sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Queremos cantar e dançar assim Pró!!!!!

Relato da aula na escola Carmelitana dia 14/08/13


Cheguei á escola um pouco ansiosa para testar o CD que eu tinha gravado com vários corais infantis cantando Siyahamba e outras canções africanas para a sessão cinema que eu tinha pensado para a turma. Por sorte quando eu cheguei, Laécio (professor do mais educação) tinha montado na biblioteca toda a estrutura que eu precisaria, logo ele me cedeu a sala para que o cinema para minhas turmas acontecesse como eu tinha planejado.  Encontrei com o bolsista Flávio que vai ficar comigo ás quartas-feiras, passei para ele o plano de aula (o professor David não iria participar da aula, pois estava na banca do bolsista Rodrigo Leal) e fomos para a sala de aula. Para minha surpresa, as duas turmas estavam juntas porque a professora do segundo ano B faltou. Claro que a sala de aula parecia ter uma divisão no meio onde para um lado tinha a turma A e do outro lado a turma B. Pedi à professora que arrumasse a sala para que eu pudesse iniciar a aula. Com a sala pronta, eu e o bolsista Flávio montamos o teclado para a aula.  Iniciei a aula cantando com a turma a canção “Bom dia” onde cada um fala seu nome para que Flávio pudesse conhecê-los e turma pudesse conhecer Flávio. Ao término dessa atividade, falei com a turma sobre a nossa sessão de cinema, todos ficaram empolgados. Em seguida cantamos a canção " Ô abre a roda tindolelê" onde trabalhamos com locomoção, pulsação e intensidade. Como na aula passada fizemos uma atividade com as notas musicais, nessa aula eu mantive as atividades com as notas. A turma cantava as notas enquanto Flávio mostrava um cartão com o nome dessa nota. Em seguida todos cantaram a música “Do estava na janela” utilizando o manossolfa, logo eles cantavam, liam o nome das notas e faziam gestos que representavam essas notas. Para finalizar a primeira parte da aula passamos a canção siyahamba a pedido dos próprios alunos e eles nem imaginavam que os vídeos que eles assistiriam eram de corais infantis cantando essa canção. Passamos a formação de palco e a canção e em seguida nos organizamos para a sessão mais esperada. Ao longo da aula decidi que alguns alunos não participariam do cinema, pois já tinha conversado com eles desde a aula sobre as brigas recorrente com os colegas. Chegamos à biblioteca e logo as crianças foram se organizando no tatame, todos curiosos para saber o que iriam assistir. Apaguei as luzes e soltei o vídeo e só via as carinhas impressionadas com o que estavam vendo. Depois passei a ouvir a maioria cantando a música bem baixinho junto com o vídeo. Terminado o primeiro vídeo,um aluno disse num tom de voz entusiasmado: queremos cantar e dançar assim pró!!! Tivemos um bate-papo sobre o que acharam, foi muito legal ver que eles identificaram várias coisas como: duas vozes, solista e a coreografia. Antes do segundo vídeo, dei a cada aluno um pacote de pipoca e balinhas, e foi só festa.   O segundo vídeo era de um coral mais tradicional, eles não dançavam e tinha umas quatro crianças que tocavam instrumentos de percussão. Quando o vídeo terminou a turma fez os comentários sobre os instrumentos e disseram que preferiam o primeiro vídeo porque além de cantar as crianças dançavam. O terceiro vídeo é de uma canção que vai fazer parte do repertório nesse próximo semestre, uma canção também africana e bem dançante. Entre um vídeo e outro eu pedia mais atenção, só que nesse ultimo foi impossível, a musica mexeu tanto com eles que quando percebi a turma inteira estava dançando e cantando e eu não podia e nem devia podar a turma. Foi muito bacana ver que eles gostaram da próxima canção que irão cantar e inclusive já tem até um solista que se levantou e me mostrou que sabia dançar e cantar. Nessa aula eu chamei poucas vezes a atenção de alguns e me surpreendi com as duas turmas juntas assistindo aos vídeos. Fiquei sabendo pela turma e pelo professor David que na sexta-feira a escola fez uma gincana em comemoração ao dia do estudante e essa turma ganhou uma das competições cantando Siyahamba, até as professoras estavam comentando que gostaram da música e da apresentação dos alunos.

