sexta-feira, 21 de maio de 2010

Relatório Olga 19 de Abril


Nesta manhã de segunda feira, fiz minha primeira visita a escola Olga Figueiredo de Azevedo. Cheguei lá às 9hs como havia combinado com Ráiden, o professor supervisor da escola.
Ao chegar fui informado que Ráiden ainda não havia chegado, então fui para a sala da direção, onde fui muito bem recebido pela diretora da escola, que já sabia que eu iria.
Depois de algum pouco tempo esperando Ráiden chegou, então nos encaminhamos para a sala dos professores onde ele me falou sobre o projeto que ele desenvolve na escola, o OLGART. Ainda não tenho muita propriedade para falar sobre o mesmo, mas logo estarei mais esclarecido.
Foi uma visita rápida já que não ouve aula devido a uma reforma que a escola está passando, algumas turmas revezam as salas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Relatório 19/05/2010


Turma 1 de 13:30 às 14:30
A aula começou com Ráiden me apresentando a essa turma enquanto eu montava o trombone para tocar junto com eles. O professor perguntou aos alunos qual seria o nome desse instrumento e alguns arriscaram o saxofone, outro o trompete até que um deles conseguiu acertar.
Nessa aula o professor Ráiden trabalhou com dois ritmos que provavelmente serão usados no espetáculo sobre a África: samba-funk e samba. A dinâmica era fazer uma transição do primeiro para o segundo ritmo mantendo o mesmo andamento e a particularidade de cada um.
Ráiden com seu pandeiro mostrou a função de todos os instrumentos de percussão ali trabalhados e sugeriu que eu fizesse com o trombone uma linha de baixo de funk na qual eu usei umas citações de Jaco Pastórius (linha da música The chicken) e outra de Tim Maia, e depois o samba.
A aula da turma 2 que seria das 15:00 às 16:00 foi transferida para às 16 também com uma hora de duração. Foi aplicada a mesma aula sendo que essa turma estava com uma faixa etária de mais ou menos quatorze anos, diferente da anterior por volta dos dez.
O rendimento das atividades foi proveitoso em ambas as turmas, porém com dificuldades distintas entre elas. Por exemplo, a segunda turma teve mais facilidade de assimilação na transição de um ritmo para o outro, certa dificuldade de manter o andamento, e com uma dispersão maior, diferente da primeira, cujos alunos tiveram facilidade com as semicolcheias “Cho-co-la-te”, já com um maior nível de concentração.

domingo, 16 de maio de 2010

Portal do Professor

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Áfricas ... Programa: A Cor da Cultura



Falando em África, sugiro uma circulada no site do programa A Cor da Cultura.

Aqui vcs podem baixar os cadernos dos professores, 3 livros que estimulam muitas reflexões e questionamentos.


Sugiro uma parada obrigatória nos valores civilizatórios afro-brasileiros, que utilizei como referencial norteador da minha tese ...

Áfricas ... orquestra de sabar - Doudou N'Diaye Rose - Senegal

Áfricas ... Ronnie, uma violonista de Botswana



Conheci este vídeo por indicação de Eric Barreto.
Meu recado ... vamos pensar sobre educação musical da mesma forma que Ronnie toca este violão ...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Relatório Visita Escola Santa Bárbara 10/05/10

4º Ano

Não houve aula.

5º Ano A

Finalização do Hino ao 2 de julho. Dessa vez os alunos já não estavam mais com a letra da música na mão. O professor colocou o instrumental do hino e solicitou que os alunos cantassem a música. A primeira estrofe e o refrão foram cantados com louvor nesta turma, porém a segunda e a terceira estrofe os alunos esqueceram no inicio. Nesta hora o professor perguntou para a turma qual a primeira palavra da frase da segunda e terceira estrofe. Nesta hora, até os alunos que não estavam tão atentos a aula resolveram arriscar a palavra. Houve uma disputa sadia entre eles para saber quem sabia a palavra. Isso foi propositadamente solicitado pelo professor pois o mesmo sabia que este tipo de pergunta desafiadora desperta o interesse de todos na aula. Os alunos então acertaram a palavra e a aula seguiu de forma mais despertadora para todos. A última parte da música houve dificuldade mas todos cantaram a música com entusiasmo.

5º Ano B

A mesma atividade fora realizada, as dificuldades foram diferentes. Na turma anterior a dificuldade foi lembrar as partes da música. Já nesta turma (que apresenta um nível de atenção maior as aulas) elas aprenderam as partes. Entretanto a dificuldade foi entender o comando que o professor solicitou de não cantar o refrão. O barulho existiu semelhante a outra turma mas a atividade também fora realizada com sucesso.

Observações gerais:

Apesar da música não ser do cotidiano dos alunos, e no início haver dificuldades de concentração e aceitação da música proposta, o trabalho foi realizado com louvor e o objetivo do professor foi atingido com sucesso. O trabalho com outra realidade que o aluno está acostumado é um tanto quanto árdua, porém importante para o desenvolvimento intelectual e cultural do mesmo.




segunda-feira, 10 de maio de 2010

Relato escola Santa Bárbara (06/05/2010)

Quando chegamos à escola, o professor Maurício estava encerrando suas atividades na turma do 3ºA, toda turma cantava a “música para mamãe” com empenho e vivacidade.

