algo diferente. Primeiro tivemos dificuldade de encontrar Maurício e sentimos a escola mais silenciosa e vazia. Ficamos no pátio principal esperando até que Maurício aparecesse, não demorou muito e ele surgiu nos corredores da escola. Aí, ficamos sabendo que naquele dia haveria reunião dos pais com todas as turmas e por isso a movimentação estava um pouco diferente. Ele estava indo de sala em sala se apresentar para os pais e falar um pouco das aulas de música enquanto as professoras generalistas administravam o restante da reunião com suas turmas respectivas. Nesse instante ele se dirigia para a sala do 2° ano e, obviamente, fomos convidados a comparecer na sala também. Nessa turma, como de surpresa, muitos pais compareceram para a reunião. Todos estavam com uma bola de soprar, amarela, cheia, nas mãos, e haviam escrito algo nelas que não consegui identificar. Maurício iniciou se apresentando para os pais e nos apresentando também como participante do PIBID e professores de música que estarão em breve saindo da universidade. Ele falou um pouco do trabalho, do que é feito na aula de música, o que se pretende fazer neste ano e tudo de positivo que se conquista através do trabalho musical. Logo após, ele se retirou da sala mas sugeriu que ficássemos para assistir ao restante da reunião. Nesse momento tivemos as maiores surpresas. A professora generalista, após uma breve elucubração sobre educação abriu uma rodada para que os pais pudessem se apresentar, falar um pouco dos seus filhos e desejar algo de positivo para eles e para a escola. Muitos foram bastante sinceros em dizer que seus filhos são peraltas e que poderiam estudar mais. Muitos também elogiaram a conduta dos filhos que estudam e fazem questão de ir pra escola porque gostam. Mas uma mãe me chamou muita a atenção quando no seu relato disse que colocou sua filha no Santa Bárbara porque na escola que a filha estudava antes, um aluno furou o olho do colega com um lápis. Isso me fez pensar muito. O tamanho dos problemas vivenciados pelas escolas, na luta dos professores, no estado em que nossa sociedade se encontra, e no meu papel como educador, em como contribuir para melhorar esse quadro, nem que seja um pouquinho. Enfim. Ainda, pra terminar de forma mais inquietante, a coordenadora pedagógica apareceu na sala para se apresentar e falar um pouco sobre o trabalho da escola. Ela iniciou dizendo quem era, qual era o seu papel e falando que os pais poderiam procurá-la quando houvesse qualquer problema. Mas em um momento ela começou a pontuar as dificuldades de aprendizado dos alunos e a falar da responsabilidade dos pais nesse processo. Até ai concordo. Porém, ela começou a comparar a escola particular com a pública, dizendo que na escola particular os pais estão mais presentes, ficam em cima dos filhos e por isso as coisas funcionam. Como se os pais tivessem que tomar isso como referência. Não concordei, considerando que a realidade da escola particular é diferente da escola pública, o modelo escolar lá funciona, não necessariamente porque os pais cobram dos seus filhos, mas porque, este modelo que aí está foi concebido para a elite. No ensino público a dinâmica é outra, as demandas são outras. Ainda de forma surpreendente houve um comentário assim: "As crianças aprendem a cantar, aprendem a dançar, então vamos investir na aprendizagem de fato", e apontou para um caderno em cima da carteira. Pensei. Então quer dizer que cantar não é aprendizagem de fato? Dançar também não? Mas logo me conformei e entendi que ainda o que se tem por aprendizado é a assimilação de conteúdo. Vivemos ainda uma escola conteudista, infelizmente. Perdoei-a.

Logo após a coordenadora se retirar da sala, a professora fez mais uma breve fala e encerrou a reunião. Nesse momento procuramos Maurício, e ele estava encerrando mais uma apresentação em outra sala. Após ele terminar fomos para a sala dos professores conversar um pouco. Ele nos mostrou algumas idéias de propostas para esse ano. Como um trabalho de junção da matemática com a música, por sinal muito interessante. Uns 15 minutos depois começou outra reunião na mesma sala agora com todos os professores e a diretora. A pauta era a respeito de um kit de jogos de raciocínio ganho pela escola, onde todas as turmas, exceto a do grupo 5, irão receber. Nesse projeto o aluno ganha um kit, o professor outro, e mais um fica nas dependências da escola. A diretora explicou todos os pontos do projeto, e após isso fomos liberados.

Saí de lá por volta das 11:00h.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ausência na terça

Infelizmente, devido a um mal estar tremendo na madrugada de segunda para terça, não tive condições de ir a escola Santa Bárbara para fazer a minha observação. Tudo ocorreu de forma tão intensa que até para avisar foi complicado. Já estou melhor, pronto para a semana que vem.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Primeira visita - Carmelitana

Na segunda feira fiz minha primeira visita à Carmelitana. Já tinha visitado a escola em outra oportunidade e sabia da sala específica de música bem arrumada que iria encontrar. O que não esperava era uma sala tão organizada. Fiquei muito empolgado com as várias possibilidades que vi diante de mim só pelo fato de existir naquela escola uma sala específica para nossas atividades - naturalmente que Davi merece todos os créditos, afinal de contas, nada vem de graça, especialmente nas escolas.

