segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Relato do Colégio Municipal Olga Figueiredo – 10 de novembro de 2010 / quarta-feira

Nas ultimas semana para a estréia do musical "Áfricas, e quem é diferente?" os ensaios têm acontecido praticamente todos os dias. Nessa quarta-feira tivemos mais um ensaio geral, sem paradas para dar tempo passar com os dois elencos. Isso porque nesse trabalho a professora Rita decidiu com o professor Ráidem, formar duas equipes para explorar os talentos dos seus alunos e dar oportunidade para que outros da equipe pudessem se descobrir como ator. A idéia funcionou. Tivemos a oportunidades de assistir duas equipes fazendo o mesmo papel e dando o tom diferente ao musical.

As crianças têm superado nossas expectativas. Todo processo de construção do elenco foi revelando a sensibilidade e a conquista da confiança no sentido da interpretação do seu papel no musical. A expressividade ia ficando mais forte e real à medida que elas iam entendendo que aquele momento, aquele ambiente era o seu meio de expressão. E porque não dizer, a oportunidade de superação de suas dificuldades pessoais e alívio de sua tensão e ansiedade nas suas relações com outras crianças ou pessoas... Ou seja, atitudes desprendidas de cooperação, o exercício de “experimentar e errar” como algo natural e necessário á sua construção enquanto sujeito social.

Eles são super talentosos. Isso todos nós professores e colegas, principalmente seus familiares, teremos oportunidade de assisti-los no cine Solar Boa Vista, onde acontecerá a estréia do musical; na quarta-feira, 24/11 às 20:00hs, no Eng. Velho de Brotas, com entrada franca. Também terá mais duas apresentações no mesmo local no dia 25/11; uma às 15:00hs e outra às 17:00hs. Nós que fazemos parte da equipe técnica e do elenco estaremos nos encontrando na escola Olga as 12:00hs para irmos para o teatro as 13:00hs com previsão de chegada as 14:horas. Combinamos de fazer um ensaio geral no teatro para fazermos possíveis adaptações.

Estaria fazendo parte do elenco, porém, diante de algumas dificuldades não foi possível.

Grande abraço!!!

Relato do Colégio Municipal Olga Figueiredo – 5 de novembro de 2010 / Sexta-feira

Quero começar meu relato falando sobre algo que acredito ser de um valor imensurável “o amigo colaborador..."
Amigo é aquela pessoa com quem conversamos sem reservas, independente da hora ele sabe oferecer o aconchego do seu coração sem pedir nada em troca, e quando ele precisa sabe que pode fazer o mesmo sem objeção, não importa o tempo que estejam distante fisicamente, amizade é irmã do amor e não tem cara, tem reciprocidade, afetividade, respeito, carinho, confiança e alegria. Amigo nos avisa do perigo quando não conseguimos enxergar, sem contrapor nas decisões tomadas. Não existe escola para formação de amigos, eles por si já nascem aptos, por isto não impomos regras dentro de uma amizade, elas se compatibilizam sem invasões, unindo os verdadeiros amigos, sem maldades, sem segredos, sem interesses, a felicidade de um, é a felicidade do outro. Sem esforço sabemos distinguir nossos amigos.
Ana, você é uma pessoa fantástica! Agradeço pela sua companhia, e que companhia viu?! Estava pensando sobre como minha sexta-feira foi diferente. Você é uma boa incentivadora e seu papo muito interessante, nos leva a refletir... Valeu mesmo pela motivação e incentivo a continuar... Acredite, tem um novo amigo. Precisando pode contar comigo e não se sinta constrangida.
Hoje, a ida a Escola Olga Figueiredo foi muito legal. Concluída nossa reunião na UFBA, surgiu à possibilidade de eu e Ana irmos juntos a escola porém, precisávamos antes iríamos almoçar e recarregar nosso Salvador card. Decidimos ir caminhando até a Avenida Sete e almoçarmos no restaurante já conhecido por nós e próximo ao posto de recarga do cartão. Para nossa surpresa e/ou infelicidade o estabelecimento estava muito cheio. Surge mais uma duvida: Lanchamos ou almoçamos? Dentre muitas opções decidimos ir para o shopping Piedade para nos alimentarmos. Terminamos almoçando na Mcdonalds e depois fomos colocar carga no cartão. O legal também foi que pegamos um coletivo que fez um percurso bem rápido, isso favoreceu a nossa chega cedo à escola. Deu tempo até para tomarmos um soverte no caminho (já no vale do Matatú).
Seguimos nosso destino. Ana me levou por um caminho que ainda não conhecia. Entramos numa rua ao lado da ladeira que costumeiramente subíamos para chegar à escola, isso para evitar que subir, assim disse Ana. À medida que nos aproximávamos da escola, ao nos avistar de longe os alunos já gritavam nosso nome. Como sempre fomos recebidos com muito carinho e alegria pela maioria deles.
Chegamos muito cedo por isso não encontramos os professores do projeto. Os alunos até queriam entrar junto conosco, porém salientamos que só poderiam entrar com a presença dos professores responsáveis, no caso Rita ou Ráiden. Aproveitamos o momento para terminarmos de formatar o questionário de Saúde vocal que estava previsto para ser aplicado com todos os professores da escola. Pedimos na coordenação para usarmos o computador da sala dos professores. Foi-nos permitido, entretanto quando fomos ligar percebemos que estava sem o gabinete. Comunicamos o fato para a coordenação e foi nos indicado usar o da secretaria. Nesse tempo a professora Rita chegou à escola e pediu para Ana preparar os alunos fazendo um trabalho de aquecimento enquanto conversava com a diretora sobre os últimos detalhes do espetáculo. Eu fiquei na coordenação trabalhando no questionaria para dar tempo imprimir e passar para os professores naquela tarde. Assim que terminei imprimir e passei para a coordenadora explicando mais uma vez do que se tratava e da necessidade de estar sendo respondido pelos professores. A coordenadora me informou que não tinha problema algum, porém não seria bom aplicar-lo neste dia porque os professores estavam com o tempo muito apertado e não daria para responder. Sugeriu que fosse aplicado em outra ocasião, visto que também não poderia ser na próxima sexta-feira, dia 12 porque a escola teria um evento. Sugeriu que os professores levassem para casa e trouxessem no outro dia, ou que fosse aplicado no dia 19.
A professora Ria me pediu para ajudar Ana com a disciplina dos alunos porque iria demora um pouco mais que o planejado na reunião com a diretora. Depois do alongamento direcionado pela professora Ana, fizemos um trabalho de criação e improvisação. Pedimos que os alunos se reunissem em grupos pequenos e que teriam 5 minutos para preparar uma apresentação usando uma musica escolhida por eles. Explicamos que eles não poderiam cantar, nem falar o texto da canção porque os colegas do outro grupo teriam que acertar. Falamos que eles estavam livres para usar a criatividade e trabalhassem os gestos, ritmo e até poderia representar. O grupo que acertasse era o vencedor. O resultado foi muito gratificante embora eles tivessem ficado eufóricos com todo o trabalho.
Terminada a reunião a professora Rita pediu que todos se posicionassem em seus lugares para dar inicio o ensaio do musical. Ana ficou responsável pela banda. Mais uma vez fizemos o ensaio sem parar com o intuito de consolidar o ritmo para apresentação do musical. Terminamos o trabalho e, enquanto a professora Rita fazia algumas observações a respeito do desempenho dos alunos, fazia os avisos finais eu e Anda guardávamos os matérias da peça e as cadeiras usadas pela banda. Quando terminamos nos despedimos e fomos para nosso ponto de ônibus.
Combinamos que iríamos tomar sorvete novamente.
Pois é pessoal, foi isso aí...
Olha, fui escrevendo mais não revisei então, caso tenha algum errinho aí, seja ele gramatical ou... Eu farei as correções...
Grande abraço!!!

Relato do Colégio Municipal Olga Figueiredo – 3 de novembro de 2010 / Sexta-feira

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sábado, 13 de novembro de 2010

Problemas???

