terça-feira, 11 de setembro de 2012

O vigilante



Nesta segunda comecei minha caminhada rumo à comunidade da Baixa Fria, porém antes de sair, para fora dos muros da Escola Irmã Sheila, decidi conversar com “Seu Roberto” um dos vigilantes, pessoa simpática que trabalha na escola á quatro anos e pôde falar um pouco ,acanhadamente, sobre a escola e a comunidade.
            Uma narrativa sem perguntas especifica, achei melhor nessa primeira abordagem que ele falasse naturalmente o que quisesse antes lhe expliquei sobre o que era o PIBID e as minhas intenções futuras para com a escola e comunidade onde sua ajuda será de suma importância.
             Um bate papo descontraído com risos, conselhos, indignações e preocupações sobre a sociedade no geral, alguns dos conteúdos que a nossa conversa informal nos levou, então resolvi não sair da escola, ficar por ali mesmo, troquei três aulas de Carmelito por outra aula, com o vigilante “Seu Roberto”onde também aprendi bastante.


Agitação total...

Nessa segunda (10.09) os alunos do turno VESPERTINO da Escola Irmã Scheilla estavam super agitados.
O professor Carmelito precisou chamar a atenção de alguns inúmeras vezes. Acredito que possa ter sido o calor que estava na sala, e durante as brincadeiras feitas muitos ficaram encharcados de suor. Referente a isso, a escola instalou um ar condicionado na sala, mas não foi possível usá-lo nessa aula, pois não tínhamos o controle. 
Vale ressaltar a dinâmica que o profº usou para ensinar Cânone aos alunos. Ele cantou uma música em francês (com a melodia de "meu lanchinho vou comer...") e depois dividiu a lada em dois lados, onde um cantava primeiro e no segundo compasso o outro entrava.  Logo depois o professor fez em três partes, mas comigo, com ele e com Letícia e os alunos ficaram impressionados. Foi uma ótima forma de ensinar.
Em uma outra turma o professor trouxe alguns instrumentos (ganzá, agôgô, pandeiro e triângulo) onde todos os alunos puderam experimentar cada um deles, e depois ele fez uma atividade de percepção, onde Letícia ficava escondida e tocava um dos instrumento e os alunos precisavam dizer qual era, alguns acertaram de primeira os instrumentos mais fáceis, já o de nome mais complicado (ganzá) eles tiveram um pouco de dificuldade.
Apesar da agitação de alguns, a aula foi bem produtiva, os alunos participam já pedindo canções para o professor Carmelito tocar, isso mostra que eles são interessados nas aulas de música, e que lembram das canções. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Paralisação nacional

Nessa quarta-feira 05 de setembro de 2012 não houve aula. Segundo a professora de música Nara, a paralização nacional foi tanto para a rede municipal quanto para a estadual.

Dando nome aos sons


       A aula desta segunda de manhã na Carmelitana foi bastante produtiva e a turma se saiu bem. No início foi feita uma pequena revisão do que tinha sido trabalhado na aula anterior, já que na semana passada não houve aula, pois a escola encontrava-se em reforma. Então o professor relembrou com os alunos a canção “Eu perdi o Dó da minha viola”. Uma vez feita a revisão iniciou-se uma atividade abordando os nomes das notas e a ordem da escala.
       Usando plaquinhas com os nomes das notas fizemos uma atividade com a turma relacionando os nomes às alturas das notas. Para isso foi feita uma associação, cada nota foi associada a uma parte do corpo, para que a sensação de altura foi entendida pela turma:
Dó: Mão no joelho;
Ré: Mão na cintura;
Mi: Braços cruzados no peito;
Fá: Mão no ombro;
Sol: Mão na orelha;
Lá: Mão na testa;
Si: Mão na cabeça;
Dó: Mão pra o alto.
        Depois disso explicado a turma foi dividida em dois grupos e um grupo foi colocado de frente pra o outro, o primeiro grupo ficou com as plaquinhas e o segundo ficou sem. Quem o professor David tocava as notas no teclado todos cantavam, os que tinham as plaquinhas levantavam as notas no momento que fossem cantadas e o outro grupo executava o movimento relacionada àquela nota. Em seguida inverteram-se os grupos.
       Para finalizar, propondo um momento de relaxamento David pediu que se formasse um círculo no centro da sala e todos ficassem de olhos fechados e tocou a música “Greensleeves”. Com a música tocando o professor o professor pediu que o círculo se movesse no andamento da música. Ainda ao som da canção, para exercitar a criatividade do grupo, foi proposto que cada um criasse um movimento. Depois a música mudou para um samba e a dinâmica de criação continuou a mesma. Foi nesse clima que a aula chegou ao fim. 