Ao chegar, Davi estava expondo alguns tópicos para os meninos na biblioteca. Todos sentados naquele calor psicodélico das 13h. Logo em seguida fomos para a sala e Davi foi nos mostrando todos os instrumentos que tinha por lá - além dos outros materiais.

Foi basicamente uma visita de reconhecimento de terreno. Gostei bastante do lugar. Logo na saída, Davi nos mostrou o esboço do projeto "Todo Dia é Dia de Leitura" que o Carmelitana vai tocar para frente. Viciado em livros como sou, me prontifiquei a ajudar no que fosse necessário e retifico aqui meu apoio - a biblioteca, por sinal, estava divinamente organizada e já fiquei com vontade de pegar uns dois ou três emprestados. Ótimo ambiente! Resta agora ser bem utilizado.


Feliz pelas grandes possibilidades...

"Lar doce...Escola" (?)

Esta foi a principal reflexão que fiz ao visitar a Escola Carmelitana esta semana. Após o acolhimento (Oração de agradecimento e entoação do hino nacional antes de iniciar as aulas), o professor Davi levou duas turmas com seus respectivos professores, para a mais nova sala de vídeo e biblioteca e, em forma de slides, mostrou para os meninos uma retrospectiva das atividades e conquistas da escola em 2011, além de falar sobre as novas perspectivas para 2012, repetiu para os alunos algumas das regras básicas não só de educação, mas também de higiene pessoal, inclusive avisando as meninas ( e nem mesmo as professoras escaparam! ) que elas não devem usar maquiagem, bem como as regras para o uso do fardamento.Ele comentou conosco, que era muito comum ver as crianças sem tomar banho direito a ponto de deixar marcas no corpo (“lodo”), bem como caso de piolho, etc.Fiquei pensante...

Após a apresentação, o professor comentou comigo e com meu companheiro, Pedro, sobre casos de crianças que tinham comportamentos estranhos (muitas vezes agressivos) na escola e, ao sondar qual seria o motivo, sempre acabava descobrindo problemas pessoais graves, muitas vezes relacionados à própria família. Aproveitei o ensejo e fiz a tal pergunta que não quer calar (coloquei no presente de propósito): “A escola é ou não é a segunda casa do aluno?”. O professor Davi me respondeu com outra pergunta: “E não era pra ser?”

Ora, a nossa casa é o lugar onde nós ficamos “à vontade”, onde mostrarmos para todos a nossa verdadeira face, onde manifestamos com mais clareza as nossas qualidades e defeitos e, como conseqüência, recebemos um acolhimento e repressão muito maior do que se estivéssemos “na rua”. A nossa vovó sempre dizia, “A mãe olha aonde bate, mas a polícia, não” (poupemos nossa velhinha das considerações sobre a atual “lei da palmada”). Sendo assim, na “primeira casa”, recebemos a tradicional “educação doméstica” que engloba higiene, etiqueta, religiosidade, etc. Lugar de aprendizado primário.

Já a nossa escola, como “segunda casa”, cuidaria de ministrar o conhecimento, promover o entendimento e racionalização do meio social e desenvolvimento de habilidades específicas para a futura inserção ao mercado de trabalho.

A pergunta-resposta do professor Davi, então, traz para nós uma reflexão de como nós estamos carentes de um lar. Pode parecer meio “piegas” dizer isso, mas ,como ele mesmo me disse, “o governo vive a falar em desenvolvimento, investimento e carência de educação, mas uma educação apenas ligada ao conhecimento”, ou seja, à segunda casa; todavia, como terei uma casa de veraneio se estou “sem teto”? Como ter conhecimento sem esse tratamento primário que é a base para nos desenvolvermos, seja como intelectuais ou profissionais? Nós estamos muito mais carentes de uma família (um lar), essa conversa de educação é para aqueles que têm uma vida privilegiada, não para os meninos da carmelitana, que tiveram que contar com os próprios professores para fazerem o almoço, pois não havia cozinheira para realizar o serviço nesta segunda feira.

“Vamos orar agradecendo o nosso alimento, pois existem pessoas que não tem nem isso para comer” Diz Davi para os alunos para conscientizá-los desde cedo para a sua realidade.

Vamos alimentar as nossas crianças, os nossos estudantes e todos aqueles que toparam comprar uma briga por um ensino de qualidade através das ações de nosso grupo; mas vamos, principalmente, em nosso dia a dia, alimentar a esperança das pessoas de (re) construírem a primeira casa das próximas gerações, caso contrário, teremos cada vez mais bacharéis, médicos, advogados e professores insensíveis por que não tiveram (e nem têm) um teto (lar) decente para morar.