3º B

A aula começou atrasada, motivo: alguns alunos “brincavam de brigar” e no empurra-empurrra acabaram se batendo no armário, fazendo com que o mesmo fosse arrombado. Resultado: suspensão e advertência para seis meninos! Um deles que estava sentado ao meu lado chorou durante quase toda aula.

Esta semana adotamos outra estratégia, Ricardo se sentou num dos lados da sala e eu no outro, de forma que os alunos não ficassem o tempo todo olhando para trás.

A Primeira atividade do dia foi ensaiar a composição nos terceiros anos “para a mamãe”. Alguns cantavam, outros gritavam, outros fingiam que a aula nem tinha começado. Depois foram solicitados para que lessem a letra da música, 3 ou 4 conseguiram ler. A grande maioria realmente não sabia ler. Alguns instantes depois, Maurício nos explicou que essa é uma turma de FLUXO (que já foi explicado por nosso colega RICADO). Foram solicitados para cantar, dessa vez quase todos cantavam, mas ainda sem muito desinteressados.

A segunda atividade foi ensaiar a música que todos alunos cantariam na apresentação do dia das mães (Tem que ser você – Victor e Léo). Mostraram-se bem dispostos, mas muitos mais gritavam do que cantavam. Da segunda vez cantaram melhor, mas ainda sim com muitas brincadeiras e “batuques” nas carteiras.

A terceira atividade, já nos últimos 5 minutos de aula, foi cantar a música “como é que escreve...” do Vila Sésamo. Cantaram sozinhos com desenvoltura, esta canção está sendo trabalhada com a turma à algum tempo.

3º C

A primeira atividade foi ensaiar a música que todos alunos cantariam na apresentação do dia das mães (Tem que ser você – Victor e Léo). O resultado foi parecido com o do 3º B, mas eles se mostraram mais musicais e menos agressivos.

Segunda atividade: ensaiar a composição nos terceiros anos “para a mamãe”. No começo estavam tímidos, mas aos poucos foram ficando desinibidos. Foram solicitados para ler a letra da música e o fizeram sem grandes problemas. O professor escolheu duas meninas para cantarem na frente da sala (e uma terceira se escalou para a tarefa). No início tímidas (menos a terceira figura) e depois desinibidas, cantaram muito fofinho (posso colocar “fofinho” no relatório?!).

A terceira atividade foi cantar a música da preguiça. Motivo: um dos alunos disse que as meninas (menos a terceira...) estavam com preguiça, o professor aproveitou a deixa e trabalhou essa música com eles. Cantaram a plenos pulmões, duvido que a preguiça volte (rsrs).

Repetiram a música “para a mamãe”, cantaram muito bem!

3º D

A aula foi muito parecida com o 3º C. A primeira e a segunda atividades foram iguais e com resultados bem parecidos, mas desta vez o professor não escolheu ninguém para cantar na frente da turma.

A terceira atividade foi a música “A maré”, cantada associando palavras a movimentos corporais. Trabalharam também a dinâmica na música.

2º Ano

Iniciaram a aula com a música do Galo (nesta canção o professor conta que o galo machucou alguma parte do corpo – pata, asa, crista – e quando repete não fala a tal parte, só os alunos).

Logo após esse aquecimento o professor retoma a atividade que trabalhou no ultima aula: som curto e som longo. Ele cria uma história: “Zezinho que é muito amigo do galo fica triste ao ver o bichinho todo machucado, então ele faz o quê? Liga pro veterinário! Mas quando ele liga da primeira vez dá ocupado (som curto) e da segunda vez o telefone chama (som longo)”. Associado a isso ele começa a explicar o conceito de agudo/grave e faz um jogo na sala: ele solicita que 5 alunos fiquem de pé, e com a flauta de êmbolo brinca de “morto(som grave) – vivo(som agudo)”. E segue sucessivamente até que todos tenham vivenciado a brincadeira.

A terceira atividade é ensaiar “tem que ser você – Victor e Léo” ara a apresentação das mães. Tarefa cumprida sem grandes dificuldades.

A ultima atividade, nos últimos 5 minutos de aula, é a música “vagalume”. Ora associa o andamento a movimentos corporais ora desagrega, criando uma parte contrastante. É a primeira vez que a música é trabalhada em sala, mas todos pegam a letra e os movimentos muito rápido.

Aula tranqüila e sem problemas.

domingo, 9 de maio de 2010

DONOS DA TERRA - IMPERDÍVEL!!!




Gente ...
fui assistir a esta peça de teatro infantil realizada pelo Projeto de Iniciação Musical (PIM) ... crianças da Fazenda Coutos 3 com idade de 5 aos 11 anos.
Foi uma emoção, empolgação e admiração imensa do começo até o fim.
Nem quero contar ou comentar ... vcs precisam assistir absolutamente. Coloquei o link deste vídeo para dar um gostinho ...
Está em cartaz até o final do mês. O ingresso é um livro ou um agasalho para criança (novo).
Aproveitem ... a gente precisa conhecer estas experiências e saber do que as crianças são capazes! Não percam!!