13 de Agosto

Olá queridos, 
Nesta aula nós fizemos uma roda de folclore com a junção de alguns grupos no pátio da escola. Também tivemos a presença de um capoeiristas que falou um pouco para as crianças sobre os instrumentos utilizados nesta prática e demostrou como se joga capoeira. Apesar da grande quantidade de crianças e da pouca participação das auxiliares e professoras, nossa tarde foi linda e muito musical!
Beijocas,
Letícia =)

08 de agosto

Olá queridos,
Neste encontro foi o dia das homenagens e brincadeiras para os papais da escola. Os alunos acompanhados pelos seus pais jogaram bingo e se divertiram muito nesta tarde. 
Beijocas,
Letícia =D

Opereta do Boi Bumbá




Manhã de quarta. Nem sol, nem cinza – sem chuva. O cavaco na mochila, a mochila num dos ombros; o contrabaixo, em contraponto, no ombro oposto, fazia o equilíbrio de não deixar a coluna muito desconjuntada; cheguei na escola atrasado. A escola – entre barro e mata, rente a zoológico de bicho e gente: pura calmaria de formigueiro: gente pra cá, gente pra lá, mas com alma de gafanhoto: tudo focado em música. Encontro amigos e amigas, vários deles e delas: os parceiros, cumpadres de caminhada; e os novos: as crianças, professoras, empregados da casa. Vai atabaque, vai surdão, pandeiro e caxixi de um lado pro outro; buscam a sala mais certa. “Essa não, não tem tomada; pode aquela?”, e vamos nós. Pluga cabo, liga caixa, passo o baixo, afino o cavaco. Cá, Sapoti, Joabe, Fábio e um bando de alunos com baquetas nas mãos tão comigo; lá, noutra sala, Nara, Shawan, Eduardo, Raphael e outro sem número de alunos e suas vozes e suas manhas.

E Nara fala alto, puxa um, chama atenção do outro – é preciso ensaiar, deixar o boi bonito, nos conformes; mas ela canta também, e os pequenos com ela, abrem a voz, raiam a barra do dia. E Nara se veste de Catirina; e Catirina quer comer língua de boi – está grávida: ou come ou filho nasce com cara de boi. Eduardo se veste de Brandão, seu marido; Brandão na encruzilhada: é preciso atender ao desejo da grávida.

Cá, nossa sala, ouvimos os tambores dos meninos. Tocam bem, tocam alto. “Calma, calma”, pede Fábio. Dá sermão, pede atenção. Um olha, des-olha, ouve, des-ouve. Sapoti propõe a regra: “quem não souber beber silêncio sai da roda”. E os batuques vão virando música, pouco a pouco. Joabe no violão, eu e meu cavaco, Fábio toca o baixo; Sapoti é o regente: chama uma, duas, três canções. E a música acontecendo, brotando das mãos dos meninos.

“Ê, que vaqueiro malvado!” Lá, Brandão mata o boi pra satisfazer o desejo da mulher. A história se complica: o fazendeiro, vulgo Raphael, não gosta de ver seu boi morto. O novelo da estória vai se desenrolando: algumas crianças o seguem com os olhos; outras a cantam. Mas tem quem nem canta, nem segue. Por quê? “Ah, tio, a barriga ronca!” “Já já a gente a alimenta, calma.” Chama atenção daqui, chama atenção de lá; “vamos, a estória precisa acontecer!”