Salve pessoal, há algum problemas com o blog???
Eu não consigo ver as postagens antigas e a barra de ferramentas ao lado sumiu...
Eu só vejo até um relato em branco, com a data de terça-feira 05/11... e mais nada
alguém passou por algo parecido nesse blog!!
abraçosssss.

Relato Olga Quinta-feira 11 de novembro de 2010

Cheguei um pouco mais cedo na escola para conversar com o professor Raiden sobre o artigo para o seminário do PIBID, ele me deu alguns toques, mas não foi por muito tempo, pois a aula já estava prestes a começar.
Ao chegar na sala do 1° A percebi que os alunos que foram escolhidos pela professora Andréa estava com um semblante desanimado, cumprimentei-os e todos responderam, mas sem muita empolgação. Talvez eles queriam ir para a aula de Educação Física, e os outros ficarem na aula de música. Engraçado que, não temos a oportunidade de trabalhar com todos os alunos que foram escolhidos na semana passada, aí dificulta um aprendizado seqüencial, contínuo.
Estávamos arrumando as cadeiras e por algum momento a porta bateu e não tinha como abrir por dentro, vixe! Estamos presos! Mas viva o celular! Raiden ligou para alguém que estava na secretaria para vir abrir a porta.
Enquanto Raiden tentava conectar o computador na caixa amplificada, percebi que o ventilador emitia um som que dava uma idéia de pulso, tipo um metrônomo, sabe? Então eu instiguei os alunos a trabalhar em cima dessa pulsação. Depois trabalhamos individualmente no sentido anti-horário, passando de um para o outro, tipo passa ou repassa. Naquele pulso trabalhamos a semínima, colcheia e semicolcheia, ilustradas pelas figuras: pão, lei-te e cho-co-la-te.
Como não deu certo o computador com a caixa amplificada, Raiden faz com que os alunos lembrem do conceito grave e agudo, dessa vez não usamos os “tambaldes”, acho que os alunos sentiram falta desses instrumentos de percussão. Então Raiden usou palmas, os alunos não seguiam muito a pulsação, muitos deles batiam palmas aleatoriamente e isso ia criando uma variedade de ritmos. Raiden resolveu oficializar a atividade proposta pelos alunos, onde cada um criava um ritmo e todos reproduziam, isso tornou a atividade mais lúdica. Eram mais ou menos 8 alunos na sala, sendo que 3, meninas. Oh! As meninas incorporaram-se mais às atividades, e se mostraram excelente boas no ritmo e na percepção.

1° B
O momento de arrumar as cadeiras para a aula foi muito tenso e demorado. Alguns alunos se mostravam indiferentes com os outros, outros arrastavam a carteira e fazia muito barulho. O professor Raiden havia acabado de falar e mesmo assim aquilo acontecia, parecia pirraça! Nesse dia os alunos estavam mais danados e elétricos, tanto na turma A quanto na B. Éh! Esse momento roubou, acho que 20 minutos da aula.
O professor Raiden fez uma roda, onde vi que alguns alunos não queriam pegar na mão do outro. Teve um que não queria pegar de jeito nenhum, e fez uma cara de raiva para o outro, tipo aquela de adulto, “bicho solto”, sabe? É impressionante como eles aprendem rápido, mas nesse caso percebe-se a influência da família. Em alguns casos a educação familiar é mais forte que a educação escolar, e elas insistem em serem mundos diferentes, mundo da escola; mundo de casa; na prática elas deveriam andar juntas, a escola ser família e vice-versa, ambas no compromisso com o aluno, visando um ser humano melhor.
O professor realiza um série de alongamentos, que nos ajuda a relaxar...
Sentamos, ainda em forma de círculo, o professor diz: -Hoje agente vai fazer um ”Orquestra de palmas”! E relembra as atividades anteriores que envolve grave e agudo, e como quase sempre as mulheres, matam logo a charada. ”Destaco Íris, a menina da bolsa do Brasil”, ela é muito sensível e atenta a tudo.
Dessa vez estávamos com todos alunos e isso facilitou a divisão em 5 grupos, como o piso da escola é dividido em grandes quadrados, ficou um quadrado para cada grupo de mais ou menos 4 alunos. Raiden cantou o funk “Ado, a ado, cada um no seu quadrado”. Enquanto estávamos organizando os grupos, percebi que havia pouca luz na sala, de 6 lâmpadas fluorescentes, somente uma funcionava e outra ameaçava acender.
A atividade foi parecida com a do 1° A : semínimas, colcheias e semicolcheias, mas nessa turma dividimos um tipo ou uma combinação de figuras para cada grupo. Depois de um tempo de trabalho, aqueles ritmos se combinavam, concretizando a idéia de orquestra, grupo, cada um fazendo a sua parte. Mesmo com um certa dificuldade causada pelos alunos indisciplinados, que fazia com que cada momento houvesse uma repreensão, mas a atividade foi desenvolvida!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

RELATÓRIO OBSERVAÇÃO ESCOLA SANTA BÁRBARA (Grupo 5) 11 DE NOVEMBRO DE 2010

Grupo cinco:
Nesta quinta-feira só houve aula para o grupo cinco.
O educador Maurício Dória desenvolveu uma atividade com fantoches que excitou bastante os educandos. Começou tocando no aparelho de som, as músicas do cd “Musical da Bicharada” – UFSCAR. E enquanto as músicas eram executadas, estimulava os educandos a se moverem (dançarem) dentro do ritmo das músicas. A maioria se moveu/dançou ao ritmo das músicas. A princípio só os mais desinibidos, depois quase todos dançaram.
Ao final de cada música o educador perguntava aos educandos de qual bicho a canção falava, ou então pedia que cantassem trechos da canção, presenteando os que participavam da atividade com um fantoche representando o bicho citado. A saber, as canções foram: canarinho, gatinha parda, carneirinho, elefante, macaco guloso, música do tatu, o pescoço da girafa, música da serpente.
Encerrada a participação do aparelho de som, o educador pediu que sentassem em círculo distribuindo fantoches para todos, pediu que cada um por vez imitasse o som do bicho que estava de posse. Todos imitaram, uns com vergonha, alguns mais desinibidos, outros inventaram sons por desconhecerem os sons que o seu bicho produzia como foi o caso da girafa e do “taturtaruga”.
Já encerrando a aula o educador pediu que cantassem as músicas que conheciam acerca dos bichos representados pelos fantoches. A primeira a surgir foi a Música do lobo mau (“Vou te comer”) tão explorada no último carnaval, depois surgiu a dos três porquinhos, outra do lobo mau dessa vez realmente infantil e a do coelhinho dos olhos vermelhos.
Por fim todos guardaram os fantoches no seu lugar, não sem certa relutância.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Relatório Observação escola Santa Bárbara 11/11/2010



