domingo, 14 de abril de 2013

Aula do dia 11/04


Olá queridos,

Nesta semana as crianças já entraram na sala sem os seus sapatos. Nesta ultima aula eu e o professor Carmelito tiramos nossos sapatos! Acredito que o nosso exemplo é de fundamental importância para que eles sigam as regras entendendo que todos devem tirar seus sapatos ao entrar na sala, sendo professor ou aluno. Precisamos conversar com os responsáveis pela limpeza para que eles higienizem a sala antes das aulas, infelizmente a mesma não está sendo devidamente limpa.

Nosso Aluno do G4 nos levou um teclado de brinquedo para mostrar ao professor Carmelito. Organizei uma roda e passei o teclado de mão em mão para que todos pudessem experimentar. Também tivemos a participação da professora do G4 pela primeira vez na nossa aula que nos perguntou sobre o comportamento das crianças na aula de música e sobre alguns alunos que costumam falar pouco durante as aulas regulares da escola.

Beijocas,                                                                                                 

Letícia Lopes =)

Aula do dia 04/04

Olá queridos,

Depois do feriado da pascoa as crianças estavam com saudades da aula de música, na ultima quinta (dia 28) não tivemos aula. A tarde foi tranquila, com a participação de uma auxiliar no G3 e uma auxiliar no G4. Gostaria de destacar a ótima participação de um dos alunos do G4 que aos poucos vem participando de mais atividades da aula, ele sempre vai para a escola usando uma chupeta e leva seu ursinho de pelúcia, com um comportamento tímido está a cada dia mais presente e envolvido com as nossas aulas. O professor Carmelito pediu para que eu explicasse as crianças que a partir desta aula todos os sapatos ficariam do lado de fora da sala para manter a sala limpa! As crianças arrumaram todos os sapatos do lado de fora como eu pedi, bem organizado! Rsrsrs

Beijocas,

Letícia Lopes =)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Relato 03/04/13



5º ano

Quis fazer uma roda mais estreita com as cadeiras mais de perto. Justamente para promover a socialização e a quebra das “panelinhas” (meninos/meninas). A aula já começou um pouco tensa, a professora esperou por um bom tempo o silêncio dos alunos para começar a contação de história. Chegou um momento em que a professora percebeu que estava falando muito alto.
Percebi que os alunos precisavam se movimentar e expressar seus gostos e conhecimentos prévios. Por mais que a história estivesse legal, eles queriam conversar (falar de si próprio), cada um com sua panelinha; eles queriam correr pela sala; liberar geral. Daí imaginei que seria interessante traçar um estratégia para contemplar esses anseios e necessidades dos alunos e “linkar” com a história do boi a ser contada.
Sendo assim cochichei com Nara que os alunos estavam querendo se movimentar e então ela mudou de planos, deixou a história de lado e fez a dinâmica “Yapo” uma canção indígena (versão palavra cantada) que contém movimentos corporais. Rapidamente os alunos relembraram a canção e fizeram os movimentos. Destaco um momento onde eles tiveram que tocar na cabeça do colega ao lado. Isso fez com que os alunos se aproximassem mais um dos outros, quebrando as barreiras e panelinhas, reforçando o sentimento de grupo.

1º ano

Devido a experiência vivenciada na turma anterior, resolvi fazer a dinâmica “Lá vai a bola” adaptada para que todos pronunciarem seus nomes. Essa turma participou mais das as atividades. Ouviram curiosamente a história e cantaram as canções “A barra do dia” e “Clareia a lua”. A professora montou um espécie de curral com as cadeiras, passava ao redor cantando as músicas e aos poucos chamava cada “boi” (por ordem/critério de quem cantasse) um por um. Depois de um passeio pela fazenda os “bois” dormiram.








3º ano

Devido a um problema com a gestão de horários essa turma chegou um pouco depois do que  devia, atropelando a aula do 1º ano. Quando terminou, Nara liberou-os e deu início a aula com o 3ºano.
Na atividade “Lá vai a bola” os alunos gostavam de demorar de passar a bola. Depois dessa atividade, fizemos a “Yapo” em seguida Nara deu continuidade a história que parou no momento em que levaram da Bahia o melhor boi para outros Estados brasileiros, e o primeiro foi Minas Gerais. Cantaram as musicas “Clareia a lua” e “Oh! Que noite tão bonita”.
Nessa turma teve problemas de indisciplina semelhantes aos da primeira turma e a professora Nara citou alguns fatores que causaram isso: alguns alunos são novos na escola e nesse dia metade dessa turma já tinha ido embora e talvez os alunos estivessem sentindo-se injustiçados por isso.
Alguns alunos ao sair da escola, ainda vão para outra instituição estudar, uma espécie de “creche” com reforço escolar para alunos do fundamental I.