RELATÓRIO OBSERVAÇÃO ESCOLA SANTA BÁRBARA 06 DE MAIO DE 2010

A aula do 3º ano começou um pouco atrasada, os educandos estavam muito agitados devido a uma “brincadeira” de brigar que tinha acontecido antes da nossa chegada, que resultou na quebra do armário da sala.
Devido as grandes quantidades de “olhadas pra trás” da aula passada, resolvemos (eu e Barral) sentar de frente para os educandos, cada um de um lado da sala. Já não éramos mais novidade, mas ainda assim alguns educandos nos observaram tanto ou mais do que os observamos.

A aula foi iniciada com o educador distribuindo copias da música do dia das mães composta pelos alunos da escola, logo após tocou e cantou a mesma. Pediu então para que os educandos lessem em voz alta os versos da música, a maioria dos educandos não conseguiram ler, ou “liam” acompanhando a leitura do educador. Em explicação posterior Mauricio nos revelou que por se tratar de uma turma de FLUXO, ou seja, uma turma que não corresponde efetivamente ao saberes necessários de uma turma do 3º ano, muitos alunos não estavam completamente alfabetizados, por isso a dificuldade na leitura. A música foi tocada e cantada novamente com o acompanhamento de algumas vozes sem empolgação do esducandos.

Ainda na preparação para a festa do dia das mães, o educador ensaiou a música “Tem que ser você – Victor e Léo”. Os educandos cantaram com empolgação, na verdade mais gritaram do que cantaram, o que mereceu uma orientação por parte do educador para que cantassem mais baixo. Passaram a música uma segunda vez, que foi cantada com a mesma empolgação, ainda gritando, acrescida de “percussão de cadeiras e mesas”.

A aula foi interrompida para que os educandos que participaram na “brincadeira” de briga recebessem o papel de suspensão.

Ao recomeçar a aula, o educador tocou e cantou ao violão, acompanhado por todos os educandos, a música “O que é que quer dizer – Vila Sésamo”. Todos cantaram com bastante empolgação!

Após o termino da aula conversamos um pouco com Mauricio, foi quando ele nos explicou sobre o que é uma turma de fluxo, discutindo também sobre multiculturalismo, indústria de massa, e necessidades específicas do mundo infantil.

Blog: fazer valer a lei 11.645/08

Gente ... queria divulgar este blog voltado para a Lei 11.645/08, que determina a inclusão das temáticas “História e Cultura Afro-Brasileiras e Indígenas” no currículo oficial da rede de ensino.
Vi que foram disponibilizados muitos livros e publicações que tratam sobre o tema.
Aproveitem!


http://fazervaleralei.blogspot.com/

sábado, 8 de maio de 2010

Relatório de visita a escola Santa Bárbara 06-05-2010

A escola Santa Bárbara essa semana estava em clima de preparação para a festa do dia das mães que acontecerá no dia sete de maio, a sexta-feira.
O professor Mauricio começou a aula na turma do terceiro ano tocando uma das músicas que foi escolhida pelos professores para fazer parte da homenagem ao dia das mães. Com essa música, percebia-se uma identificação geral por parte da maioria das turmas (turmas do terceiro ano e segundo) que observei, pois o gosto musical dos alunos estava bem representado através dela, ou seja, sendo explícito na participação espontânea e no prazer em demonstrar o desenvolvimento musical por meio da mesma.
A turma do segundo ano, embora sendo composta por alunos mais novos, demonstraram a princípio mais concentração diante das atividades propostas. A evolução de uma aula para outra era claramente percebida; os alunos já estavam identificando bem os sons curtos e longos, assim como a sua altura. Essa identificação se dava a partir de exemplos como o telefone em comunicação (o barulho do telefone ocupado) representando o som curto, o telefone “chamando”, representando o som longo, ilustrando no quadro esses dois exemplos respectivamente, por tracinhos pequenos e tracinhos longos.
A abordagem lúdica para o assunto “som grave e som agudo”, através da brincadeira do “vivo, morto” (vivo: ficar em pé = som agudo; morto: ficar de cócoras = som grave), associando o movimento corporal à altura dos sons, contribuiu muito para o entendimento do assunto, pois os alunos demonstraram segurança através da brincadeira na identificação desses elementos.
Nessa semana pude perceber o quanto é importante trabalhar com músicas que fazem parte do contexto social dos alunos. É um meio facilitador para a aquisição da prática musical e também para exemplificação de conteúdos sem o peso das diversas teorias que permeiam o campo musical, podendo ser o alicerce para mais adiante poder apresentá-las.

Relatório de visita a escola Santa Bárbara 06-05-2010

A escola Santa Bárbara essa semana estava em clima de preparação para a festa do dia das mães que acontecerá no dia sete de maio, a sexta-feira.

O professor Mauricio começou a aula na turma do terceiro ano tocando uma das músicas que foi escolhida pelos professores para fazer parte da homenagem ao dia das mães. Com essa música, percebia-se uma identificação geral por parte da maioria das turmas (turmas do terceiro ano e segundo) que observei, pois o gosto musical dos alunos estava bem representado através dela, ou seja, sendo explícito na participação espontânea e no prazer em demonstrar o desenvolvimento musical por meio da mesma.

A turma do segundo ano, embora sendo composta por alunos mais novos, demonstraram a princípio mais concentração diante das atividades propostas. A evolução de uma aula para outra era claramente percebida; os alunos já estavam identificando bem os sons curtos e longos, assim como a sua altura. Essa identificação se dava a partir de exemplos como o telefone em comunicação (o barulho do telefone ocupado) representando o som curto, o telefone “chamando”, representando o som longo, ilustrando no quadro esses dois exemplos respectivamente, por tracinhos pequenos e tracinhos longos.