Teoria lúdica, prática consciente:



Nesta semana aprendi lições muito importantes na escola Xavier Marques. Isso porque sempre encarei as aulas de teoria musical como a parte mais chata de aprender em música e, consequentemente, os alunos que aprenderam teoria comigo até hoje tem certa resistência; entretanto o professor Ednaldo me ensinou nesta quinta feira como ensinar de uma maneira muito interessante sobre pulso ritmo e, consequentemente compassos.  Ao receber a turma ele separou meninos e meninas (acredito que isso foi pela quantidade ser quase igual) e colocaram as duas fileiras em um lado da sala, enquanto que do outro tinha vária cadeiras, cada uma com um instrumento de percussão.
Dividido os grupos, cada equipe teria uma oportunidade de tocar os instrumentos obedecendo a uma escrita no quadro que consistia em quadrinhos aglomerados em pequenos grupos em igual quantidade; na verdade esses quadrinhos significavam o tempo e as aglomerações eram na verdade os compassos. Depois  também houve marcação de som e silêncio entre os quadradinhos.
Além de tocar os instrumentos, o que foi mais estimulante, sem dúvida foi a competição que existiu entre meninos e meninas, principalmente porque a”brincadeira” passou a ser coisa séria! Quando algum menino abusava, o professor tirava pontos da equipe e isso fazia com que o grupo repreendesse quem era indisciplinado, criando assim uma consciência coletiva. O leitor precisava ver a vibração dos integrantes do grupo das meninas, por estar ganhando, como tinham entusiasmo!
Nossa! Como ele foi genial! Assim realmente o aluno entende que a semínima não “vale 1” Coisa que muitas vezes fiz quando comecei a dar aula.
Na aula de canto coral, a turma estava meio vazia, isso ocorreu porque o professor Ednaldo tirou muitos meninos que estavam  atrapalhando por conta do comportamento, ele me explicou que alguns por conta disso já tomaram consciência e por isso retornaram com o comportamento bem melhor; também vi a atitude dele quando alguns alunos, que não gostavam de ser chamados a atenção e ficavam amuados, ele ignorava e assim o aluno voltava a participar da aula de novo: “às vezes eles fazem a mesma coisa em casa, só que aqui a reação é diferente”.
Acredito que a realidade nua e crua, não seja algo distante das crianças da escola Xavier Marques, mas  acredito que na escola esse treinamento para a vida seja muito mais inteligente criativo e sobretudo, lúdico como toda criança merece!

CAMINHADA CULTURAL


Nessa ultima quarta-feira passada tive a oportunidade de participar do meu primeiro evento integrado com toda a Escola Irmã Sheila, foi a Caminhada Cultural 2012. Tal caminhada iria ocorrer na semana do folclore, mas como a escola estava fechada para concluir a reforma do piso, foi adiada.
Demos uma volta pelo quarteirão onde a escola fica situada (Baixa Fria – Boca do Rio). Pude ver mais de perto o Bairro. Foi muito bom estar as crianças fantasiadas, cantando, alegres em desfilar com sua comunidade escolar para seus colegas, amigos, vizinhos e parentes. E para finalizar o dia, um delicioso acarajé... eu nem estava com fome, mas não deu pra dispensar.. rsrs.

domingo, 9 de setembro de 2012

Empolgação e Observação


           Empolgante e atento às aulas do professor Ednaldo adquirindo técnicas e experiências na sala de aula.
          A aula do dia 6 foi uma das melhores que eu vi o êxito do professor ao cumprir seu plano de aula e fazer com que todos os alunos integrando-os sem os problemas que toda sala tem como: brigas, dispersões e atrapalhações dos alunos.
          O professor utilizou uma história que ele próprio inventou para começar a aula na turma 1, turma essa que possui a faixa etária de 8 a 9 anos, depois o professor e os alunos interagiam formando um animal, para ser específico uma cobra, de um em um iria para trás da fila e com a minha ajuda, usei um tambor dado pelo professor para marcar o andamento da musica e os passos que a fila seguia.
          Na turma 2, eu achei o mais interessante o fato do professor ensinar compasso para os alunos sem toda aquela complexidade dos livros de teoria musical.
          Disponibilizarei vídeos e fotos assim que estiver todo documentário pronto.
          