Cá, passa uma, passa outra – “falta qual?”. É preciso correr, logo, logo cá e lá se juntarão: os personagens e as vozes e os tambores e as cordas deverão somar-se, tornar-se um. “Faltam 10 minutos!”, avisa Sapoti. “Ei, Marquinho, tu tá demais!”,  exclama Joabe. O menino toca, olha o chão – seus ouvidos parecem tapados com algodão (se fosse com nuvens, quiçá, o garoto era mais sorriso). Ranzinza, quer tocar, e o mais alto que puder – talvez quisesse ser ouvido até pelos animais do zoológico próximo! – e toca: toca o que ninguém entende e aquela é sua voz – rouca, ruidosa; e fala com ela, ferozmente, inteligivelmente; ninguém entende. Fábio conversa, eu converso; Marquinho, mais se cala, e sorri de quando em quando – a revolta fica meio opaca. “Toda vez que tua mão bater fora do tempo, tu leva cosquinha”, digo; ele ri. Joabe, já com o ouvido colado no violão nos dá as harmonias: “é em dó maior!” 1, 2, 3 e... Sapoti comanda, a música soa. “Pronto, próxima!” Mas acabou o tempo: é hora de ir ter com o tal do boi.

Lá e cá enfim se juntarão; amplificadores, caixa, pandeiros, tambores, agogô, violão, baixo e cavaquinho nos braços – vamos pra outra sala. Ajeita aqui, ajeita acolá – “pode começar?”. Menino pede cavaquinho, menino pede baixo, menino levanta. “Calma, calma, senta lá”  - “pode começar?”. E vem professora: fala com um, fala mais alto, grita com outro. São quantas? 30, 40, 50 crianças? “Vai começar!”

E começa: o ensaio se abre: primeira cena. Entra a música: meninos e meninas cantam, percussão soa. Shawan documenta tudo: eu no cavaco, Fábio botando o baixo, Joabe e o violão; Sapoti ajudando na narração e guiando os tambores, Raphael sendo o fazendeiro, Eduardo, de Brandão, matando o boi e dando a mulher, Catirina, que quem veste é Nara; as crianças todas, tocando, cantando, umas emburradas – tinha até uma com a fantasia da burrinha, mas essa sorrindo –, outras atentas – todos nós desenrolando o novelo da estória daquele boi (de que um menino meio tímido se disfarçava). Brandão, Catirina, a língua do boi, o patrão danado, o veterinário atestando a morte do boi, a aparição da índia, o feitiço vindo, o boi levantando: é festa! As professoras do lado de fora e de dentro, olhos atentos, observam as crianças. Nara agradece – “mas podia ter sido melhor”, diz, olhando pros meninos mais danados. Inverto a fala: "podia ser melhor, mas foi muito bom"!

Aconteceu: é fim da manhã. Nem sol, nem cinza – sem chuva. “Como vocês conseguiram?”, pergunta a diretora. Quem sabe? De vez em quando a escola não é lugar onde feitiço acontece? Então, vai ver foi a índia da estória...


Livera.

(P.S.: Quem se atreveu a prolongar o conto ainda pôde encher o bucho; salada, frango e um arroz que, como bem atestou a cozinheira que o fez – humilde, mas sem papas na língua – tava “divino”. E tava mesmo.)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Apreciando a música

Na aula do dia 15/08/2013 começou com o bolsista Rodrigo Leal fazendo atividade de apreciação,ele começou com a música "Canção da América". Após isso passou um questionário para os alunos responderem sobre o que sentiam ao ouvir a canção e de identificação de algumas palavras na música.
Após isso, o esquadrão verde entrou na sala e ministrou oficina de reaproveitamento de material que iria naturalmente para o lixo, ele usou garrafa pet, cano, tubo e outros. O processo foi muito bacana e ele presenteou alguns professores e todos os alunos que estavam na sala com um livro.

Comemorando o dia dos pais

No dia 08/07/2013 comemoramos os dias dos pais. Tivemos aula até as 10:00 da manhã e depois fizemos uma festa de integração em forma de bingo. Foram sorteados vários brindes para os pais que estavam presentes. As crianças ficaram ao lado dos seus pais que se divertiam. Ao final,houve uma confraternização e depois todos foram para as suas casas.

Na loja do mestre André


Na aula do dia 25/07/2013 o professor Rodrigo Leal ensinou para o terceiro ano a música “Foi na loja do mestre André”. Para facilitar a memorização da canção o bolsita Rodrigo de Deus desenhou no quadro os instrumentos que apareciam na canção.Na aula,Rodrigo foi responsável por ensinar a música para a turma enquanto Helder acompanhava tocando violão. O professor Mauricio assumiu o grupo depois e conversou com a turma, pois, era o primeiro encontro dos alunos com o professor após o período de férias.