A abordagem lúdica para o assunto “som grave e som agudo”, através da brincadeira do “vivo, morto” (vivo: ficar em pé = som agudo; morto: ficar de cócoras = som grave), associando o movimento corporal à altura dos sons, contribuiu muito para o entendimento do assunto, pois os alunos demonstraram segurança através da brincadeira na identificação desses elementos.

Nessa semana pude perceber o quanto é importante trabalhar com músicas que fazem parte do contexto social dos alunos. É um meio facilitador para a aquisição da prática musical e também para exemplificação de conteúdos sem o peso das diversas teorias que permeiam o campo musical, podendo ser o alicerce para mais adiante poder apresentá-las.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Relato escola Santa Bárbara (29/04/2010)

Verdadeira jornada: espera pelo ônibus, tour pela cidade baixa, trekking (recomendado pelo policial do módulo) pela rua do canal (mais conhecida como “Bate-Estaca”). Até que enfim encontramos a escola Santa Bárbara, parafraseando nosso colega Simei: "Sinceramente eu não esperava encontrar em uma escola municipal tamanha organização e limpeza", de fato uma ilha de organizada e limpa em meio a uma comunidade muito pobre. De imediato fomos (eu e Ricardo) muito bem recepcionados pelo professor Maurício, era dia de visita do MEC e toda escola estava em polvorosa. Ele nos apresentou alguns professores, coordenadores, diretoria e nos mostrou a escola.

A primeira aula que assistimos foi a do 3º B, formada por vinte e poucos alunos, meninos em sua maioria e apenas três meninas. As idades vão de sete a nove anos e a turma é muito dispersa. Neste dia professor Mauricio começou a aula trabalhando uma composição para o dia das mães. O 3º A fez a primeira estrofe e os outros terceiros anos ficaram responsáveis por fazer as outras estrofes. A aula emperrou – as crianças estavam muito dispersas, em grande parte devido a presença de observadores em sala de aula e por não terem conseguido copiar todo o dever da aula anterior. O professor prontamente mudou de atividade, trabalhando agora com eles percussão corporal associado a símbolos(x, O, □,▲).

Almocei com o professor Mauricio em sua casa, onde ele me explanou sobre seu trabalho com Hinos. Trabalho realmente muito interessante de resgate da identidade cultural brasileiro-baiana, do qual pretendo descrever melhor em futuros relatórios.

Após o almoço retornamos à escola, já na entrada uma professora parecia um tanto quanto perturbada, motivo: tiros nas proximidades da escola. O professor Mauricio não me pareceu abalado, mas devo confessar que fiquei assustada.

A próxima aula foi a do 3º C, a turma trabalhou na continuidade da música das mães, dessa vez deu certo! A turma estava motivada e aos poucos, mesmo timidamente foram indicando palavras, frases, até encerrar a segunda estrofe da música. Tudo aconteceu de forma tão orgânica e rápida que ainda deu tempo de cantar a “música da preguiça”, organizar as filas pra merenda etc.

No 3º D, maioria de meninas, é incrível como elas são mais rápidas e desinibidas. Assim como no 3º C (que também têm em sua maioria meninas), tudo aconteceu de forma prática e tranqüila. Ao final da aula a música para as mamães estava pronta, a letra me impressionou! Palavras como “fascina”, rimas ricas, tudo isso bolado pelas crianças! O professor trabalhava apenas esquematizando as palavras/frases, instigando, um animador/mediador. Três turmas muito diferentes e três aulas enriquecedoras.

Bom pessoal, esse foi um brevíssimo relato do que ocorreu no meu primeiro dia na Escola Municipal Santa Bárbara

Reunião de pais...atrasado

Relatório da Reunião de pais, alunos e professores da Escola Municipal Olga Figueiredo do Vale do Matatu, comunidade da Baixa do Tubo - Brotas.

Na sexta-feira 23 de Abril de 2010, depois de uma apresentação da Orquestra Afro-sinfônica em um congresso de budistas, cheguei no Olga Figueiredo com meu instrumento e fui bem recebido por todos os presentes. Neste momento, notei que em frente havia uma igreja Universal do Reino de Deus.

Em minha opinião, a reunião de professores, pais e alunos é muito importante para a integração da escola com as famílias e a comunidade. No início, pude perceber que com intenção de manter os alunos mais tempo na escola ou até mesmo em tempo integral, o projeto Mais Educação oferece atividades como: capoeira, música, dança e teatro, além de, reforço escolar e informática. As atividades de música, dança e teatro em especial são desenvolvidas pelo projeto Orgart que funciona dentro da escola e que em geral culmina na apresentação de um grande espetáculo, onde essa três atividades se encontram simultaneamente.

Muitas dessas apresentações já aconteceram em teatros da cidade a exemplo do Teatro dos Correios. Quando membros dessa comunidade, onde está inserida a escola, não podem ir até ao teatro, esse mesmo evento acontece no espaço da igreja citada anteriormente.

Esse contato com atividades artístico-culturais promove nos alunos o desenvolvimento da criatividade, motivação, sensibilidade etc. Ademais, melhora o rendimento em outras disciplinas.