P.S: Desde o ano passado tivemos a notícia que a Escola São Domingos Sávio ganhou uma sala específica de música, fruto do musical apresentado. Mas, até o momento tenho presenciado aulas de música em uma das salas que eram usadas o ano passado para música e bem como as disciplinas generalistas. Até esse dia, essa sala, tem uma geladeira, o que faz que outros professores e funcionários tenham acesso a sala a qualquer hora, acontecendo aula ou não. A sala também serve de depósito para livros didáticos, mochila de funcionários, entre outros. Seria essa a sala específica de música?     

Relato 10/04/13

Pessoal,

Nesse dia não pude comparecer a escola por motivos de saúde. Estive com fortes dores musculares e diarréia desde segunda-feira. Agora já me encontro um pouco melhor e hoje pude comparecer ao ensaio da banda do PIBID-MUS.

Forte abraço a todos.

São Domingos 11-04

Hoje observamos as aulas do 1º e 3º ano. As duas aulas começaram com dinâmicas conduzidas pela professora Nara, o que causou rapidamente uma integração. Após isso, retomamos a estória do Boi Bonito e entoamos as canções. Foi interessante perceber que as crianças se lembravam de quase todas as músicas que haviam sido cantadas nas aulas anteriores; este acontecimento facilitou bastante o processo de familiarização com a estória.
Hoje também tivemos a alegria de acolher o bolsista André, conhecido como Sapoti. Ele se integrou rapidamente às turmas e cativou os alunos. Esse também foi meu último dia nesta escola. A partir da próxima semana estarei fazendo observações na Escola Municipal Irmã Sheila e espero ter o mesmo acolhimento que tive na São Domingos.
Abaixo segue fotos das atividades realizadas nesta quarta:



A importância da leitura


         A aula de música na Escola Carmelitana para o 4º ano A, foi basicamente a continuação do tema abordado na aula anterior: ritmo. O professor David escreveu dois textos no quadro, e depois de fazermos uma breve revisão da aula passada, David propôs que fosse feita uma leitura dos textos de aluno por aluno. O desenvolvimento da leitura dos alunos tem sido um assunto tratado com muita atenção nas aulas de música, é necessário que os alunos leiam bem para que possam se desenvolver melhor nos outros conteúdos musicais. A maioria da classe, apesar de conseguir ler, mostrou-se com dificuldades na leitura que não condizem com sua série. A leitura foi feita por todos em conjunto e o professor explicou que, no ato de ler deve-se seguir um determinado ritmo e diferentes entonações. Depois de reler algumas vezes a turma melhorou na interpretação dos textos. Num dos textos a leitura deveria ser feita uma pulsação determinada e no fim de algumas frases todos batiam palmas em colcheias seguindo a pulsação. No fim da aula, escrevemos mais um pequeno texto no quadro com as sílabas separadas. Abaixo de cada sílaba encontrava-se uma figura rítmica, mínima ou semínima, apelidadas de “longa” e “curta”, respectivamente. O texto deveria ser lido de acordo com o ritmo escrito abaixo das sílabas. A turma teve um bom rendimento nessa atividade!
         Na aula do 3º ano A, também demos segmento ao assunto da aula passada: apresentação das notas musicais. Na aula anterior fomos até o mi, então de início fizemos uma revisão. Escrevemos no quadro sequências envolvendo as notas dó, ré e mim e logo abaixo pequenas frases ou palavras que encaixavam melodicamente nas sequências. E a leitura foi mais uma cobrada dos alunos, que de um a um tinham que ler uma frase determinada por nós. Em seguida, acompanhados pelo teclado, todos cantaram as sequências e também as frases melódicas. Num determinado momento da aula o professor David propôs uma avaliação, ele pediu para que o colega Rodrigo Leal tocasse uma sequência e foi perguntando aos alunos quais as notas que estavam sendo tocadas. Foi um momento importante, sobretudo, para o professor avaliar o progresso da turma frente ao conteúdo aplicado. Por fim, com pouco tempo restante, começamos a explicar o Manosolfa e conseguimos passar as notas para os alunos, do dó até o sol.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Aulas do dia 10/04/2013 :-)