         Parabéns a toda equipe do PIBID que atua na escola Xavier Marques e vamos que vamos, o trabalho não pode parar!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Relato 04/09 - Assumindo as turmas

Neste dia, por conta de um problema familiar, Maurício sugeriu que eu assumisse as turmas da manhã, já que ele não poderia dar aula; caso eu não pudesse as aulas seriam suspensas. Para ajudá-lo e, também, puder colaborar com a escola, topei de imediato a missão.

Preparei, basicamente, a aula do grupo 5, pois nas outras duas turmas Maurício vem desenvolvendo um trabalho específico com os alunos e só teria que dar continuidade.

Grupo 5...

Ás 8:50, pontualmente, estava eu lá. Foi minha primeira aula de fato na Santa Bárbara, isso me deixou um pouco ansioso, pois conheço a realidade da escola, sei que não é fácil, no entanto, pra mim seria um grande desafio, coisa que gosto muito.
Aguardei, inicialmente, um grupo de professoras que estavam fazendo um trabalho sobre higiene com a turma. Assim que elas saíram entrei na sala para dar início a aula. A primeira pergunta dos alunos foi: Cadê o professor? Hoje será você é? Expliquei que o Maurício não poderia dar aula hoje mas que eu estava lá e por isso a aula iria acontecer. Eles se entusiasmaram. Arrumei a sala, afastando as mesas e as cadeiras e fazendo um círculo no meio com os alunos. Comecei cantando uma canção ao violão de bom dia que diz assim:

"Bom dia professor  (ou o nome dos alunos), como vai?
A nossa amizade nunca saí
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia professor, como vai?"

Fui substituindo a palavra professor pelo nome dos educandos, fazendo assim com que eles se apresentassem já que não sabia o nome de todos de cor. Pedi que me acompanhassem com palmas e em uma parte da música fiz uma célula rítmica para eles me acompanharem. Todos fizeram bem. As peraltices foram normais, em muitos momentos se jogavam no chão, um empurrava o outro e sempre eram contidos pela professora Sônia que estava dentro da sala. Fiz um atividade de imitação rítmica onde eu fazia uma célula batendo com as mãos ou em outras partes do corpo e eles tinha que repetir. Comecei bem simples com palmas em semínimas e mínimas, depois fui complicando um pouco, colocando estalo de dedos. Muitos se entusiasmaram em fazer os estalos, mostrando-me a capacidade deles de fazer este movimento. Em outra rodada da atividade pedi para eles criarem ritmos batendo com palmas, estalos, nas pernas ou os pés no chão. Alguns ficaram tímidos em fazer, deixei-os a vontade. Em seguida, passei uma canção com eles onde trabalhei dinâmica e altura, a canção diz assim:

"Eu tenho uma casinha, assim, assim, assim
Eu bato na portinha, assim, assim, assim
E pela chaminé a fumaça sai assim
Engraxo o meu sapato, assim, assim, assim"

Essa canção é toda recheada por gestos condizentes com a letra. A cada repetição eu ia mudando a altura e a dinâmica. Ao final pedi que eles substituíssem a palavra "assim", por palmas; no caso três palmas por verso. Pra terminar coloquei a canção da "Loja do Mestre André" para eles dançarem e cantarem livremente, no entanto, fazendo o gesto de cada instrumento que é comprado na loja. Ao final perguntei quais foram os instrumentos e como era o jeito de tocar cada um, para ver se eles fixaram a canção e os instrumentos. Muitos lembraram exatamente, confundido as vezes o nome do instrumento com o gesto, ou então a palavra. 
Quando estava para encerrar a aula a coordenadora pediu licença para me informar que não haveria a aula do 2° ano, pois eles estariam de castigo porque estavam bagunçando muito na aula. Não entendi direito o porque suspender a aula de música, mas naquele momento não argumentei nada. Apenas acatei e fui para a sala do 1° ano. 