RELATORIO DE AULAS – ESCOLA CARMELITANA DO MENINO JESUS
DATA: 12/08/2013
POLIRRITMIA

·         Objetivo da aula: Compreender e entender a polirritmia.


A aula de hoje iniciou com uma apreciação musical. A professora Sindara (Pibid) tocou algumas musicas no violão. O professor David deu orientações aos alunos de como se comportarem ao ouvirem musicas em shows e apresentações, explicando que deveriam ficar bem quietos e prestar bastante atenção. Todos ficaram bem quietos e no final aplaudiram. Depois o professor David colocou no quadro a parte rítmica da musica ‘Soldadinho’ para o tambor, clava, triangulo e pratos. Todos copiaram, e houve uma melhoria na escrita das figuras, pois, nas aulas anteriores grande parte dos alunos tinha dificuldade de tirar do quadro, necessitando de muita orientação. Um dos alunos, na apreciação se mostrou indisposto a assistir a aula, mas, na hora de fazer a atividade, terminou primeiro que os outros e realizou a tarefa com bastante dedicação. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Está chegando a hora... Levanta poeira que o Boi Bonito vai chegar...

Nesta quarta-feira, 14/08, ocorreu o ensaio geral para a apresentação do musical “Boi Bonito” na Escola Municipal São Domingos Sávio. Os alunos do turno matutino se juntaram a alguns educandos do vespertino, e, além disso, tivemos a presença de novos bolsistas do PIBID-Música, somando o total de oito professores da área presentes na escola, fato que foi ressaltado diversas vezes pela supervisora Nara Rúbia para que os discentes se sentissem privilegiados com aquele momento.
Para o início dos ensaios, alguns bolsistas foram para uma sala separada praticar as canções do musical com a banda percussiva formada por alunos da escola. Em outro local, fiquei juntamente com a supervisora Nara e mais uma parte dos colegas bolsistas fazendo a passagem das letras das músicas com as crianças. Após certo tempo juntamos os dois grupos e demos início a um ensaio mais amplo, dessa vez com narração, diálogos e toda parte interpretativa. Em linhas gerais o ensaio foi produtivo, sendo que em alguns momentos ocorria algum tipo de dispersão dos educandos, atrapalhando um pouco a continuação.
Com a presença de novos bolsistas, as crianças puderam conhecer alguns instrumentos, além de manipulá-los, como por exemplo: o violoncelo, o contrabaixo, violino, cavaquinho, entre outros. Alegrou-me visualizar a banda percussiva bem entrosada, com os alunos bastante felizes tocando. Confesso que naquele momento imaginei vários educandos como futuros profissionais na área musical.




segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mudança de estratégia

Hoje, quando iniciamos mais um dia de aulas aqui na Escola Irmã Scheilla, o professor Carmelito me surpreendeu começando a aula pelo momento de relaxamento. Logo percebi que era uma tentativa de manter as crianças calmas durante a aula.
O mau comportamento dos alunos do grupo 5 C e D vespertinos vem sendo um complicador no andamento das atividades aplicadas. Por muitas vezes, Carmelito precisa parar a canção para chamar a atenção e por algumas vezes se vê na obrigação de tirar alunos da sala – decisão essa necessária, mas que desagrada muito o professor.

Então assim iniciamos os trabalhos. O professor pediu que todos ficassem deitados ou sentados e colocou uma historinha para que eles ouvissem. Na primeira turma, o barulho estava muito grande. Por diversas vezes a história teve de ser interrompida para que as crianças fossem chamadas repreendidas.  Até que a atividade foi cancelada. Na segunda turma foi um pouco diferente. Mesmo com alguns momentos de agitação, os alunos permaneceram a maior parte do tempo quietas prestando atenção na história que ouviam.  Isto já era de se esperar, pois a segunda turma sempre apresentar um comportamento um pouco melhor, mas as duas precisam melhor messe quesito. 

domingo, 11 de agosto de 2013

Dia difícil!!!