No dia 10/04 foram observadas aulas das turmas do primeiro e terceiro anos do Ensino Fundamental I. Particularmente, estas foram as melhores observações na Escola São Domingos Sávio durante este meu período no PIBID-Música.
 Os alunos das duas turmas estavam mais atentos e participativos, o que facilitou o decorrer das atividades, notando poucos casos de dispersão em relação a momentos anteriores. Creio que este fato se deu porque a professora Nara Rúbia iniciou cada aula com uma atividade de movimento corporal, o que deixou os educandos mais integrados. Também senti que Nara fez com que não ficassem apenas estáticos, sentados em suas carteiras, mas sim dinamizou a aula, tanto com momentos onde os educandos estavam sentados ao chão, como também em pé, e se movimentando a partir das canções.
Logo após a atividade inicial, Nara apresentava as turmas algumas músicas que fazem parte do musical “Boi Bonito”. Foi incrível notar que os educandos haviam memorizado a letra e melodias das mesmas, além de terem cantado durante as atividades, e até quando já estavam para irem embora.
Durante a aula do primeiro ano, uma aluna não estava participando muito das brincadeiras. Ela, com um olhar bem doce e bastante tímida, precisava de auxílio em relação aos movimentos de percussão corporal da atividade inicial. Quando notei este fato, não pensei duas vezes e procurei orientá-la dentro do círculo. Consegui que fizesse os movimentos de uma forma um pouco mais coordenada, além de tirar vários sorrisos de seu rosto. Senti também que a partir daquele momento ganhei sua confiança, e ajudei a interagir mais durante a aula.
Já em relação a uma aluna do terceiro ano, notei que ela não queria participar da aula de música, e estava bastante chateada. Pedi que se sentasse, e apenas observasse seus colegas. Após poucos minutos, a aluna estava ao meu lado, dessa vez bastante sorridente e alegre com a brincadeira de percussão corporal. Creio que as atividades com movimento que estavam sendo realizadas foram essenciais para que a aluna se sentisse estimulada a participar, e perceber isso foi muito gratificante.
No termino de cada aula, foi realizado um momento de relaxamento, onde os alunos se deitaram no meio da sala, e puderam descansar após as atividades que envolveram maior quantidade de movimentos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Relatório do dia 9 de Abril de 2013 - Feliz e grato por mais um dia

RELATÓRIO DO DIA 09 DE ABRIL DE 2013

Mingau

Subi  a Ladeira 
Para ver a cozinheira
É sexta-feira que cheirinho de Mingau
Dona Luzia
Mexe a colher de pau

Música usada pelo professor Ednaldo em todas as turmas da Escola Xavier Marques.
O professor utilizou a bola para fazer a pulsação da música e com uma ajuda de um coro magníficos, os estudantes mantinham-se atentos a letras e ao passar da bola.
Outra atividade importante foi a percepção, o professor trabalha a percepção dos alunos numa escala ascendente e descendente usando apenas as cinco notas musicas (DÓ-RÉ-MI-FÁ-SOL) (SOL-FÁ-MI-RÉ-DÓ), o legal disso tudo é que as crianças estão com uma ótima percepção e isso remete-me a lembrar das aulas que acontecem na faculdade com a professora Teca: Prática, simples e legal. Doce vontade de aprender!!!
A interação com o aluno Isael é mais um capítulo a ser destrinchado. Desenvolvimento musical com este aluno esta sendo magnífico e como bolsista sendo auxiliado  pelo supervisor realizo trabalhos magnifico ajudando na prática musical desse aluno.
Tive um contato com a aluna Daniela, que teve paralisia infantil e que participa alegremente das aulas de música.

Fico feliz e grato por mais um dia. Dias que vivo para ensinar e aprender!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

EMOÇÃO, SUPERAÇÃO E O DESPERTAR DE UM FUTURO EDUCADOR COM AJUDAR DE SEUS COLEGAS.