Devido aos professores titulares corrigirem as provas de um projeto aplicadas às crianças a partir do primeiro ano, só tivemos aula com as crianças do Grupo 5.
Como sempre, fomos recebidos com muita afetividade. Trazia em minha mão a caixa com os fantoches que o professor Maurício havia trazido para a realização da atividade executada e eles nem perceberam. Abraçaram tanto a mim quanto a Ricardo e a Márcio. Em seguida chegou Maurício e todos o saudaram também com bastante alegria. O professor pediu para que se fizesse a rodinha da amizade para escutar as músicas que o professor trouxe. O repertório é do CD Musicada da UFSCAR, chamado Musical da Bicharada. O professor então colocou a primeira música e pediu para os alunos dançarem. Até então eles dançaram tranquilamente. A música era lenta e as crianças dançaram balé, mas o professor perguntou qual era o animal que falava na letra da música. Então Thiago respondeu: Canarinho, e Ganhou o fantoche. Depois disso houve um pouco mais de dificuldade de dançar porque as crianças queriam apenas prestar a atenção à letra para ganhar o animal. Depois disso a seqüência de animais foram:
Gatinha parda, Carneirinho, Elefante, Macaco, Tatu, Girafa e Serpente.
Houve certa disputa para ganhar os bichos, apesar de ter bicho para todas as crianças. Todos prestaram a atenção na letra da música. A dança diminuiu em relação ao começo, mas eles continuaram dançando com o estimulo do professor. Antes que terminassem as músicas, devido ao horário o professor distribuiu os animais a todos os alunos e alguns mais do que estavam no CD como Leão, Tartaruga e Coelho e pediu para que cada um reproduzisse o som dos animais. Como você já deve ter percebido Tatu, Girafa, Coelho e Tartaruga, são mais difíceis de reproduzir algum tipo de som, pois eles não têm sons característicos. Esse foi sem dúvida um momento para questionar o crescimento dos garotos. A espontaneidade com que alguns deles fizeram mostra que ao longo do tempo essas crianças cresceram. Alguns deles em meses anteriores nem se ousariam a pronunciar qualquer palavra, mas desta fez, a espontaneidade estes fizeram me impressionou, principalmente a garota que estava com a tartaruga. A improvisação com que ela executou o som deste animal me chamou a atenção de tal forma que a partir daí me fiz duas perguntas na qual às respostas cabem até a elaboração de um artigo: Por que as crianças estão mais espontâneas agora? Quais as atividades que estimulam o desenvolvimento das crianças na educação ?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Relato Santa Bárbara 04.11

Os dias estão cada vez mais quentes, hein pessoal? A cada semana que passa a trilha do Caminho de Areia até a Santa Bárbara é mais penosa e, com o calor, os odores emanados pelo canal e pelo chorume do lixo ficam mais fortes.
Encontrei Maurício na secretaria, separando materiais para a sala de aula, se queixava de um CD que tinha certeza que estava na escola, mas não encontrava de forma alguma. Levou mais alguns minutos reelaborando a atividade do dia e pronto, “Vamo lá?” A atividade consistia em trabalhar ritmo e rima, com a música do Burrinho - Arre Burrinho que vai pra Arremoz, carregadinho de Arroz, Arre Burrinho que vai para o Minho, carregadinho de Cominho, e assim por diante, utilizando lugares de Portugal. A idéia era trabalhar a música localizando lugares da península Itapagipana e, em seguida, fazer as devidas rimas. Chegamos à sala do primeiro ano e Maurício logo perguntou aos alunos ”onde nós moramos?”, “que lugar da nossa cidade conhecemos?!”, as respostas foram várias: Ribeira, Fazenda Coutos, Paripe, Bomfim. É incrível, num primeiro momento quase todos estão dispersos e o professor começa a aula sem grande empolgação por parte dos estudantes, depois de algumas perguntas quase todos estão em pé, frente ao professor, querendo participar também! Após retomar seus lugares, Maurício lhes pergunta como faz um burrinho quando anda. Cada um inventa uma onomatopéia diferente, até imitam o relinchar do Burro. O professor então sugere estalos de língua, um grave e um agudo, para simular o caminhar do burrinho, todos realizam a atividade com sucesso. Maurício começa a cantar a música do burrinho, com os locais de Portugal, no meio ele canta “Arre Burrinho que vai para ... ? Carregadinho de ... ?”. Começa então a colocar espaços vazios na música, para que os alunos possam completar. Tudo vira uma festa, e naturalmente os alunos vão falando locais da cidade, assim como fizeram no começo da aula e a rima fica a cargo da criatividade (que não é pouca!), surgem mil palavras, algumas rimam, outras não.
No quadro, o professor coloca de um lado os locais da península e do outro a rima, fica assim:
Ribeira _________ Ladeira
Uruguai _________ Papai
Bate Estaca ______ Boracha
Jardim Cruzeiro___ Chuveiro
Belamita _________ Carniça
Caminho de Areia __ Poeira
Todos cantam novamente a música do burrinho, mas dessa vez a versão da turma. Para finalizar a aula cantam a música do Leitinho, mas estão muito dispersos, loucos para ir para educação física.
No terceiro C, Maurício já entra na sala pedindo para que organizem as carteiras em fileiras, acho que parte importante do trabalho docente é também instruir para a organização e ordem, sem reminiscências ditatoriais. Para mim, saber viver bem consiste em saber se organizar no tempo e no espaço com sabedoria e segurança. Enquanto os alunos arrumavam as carteiras, Maurício explicava a Géssica e a mim que, por estarmos na reta final do ano, as atividades agora estão todas relacionadas a avaliação, enquanto escrevia as primeiras observações, ouvia o estrondo causado por Maurício, que empurrava o armário de ferro localizado no fundo da sala. Perguntei se precisava de ajuda, rindo, respondeu que sim. Deu-me uma caixa com vários instrumentos pequenos e pediu para que ficasse escondida atrás do armário, tocando os instrumentos enquanto ele fazia perguntas aos alunos. Essa é uma das poucas turmas onde realmente se pode contar com o silêncio em momentos cruciais – como o momento de ouvir atentamente cada instrumento e suas mais sutis nuances. Foi muito divertido! Cada fila era uma equipe, todos concentradíssimos. Maurício perguntava-lhes sobre a duração(curto/longo), altura (fino, grosso), material do instrumento (madeira, ferro, plástico), e nome do instrumento. Eles conseguiram responder várias perguntas corretamente, e os critérios eram rígidos – ao perguntar o nome do instrumento, por exemplo, pandeiro é pandeiro e pandeirola é pandeirola. Ao perceber que ainda faltava a segunda rodada das quatro filas e só restavam dois instrumentos, resolvi experimentar fazer a “ocarina de mão” – com as duas mãos fechadas sobre a boca, tira-se um som parecido com um apito, mas mais grave. A primeira resposta nem precisou de pergunta, prontamente responderam: “é uma flauta!”, acertaram todas as perguntas que Maurício fez, menos o nome do instrumento e o material de que é feito. Na ultima fileira experimentei fazer um groove com a percussão corporal. Acertaram quase tudo, o que mais me chamou a atenção foi o momento que Maurício perguntou: “Quantos sons diferentes ela fez?” e, uma mocinha, muito segura respondeu: “TrÊÊÊêês!! Peito, estalo e palma!!”. Espertíssimos esse meninos!
No terceiro D já é mais difícil fazer esse tipo de atividade, o nível geral de concentração é mais baixo, mas a atividade foi igualmente divertida. Os instrumentos foram divididos pelas fileiras, uma com as pandeirolas, outra com caxixis e cocos, outra com ganzás e outra com chocalhos. No quadro desenha assim:
Caxixi
x
x
Chocalho
x
x
Ganzá
x
x
Coco
x
x
Pandeiro
x
x
Cada espaço com X vale um tempo, espaço sem X é igual a silêncio. Maurício rege a turma, na primeira rodada eles se atrapalham muito, mas a segunda já é bem melhor. Alguns poucos ainda se atrapalham muito, para mantê-los participando da aula, Maurício simplifica o quadro, de forma que cada instrumento toca dois tempos e pára. Treinam duas vezes com regência e uma terceira sem a regência do professor. Acertam quase tudo! “Palmas pra vocês!”, diz Maurício aos alunos. Dois segundos depois, a turma começa a dispersar. Maurício pega o violão e toca “o que é que ta escrito”, todos acompanham com os instrumentos. Ao final da música, o professor faz mais duas rodadas da leitura no quadro e encerra a aula.
No segundo ano, a atividade é relacionada a audição e rítmica. No primeiro momento eles ouvem as músicas e identificam os instrumentos que estão soando, no segundo, escutam a música e tentam andar e tocar as clavas no mesmo da música. As duas atividades são interessantes os olhos dos alunos, mas essa turma hoje estava especialmente dispersa e brigona. Assim que chegamos a sala, vários alunos exibiam suas maquetes, casas e mais casas de todos tipos, isopor, cartolina, palito de picolé, me deu saudade do meu tempo de escola. Algumas casa bem coloridas, outras com 3 andares, até mobília de isopor fizeram! É claro que nem todos tinham levado sua maquete, o que já gerava um ambiente levemente hostil. Entramos na sala e a algazarra era completa. Géssica de um lado tentava separar uma brincadeira-de-briga, e eu de cá tentava fazer com se sentassem nos lugares e fizessem silêncio. Em vão. Maurício assistia tudo de braços cruzados e cenho franzido, encostado no quadro. Depois de alguns minutos desistimos também. A Maurício esperou a turma se acalmar, explicou a atividade do dia e salientou: “Mas se vocês continuarem com essa bagunça não vai dar tempo de fazer tudo”. Dito e feito, ou melhor, não feito. Foi uma aula conturbada, ficou claro que quatro ou cinco alunos eram os grandes causadores da baderna, e o resto acaba acompanhando. Cansativo, pra fechar o dia com chave de ouro e me fazer pensar. Será que o segundo ano é melhor escolha para a prática de ensino ano que vem? A dúvida continua no ar.