1° ano...

No 1° ano, Maurício vem fazendo um trabalho com o Lenga la Lenga, onde ele está trabalhando o jogo de mãos da canção "Batom". Iria dar continuidade a esse trabalho, no entanto, não soube ligar o dvd - que vergonha - também porque não encontrei o controle remoto nem da tv nem do dvd. Enfim, iniciei fazendo a mesma canção de bom dia que fiz na outra turma. Eles gostaram muito e me acompanharam nas palmas mais entusiasmados ainda. Como estava sem o dvd, fiz um outra atividade com os sons das letras, no caso as letras: S, X, F, Z, J, V. Trabalhei o som de cada letra, com um acompanhamento num áudio que levei. Essa atividade além de contribuir para o desenvolvimento musical, auditivo dos alunos, pois eles tem que dizer o som da letra num andamento e ritmo determinado pelo acompanhamento, contribui também no processo de letramento, usando o som das letras, a forma da pronúncia, a correta dicção. Muitas dúvidas apareceram, por exemplo, quando eu perguntava o som - fonema - da letra S, e eles me diziam Si, explicava que Si é S + i. Depois de todas as letras pedi que um perguntasse ao outro para adivinhar, quase todos souberam fazer. Ao final, pedi que relembrassem a atividade do "Batom", e sem pestanejar começaram a cantar a canção, muitos querendo imitar a velha caindo no chão. Ainda fizeram o movimento das mãos, algo que estavam sentindo dificuldade nas últimas aulas,  o que demostra que o processo de assimilação-acomodação vem acontecendo de uma semana para outra.  Feito isso a aula terminou.

Tenho que admitir que fui auxiliado pelas professoras generalistas e isso facilitou e muito o meu trabalho, pois vejo como é desgastante quando Maurício tem de dar conta sozinho para aqueles 20 a 30 alunos em cada turma. A escola é barulhenta, estava acontecendo aula de dança concomitante as outras aulas, - o que acho muito massa - o único problema é a estrutura, onde a aula é feita, falta só organizar isso. 
Bem, esse foi o meu dia na Santa Bárbara, cansativo é verdade, mais muito proveitoso, pra mim e pros educandos!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Reflexos.


Olá, colegas, parceiros dessa jornada!

Devo desculpas a vocês por não ter postado o relato-reflexão da semana anterior - motivos plausíveis que justifiquem esse deslize me faltam, admito; peço desculpas.

Anteontem, terça-feira, infelizmente não houve aula de música na escola Xavier Marques. O prof. Ednaldo nos mandou um e-mail há alguns dias, informando que usariam a sala de música para uma espécie de reunião. Assim sendo, aproveito para me redimir do texto que não postei aqui. Não relatarei a aula em si - algo que o nosso colega Alberto, companheiro meu das visitas, fez. Mas me debruçarei sobre uma pequeno fato sobre o qual tenho refletido desde a terça passada.