A participação dos alunos no projeto Olgart é feita através de uma seleção, cujo critério é aptidão nas três áreas trabalha por este. E neste dia, por exemplo, os pais receberam mais informações sobre o projeto e assinaram o termo de responsabilidade de seus filhos.

No meu entender, a escola está situada num local de fácil acesso, porém numa rua muito barulhenta, que acredito perturbe a aula tanto aluno quanto professor, pelo menos assim pude perceber no momento de minha presença.

Quanto à igreja, acredito que esta no momento de suas atividades perturbe a escola. No entanto, fica disponível para as apresentações dos alunos da escola, fato que me leva a pensar que a relação entre estas seja agradável, mas, com que tipo de objetivos?

Sendo assim, para finalizar o texto gostaria de frisar a importância da presença dos pais na escola, uma vez que, no meu entender, o bom desenvolver da escola é construído com a participação de pais, professores e alunos. Enfim, dos membros da comunidade, pois sonho que se sonha junto torna-se realidade! Juntos numa melhor formação continuada de todos, para todos


Relato Olga- Diego Rosa 05/05/2010 16:00 h

Pegamos os “Tambaldes” (baldes de plástico usados como tambores), efeitos e outros instrumentos de percussão para uma aula de prática em conjunto. Estamos em fase de montagem de um novo espetáculo, que será apresentado no final do ano com o tema: Áfricas.
Começamos a aula com uma discussão sobre a idéia de ritmos e cultura, que os alunos achavam que viessem da África. Foi também incentivada a pesquisa sobre esse tema, a fim de prepará-los para um bate-papo com a platéia no dia do espetáculo. Logo em seguida trabalhamos células rítmicas da capoeira e do samba-reggae e ao mesmo tempo, dinâmica, pergunta e resposta, convenção e arranjo. De uma forma simples e descontraída, usamos palavras como “cho- co-la- te pão e cho- co- la- te ca- sa” para ilustrar os ritmos trabalhados.
Além da parte artística os alunos, professores e demais membros estão organizando bazar, rifas, etc. no intuito de arrecadar dinheiro em prol do espetáculo (a compra de materiais para confecção de adereços, figurinos e afins). Acho muito interessante também o envolvimento dos alunos na parte extra-artística, pois reforça a idéia de grupo e possibilitam-nos habilidades como capacidade de organização e liderança, sem falar da sensação de ter realizado um trabalho conquistado com muito esforço e dedicação de todos.

RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO ESCOLA SANTA BÁRBARA DO DIA 03/05



Nós (Simei e eu) direcionamos  junto como o professor Maurício para a sala para observar as turmas. Entretanto, havia prova na turma do 4º ano e então fomos conversar com ele, que aproveitou para explicar sobre as dificuldades que um educador preocupado com a formação de pessoa tem ao tentar trazer uma nova realidade aos alunos.
“É uma concorrência desleal” ressalta ele ao falar dos problemas relativos à tentativa de educação e à “venda do produto musical” gerado pela mídia e o que ela impõe como “do povo”.
TURMA 5º ANO A
Devido à prova de geografia aplicada na aula anterior os alunos estavam todos em silêncio.
Ao iniciar a aula o professor distribui a letra da música que já havia trabalhado em aula anterior: o Hino ao 2 de Julho. O professor passou o exercício em que os alunos ouvem o playback e cantam mentalmente. Logo após esta atividade o professor fez uma análise contextual da música cantada e em seguida propus cantar as partes da música que não se repetem.
Os alunos já demonstraram mais interesse na atividade em comparação com a aula anterior. Alunos que não cantaram na aula anterior, estavam cantando o hino completo. O barulho ainda persistia, porém com intensidade menor que da última aula. Isso mostra a importância de persistir em uma atividade que muitas vezes não condiz com o contexto vivenciado pelos alunos desde que seja para expandir a sua formação cultural.
TURMA 5º ANO B
Mesma atividade aplicada ao 5º ano A. Ouvir o playback e cantar mentalmente. Esta turma, entretanto, se comportou de forma mais atenta e silenciosa que a turma anterior. A maioria dos alunos participou de forma mais intensa que na última oportunidade em que tiveram de cantar o hino. O barulho também persistiu ainda que de forma menos intensa.
Observações gerais: No momento em que a aula se tornou expositiva houve a dispersão. A segunda turma, no entanto, não se dispersou tanto quanto a primeira. Nas duas turmas, os alunos, próximo do final da aula, interromperam o assunto dado com o final do campeonato Baiano e com uma outra música do cotidiano deles. Teve um que até se levantou e dançou o “rebolation” como se fizesse parte da estrofe a dança. Isso tudo mostra como a mídia (principalmente televisiva) influencia o comportamento dentro da sala de aula.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Relato Escola Municipal Santa Bárbara 03/05/2010

Quando cheguei à escola, o educador Maurício acabara de chegar e o Jean já estava lá há muito porque confundira o horário das aulas. Como a turma do 4º ano estava fazendo prova de outra disciplina, ficamos conversando sobre educação musical, mídia e outros assuntos com o professor. A segunda turma estava especialmente inspirada à inquietude, o que obrigou o professor Maurício a elevar o nível de voz por várias vezes para tentar trazer a turma de volta ao controle, os alunos realmente estavam bastante agitados por assim dizer.