Relatório de Observação Escola Santa Bárbara 04/11/2010

Relatório de Observação Escola Santa Bárbara 04/11/2010

Da-se o “start” então do processo avaliativo. O educador Maurício junto com a sua equipe inicia então o processo de averiguar quais os conhecimentos foram adquiridos e até aonde chegamos aos processos de desenvolvimento. Tudo isso é realizado de modo sucinto, e as atividades são realizadas normalmente, mas é sempre necessário trazer a memória o que os educandos (tanto de forma geral quanto individual) não conseguiram e agora conseguem executar. Verificar se houve alguma cognição adquirida, quantas músicas eles conseguiram memorizar, quais as dificuldades que existiam e as que existem agora. De uma maneira geral percebemos que as evoluções ocorreram apesar de muitas vezes parecer imperceptível.
Segue então os relatos das turmas do 3º B, 3º A e grupo 5.

3º B

Professor começa pedindo para os educandos cantarem a música “Da Maré” já explicada no primeiro semestre. Canta a música e trabalha dinâmica, pedindo aos alunos que cantem forte e fraco. Aproveitando que a professora regente da classe trabalhou formação de palavras com as silabas SA, SE, SI, SO, SU, Pediu para os alunos cantarem a música com a sílaba SA. Apenas uma aluna não cantou. Esta aluna não apresenta uma regularidade na execução das atividades. Depois o professor propõe aos alunos que cantem a música falando as silabas sendo que cada fila cantava uma silaba. Alguns alunos não executaram a atividade. Ainda para complicar mais, o professor solicitou que os alunos cantassem a música com a silaba “TRA”.
Maurício citou que “com onomatopéia é mais difícil cantar devido ao processo de alfabetização, mas as evoluções acontecem.” O mesmo mencionou que um aluno com problema de dicção com a silaba TRA hoje já apresentou uma melhora considerável.
Outro elemento trabalhado com a troca de sílaba pela letra da música é os alunos perceberem que a diferença entre melodia e letra da música.
Tânia então vai à frente por solicitação do professor para trabalhar a dinâmica da música. Em seguida o professor apenas a música “Que é que ta escrito” e os alunos começaram a cantar. Já no final da aula os alunos começaram a se dispersar e cantaram novamente “We Will Rock You”...

3º A

A música do Lixo volta então a ser ensaiada. O professor começa conversando com os alunos sobre a gravação da música que eles compuseram. Quando a música inciou todos cantaram, mas devido a dispersão por não conhecerem a música todos pararam de cantar. Fundamentalmente o que aconteceu neste dia foi o ensaio do grupo da nova música.

5º Ano

Antes que o Maurício já estivesse na sala, chegamos nós três (Eu, Tânia e Ricardo) e a recepção deste grupo como sempre é muito calorosa. Fomos abraçados por todos os alunos e então pedimos para que formassem a rodinha da amizade. Cantamos a música do peixinho variando o andamento da música. Ao cantar mais forte pedimos que cantassem com andamento mais andante. E quando foi mais presto pedimos que cantassem baixo. Tudo isso para afirmar ainda que não explicássemos de forma oral, a diferença entre força e andamento.
Depois o professor Maurício trouxe o som e começamos a hora do ouvido com uma “marchinha de carnaval”. O educador perguntou aos educandos quais instrumentos eram utilizados. Eles acertaram. Houve também um samba e um forro que o professor pediu para eles tanto identificarem os instrumentos quanto para eles dançarem no ritmo da música.
Depois disso o professor trouxe a caixinha da surpresa, na qual os educandos descobriam quais instrumentos estavam dentro da caixa o professor tocava. Após eles descobrirem isso eles tocavam os instrumentos. Além de tocar eles improvisavam com a música que estava sendo tocada por Ricardo no violão.
No final da aula todos se direcionaram ao violão para um pouco e foram embora.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Olga 05/11

Neste dia fui para o Olga na companhia de André. Chegando lá os alunos estavam do lado de fora esperando os professores. Entramos e ficamos esperando também. A professora Rita chegou e nos avisou que o Raiden não iria para o ensaio, por que ainda estava com dores no braço da tendinite.

A professora Rita tinha que fazer uma reunião com a direção, e pediu para eu e André fazermos um aquecimento com os alunos. Neste dia não havia preparado nada, pois não era o combinado, então de improviso eu ensinei a canção, Abre a roda tin do lê lê , pensando que poderia descontrair e aquecer, pelo fato de ter que imitar os movimentos criados por cada um. Mas não fluiu muito bem! A roda era grande demais, são 60 alunos, e como as idades são misturadas, alguns acham legal, outros cruzam os braços, desinteressados. E começaram a empurrar uns aos outros e até chutar. Então parei e pedi para eles criarem versos rimando no final, na canção Eu morava n’areia. Foi uma experiência e tanto! Como eu havia pedido para rimar com amar, cantar, falar, eles começaram a criar versos falando que gostavam de fumar, que queriam vazar, e até que gostavam de cheirar. Então, eu vi que o clima não estava muito calmo eu pedi para eles cantarem músicas que eles gostassem. E não deu outra, só saiu Reboleixon. Neste momento André entrou na roda e pediu que formassem uns seis grupos e propôs para cada grupo que escolhesse uma canção e apresentasse apenas com mímicas para os outros, para que eles pudessem adivinhar. Os grupos ensaiaram, e depois começaram as apresentações. Notei que eles estavam bastante agitados, qualquer atividade proposta corria o risco de ser um fiasco. A professora chegou e não deu para continuar até o final. Ela já chegou dando seus berros, até o pessoal ficar em silêncio e concentrados.

O ensaio começou. Eu fiquei com a banda, que são em média 8 alunos, e André foi atuar seu personagem. Notei a entrada de mais um integrante na banda. Este garoto era o mais bagunceiro dos 60 alunos, mas ele surpreende na percussão! Depois fiquei sabendo que ele tocava bateria na igreja.

sábado, 6 de novembro de 2010

RELATÓRIO OBSERVAÇÃO ESCOLA SANTA BÁRBARA (3º ANO A, B e Grupo 5) 04 DE NOVEMBRO DE 2010

Terceiro B:
O educador Mauricio Dória começou a aula perguntando com que sílaba começava a “Música da Maré”, as respostas se alternaram entre “na” e “da”. Anunciada a música começou a tocá-la ao violão em um volume baixo, chamando a atenção dos educandos para esse fato. Pediu que cantassem e todos cantaram de maneira moderada. Logo após pediu que eles cantassem alto, perguntando em seqüência qual das duas maneiras eles preferiam. Todos preferiram a forma suave de cantar.
Aproveitando o material para alfabetização escrito no quadro (palavras que começavam com as sílabas sa, se, si, so, su), o educador pediu que todos cantassem a melodia da música da maré com cada sílaba por vez. Todos cantaram e no fim, o educador perguntou com qual das sílabas eles gostaram mais de cantar, com a maioria escolhendo o “su”. Pediu que cantassem novamente, só que desta vez com a sílaba “Tra”, cantando os trechos da melodia separados por fila. Repetindo o procedimento só que desta vez com a letra da música. Todos se envolveram na atividade.
A educadora Tânia Vêni foi convidada por Maurício para reger a sala, repassando antes com os educandos alguns gestos pré-estabelecidos (começar e interromper o som, cantar mais forte e suave). Todos começaram a cantar e seguiram a regência de Tânia de maneira satisfatória.
Antes de terminar a aula, todos cantaram acompanhados ao violão, com muita empolgação, a música “O que é que está escrito”.
Antes, durante e depois da aula, o educador Maurício esclareceu o porquê de algumas atividades e que as aulas que se seguirão até o fim do ano serão mais avaliativas. Explicou que cantar a melodia com outras palavras que não à letra da canção, ajuda na diferenciação entre letra e melodia, sem que seja necessária qualquer explicação teórica.
Disse também, que pediu aos educandos que cantassem com o “tra” no intuito de ajudar um educando específico, pois o mesmo apresentou problemas de dicção desde a sua entrada na escola.