Relatório do dia 26 Março & 02 Abril 
(Terça-feira)

Silêncio. 
O show já vai começar!!!!!!
Pois quando a vida se torna brincadeira, pra ser feliz de Brincar...

     Trecho da musica do Livro Batuque Batuta que o Professor Ednaldo usou em sala de aula da turma 3 e 4.Nos dias 26 de Março e 2 de Abril o professor colocou todas os estudantes para cantarem respeitando o que a letra dizia. O professor aplicou logo o conceito de som e silêncio utilizando a sílaba TÁ. Colocando quadrinhos nos compassos 2/4, 3/4 e 4/4 para que esses alunos cantassem na pulsação correta e soubesse a diferente de som (falando a sílaba TÁ) e o silêncio (pausas e/ou ausência de som).
      O professor utilizou com os alunos uma música chamada PAM-PAM, onomatopeias eficientes para se trabalhar forma e coordenação musical e prática de conjunto. Essa atividade é muito interessante, todos os alunos participam e interagem positivamente com a aula.
      O momento mais interessante desse relato 2 em 1 é no dia 2 de abril conseguimos com muito esforço e competência que o aluno Isael portador da Síndrome de Asperguer, tocasse um instrumento de percussão por vontade própria mais a melhor surpresa foi tocar no andamento e no ritmo correto. 
     Por esse menino possuir autismo, é uma vitória não só para mim enquanto bolsista que esta atuando na sala dessa criança juntamente com o professor Ednaldo. Fico grato pelo fato dos outros bolsistas como José Livera, Walter, Alberto e Paola, contribuíram para que a evolução de Isael na música fosse significante. 
      


Duração e altura



01/04/2013

Hoje o professor David explicou para os alunos o conceito de duração. O professor mostrou a diferença entre som longo e som curto. Seguindo as atividades Davi exemplificou o conceito de som longo e som curto comparando o som que os animais reproduzem.
Dando continuidade a aula, partimos para parte prática utilizando copos, Davi foi ao teclado e eu e Vitor ficamos conduzindo a turma. Dividimos a turma em dois grupos, Vitor ficou tocando com o grupo os sons longos, e a outra metade do grupo ficou fazendo sons curtos comigo.
Após os alunos terem entendido o conteúdo da aula, o professor Davi tocou a música marcha soldado eu e Vitor junto com os alunos fizemos o ritmo que aprendemos na aula.
Terminando esta atividade o professor Davi e eu, escrevemos duas células rítmicas com figuras musicais que representam sons longos e curtos. Em seguida pedimos que os alunos tocassem no tambor e no timbal os sons longos e curtos.
Os alunos tiveram um bom desempenho e foram bem participativos.


No terceiro ano o assunto da aula foi grave e agudo. O professor explicou o conceito de grave e agudo exemplificando estes sons com sons do cotidiano dos alunos. O professor utilizou as expressões som fino e som grosso e pediu que os alunos comparassem a voz da mãe e do pai.
Feito isso o professor utilizou um martelinho sonoro que reproduzia som grave e agudo. Davi tocou o martelinho e pediu para os alunos identificarem os sons de tocados pelo professor classificando o som ouvido como grave ou agudo.
Feito isso o bolsista Vitor fez uma atividade usando a brincadeira “Vivo e Morto”. Quando Vitor tocava o som agudo os alunos tinham que ficar em pé, e quando Vitor tocava um som grave os alunos se abaixavam.
Os alunos gostaram muito desta atividade, através da atividade lúdica Vitor conseguiu contribuir com aula ajudando os alunos a compreenderem o assunto estudado de forma lúdica.
Seguindo a aula David apresentou a turma, as notas musicais Dó, Ré. e o Mi para os alunos perceberem a relação entre cada nota. Para que os alunos compreendessem melhor a relação entre as notas Davi associou cada uma das notas a uma parte do corpo (Dó: joelho. Ré: cintura. Mi: ombro.). Finalizando a aula David foi ao teclado e tocou uma pequena melodia baseada nas notas estudadas.