Temos comentado e relatado muito sobre indisciplina. Na aula que observei na semana passada, a indisciplina se mostrou preponderante na maior parte da aula. O prof. Ednaldo, contudo, teve alguns insights que foram importantes para prender a atenção dos alunos – como a atividade de relaxamento e a leitura rítmica a partir de quadrados em branco e pintados, como relatara Alberto em seu texto. Mas foi um aluno em particular quem me chamou atenção durante toda a primeira aula que assistimos naquele dia. Agora me falha a memória, não lembro exatamente sua idade – nem sei se soube -, mas imagino que tenha algo em torno de 7, 8 anos. Desde o início da aula, ele mostrara-se agitado. Pulava de uma cadeira para outra, mexia com fulano e sicrano. Foi advertido algumas vezes, mas a cada descuido do professor, continuava sua “tarefa”.
Percebi uma relação muito íntima dele com um de seus colegas. Este o acompanhava sempre, mesmo não participando de suas brincadeiras. Se um mudava de cadeira, o outro ia atrás. Se um dava risada, o outro também. Num momento, num canto da sala, enquanto o professor pedia que as meninas cantassem a música que estavam aprendendo, os dois puseram-se a se cutucar: um beliscava de lá, outro de cá; um fazia cócegas, o outro também; até que o garoto mais “traquina” de repente deu um tapa em seu amigo. O professor não viu. Eu preferi não me intrometer ainda. Continuei observando. O que recebeu o tapa levantou, foi para o canto oposto da sala, em que estávamos sentados eu e Alberto. Primeiro, sentou-se na ponta da fileira de cadeiras, longe de nós. Seu amigo o seguiu. Foi se aproximando de nós na intenção de se afastar daquele que lhe deferiu o golpe. Mas o outro foi insistente, continuava o seguindo. Até que, em pouco tempo, os dois estavam sentados ao nosso lado. Olhei bem para os dois e perguntei: “tudo bem com vocês”? Sorriram e balançaram a cabeça afirmativamente. Não demorou muito para que estivessem juntos de novo. Grudados. Unha e carne. Olhei novamente para eles: “vocês são irmãos?”. “Não”, me responderam, “somos amigos”. Soaram alegres. Pouco tempo depois, o segundo estava defendendo seu amigo numa outra pequena confusão em que tinha se metido. Argumentou com o professor que fora o outro colega, e não seu amigo, que tinha “começado”...
Ao fim da manhã, Alberto, Ednaldo e eu conversamos sobre as aulas. Relatei a ele o que eu vira, quis saber algo mais sobre os meninos. Ele me contou que o problema da indisciplina do primeiro – protagonista da situação que relatei – é antigo, que a mãe já foi chamada, inclusive, à escola para ficar a par dos acontecimentos, e que isso não ajudou muito, já que algumas atitudes da mãe evidenciaram o porquê de seu comportamento. Ednaldo falou também que o fato dele ter arranjado um amigo melhorou muito o seu comportamento – a partir daí ele começara a ficar mais calmo.

A relação entre os garotos, a indisciplina de um, as causas, conseqüências, as atitudes familiares, sociais, as que tomamos em relação a essas questões, e que por vezes delimitam os caminhos que se abrem a essas crianças, caminhos esses que aqui, enquanto nos propomos educadores, somos responsáveis por abrir, foram questões que me ficaram martelando a cabeça...

P.S.: Enquanto Alberto e eu nos encaminhávamos para o ponto de ônibus, veio de lá uma criança: “professor, professor!”. Nos abraçou. Era o garoto.

Paralização Nacional

Nessa quarta-feira 05 de setembro de 2012 não houve aula. Segundo a professora de música Nara, a paralização nacional foi tanto para a rede municipal quanto para a estadual.

Ausência - Segunda (03.09)

Queria pedir minha sinceras desculpas a todos vocês, por não ter ido à reunião na sexta, estava com alguns problemas pessoais. E também porque nessa semana eu não fui à escola Irmã Sheila. Peço também desculpas para o profº Carmelito. Houve uma falha na comunicação minha com ele, e como costumo dizer que a dúvida é a pior coisa que existe, eu não fui à escola, também porque ainda não gravei o percurso para ir de ônibus, já que o mesmo não para nem um pouco perto da escola. 
Não iria fazer essa postagem, já que hoje é quinta-feira, mas vi alguns se retratando aqui, e então resolvi fazer o mesmo.  