Aula do dia 07/08/2013 na Escola Carmelitana


         Cheguei á escola carmelitana mais cedo para conversar com o professor David sobre a turma (ele estava sem voz). Falamos sobre planejamento das aulas, da apresentação que será realizada na escola e sobre o comportamento das duas turmas. Já relatei anteriormente sobre o desafio que está sendo trabalhar com as duas turmas juntas. Existe uma antipatia entre as turmas e isso tem me levado a refletir o que acontece nas aulas de música. Fui para a sala de aula do segundo ano A com os instrumentos e demais materiais para ser usado na aula, enquanto esperava o professor David chegar com a turma do segundo B, ensinei para a turma A, a canção “Bom dia” e assim que o professor David chegou, a turma cantou a canção para receber o segundo ano B. houve muita resistência por parte da maioria dos alunos e a turma B entrou na sala meio que forçados. Bom, iniciei a aula falando do estado de saúde do professor David e pedi que eles colaborassem com atenção e participação na aula. No momento do acolhimento cantamos a canção “Ô abre a roda tindolelê”, essa canção tem me ajudado na formação da roda que é sempre um problema. Ainda na roda, cantamos a canção “Olá ta tudo bem? Nessa atividade os alunos devem cantar fazendo um jogo de mãos com o colega ao lado e a cada recomeço da musica eles devem trocar de colega. Alguns alunos na troca de colegas, não queriam fazer a atividade com os alunos da turma B, mas o resultado foi melhor do que a aula anterior onde eles só procuravam aquele colega que tinha mais afinidade. Entre uma atividade e outra o professor David precisou pedir atenção á turma. senti que eles estavam muito agitados, logo, o professor pediu a todos que sentassem no chão para escutar uma canção. Ele tocou uma música e pediu que os alunos fechassem os olhos para diminuir a  agitação das crianças. Todos estavam sentados na roda quando iniciei a atividade conhecendo as notas musicais. O professor David ficou com os cartões com os nomes das notas, e a cada nota que eu tocava no teclado, ele mostrava o cartão com o nome dessa nota, logo depois cantamos as notas. David mostrou para eles um manossolfa para cantar as notas. Depois que todos aprenderam eu ensinei a canção “ Dó estava na  janela” para que a turma cantasse realizando os movimentos do manossolfa. Novamente o professor pediu para que a turma se comportasse pois, estava muito difícil continuar a aula. Iniciei a atividade rítmica, cantado com as crianças a canção “Com o meu martelo”, onde eu passa por cada um batendo um ritmo na mão deles com o meu martelo e eles tinha que bater na minha mão o mesmo ritmo. Alguns começaram a observar se o colega estava batendo o ritmo certo na minha mão, eles diziam quando o ritmo estava errado e isso gerou desconforto para algumas crianças e nesse momento como a turma estava agitava  e alguns até batendo nos colegas, o professor David precisou (mesmo com dificuldades para falar por conta da rouquidão)  interromper a aula para uma séria conversa com a turma. Está muito sendo difícil realizar tudo o que planejo para as aulas devido a esses problemas. Sempre temos que parar as atividades para conversar com eles e nisso se vai o horário. Inclusive tive que modificar o final da aula pois não tínhamos mais tempo. Para finalizar passei com cada aluno a canção indígena para ver quem estava com dificuldades na pronuncia e fiz as correções. 

sábado, 10 de agosto de 2013

2º Ensaio do Boi Bonito!

Na quarta-feira, 31/07/13, na escola São Domingos Sávio, realizou-se o segundo ensaio geral para a apresentação do musical "Boi Bonito". Estiveram presentes a supervisora Nara e os bolsistas Raphael e Eduardo.
Todas as cinco turmas foram reunidas na mesma sala para dar início ao ensaio. Nesse dia os alunos estavam mais inquietos do que na semana anterior. Foi realmente complicado manter a ordem e o silêncio. Quando finalmente a professora começava a narrar a história, acontecia uma interrupção...
Embora tenha sido mais difícil o trabalho dessa semana, pudemos ensaiar todos os momentos do musical. Isso nos deixou contentes, apesar do desgaste das vozes e dos esforços para manter a atenção dos pequenos. Ao final, sentimos que valeu a pena!
Abaixo, alguns dos momentos do ensaio, registrados pelo bolsista Raphael Henrique:




quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Tarde de aprendizados e reflexões...