O professor deu continuidade às atividades com o Hino ao 2 de julho, onde ensinou às crianças a última estrofe da música, falou sobre questões históricas contidas no texto e cantaram a música na medida do possível, realmente pude me lembrar de como é ser um aluno de escola pública ao ver a turma do 5º ano A em ação.

A outra turma do 5º ano foi bem mais agradável, o professor pode levar a aula como planejado, executando todas as atividades programadas e ainda sobrou algum tempo para os alunos terminarem de copiar um conteúdo previamente escrito no quadro. Ainda nessa turma B do 5º ano, vi os insistentes pedidos pelo "Rebolation" por parte dos alunos que pareciam enfadados com o Hino ao 2 de julho, mas o professor não se deixou esmurecer e os alunos executaram com louvor as atividades.

domingo, 2 de maio de 2010

RELATÓRIO OBSERVAÇÃO ESCOLA SANTA BÁRBARA, 29 E 30 DE ABRIL DE 2010

Eis que finalmente se concretiza a primeira visita, saímos eu e Barral da escola de musica a caminho do Jardim Cruzeiro. A espera ansiosa no ponto de ônibus se transforma em mais ansiedade enquanto estamos dentro do ônibus a caminho da parte mais antiga da cidade do Salvador mais conhecida como Cidade Baixa. O contraste logo se apresenta quando os prédios altos e áreas urbanizadas dão espaço à construções de sobrados com aspecto antigo e urbanização mínima.
Então chegamos, saltando do ponto a primeira parada é no posto policial.
- "Bom dia seu policial onde é que fica a escola Santa Barbara?"
- "Vocês estão com celular? Cuidado, vocês estão indo para um lugar muito perigoso!!!!"
Assim fomos recebidos pelo policial que ainda nos indicou o caminho mais longo para se chegar à escola. Passeamos por mais de três quadras dentro do bairro, sendo que a escola estava praticamente ao lado do posto policial! Esse passeio pelo bairro nos permitiu perceber que o clima de medo sugerido pelo policial se materializava nas casas totalmente gradeadas mais parecendo prisões que residências. Ruas entre sujas e molhadas, caminhos meio de chão batido meio de asfalto me remeteram a algumas paisagens de cidades de pequeno porte do interior da Bahia pelas quais passei.


Chegamos na escola. Fomos bem recebidos. Encontramos o professor Mauricio e, então, finalmente entramos na sala de aula. Confesso que estava tão ansioso que praticamente não prestei atenção no restante da escola. Enquanto a aula transcorria, crescia uma duvida em minha cabeça, afinal quem estava observando quem? Nós que oficialmente éramos os observadores, os alunos que não paravam de olhar para trás comentando e rindo ou o educador Maurício que nos observava e observava os educandos. Primeira aula observada, quem observou quem? Bom, de fato éramos mais observados do que observadores. O educador Mauricio percebendo a situação, abandonou o plano de aula inicial que previa a composição de uma música para o dia das mães e iniciou outra atividade de composição através de sinais gráficos representando sons. Assim conseguiu prender um pouco mais a atenção dos educandos. Tudo ocorreu da forma mais natural possível e eu encerrei meu primeiro dia de visita deixando Barral e Maurício numa discussão sobre o melhor caminho para se chegar à escola.


No segundo dia (30/04) fui para a escola para acompanhar a Atividade Complementar (A.C.). Lá chegando fui informado que o A.C. tinha sido cancelado e em substituição ocorreria a atividade de planejamento de aulas. O educador Maurício Doria, que já tinha as aulas planejadas, aproveitou o tempo livre para se reunir comigo e com Tânia para discutirmos o instrumento de coleta de dados sobre a realidade das escolas proposto pela orientadora Flavia, o que nos permitiu conhecer um pouco mais a respeito dos problemas da comunidade e como a escola tenta se comunicar com ela. Dessa vez observei que a escola tinha uma estrutura física conservada, bem limpa e agradável.


Duas experiências muito interessantes, que venham as próximas!!!!!!!!

sábado, 1 de maio de 2010

Apresentação do Musical 30/04/10

Neste dia peguei um ônibus no bairro onde moro e desci no Bonocô. Cheguei em 30min. Pude observar o caminho até a faculdade e notei o rio que passa no Vale do Matatu, parecido com o do Vale do Canela. Depois lembrei que Salvador é cheio de vales. O Vale do Matatu é um bairro periférico. Tem casas muito próximas ao vale, que está poluído. Quando você anda pela rua, dá pra sentir o cheiro do esgoto que cai no rio. As pessoas são simples, na sua maioria negros. Dá pra notar que a escola Olga é uma parte integrada da casa dos moradores. Avós, mães e filhas já estudaram lá. A roda de capoeira agrega pessoas que nem estudam lá.
Como é bom perceber que a escola é um ambiente muitíssimo importante na vida de todos!

Dia de ensaio geral e apresentação do musical Poderia Ter Sido De Outra Maneira. Desta vez estávamos todos presentes: eu, André, Maurício e Diego. Antes de começar o ensaio tivemos uma breve conversa com Ráiden. Eu queria entender melhor o que era o Olgart e o projeto Mais Educação, mas infelizmente não tivemos muito tempo. André, que chegava pela primeira vez, estava ainda mais cheio de perguntas. Ele queria entender como o Ráiden ensinava e qual era a sua metodologia. Acabamos também descobrindo que sexta feira não é suficiente para observar, pois as aulas não acontecem, somente o A.C. e o ensaio geral.