Terceiro A: Ensaio da musica da Reciclagem.
A aula foi basicamente o ensaio da música composta pelos educandos sobre o tema reciclagem. Música que será gravada no dia 18 de novembro. O educador acompanhou ao violão, enquanto os educandos cantavam. Durante a atividade alguns cantaram, outros conversaram, dormiram, não fizeram nada, acompanharam percutindo as carteiras, percutiram o próprio corpo, cantaram fazendo cena com microfones imaginários na mão... Foi necessária a repetição de alguns trechos que apresentaram problemas.
Em dado momento o educador reclamou que todos estavam gritando ao invés de cantar e passou a tocar o violão mais baixo, pedindo que cantassem acompanhando o volume do violão. Todos cantaram de forma mais moderada.
Devido ao atraso da merenda muitos educandos estavam desatentos e reclamando do fato, o que fez o educador encerrar a aula um pouco mais cedo.

Grupo cinco:
Chegamos (eu, Jean e Tânia) na sala do grupo cinco antes do educador Maurício e fomos recebidos com muito carinho por todos através de um enorme abraço coletivo. Formamos a “rodinha da amizade”, cantamos a “Música do Peixinho e Xique-Xique” e então Maurício chegou anunciando a hora do ouvido, que consistiu em três músicas: uma marchinha de carnaval onde após a audição foi pedido que os educandos identificassem que instrumentos estavam ouvindo. Todos falaram instrumentos ao acaso, mais baseados em sua memória do que na audição propriamente dita;
A segunda música foi um samba que fez boa parte dos educandos se levantarem e dançarem com bastante desenvoltura;
A terceira foi um “forró”, após tocar a música perguntamos qual era a diferença entre as ultimas duas canções ouvidas, os educandos tentaram verbalizar a diferença mais não conseguiram. Resumindo que uma se dançava junto e era música de São João e a outra não. Conceituamos então como samba e o “forró”.
Após a atividade, Maurício abriu a caixa de instrumentos de percussão, o que causou grande alvoroço entre os educandos. Toquei um “Xote” ao violão enquanto todos me acompanhavam com o caxixi, um educando por vez. Alguns se mostraram bem musicais acompanhando dentro do ritmo e variando o acompanhamento. Depois repetimos o procedimento com a Pandeirola. Antes de sair, mais uma vez, todos formaram fila para “tocar” o violão.

Relato Olga 04 de novembro de 2010

Estava almoçando e me preparando para o Olga quando Raiden me liga e diz que não vai poder ir, por causa de uma gripe danada que ele pegou. Ele disse também que se eu achasse melhor ir assim mesmo ele ligaria para a escola e deixaria ciente. Eu comentei com ele que a minha intenção para esse dia era passar o vídeo-documentário africano "Tudo é ritmo" que a coordenadora Flávia havia indicado o link no email, mas já que ele não iria eu achei melhor deixar pra semana que vem, e ficar em casa estudando e dando um gás nas outras coisas do PIBID. Eu tinha pensado que na sexta a professora iria corrigir os resumos do livro, aqueles do cronograma definitivo, sabe? aí passei o dia todo nisso. Eu estava gripado também, mas achei que fosse melhorar e aconteceu que sexta eu fui para a reunião na raça mesmo! E minha gripe ainda não passou, escrevo esse relatório "fungando" muito o nariz...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

sábado, 30 de outubro de 2010

Relato Olga Quinta 28 de outubro de 2010

Nesse dia não aconteceram as atividades na Escola Olga devido ao feriado dos funcionários públicos. Eu já estava ciente desde a semana passada, quando eu ouvi no bate-papo dos professores. Mas mesmo assim eu liguei para o professor Raiden para confirmar.
A minha quinta-feira foi normal, aproveitei a tarde para estudar trombone e fazer outras atividades e no final da tarde fui para o coral da Emus. Depois disso ficamos na sala 102 tocando e cantando eu Márcio, um violonista que eu não me lembro o nome e o pianista que está ultimamente nos acompanhando no coral com Acenísia. Ao sair de lá fomos para a reitoria assistir os "Mestres no palco", dessa vez com o Grupo Garagem.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Relato Santa Bárbara, 21/10/2010, quinta-feira.