Na quarta-feira, 07/08, aconteceria o terceiro ensaio para a apresentação do musical “Boi Bonito” no período vespertino. Cheguei cedo a Escola Municipal São Domingos Sávio para praticar às falas do meu personagem, e também esperar pelos colegas bolsistas, além da professora supervisora Nara.
Durante este momento refleti sobre um acontecimento onde presenciei alunos e pais do lado de fora da escola, esperando o horário exato para poderem entrar na instituição. Muitos estavam em meio ao sol quente da tarde, e ouvi até uma das professoras pedir para que saíssem daquele local e procurassem um com sombra. Pensei se aquela situação era realmente necessária, e o porquê de não deixar os alunos entrarem, para ao menos ficarem no pátio a espera da ida dos professores até as salas. Relembrei o tempo que estudei em escolas do ensino básico, tanto em uma particular e outra pública, onde também tinha sempre de esperar um horário exato para poder entrar nos prédios. Penso que a escola é um ambiente de acolhimento, e esta situação é contrária a acolher os educandos. Digo isso porque é necessário levar em consideração algumas questões, como por exemplo, a segurança dos alunos em meio a uma sociedade cada vez mais violenta, e a própria saúde deles, por causa da exposição ao sol. Analiso isso também com um caráter mais "universal", onde tal fato é visto na grande maioria das escolas atualmente, e não somente na que atuo como bolsista do PIBID-Música.
Já com relação ao ensaio, praticamente não ocorreu. Como cheguei mais cedo, fiquei sabendo da diretora que Nara não viria. Por um momento me senti confuso, mas após a chegada do colega Diego, tive a notícia de que Nara havia lhe enviado uma mensagem, pedindo que fizéssemos o ensaio com os alunos, fato que eu já tinha em mente, para literalmente não dar uma “viajem-de-balde”.
Logo após o bolsista Eduardo chegar, traçamos um planejamento em cerca de dois minutos, e fui até as turmas pedir que os professores trouxessem os alunos até a sala de Artes. Optamos inicialmente em fazer somente a passagem das canções que fazem parte do repertório do musical “Boi Bonito”, as narrações, e alguns diálogos, mas, com a impossibilidade devido à dificuldade no controle dos discentes, ensaiamos somente as músicas.
Mesmo com três bolsistas na mesma sala, os educandos não paravam quietos. Quando pensávamos que tínhamos o controle, surgia uma situação, que desencadeava outras situações, e nisto, o foco era novamente perdido. Em meio a tudo isso, Diego tocou algumas vezes no trombone a melodia da canção “Show das poderosas”, da cantora Anita. Os alunos ficavam paralisados e em seguida cantavam todos juntos aquela música, mas assim que parava e tentávamos dialogar com os alunos, a dispersão tomava seu espaço novamente.
Tivemos uma nova experiência, pois nunca ficamos sozinhos com todas as turmas juntas sem a presença da professora Nara. Creio que se lecionássemos uma aula em cada turma separadamente, como já fizemos antes, o fator do controle de classe teria tido mais sucesso, sendo que cada uma contaria com cerca de 15 a 20 educandos, e no ensaio, tivemos cerca de 70 em uma única sala.

Ensaios



Na observação dessa quarta-feira, apenas aconteceu o ensaio do musical com grande parte dos estudantes da escola do turno matutino. O ensaio começou sob a orientação dos bolsistas e encerrando-se com a supervisora.

Nos últimos encontros basicamente aconteceram, também, ensaio e a seleção de alguns discentes para fazerem parte da banda que irão se apresentar, juntamente, com o musical. O critério de seleção foi comportamento e desenvoltura instrumental percussiva, tendo maior peso o comportamento.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Ligados na tomada!!!