Cantos e encantos da cultura popular. 29/08/12


Nesse dia acontecem as aulas do 3º, 4º e 5º ano. Esse é um projeto para trazer um pouco da cultura popular para a sala de aula. Nessas aulas o foco foi o musical: Baile do Menino Deus. A professora Nara contou um pouco da história, que surgiu em Pernambuco, a trajetória do palhaço Matheus e seus brincantes, que buscam encontrar o menino deus. Esse musical nos relembra as brincadeiras de infância, como: boca de forno, entre outras; traços da cultura popular nordestina e instrumentos característicos, de herança africana, como o instrumento de percussão alfaia, que é usado no maracatú.
Nara ensinou a classe a musica Romã romã, depois disso os alunos tiveram um momento para descrever suas brincadeiras prediletas. Nós bolsistas (Eu, Lizandra e Rafael) tocamos as alfaias nessa música, com e sem playback.
Nara gosta de despertar a curiosidade dos alunos, ela não conta a história inteira no mesmo dia, há sempre o próximo capítulo e próxima aula.
Além dessas atividades, trouxe vídeos para apreciação. Um deles foi o do primeiro ensaio para a apresentação do musical – que vai acontecer final do ano e o outro, o mesmo musical, mas se tratando de uma apresentação final de um grupo de teatro profissional de Recife.
Nessa atividade os alunos puderam verem-se atuando, desenvolver o senso crítico podendo criar sugestões e fazer comparações com o vídeo dos atores profissionais. Foi muito boa a atividade, os alunos perceberam coisas que agente não tinha percebido, como o momento em que o palhaço Matheus dá uma palmada com uma bexiga nos brincantes.
Ao longo das aulas, Nara procurou dar “responsabilidades“ a alguns alunos, como: ser o “ajudante oficial“ (o que se deslocava para pegar algumas coisas na secretaria); ser o redator, aluno que listou no caderno os pontos que o grupo precisava melhorar em relação ao musical. Ao meu ver, Nara teve diversos critérios, cito apenas dois: como uma forma de contemplar o aluno que estava com ótima participação na aula; e bem como uma forma de desviar a atenção daquele aluno que estava tentando atrapalhar a aula, este também se sentiu importante e serviu de “espelho“ para a turma. São estratégias de Nara.
Os alunos foram conscientizados que o vídeo da escola se tratava de um primeiro ensaio, sabendo que a cada ensaio os atores/alunos do Domingos Sávio irão melhorar muito! Nara enfatizou que todos ali têm capacidade de realizar o musical tão bom quanto o do vídeo comparado.
Dando continuidade a parte de apreciação ativa.  Os alunos exercitaram sua escuta identificando os instrumentos tocados na música: Romã romã. Nara prometeu que na próxima aula traria a figura de cada um desses instrumentos usados nessa música. Na última aula, quando Nara foi nos apresentar, pedi licença para fazer diferente, cantei a música:
“A aula vai começar“ (Musicalização infantil-UFBA) – usei alfaia, ritmo de baião –  e todos tiveram espaço para dizer seus nomes. Foi divertido! rsrsrs

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Trabalhando a coordenação


No 3° A e B, a sala foi dividida em fileiras iguais  e os estudantes receberam a instrução sobre a atividade que seria realizada: andar no ritmo batendo a clava e seguindo a indicação no quadro sobre o momento exato de bater as clavas. Antes tivemos uma atividade de interiorização: eu fui até o quadro e marquei o tempo para que eles batessem palma onde os quadrados estavam em branco e fizesse um estalo de língua onde o quadrado estivesse pintado como no exemplo abaixo.

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À continuidade, troquei os sons e marcações seguindo sugestões deles. Para a execução da atividade, Maurício pediu que um aluno de cada fila fosse até o final da sala com as clavas em mão, e ao som da música ‘’Quem me ensinou a nadar?’’ viessem caminhando no tempo e batendo a clava onde houvesse marcação. Com um pouco de paciência e criatividade a atividade foi executada com sucesso.

Frère Jacques



Frère Jacques é o nome de uma canção tradicional Francesa que aqui no Brasil conhecemos como “Meus dedinhos, meu lanchinho, entre outras letras”, essa foi umas das atividades de Carmelito, tocar a melodia da canção “meu lanchinho” no teclado para que o grupo cinco identificasse qual era música, depois cantaram a mesma melodia com  letras diferentes, as quais ele já havia trabalhado em sala, ao final Carmelito explicou que a canção que acabou de cantar era de origem Francesa, cantou a música em Frances para que o grupo cinco pudesse aprender, parou novamente a aula e traduziu a canção para o português para que os alunos conhecessem toda a história da canção, ai sim o grupo cinco cantou em Francês com a maior facilidade, repetindo as palavras que Carmelito falava em Frances.
            Cantando, brincando e aprendendo outras línguas através da música, ultrapassando fronteiras.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aula do dia 02/09