Fomos para a Igreja Universal assistir os últimos ajustes e logo depois eles se apresentaram. Pude observar o quanto é importante para as crianças estarem ali, sendo artistas e se apresentando para a comunidade, que por sinal lotou o espaço. Durante o ensaio não pude deixar de reparar novamente o desgaste vocal dos professores. Será que é preciso gritar, ou falar muito alto para conseguir a atenção dos alunos? Sei que estava perto da hora da apresentação, e que muitos eram os ajustes a serem feitos, mas ainda acho que o professor não pode abusar tanto de sua saúde vocal para conseguir dar sua aula. Acho que o volume da voz traz até um estresse no ambiente, fazendo com que a aprendizagem fique tensa. Em fim, tenho muito medo de não conseguir dominar esta situação, quando eu estiver no papel de professor.


Atividade Complementar/sexta-feira, 30/04/2010

Mais uma vez compareci a escola Santa Bárbara, embora não tenha havido as atividades complementares (AC), foi válida a visita, pois conversamos sobre vários assuntos relacionados à escola como: a estrutura física da mesma, os profissionais que atuam (direção, coordenação, professores...), o projeto político pedagógico e a sua relação com a comunidade etc.
Essa visita serviu para fazer alguns levantamentos de dados, poder conhecer um pouco da história da escola e saber como se dá a relação escola/comunidade.

Relato Santa Barbara 29/04/2010


Estava saindo da faculdade, após alguns minutos de distração, lembrei-me do compromisso da primeira visita a escola Santa Bárbara, onde estarei dedicando algumas horas semanais em observações em sala de aula.

Ao chegar ao ponto de ônibus, após esperar uns cinco minutos, avistei o ônibus “Vila Rui Barbosa” e dentro dele, gastei cerca de quinze minutos nesse percurso. Desci no ponto indicado por Mauricio, “ponto da padaria”, e andando um pouquinho avistei a quadra da escola. Chegando lá, bati no portão e conversei com o porteiro explicando o “por que” da minha visita; logo fui recebida por Mauricio e Ana Luisa que já se encontravam por lá.

Quando entrei na escola fiquei surpresa com a estrutura ou espaço físico da mesma. Trata-se de um espaço com salas amplas, correspondendo a expectativa da quantidade de alunos, ou seja, trás uma realidade diferenciada, se compararmos aos aspectos físicos e estruturais da maioria das escolas da rede pública que não prezam por esses fatores.

A organização interna, ou seja, o trabalho dos funcionários (direção, coordenadores, professores, merendeira, porteiros, profissionais da área da limpeza) da escola me chamou a atenção, pois a mesma encontrava-se em perfeito estado de organização, com horários bem definidos para todas as funções que pude presenciar, assim como as condições de higiene local.

As aulas do professor Maurício complementavam indiretamente o trabalho dos outros professores (Terceiro ano do ensino fundamental), servindo ao mesmo tempo como um suporte para o desenvolvimento dos alunos nas outras disciplinas, visto que, a partir da prática em atividades musicais, trabalhando muito mais com a criatividade na construção de canções, através de atividades que contam com a formulação de idéias por parte dos próprios alunos, contribui diretamente para a formação do aluno que aprende a pensar e não só reproduzir o que é dito pelo professor, embora não seja essa a principal finalidade das aulas de música dentro da escola.

Enfim, pude presenciar de perto a importância do ensino musical dentro da escola e seus benefícios que passam a ser percebidos no decorrer das aulas, surtindo efeito além do âmbito musical, ou seja, no desenvolvimento geral do indivíduo.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Visita dia 26/04/2010


4º ANO

Classe com 24 alunos e faixa etária entre 8 e 10 anos. Todos observaram as informações e participaram das atividades. O professor trabalhava com sinais não pertencentes à escrita convencional de música (quadrado, circulo, x) para ilustrar as variações de dinâmica, ritmo.
Devido à sala conter muitos alunos, o professor não poderia utilizar o espaço da sala de uma forma mais livre e então o mesmo utilizou o espaço dos corredores para execução da atividade de musicalização proposta. O mesmo solicitou que os alunos executassem os ritmos propostos com os movimentos a serem feitos no espaço do corredor das carteiras. O material utilizado nesta aula fora apenas uma clava no qual seria passado para o colega que estava sentado no banco anterior a ele e assim sucessivamente.
É interessante ressaltar que no momento da aula houve conversa paralela, entretanto o professor repreendeu os alunos de uma forma não ríspida, mas que impusera respeito ressaltando um acordo de silêncio que o mesmo tinha feito no início da aula.




5º ANO A
Classe com aproximadamente 28 alunos e faixa etária entre 10 e 12 anos. O professor iniciou a atividade com leitura da letra da música Nasce o Sol ao 2 de Julho. O mesmo distribuiu a letra da música, solicitou que os alunos lessem antes de cantar. Depois colocou o aparelho de som com o áudio da música e em seguida solicitou que os mesmos cantassem a música. O mesmo já havia trabalhado a música anteriormente.
Os alunos demonstraram certo “desinteresse” porquanto aparentemente não estavam habituados a lidar com o repertório desconhecido. O professor estava ciente da situação e teve a regência da sala normalmente.
5º ANO B
Professor inicia aula com repreensão devido à inquietude dos alunos que já havia se iniciado na aula anterior. Após o diálogo a situação de bagunça e desequilíbrio já havia sido controlada e os alunos fizeram a atividade estabelecida que fora a mesma que a do 5º ano A. A afinação não era levada em conta. O objetivo principal era trazer a discussão dos aspectos cívicos como os símbolos pátrios. Até o final da aula os alunos pararam de cantar e se dispersaram. O professor lançou um desafio de dicção para saber quem cantaria a música do começo ao fim. Então a turma se reanimou e cantou a música completa.