Musica e Leitura



18/03/2013



A aula de música realizada nas turmas do 4º e 5º ano neste dia foi voltada para o desenvolvimento sondar o desenvolvimento dos alunos em relação à leitura.
O professor Davi utilizou a letra do Hino de Salvador, para trabalhar leitura e interpretação de texto com os alunos com o objetivo de identificar a dificuldade do grupo e relação a leitura.
O professor iniciou a aula com solicitando que cada aluno fizesse a leitura de uma estrofe do hino de Salvador. À medida que os alunos realizavam a leitura o professor tirava as dúvidas dos alunos em relação a palavras que estavam no texto e o grupo não conhecia.
Nesta aula o professor Davi conversou com os alunos sobre o quanto é importante ter uma boa leitura, e saber interpretar o que leu. Esta observação foi feita principalmente para os alunos do 5º ano, tendo em vista que eles estão no ultimo ano de estudo na escola.
Seguindo as atividades, o professor Davi colocou o cd para tocar o hino da cidade de Salvador, e pediu que os alunos cantassem o hino junto com o cd.
Os alunos tiveram um bom desempenho em relação a leitura.
É importante que nós enquanto educadores de qualquer disciplina, estejamos preocupados com os nossos alunos em relação a leitura e interpretação de texto, pois estes dois aspectos são elementos fundamentais para toda vida.
 




sexta-feira, 5 de abril de 2013

Duração e altura


Na turma do quarto ano quando cheguei na sala (me atrasei um pouco por conta da chuva que deixou o transito complicado na região) o professor David estava explicando o conceito de duração. Ela abordou o assunto, tratando o som de duas maneiras: som longo e som curto. Em seguida, demos alguns exemplos para que o entendimento da turma fosse mais completo, citamos alguns sons da natureza e de animais para que a diferença ficasse mais nítida para as crianças, então partimos para parte prática. Clavas foram distribuídas para turma e criamos algumas sequências rítmicas, explorando o conceito trabalhado, para que a turma repetisse na mesma pulsação. Adiante, seguindo uma sugestão do colega Rodrigo Leal, dividimos a classe em dois grupos criando duas sequências rítmicas, uma com notas curtas e a outra com notas longas. Enquanto cada grupo tocava sua sequência o David acompanhou no teclado tocando “Marcha soldado” e todos cantaram (na realidade, apenas alguns conseguiram, de fato, cantar e tocar). No momento final da aula, David escreveu no quadro duas sequências rítmicas utilizando mínimas e semínimas, ele não deu nome às figuras apenas apresentou à turma como longa (mínima) e curta (semínima) e explicou como aquilo deveria ser executado. Posicionamos um timbáu e um atabaque no centro da sala e, de um a um, os alunos foram sendo chamados para tocar nos instrumentos o que estava escrito no quadro. De maneira geral a turma de saiu muito bem na atividade, o resultados acabou sendo bastante satisfatório.
Na turma do terceiro ano o assunto foi altura. O conceito de grave e agudo foi passado e, mais uma vez, através de exemplos de sons que são referências do cotidiano, as crianças conseguiram entender mais facilmente. David usou as expressões som fino e som grosso. Utilizando um martelinho sonoro (quando batia de um lado o martelo fazia um som mais grave, do outro, um som mais agudo) o professor forçou os alunos a perceberem a diferença entre os sons. Com o intuito de ajudar as crianças na compreensão do tema, eu propus um jogo musical envolvendo o assunto (prática resultante das pesquisas que venho fazendo para o cumprimento do meu plano de trabalho). O jogo foi bem simples, na verdade uma adaptação da brincadeira Morto-Vivo (o condutor fica a frente e quando ele diz “morto” todos devem se abaixar, quando ele diz “vivo” todos levantam. Vai saindo quem errar ou fizer menção ao erro. Ganha o que ficar por último.). Com todos de pé no centro da sala, me posicionei no teclado, escolhi duas notas em oitavas extremas e expliquei a brincadeira para eles, quando eu tocasse a nota “fina” todos ficavam de pé e quando tocasse a nota “grossa“ todos deviam se abaixar. O jogo se mostrou bastante funcional, além do divertimento fez com que a turma se dedicasse ainda mais pra entender o assunto. Seguindo com a aula David começou a apresentar à turma as notas musicais. Ele trabalhou de inicio o Dó, o Ré e o Mi e, para que os alunos percebessem melhor a diferença de altura ele associou cada uma dessas notas a uma parte do corpo (Dó: joelho. Ré: cintura. Mi: ombro.). Para finalizar David foi ao teclado e criou sequências melódicas utilizando essas notas, depois que ele tocava a classe repetia cantando e colocando a mão na parte do corpo relacionada a nota musical.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Voltado com gás. 04/04