A expectativa em comparecer à escola santa Barbara nesta quinta-feira foi bem distinta das demais ocorridas ao longo deste ano nas práticas de observações e monitorias que permearam a nossa rotina no decorrer do mesmo. Utilizo o termo “nossa” rotina ao invés de “minha” rotina por perceber as mesmas reações e sentimentos diante dos desafios e também da nova oportunidade (liderar as aulas de música neste dia), mesmo levando em conta as experiências prévias de alguns bolsistas com uma classe, houve a sensibilidade de perceber que apesar de cada um ter suas experiências, não se pode negar que cada turma e cada escola representam realidades distintas assim como os sujeitos inseridos no contexto escolar.
Nestas aulas substituímos o professor Maurício; ou seja, passamos a ser “os cabeças” do negócio, ou melhor, da aula. Cheguei à escola pouco mais de 8:30 da manhã, em seguida, chegaram o Ricardo e o Jean com as “prescrições” cuidadosas do Maurício.Nos reunimos na secretaria e no decorrer de uma breve conversa tentávamos organizar nossas idéias e os planos de aula “relâmpago”, pois os minutos que se passavam nos convidavam à responsabilidade e não havia mais tempo para pensar e sim para agir. Então, ficou decidido que cada um ficaria responsável por liderar a aula em uma das turmas, sendo que todos os bolsistas auxiliariam em todas as aulas também.
Na verdade não deu muito tempo para incorporar a aula a ser dada, nem tampouco pensar os possíveis problemas de algumas formas de abordagens, que naquele momento, iam escapando nas ações, muitas vezes pensadas, mas não avaliadas. Estas reflexões ocorriam no momento da ação, o que gerava um certo desconforto, embora em alguns momentos servissem como um “puxão de orelha” ao qual só quem sente percebe. Mas, já estávamos lá e tínhamos que desempenhar algum papel naquele momento que nos convidava a ação e que ao mesmo tempo nos desafiava!
Jean liderou a aula no terceiro ano B onde explorou as “prescrições” do Mauricio como um verdadeiro discípulo na sala de aula, abordando o tema altura do som. Propôs a brincadeira do “Morto e vivo”, sendo que, para o som grave associava- se ao termo morto, fazendo o movimento com o corpo para baixo, ficando de cócoras; para o som agudo associava-se ao termo vivo, fazendo o movimento para cima, ou seja, ficando em pé. Ricardo também deu a sua contribuição nesta aula, onde fez com que os alunos explorassem os sons existentes na sala de aula, tendo os mesmos encontrado os sons que foram considerados como mais grave (a porta batendo) e mais agudo (o som das chaves penduradas no armário).
Bem, fiquei responsável pela turma do terceiro ano A onde desenvolvi uma atividade do “Lenga la Lenga” com a canção “Zabelinha”. Apresentei o jogo de copos correspondente a essa canção. Mesmo sabendo que não seria nada fácil por ter presenciado em algumas aulas o longo processo de assimilação dos alunos da dinâmica “Viva o rabo do tatu”, tendo a mesma sido fragmentada no decorrer de um número de aulas, até a sua conclusão. Quis fazer esta experiência para poder avaliar o nível de compreensão dos alunos e também para tentar entender o porquê destas atividades serem feitas fragmentadas por Maurício, embora concorde com suas explicações a respeito desta prática, mas, só poderia chegar a alguma conclusão passando por esta experiência. Primeiro, apresentei a música aos alunos cantando e fazendo o acompanhamento no violão. Na segunda repetição os alunos cantaram juntos comigo. Em seguida convidei os alunos que se encontravam na fileira do fundo (na fila horizontal) da sala, pedi que cada um desse as mãos uns aos outros, formando uma roda e em seguida sentamos para dar início às atividades com os copos. Distribuí os copos e fiz os movimentos em um andamento mais lento, cantando a letra da música para apresentá-los. Em seguida, pedi que cada um colocasse os copos à sua direita com a boca para baixo, na posição inicial. E novamente fiz os movimentos lentamente para que os mesmos tentassem reproduzi-los.
Por incrível que pareça estes primeiros alunos foram os que desempenharam melhor a dinâmica, mesmo incluindo os diversos erros ao longo do desenvolvimento da atividade. Havia momentos que um ou outro aluno se encontravam nos movimentos, principalmente quando se concentravam no que estavam fazendo e observavam os movimentos que estavam sendo desenvolvidos mais lentamente. Infelizmente, não houve um momento de acerto integral dos movimentos nessa fila de forma que a dinâmica fluísse mais livremente, mas, como enfatizei anteriormente, ocorreram acertos dos movimentos da dinâmica por parte dos alunos, mesmo não sendo simultaneamente por todos, sem a dinâmica ter sido fragmentada, destacando-se alguns alunos que mostraram maior assimilação. De certa forma o tempo não contribuiu muito para que fosse possível auxiliar melhor os alunos que se encontravam com dificuldades, logo tive que ignorar tais dificuldades e atender a próxima fileira de alunos, o que foi realmente uma pena, pois, os alunos desta primeira fila eram os mais interessados.
Na segunda fileira composta pelos alunos da sala que se comprometeram a participar da aula, com exceção da primeira fila, a maioria dos alunos não queriam mesmo participar, mas, bastou o aluno de comportamento mais aversivo se pronunciar positivamente, para que viesse com ele a maioria dos que antes eram do contra. Com estes alunos as coisas não fluíram muito bem, pois eram mais desatentos e agitados; houve poucos que acertaram os movimentos. Então, sugeriram a dinâmica “Viva o rabo do tatu”, e logo tudo deu certo. No final Ricardo sugeriu a música “O lixo tem que ser reciclado” para que os alunos fizessem um rap com a mesma.
No grupo cinco fizemos a rodinha da amizade e desenvolvemos uma atividade de imitação bem familiar aos alunos, onde o primeiro aluno cria um ritmo com o copo e o aluno seguinte o reproduz, seguindo este exemplo até o final da roda. Foram tocadas algumas músicas do repertório da turma e no final cada um dos alunos experimentaram tocar o violão.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Relato escola Santa Bárbara (21/10/2010)

Após dias tumultuados, festivos e cheios de grandes emoções. Mais uma quinta-feira que parecia beirar a normalidade. Cheguei à escola meia hora antes do horário de entrada dos alunos. Acompanhei a oração inicial e a entrada dos mesmos em sala de aula. Maurício de longe me viu e esboçou uma risadinha, apesar do ar meio esbaforido:
– Hoje o 4º ano vai fazer uma apresentação no SESI Caminho de Areia!
– Legal! – respondi.
– Ás 14h30min chega o ônibus que vai nos levar, vamos apresentar a música bolacha de água e sal do Palavra Cantada, conhece?
– Que massa Maurício! Não conheço, não.
– É legal, você vai ouvir. Metade da turma faz um jogo com copos e mãos e a outra canta a música, tem um momento contrastante onde todos estalam os dedos e depois volta pro groove.
– BAAAALAA!
– Então, ainda tenho que resolver isso do ônibus procurar o motorista e coisa e tal. Você pode dar aula no 1º ano hoje?
– CLAAAAR...Hã?! Sozinha? Eu e eles?
– É, é bem simples, vamos continuar aquele jogo de “Fino/ Agudo, Grosso/Grave, Curto e Longo”. Leva o teclado e o amplificador para a sala, divide a turma em duplas e pede para virem ao quadro. Escreve num papel o som que eles devem fazer (curto, longo, agudo, grave), enquanto um lê o papel e toca o outro desenha o gráfico do som que o primeiro fez. OK?
– Claro, vamos nessa!

Quando estamos planejando uma atividade para sala, tudo parece fácil e fluido, no entanto, no momento da execução é que vemos as brechas, os pontos positivos e negativos, o que funciona e não funciona e, principalmente, que educador é você e que tipo gostaria de ser.
Maurício solicitou a uma professora permanecer em sala de aula para organizar a turma. Passados dez minutos do começo da aula, Romildo (Maurício, o nome dele é Romildo ou Romilson?!) adentra a sala. Romildo/son é aluno de Licenciatura da Católica, veio observar a classe.
Resolvi só trabalhar o som curto e longo com os alunos, escrevi em quatro papéis quatro sons diferentes. A dupla chegava ao quadro e sorteava um papel para realizar. De todos os alunos em sala apenas um realmente sabia ler, ajudei-os a lerem os cartões, o que demandava mais tempo e mais atenção. As primeiras três duplas realizaram a atividade sem grandes problemas. Toda minha “performance” era bem teatral, para tornar a aula mais engraçada e prender a atenção deles, difícil mesmo era fazer com que todos me ouvissem, silêncio é um artigo em extinção. A quarta dupla (de um total de quinze) tropeçou no fio do teclado, consegui salvá-lo da queda, mas a morte foi inevitável, do teclado é claro. Resolvi continuar a atividade utilizando a voz. Alguns ficaram confusos então solicitei toda sala para que primeiro realizássemos sons curtos. Vários “pi, pá, pu, tchan, úú” surgiram de todos os cantos, depois sons longos, resultado: Aproximadamente dois minutos de gritos ininterruptos. 