Esta foi a minha primeira visita à escola Santa Bárbara. Espero que nossas visitas e relatos sejam tão interessantes quando a própria educação musical!!!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Primeira Visita 23/04/10

Na sexta, dia 23/04, fiz minha primeira visita à Escola Olga. Minha saga começou no ponto de ônibus. Esperei 1 hora de relógio, e depois demorou mais 1 hora de viajem. Tudo bem, eu já aprendi outras possibilidades de ônibus! Cheguei atrasada, e assisti o final do ensaio do musical Poderia Ter Sido De Outra Maneira, montado pelos professores Raiden e Rita, a professora de dança. O ensaio aconteceu no pátio da escola, e como eles estão próximos da estréia, eles tiveram que ensaiar no horário da capoeira. Ouve uma interferência total dos sons externos. O som da rua também chegava dentro da escola, dando para escutar os carros e um pastor pregando na Igreja Universal, que fica bem em frente a escola. Notei que os professores precisavam de falar alto, para os alunos escutarem. E cheguei a conclusão que a escola precisa de ser projetada com parâmetros acústiscos, e que as vezes é necessário um microfone, e se puder ter um fonoaudiólogo dentro da escola para reeducar professores e alunos, melhor ainda. Acho que estou falando sobre saúde vocal e auditiva.

Depois do ensaio, Raiden me apresentou para vários professores. Maurício Freitas já estava interagindo com os alunos. Raiden entrou em uma sala e convidou nós dois. Ele explicou que iria começar uma reunião com os pais sobre o projeto Mais Educação, e resolvemos ficar e assistir. Neste momento aproveitamos para tirar algumas curiosidades. Logo depois Diego chegou.

Durante a reunião os professores explicaram para os pais e alunos como funcionava o projeto. Este projeto mais educação proporciona ao aluno educação integral. Dança, Música e Teatro estão envolvidas neste projeto. Eles até criaram um grupo chamado Olgart, que são estes alunos matriculados em artes que aprendem, ensaiam e se apresentam.

As minhas primeiras impressões estão muito ligadas ao que é ser professor. Reparei muito na dedicação dos professores para a realização do musical; o desprendimento da falta de espaço e instrumentos; a criatividade para a criação desse musical; a preocupação de mostrar aos alunos a possibilidade de ser artista.

Acho que ainda é muito cedo para dizer sobre tanta coisa!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Primeiras impressões 26/04/2010

Hoje compareci à Escola Municipal Santa Bárbara localizada na comunidade do "Bate estaca", próxima ao fim de linha do Uruguai. Felizmente não esperei muito pelo ônibus, tampouco enfrentei dificuldades para encontrar a escola. Ao chegar, encontrei o Jean na portaria e fui pego de surpresa pela estrutura que encontrei na escola. Sinceramente eu não esperava encontrar em uma escola municipal tamanha organização e limpeza, visto que estudei toda a minha vida em escolas públicas.

Os profissionais desde a portaria à direção foram todos muito educados e nos receberam muito bem, assim como o professor Maurício, que por sinal é um exemplo de educador que veste a camisa. Em cada turma pude observar a maneira como procede em sala de aula, as atividades trabalhadas e principalmente como lida com as limitações encontradas em salas com mais de 30 alunos, pouco espaço e o barulho ambiente de conversas paralelas.

Foi fácil enxergar a disparidade na faixa etária em todas as salas em que estive observando as aulas do professor Maurício, uma turma de quarto ano e duas turmas de quinto ano. As duas primeiras, responderam de maneira um tanto satisfatória às atividades, mas a última turma de quinto ano estava um tanto agitada e inquieta, a professora de inglês que estava dando aula antes do professor Maurício não conseguiu terminar sua aula, então foi necessário que o professor tivesse uma conversa com os educandos visando conscientizá-los e acalmar os ânimos.

A turma permaneceu um tanto agitada no início da aula, mas na segunda metade o professor conseguiu trabalhar melhor, pude observar que o professor conseguiu manter um certo controle sobre a situação, mesmo os alunos mais agitados responderam às atividades trabalhadas, embora um aluno em especial me chamou a atenção, ele ficou calado a aula inteira, então conversei com ele e fiz um acordo com o mesmo para que na próxima aula ele participe mais ativamente, será que ele vai cumprir?

Esse é um resumo do que pude presenciar no primeiro dia de trabalho no PIBID, minhas primeiras impressões foram boas em relação à escola e à metodologia do professor, mas já esperava encontrar as limitações da sala com um número grande de alunos e a indisciplina com conversas paralelas, brincadeiras fora de hora, etc. No mais, foi enriquecedor, espero que continue sendo, pois estou aprendendo de forma prática e significativa através desse projeto que certamente veio para revolucionar o conceito da educação criando pontes entre a universidade e as escolas.