Nas últimas duas semanas não tivemos aula na escola Santa Bárbara.Na penúltima semana houve reunião de pais, onde eu e Helder participamos, foi bem proveitoso,pois,tivemos o primeiro contato com os pais e aprendemos os pontos que são discutidos. Hoje 04/04 retornamos com força total, e na aula de hoje foi trabalhado o lado cognitivo dos alunos. Maurício apresentou algumas palavras complicadas como "CRAYON" aos alunos, a idéia é trabalhar dicção,cognição,assim, foi proposto a turma que cada um aluno repetiria uma palavra da canção do palavra cantada,no inicio as crianças falaram um pouco embolado,mas no decorrer do processo eles disseram de forma correta, ao final, Maurício colocou a música e no tempo da canção cada criança conseguiu realizar o procedimento solicitado.
No fundamental Cinco foi trabalhado ritmo com as clavas e dicção com as palavras, foi continuado o trabalho Começou a aula com um circulo fazendo a apresentação dos educandos cantando a musica "O meu nome é... e o seu com é que é?" E quase todos participaram, algumas crianças ainda apresentam algumas resistências para cantar a musica,mas a turma ajuda e a aula flui tranquilamente.
No 4° ano foi trabalhado o lado da percepção, notamos que na turma houve um bom amadurecimento, os alunos conseguem identificar os sons graves e agudos, eles fizeram uma relação para identificar a altura, um dos alunos explicou da seguinte forma tentando ajudar um coleguinha: "Quando faz boom é grosso e quando faz Biim é fino. O mesmo explicou o procedimento imitando o som.

Obs: Ao sair da escola, uma mãe procurou Maurício, uma senhora já com uma idade avançada e com dificuldades no caminhar. Explicou o motivo de não está indo as aulas do noturno, o motivo eu confesso que me deixou chocado,fiquei pensativo, refletindo nos laços afetivos que unem professor e educando. Conclui que se o professor não for forte o suficiente para lidar com determinadas situações ficara realmente complicado o trabalho, acredito ,também,agora mais do que nunca, que todo professor que se doa ao trabalho verdadeiramente é a esperança da comunidade, pois nele se vê o futuro dos seus filhos que estão a margem dos perigos que os cercam.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Atabaque e mais capoeira!

As observações dessa semana na escola Irmã Scheilla foram bem dinâmicas. O professor Carmelito seguiu seu plano de aula, executando algumas canções, e relembrando outras. Ele também começou a falar sobre a Arca de Noé (Vinícius de Moraes) que trabalharemos durante alguns meses. 
Seguindo a sequência do trabalho com a capoeira, o bolsista Sapoti levou um atabaque e as crianças fizeram a célula da capoeira, enquanto ele tocava o instrumento, logo após nós dançamos e sambamos numa brincadeira de roda, cantando Sambalelê, com o ritmo feito no pandeiro, na meia-lua (que o bolsista Felipe levou e apresentou aos alunos) e no atabaque. Os alunos tinham que entrar na roda e sambar. Isso foi engraçado, pois enquanto alguns morriam de vergonha, outros eram totalmente o oposto.
Depois as crianças podiam tocar também nos instrumentos levados.
Após essa dinâmica, o bolsista Felipe se despediu das turmas, pois foi sua última observação.


Essa semana não houve o relaxamento. 

Temos apenas um caso intrigante em uma das turmas. Uma menina que no início das aula não sabíamos se era menina ou menino, pois ela não expressava nenhuma feminilidade em seu jeito e em sua forma de vestir para ir para escola, porque não usava nenhum adereço feminino, seu cabelo é curto, mas acreditávamos que era menina por causa do seu nome. Nessa semana ela apareceu de brinco, e percebemos uma diferença no seu comportamento, está mais afetiva. Ainda estamos tentando identificar o que faz com que ela não expresse essa feminilidade. Mas já percebemos uma singular mudança. 

Peço perdão por não ter postado o relato da semana passada, terminei esquecendo com tantas atividades, mas estava na escola.

Abraços, 
Lorena Oliveira