A essa altura já sentia desconforto ao falar. É muito desgastante falar gritando o tempo todo e, se essa experiência evidenciou algo foi: Gritos não fazem e não poderão fazer parte da minha prática pedagógica. Mesmo que falem que ao longo dos anos ganharei prática na famosa “impostação vocal”. Não tenho estrutura e nem vontade de utilizar esse artifício em sala de aula. Admiro muito professores-com-voz-de-trovão, mas não é para mim! Com certeza é mais difícil (e quem disse que EDUCAR é fácil?!) e leva mais tempo, mas o desgaste físico/mental/psicológico é bem menor! Voltando ao relato, pedi um som longo à classe do 1º ano, gritaria-sem-fim que só cessou quando a outra professora apagou as luzes. Todos AUTOMATICAMENTE abaixaram as cabeças e calaram-se (Salve, Behaviorismo!), neste momento percebi que só havia uma professora em sala e, infelizmente, não era eu. Continuamos o jogo, poucos conseguiam ouvir a voz do colega que realizava a atividade e, com o passar do tempo, nem toda a “encenação” conseguia mantê-los conectados a brincadeira. 
Os poucos que estavam atentos DECORARAM os papéis, fiquei feliz porque pude observar o quanto são espertos e ligeiros quando querem, mas o jogo realmente perdeu a graça. Corri para secretaria/sala do professores e peguei o violão: “A, agora eu faço o som e vocês desenham no quadro!”. Dei outro piloto para dupla e continuamos a atividade até o fim. Percebi que muitos ainda não entendiam o porquê do som ser curto ou longo. Enquanto pensava em como finalizar a aula perguntei-lhes: “Por que chamamos um som de curto?”. Várias respostas: “porque é pequeno, porque é rápido...” um disse: “Porque é agudo!”, mas imediatamente foi corrigido por um colega, que respondeu: “pode ser grosso e curto”. 
Aproveitei a deixa: “vamos todos fazer um som grave e curto?!” Vários “tos, pós, pum”. Ainda matutava um fim-de-aula interessante e coeso, mas nada vinha a mente (Aiaiai Plano de Aula, que falta você faz!). Perguntei “E por que chamamos um som de longo?”, outras tantas respostas: “porque é grande, por que demora...”. Eu: “então vou contar até três e vamos todos fazer um som longo para finalizar a aula: 1,2 e 3...”. “CALA A BOCA DE UMA VEZ”, respondeu uma parte da turma, enquanto a outra parte simplesmente me ignorava. Insisti na brincadeira: “Vamos lá pessoal! Vocês sabem o que é um som longo, é só fazer!” Bom, não posso dizer que o resultado não foi satisfatório, mas, para o que parecia uma tarde beirando a normalidade, quase me deixa louca (ou ao menos um pouco mais surda). 
Gritaram, gritaram, gritaram e eu que já não tinha forças, nada fiz. Esperei a professora apagar as luzes novamente, arrumei as coisas em cima da mesa e levei para a sala dos professores, ainda gritavam quando saí da sala carregado o violão e o amplificador. Quando voltei à sala para buscar o teclado todos estavam quietos de cabeças baixas, Insight! Comecei a cantar DA MARÉ bem baixinho, aos poucos foram me acompanhando, começaram a aumentar o tom de voz, “regi” a turma para que continuassem cantando baixinho. Botei o teclado embaixo do braço e disse: “Muito bonito, crianças! Até semana que vem”. Eles quase em coro: “Tchaaaau Próóó!!”, a ultima voz que ouvi foi a da outra professora que comentava com o Romilson/do : “Coitada da professora!”. Esse “coitada” doeu mais do que toda indiferença dos alunos desatentos.
Tomei um copo d’água, respirei fundo e fiquei esperando Maurício na sala dos professores. Ele já chegou perguntando “E aí?! Como foi?!”. “É, foi! Mas primeiro tenho que digerir a experiência para depois te passar os detalhes” – respondi.

No pátio, já havia uma fila de alunos formada, sorrisos estampados e pouco nervosismo aparente, de imediato quase todos me reconheceram como a DJ da festa. Alguns se esqueceram do bilhete de permissão dos pais, e pediam encarecidamente para que Maurício e a Vice-Diretora lhes permitissem o passeio. Uma das alunas correu até sua casa (que era próxima a escola) debaixo de chuva, só para pegar a autorização. 
Dentro do ônibus a turma se dividiu em duas: a galera do fundão, que cantava e brincava bastante e o pessoal da frente, que parecia mais tímido e ansioso. Maurício ficou ao lado do motorista mostrando o caminho e eu fui atrás com a galera. Tirando um ou outro pedido de “Por favor: mãos, pés, cabeça, joelho, cotovelo e nariz DENTRO DO ÔNIBUS”, não me deram trabalho algum! Uma turma madura e disciplinada, no limite onde toda criança o pode ser. Chegamos ao SESI no horário combinado, bem a tempo de ver o começo das apresentações, os alunos acomodaram-se na platéia e lá ficaram muito bem comportados. 
Uma das alunas me disse que não poderia ficar no auditório, pois passava muito mal com o ar condicionado. “OK, então a gente fica sentadinha aqui até a hora da apresentação de vocês”. Outra aluna agarrou meu braço e disse que estava sem autorização dos pais, então iria ficar perto de mim. Ficamos as três conversando na ante-sala do auditório. Foi divertidíssimo! Parecia um programa de entrevista: quando não estavam respondendo, estavam curiosíssimas perguntando. De longe parecem crianças, mas me surpreenderam com a maturidade de suas palavras. 
Quando perguntei sobre as diferenças entre escola pública e escola particular elas foram veementes: “A escola particular é um saco, um monte de metidinho que se acha e que diz que sabe de tudo, mas não sabe nada. Os pais pagam caro e pensam que dinheiro compra conhecimento, mais burros ainda, por que não sabem que depende é do aluno, o aluno é que aprende, se quiser aprender alguma coisa, é claro. Na escola particular eles aprendem é a esnobar com o tênis caro, tirar onda com o celular novo, só isso... nada que preste”. Não preciso nem dizer que o relato sobre a escola pública e, mais precisamente a Santa Bárbara foi tão enfático quanto, mas inversamente proporcional. Elas ADORAM a escola, os amigos, os professores, a merenda, sentem mesmo como se fosse uma extensão das suas casas, uma segunda família. Perguntei-lhes o que elas gostariam ser quando crescer, prontamente a primeira disse: “promotora de justiça” e a segunda, “Artista! Quero desenhar, fazer quadros, esculturas”. Fiquei feliz e surpresa com as respostas e disse-lhes:
– Meninas vocês tem o poder de ser tudo que quiserem, mas terão que estudar muito e trabalhar duro.
– É, tô ligada!

Chegada a hora da apresentação, alguns aparentavam muito nervosismo. Posicionaram-se e aguardaram concentrados a regência de Maurício. Foi lindo! A galera dos copos não errou uma, mesmo desfalcados – a mocinha que passava mal com o ar condicionado não aguentou ficar no auditório. Inicialmente começaram a cantar tímidos, os ombros para dentro e a cabeça levemente baixa. Depois da parte contrastante, onde a dinâmica diminui, voltaram com todo gás. Realmente uma apresentação muito bonita. 
Na platéia aplaudiam bem felizes as “chefonas” (com o perdão da palavra, é claro. Não me recordo agora nem os nomes nem os cargos, mas Maurício pode comentar isso depois, né?) Também marcava presença o pessoal da comunidade, que não se preocupava muito em regras de convívio social, como fazer silêncio ou mesmo, não jogar bolinhas de papel. Na saída, lanchinho para todos! Voltamos para o ônibus, todos alunos, mais uma vez, muito comportados. Já no ônibus, não havia dois grupos, todos estavam no fundo cantando e batucando, felizes com a apresentação (Salve, Adrenalina!). Chegada tranqüila, na escola o transporte escolar de uma das alunas já havia passado, provavelmente ela se esqueceu de avisar-lhes da apresentação. Mauricio a levou em casa e a mim também. Durante o trajeto:
– E aí?! O quê que você achou? Como foi a aula? E o 4º ano?!
– Calma Maurício! Vou digerir e prometo que escrevo TUDO.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Olga, 22/10/2010

No caminho da escola sempre encontro vários alunos e todos gritam, "ei professora! Tá indo pra escola? E achei que deveria postar sobre este momento, que me traz um sentimento muito bom, de ter descoberto mais uma utilidade na minha vida: Ser professora!!!
Como de costume, os alunos do Olgart estavam esperando os professores chegarem para poder entrar na escola. Isso acontece porque os alunos são do turno oposto, e se eles entrarem na escola, ficam fazedo bagunça. Neste dia, Ráiden avisou que não iria, pois estava com tendinite. Por isso, a professora Rita iria dispensar a banda, mas eu falei que não precisava, que eu tentaria ajudar. A professora Rita pediu que fizessem uma roda para dar alguns recados pediu também que eu, Maurício e André fizessemos um aquecimento para dar início ao ensaio. André pediu para permanecerem na roda e que ficassem em silêncio. Ele puxou uma ponta da fila e começou a andar em caracol, fazendo vários percursos diferentes. No início o pessoal ficou rindo, mas depois fluiu e ficou muito interessante.
Com a ajuda de Maurício, dei continuidade ao trabalho de ritmos brasileiros, ensinando a música "Nagô,Nagô", com o arranjo de percussão corporal do livro Lenga La Lenga, ensinada por Barral, no grupo de estudos. Perguntei se alguém conhecia o Maracatu e se sabiam de onde vinha. Ninguém respondeu que conhecia, e nem sabiam de onde vinha. Fizemos a percussão corporal e cantamos. Não deu tempo de falar sobre os instrumentos, o contexto histórico, porque iria demorar. Então passei a bola para a professora Rita.
O ensaio começou e ocorreu tudo bem. A peça está praticamente pronta, e ouvi uma aluna dizendo que eles irão se apresentar em Brasília, e irão de avião!!! Achei muito legal!
No final a professora chamou a atenção de quem estava desconcentrado e avisou que não aceitará mais certos tipos de comportamento. A professora Rita é bem brava, mas o resultado é muito bom! Vamos conferir na estreia!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ausência

No dia 22/10/2010 não foi possível a minha presença na escola no ensaio do musical Áfricas, porque passei muito mal com cólica mestrual. Mil desculpas. Obrigado. Angela Usêda.