Olá queridos colegas e professores,

            Esta semana gostaria de ressaltar a grande utilização da tecnologia em sala de aula pelo professor Carmelito Lopes. Além de usar seu instrumento nas aulas, o professor leva consigo o seu computador pessoal, material que ele utiliza para tornar a aula ainda mais interessante. Neste computador ele leva as músicas a serem utilizadas na aula e alguns áudios de bichos, relógio, fenômenos da natureza, etc... As crianças adoram, pois a aula fica mais real e divertida. 
              Pude participar de todas as aulas e atividades ativamente, nesta semana a atividade mais legal foi a de integração que foi feita de pé e em roda, a cada momento da música todos tinham que pegar em uma parte do corpo do amigo que estava do lado girar para um lado e para o outro, perdi alguns fios de cabelo no momento de pegar nos cabelos mais valeu a pena! Rsrsrs 
Beeeijocas e pipocas e até a próxima! =D

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ausência

Olá, queridos companheiros de PIBID

Quero pedir desculpas pela minha ausência na semana passada na escola Xavier Marques.Mas não tive como ir pois estava me preparando  para a viagem do Coral Mokiti Okada Do Barbalho que estava indo cantar junto ao Coral Mokiti Okada de Salvador, no Solo Sagrado de Guarapiranga - SP.Como sou a regente do coral do Barbalho as responsabilidades também foram maiores e acabei me sobrecarregando, o que impossibilitou de estar presente.

Prometo, da próxima vez estar presente em dose dupla!

domingo, 2 de setembro de 2012

Relatório do dia 30/08 - Abraão


Turma 1 e Turma 2

No começo da aula o professor começou a sua atividade colocando o CD com uma música para que os alunos começassem a interagir, com isso uma roda foi feita e os alunos teriam que fazer o que o professor falava e fazia, ou seja, o professor como espelho trabalhando a forma.
O professor realizou uma atividade que estimulava a percepção dos alunos com instrumentos musical, nessa atividade ele usou instrumentos percussivos como: afoxé, pandeiro, tamborim, agogô, chocalho, caxixi, reco-reco, ganzá e triângulo.

  • Obs.: Instrumentos de origem africana e brasileira compondo o currículo estudantil sobre o ensino e cultura da história africana.


A inquietude dos alunos é um dos fatores principais, provocado pela minha presença esta observando-os e participando junto com eles das atividades. Eles fazem de tudo para chamar a minha atenção, porém essa inquietude vem da transição docente regente feita pelo colégio. Se o professor regente da turma fosse fixo sem essas mudanças ao longo do ano, os alunos adquiriam e acostumariam com a personalidade do professor, melhorando o comportamento e fortalecendo o pulso do professor Ednaldo.

  • A turma 1 por serem crianças que estão na fase da iniciação de sua formação educacional possuem um comportamento travesso.
  • A turma 2 por serem da faixa etária de 7 a 11 anos o professor consegue obter um controle máximo para a realização de suas atividades.

sábado, 1 de setembro de 2012

Aula no Santa Barbara


Aula do dia 30/08/2012

Aula primeira bem trabalhada, Herbert fez uma interação com a turma e ela seguiu tudo nos conformes.Mauricio fez a orientação antes da atividade começar, foi proposto uma sequencia de quadrados "dez" e foram pintados alguns e cada quadrado representaria um passo e os pintados uma batida com "stick" ou uma palma e os passos tinham que ser feitos no ritmo da musica, devo admitir que no começo achei um pouco complicado para os educandos, mas me surpreendi quando vi a turma fazendo. Muito bom!
Na aula seguinte Helder fez ritmos com copos e a turma toda o seguiu,ficou muito legal, inclusive no meio da aula, pelo novo ritmo proposto Mauricio cantou uma musica infantil e as crianças responderam com uma musica do Queen a música will will rock you, fiquei muito feliz com a resposta das crianças.
Na ultima aula, por questão de merenda, saiu um pouco fora do planejado, mas a turma é muito competente e acredito muito neles, um dos alunos veio até a mesa e fez o exercício completo,fiquei extremamente feliz.

Obs.: Duas alunas desenharam, Eu, Mauricio e Helder e nos presenteou com o desenho.