2ª Visita à escola Santa Bárbara

Grupo cinco

O professor entrou na sala dos pequenos e foi apresentado pela professora generalista. Ela falou-lhes que ele era o professor do qual ela tinha falado.
O educador começou pedindo às crianças que formassem um círculo. Elas tiveram um pouco de dificuldade de fazer uma roda arrumada. Ele as foi indagando se o espaço que tinha ficado para ele e eu daria para sentarmos confortavelmente. As crianças num primeiro momento disseram que sim e aos poucos ele foi as conduzindo a arrumá-la de modo que todos se olhassem nos olhos e que ficasse confortável para todos. 
Em seguida, fez uma atividade de apresentação dos nomes com eles, utilizando uma paródia da música "Eu sou pobre de marré de si". A letra utilizada inseria o nome de cada criança, uma após a outra ( O meu nome é...e o seu como é que é (2x)).
O professor um pouco depois fez uma atividade, ainda com o nome das crianças, onde elas faziam um gesto a partir da quantidade de sílabas dos nomes.
Logo depois cantou a música Peixinho vermelho. Foi aos poucos conduzindo as crianças a cantar a música com a letra. Para isso seguiu um processo em que ia passando o ritmo da música e a melodia até que as crianças a conseguisse cantar de forma articulada.
Além disso, cada criança disse uma música ou cantor do qual gostava. Ele pediu para que elas cantassem. Um dos alunos pediu para cantar uma música do Justin Bieber ( Baby, Baby, Baby, oh...), sendo acompanhado pelo professor ao violão. Os demais não se sentiram muito a vontade para cantar, mas disseram ao menos o nome de um cantor que gostavam.
Algo que me chamou a atenção foi que eles ficam em uma sala onde as cadeiras e mesas ficam dispostas de maneira diferente em relação aos meninos do 1° e 2° ano e como as coisas acontecem de maneira muito natural. As crianças que querem participar das atividades ficam livres para escolher se querem ou não, tendo inclusive, algumas crianças que conversavam sem que o professor as ordenassem a ficar em silêncio.

1° Ano

Entramos na sala desejando bom dia aos meninos. O professor começou a aula relembrando a música cantada na semana passada (Cadê meu relógio que eu botei no chão...). Com essa música ele trabalhou figuras como semínima e colcheia tocadas nas clavas e intensidade, comparando o som fraco a uma formiga e o som forte a um elefante.
Um pouco depois ele relembrou a música "Fazendinha do mestre Zé, também cantada na semana anterior, onde as crianças iam imitando sons de bichos que eram sugeridos pelo professor.
Depois utilizou uma atividade em que escrevia figuras, tais como: triângulo-bater o pé; x-UUUU (as crianças faziam o som com a boca); o- palma. Introduziu outro figura, não utilizada na semana anterior e propôs aos meninos que fizessem a atividade de trás para frente. Achei até que eles teria mais dificuldades, porém, eles executaram muito bem o que estava descrito no quadro.
Por último, ele combinou com os meninos que fariam uma surpresa à professora da turma. Ensaiou a música   "Cadê meu relógio que eu botei no chão...". Quando a professora voltou para se despedir dos meninos o professor tocou a música ao violão e eles o acompanharam com as clavas da mesma maneira anteriormente mencionada. Nos despedimos deles e fomos embora.
É importante ressaltar a desenvoltura dessa turma. Os meninos são pequenos, mas tem facilidade de compreender a hora de começar e terminar a música e muitos deles conseguiram compreender a hora de mudar a célula rítmica. Tudo isso por conta de boa parte deles já terem aula de música desde o grupo cinco.

2° Ano

Nessa turma o professor começou a aula relembrando a música "Loja do mestre André". Os meninos foram  imitado os instrumentos sugeridos pelo professor. Um deles na hora do teclado imitou um violino. O educador logo o corrigiu lhe mostrou, ou melhor, o fez enxergar a maneira correta de imitar um tecladista.
Logo depois começou a indagar-lhes sobre o que tinha acontecido na aula passada e em seguida pediu para que fosse formada uma roda para que fosse realizada outra a atividade. A atividade posterior foi a de fazer um gesto e falar uma "língua maluca". Os meninos a fizeram sem nenhum problema e surgiu muitos sons engraçados.
Por último, por conta do recreio, o professor teve que interromper sua aula.
O curioso é que a escola não permite que os alunos saiam da sala na hora do intervalo, pois, existe uma rixa entre moradores de ruas diferentes do Bairro do Uruguai, ou seja, algumas crianças não brincam com crianças dessas ruas para que não haja violência entre elas, situação que alcança os domínios da escola. Além disso, quando o professor entra na sala para dar sua aula, tem que ir aos poucos liberando os meninos para ir ao banheiro e beber água. Algo que dificulta o andamento da aula.