Relato do Colégio Municipal Olga Figueiredo - 22 de outubro de 2010 / Sexta-feira.

Para os estudantes que fazem parte do projeto Olgarte, a ação de expressar suas idéias através do teatro, da dança e da música tem se tornado cada vez mais natural. Os movimentos vêm ganhando forma e revelando a idéia do musical com bastante clareza e criatividade. A oralidade e a interpretação do texto têm sido bastante valorizadas durante os ensaios. Nesse contexto os alunos vêm adquirindo motivação para estudarem com mais comprometimento e com prazer.
Os ensaios têm acontecido seguindo um roteiro dinâmico, dividido da seguinte maneira:
- primeiro momento: A profª. Rita faz um trabalho de conscientização, motivação, participação, integração, compromisso, responsabilidade e de reflexão a respeito do "por que estou fazendo?” “Para que estou fazendo?” E, também a respeito do fato se o musical “ tem causado mudanças importantes para uma relação saudável comsigo mesmo, com o outro e para o bom resultado do trabalho?”.
- segundo momento: voltado para as oficinas, onde os colaboradores André, Maurício, Ana e Ângela, têm desenvolvido atividades com o propósito de contribuir para um melhor desempenho dos alunos.
Nesta sexta-feira o responsável pela oficina de canto fui eu e realizei um trabalho de aquecimento vocal, memória e noção de espaço em parceria com a profª Ana Tomich.
Desenvolvimento:
Noção de espaço - Foi pedido para que os alunos fizessem uma roda e ao sinal do professor eles começaram a andar: o aluno à esquerda devia seguir o colega que estivesse à sua direita. Num dado momento, o líder da roda, que no caso foi um professor, começou a caminhar em várias direções dando uma idéia de caracol para no final voltar na roda inicial;
Memória e aquecimento vocal – Pedi que os alunos reproduzissem o som que iestava fazendo, aumentando o grau de dificuldade e variando em diversas alturas. Sempre partindo do grave para o agudo e do agudo para o grave auxiliando numa melhor projeção da voz;
Cantiga de roda e Percussão corporal – A profª. Ana ensinou uma canção da nossa terra, inserindo elementos de percussão corporal e movimento. Os alunos demonstram bastante interesse pela atividade o que levou a participação de todos.
Ela solicitou aos alunos que repetissem a letra da canção frase por frase; depois que imitassem os elementos de percussão corporal associando a letra da canção. Uma vez  que eles dominavam a melodia da canção e os elementos de percussão foi solicitado que os alunos executassem andando em formato de uma roda.
Antes de passar para o terceiro momento a professor Rita pediu que os professores Maurício e Ana ficassem responsáveis pela banda de percussão para que ela pudesse se concentrar na passagem da fala e da dança do musical.
- terceiro momento: foi passado o musical do início ao fim sem interrupções e com a participação da banda para cronometrar o tempo de duração e a simular a performance em teatro.
Os ensaios têm ganhado um fôlego cada vez maior pelo fato de estar se aproximando o dia da estréia do musical. Ao final de cada ensaio a professora Rita tem conduzido um momento de reflexão sobre o processo do trabalho. Também são dados os avisos e logo em seguida os alunos são dispensados.

sábado, 23 de outubro de 2010

RELATÓRIO OBSERVAÇÃO PARTICIPATIVA ESCOLA SANTA BÁRBARA (3º ANO A, B e GRUPO CINCO) 21 DE OUTUBRO DE 2010

Terceiro B: Diferenciação entre grave e agudo

O educador Jean Prado perguntou aos educandos se eles conheciam a diferença entre os sons graves e agudos. Surgiram algumas associações, como grande e gordo para grave; fino e pequeno para agudo. O educador usou o violão para exemplificar os sons, grave (6ª corda) e agudo (1ª corda) iniciando a brincadeira de vivo ou morto utilizando os sons graves para “morto” e agudos para “vivo”, alternando os sons, repetindo, criando dificuldades para estimular os educandos. Fez com todos juntos, depois com filas separadas, depois com todos juntos novamente. Todos os educandos participaram de maneira ativa.
Esgotada a atividade eu entrei em cena pedindo que eles identificassem quais os sons graves e agudos do entorno sonoro, eles se envolveram na exploração do ambiente descobrindo alguns sons. Pedi então que eles classificassem qual o som mais agudo e qual o som mais grave que se poderia produzir na sala, no fim resultou no som mais agudo o balançar do molho de chaves pendurado na fechadura do armário e o mais grave o armário sendo percutido lateralmente. Essa atividade serviu para avaliar se os educandos tinham realmente assimilado os conceitos de grave e agudo. Ainda tentei estabelecer um samba com os educandos percutindo nas carteiras, mas não foi muito a frente. Não por falta de habilidade ou vontade dos educandos, talvez por falta de planejamento da atividade e inexperiência minha.
O educador Jean ainda acompanhou ao violão, os educandos cantando “O que é que quer dizer” e “Xique-xique”.

Terceiro A: atividade rítmica com copos e ensaio da musica da Reciclagem.

A educadora Tânia Vêni começou a aula trabalhando uma atividade rítmica com os copos, utilizando a musica “Zabelinha”. Trabalhou com uma fila por vez, o que provocou certa algazarra entre os que não estavam participando. Foi preciso que chamássemos a atenção dos educandos para que prestassem atenção na atividade que estava sendo desenvolvida no centro da sala, o que não adiantou muito.
Depois que duas filas experimentaram a atividade, passamos para o ensaio da música que foi acompanhada ao violão por Jean e cantada por todos os educandos umas três vezes. Foi então que um educando sugeriu cantaá-la dentro de uma batida de Hip Hop. Alguns educandos se encarregaram de fazer com a boca a batida do Hip Hop, mas apenas uma educanda cantou a música dentro da métrica do Rap. O resultado ficou estéticamente muito interessante, mas a atividade não foi à frente por falta de envolvimento dos outros educandos que ficaram apenas assistindo a performance.
Então o educador Jean acompanhou ao violão, os educandos cantando “O que é que quer dizer” e “Xique-xique”.

Grupo cinco: Atividade de imitação com copos

Os educandos nos receberam mais uma vez com muito carinho.
Formamos a “rodinha da amizade” e distribuímos dois copos. Cada educando tinha que produzir um som com um copo para que o colega ao lado o repetisse. Depois a atividade passava para o segundo aluno com um terceiro, completando assim a roda. A atividade até que começou bem, mas do meio para o fim os educandos começaram a se dispersar até que a roda da amizade estava praticamente desfeita: cada educando estava fazendo uma atividade diferente. Talvez a causa disso foi o fato que essa atividade já tinha sido realizada pelo menos umas três vezes, tornando-se desinteressante. Levamos muito tempo tentando reorganizar a roda para continuar a atividade, distribuí um copo para cada educando e Jean iniciou ao violão, a música “Xique-xique”. Eles acompanharam a música batendo o copo aleatoriamente. Seguindo meu exemplo alguns conseguiram estabelecer um pulso, mas novamente antes do fim da atividade todos já estavam dispersos e foi preciso recolher os copos, tamanho era o barulho. A partir daí todos ficaram muito irrequietos correndo pela sala e só pararam quando Jean pediu para que todos sentassem em suas cadeiras. Então cantamos acompanhados do violão a “Música do Peixinho”. Antes de sair todos formaram fila para “tocar” o violão.