Nas aulas de hoje o professor Carmelito seguiu seu plano de aula de uma forma simples, com a 1ª turma de Grupo 5, a 2ª... Mas quando chegou nos grupos 4 tivemos alguns probleminhas com o mal comportamento das crianças. Na 2ª turma de 04 os meninos estavam totalmente agitados, e não obedeciam o professor de jeito nenhum. Um teve que sair da sala, e no meio de uma atividade o professou parou de executá-la e pulou para o relaxamento, que acalmou um pouco os ânimos.
Porém uma coisa me chamou a atenção. Uma aluna do 1º grupo 04 que não fala desde que eu entrei na escola (em agosto de 2012), que é muito tímida e já chorou algumas vezes na aula entrou hoje na sala falando, brincando, e permaneceu toda a aula assim. Foi uma surpresa nas atividades de integração, quando tínhamos que abraçar, beijar, e ela fez tudo isso sem vergonha, sem timidez. 
Algumas coisas são inexplicáveis. Talvez na aula que vem ela esteja com vergonha de novo, quem vai saber? Mas hoje foi um dia excepcional. 

P.S.: Hoje as crianças resolveram "viver" as canções: O Vento (Vinícius de Moraes) -Soltaram um pum- e Eu vi um sapo -um aluno ficou de cueca-. rsrs

VÍDEO SOBRE FANFARRA 29.07.2013

Nesta aula os alunos assistiram a um vídeo sobre funcionamento da fanfarra. No vídeo mostrava o ensaio, as partes de cada instrumento separado e depois do conjunto.  Gostei muito da linguagem utilizada no vídeo porque era bastante clara e adequada para a faixa etária também. A duas turmas ficaram atentas. Depois do vídeo o professor David queria ouvir a opinião deles e saber se entendiam qual o paralelo do trabalho da fanfarra com o trabalho de banda rítmica que realizavam semanalmente. No início da segunda aula o professor teve uma conversa séria com a turma sobre comportamento e pela primeira vez o professor David conversar bem firme e alto com uma aluna. Ela estava desrespeitando o professor. O professor ficou triste porque os alunos não souberam expressar bem o que entenderam do vídeo.  Alguns falaram e participaram mas os outros ficaram um pouco tímidos ou apáticos.

SEGUNDO ENSAIO 22.07

O professor David passou uma atividade teórica para reforçar os conteúdos antes trabalhados. Dessa vez ao invés dos alunos copiarem a atividade no quadro ele já levou a atividade xerocada. Uma cópia para cada. Isso foi legal pois o tempo é melhor aproveitado. Mas também é importante que as crianças copiem música no quadro pois aprendem a grafia musical e organização e cuidado com o caderno de música. A atividade foi simples mas alguns que faltavam a aula de músia tiveram mais dificuldade. Depois tivemos a continuidade do ensaio. Observei alguns meninos que assim que receberam a partitura começaram a solfejar e batucar na mesa e no atabaque. Estão bastante motivados.

BANDINHA RÍTMICA 15. 07

Nesta aula o professor David trouxe  a música “Sapo Jururu” para trabalhar bandinha rítmica. Ele trouxe ele trouxe o acompanhamento rítimico escrito em folhas de ofício. Uma para cada grupo. Eu e Rafael ajudamos as crianças com a leitura. As crianças ficaram bastante motivadas. Primeiro fizemos estudamos a partitura, cada um com o seu grupo,  depois cada grupo apresentou e como num ensaio de orquestra fomos juntando aos poucos até que todo grupo tocasse junto. O professor também ensinou a canção e fez o acompanhamento com o teclado. Já me sinto mais próxima dos alunos. Eles já estão familiarizados comigo e com Rafael. Sempre que tinham dúvidas pediam nossa ajuda. No fim da aula o professor anotou no verso de cada partitura os nomes dos membros do naipe para que na aula seguinte fosse mantido o mesmo grupo.

domingo, 4 de agosto de 2013

Escola Xavier Marques a melhor do mundo!!!! -> Relatório do dia 30 de Julho de 2013

 A Escola Xavier Marques é a melhor do Mundo.


   Essa minha postagem será especialmente sobre a Educação Especial, pelo fato de observar alguns comportamentos do aluno portador do Autismo e a atenção dada a essa aluno integrando com os outros.
     Na aula do Professor Ednaldo venho seguindo fielmente o meu plano de trabalho que tem como o tema Educação Especial focando no Autismo. Além do professor integrar todo a turma com atividades e brincadeiras, o aluno Isael vem estranhando-nos pelo fato de ficar 4 semanas sem a nossa presença, devido os problemas que a rede municipal vem enfrentando.
     Percebi que ao tocar nesse aluno, torna-se uma batalha. Eu como futuro educador chego a não aceitar o autismo, não consigo as vezes aceitar o porque desse aluno possuir este conjunto de síndromes chamado TGD (Transtorno Global do Desenvolvimento). Chego a imaginar que esta criança esta aprisionada em um mundo repleto de invasores que não permitem estabelecer uma comunicação com outros universos presentes.
      Mas, esse aluno tem comportamentos estranhos e o que pude perceber é que sua hiperatividade e condutas motoras repetitivas poderia ser uma base para uma possível solução ou maneira de inserir essa criança na contexto musical, ou seja, aprendizagem. Nós inserimos, nós, interagimos, mas nunca parei para refletir como poderia ensinar essa criança.
      Seus movimentos repetitivos foi uma base para minha pesquisa e desenvolvimentos de métodos que posso dizer que são norteadores. 
      Ao ver o professor Ednaldo pular que nem ele, percebi que essa criança ficava focada, sua atenção era presa e isso me fascinava, pois uma aula de 45 minutos 10 minutos sua atenção era presa pelo professor. Tentei isso na aula também, girei que nem ele e comecei a fazer movimentos repetitivos com as suas mãos. O resultado foi magnifico pelo fato do professor esta fazendo atividades com a turma e ele de um certo modo participar. 
      Será muito bom que lá na frente esse aluno possa algum dia quebrar a barreira desse mundo, dessa síndrome malévola que se pode conviver e aceitar mas, que um dia se terá uma explicação e uma cura.
      Aprendo a cada dia com as pessoas dessa escola, com os amigos e colegas bolsistas do PIBID, com o Professor Ednaldo e com a Professora Jaqueline pelo fato de não ser mais um educador e sim um diferencial.
       A Escola Xavier Marques é a melhor do mundo!!!!

Ensaiando muito!!!!

Relato da aula na escola Carmelitana
Dia 31/07/2013

             Eu e o professor David iniciamos a aula com um diálogo com a turma, visto que eles estão tratando muito mal a turma do segundo ano B que chega para fazer a aula de música com a turma A. continuo trabalhando as dinâmicas de integração com as turmas para que melhore esse relacionamento. Em seguida chamei as crianças para a roda. Todos sentados cantaram a música “Alecrim” para o acolhimento e logo depois cantamos a música “peixe vivo” onde todos tinham que ficar de braços dados fazendo o movimento para um lado depois para o outro. Mesmo depois da conversa, alguns ainda insistiam em não pegar no braço do colega e nisso tive que esperar a te que todos estivessem de braços dados o que acaba tomando boa parte da aula. Depois, cantei com eles a música “Ô abre a roda tindolelê” que vai fazer parte da apresentação deles. Quando peço a turma para fazer uma roda eles demoram uma eternidade. Percebi que quando começo cantando essa música eles vão formando a roda sem complicações. Em seguida ensinei novamente a eles a pronuncia da canção indígena, pois eles estavam com dúvidas. Revisão feita iniciei o ensaio para a apresentação que eles irão fazer na escola (ainda não fechamos a data). Ensaiamos as canções “siyahamba e penaô baixu é de sipé”( canção africana e Indígena, respectivamente), passamos a entrada do grupo no palco e a parte que eles adoram: a hora da filmagem! Próxima aula vou colocar na televisão para que eles possam se ver nas apresentações em sala.