terça-feira, 13 de março de 2012
Relato Santa Bárbara 13/03/12 - Reunião dos Pais
quinta-feira, 8 de março de 2012
Ausência na terça
quarta-feira, 7 de março de 2012
Primeira visita - Carmelitana
Ao chegar, Davi estava expondo alguns tópicos para os meninos na biblioteca. Todos sentados naquele calor psicodélico das 13h. Logo em seguida fomos para a sala e Davi foi nos mostrando todos os instrumentos que tinha por lá - além dos outros materiais.
Foi basicamente uma visita de reconhecimento de terreno. Gostei bastante do lugar. Logo na saída, Davi nos mostrou o esboço do projeto "Todo Dia é Dia de Leitura" que o Carmelitana vai tocar para frente. Viciado em livros como sou, me prontifiquei a ajudar no que fosse necessário e retifico aqui meu apoio - a biblioteca, por sinal, estava divinamente organizada e já fiquei com vontade de pegar uns dois ou três emprestados. Ótimo ambiente! Resta agora ser bem utilizado.
Feliz pelas grandes possibilidades...
"Lar doce...Escola" (?)
Esta foi a principal reflexão que fiz ao visitar a Escola Carmelitana esta semana. Após o acolhimento (Oração de agradecimento e entoação do hino nacional antes de iniciar as aulas), o professor Davi levou duas turmas com seus respectivos professores, para a mais nova sala de vídeo e biblioteca e, em forma de slides, mostrou para os meninos uma retrospectiva das atividades e conquistas da escola em 2011, além de falar sobre as novas perspectivas para 2012, repetiu para os alunos algumas das regras básicas não só de educação, mas também de higiene pessoal, inclusive avisando as meninas ( e nem mesmo as professoras escaparam! ) que elas não devem usar maquiagem, bem como as regras para o uso do fardamento.Ele comentou conosco, que era muito comum ver as crianças sem tomar banho direito a ponto de deixar marcas no corpo (“lodo”), bem como caso de piolho, etc.Fiquei pensante...
Após a apresentação, o professor comentou comigo e com meu companheiro, Pedro, sobre casos de crianças que tinham comportamentos estranhos (muitas vezes agressivos) na escola e, ao sondar qual seria o motivo, sempre acabava descobrindo problemas pessoais graves, muitas vezes relacionados à própria família. Aproveitei o ensejo e fiz a tal pergunta que não quer calar (coloquei no presente de propósito): “A escola é ou não é a segunda casa do aluno?”. O professor Davi me respondeu com outra pergunta: “E não era pra ser?”
Ora, a nossa casa é o lugar onde nós ficamos “à vontade”, onde mostrarmos para todos a nossa verdadeira face, onde manifestamos com mais clareza as nossas qualidades e defeitos e, como conseqüência, recebemos um acolhimento e repressão muito maior do que se estivéssemos “na rua”. A nossa vovó sempre dizia, “A mãe olha aonde bate, mas a polícia, não” (poupemos nossa velhinha das considerações sobre a atual “lei da palmada”). Sendo assim, na “primeira casa”, recebemos a tradicional “educação doméstica” que engloba higiene, etiqueta, religiosidade, etc. Lugar de aprendizado primário.
Já a nossa escola, como “segunda casa”, cuidaria de ministrar o conhecimento, promover o entendimento e racionalização do meio social e desenvolvimento de habilidades específicas para a futura inserção ao mercado de trabalho.
A pergunta-resposta do professor Davi, então, traz para nós uma reflexão de como nós estamos carentes de um lar. Pode parecer meio “piegas” dizer isso, mas ,como ele mesmo me disse, “o governo vive a falar em desenvolvimento, investimento e carência de educação, mas uma educação apenas ligada ao conhecimento”, ou seja, à segunda casa; todavia, como terei uma casa de veraneio se estou “sem teto”? Como ter conhecimento sem esse tratamento primário que é a base para nos desenvolvermos, seja como intelectuais ou profissionais? Nós estamos muito mais carentes de uma família (um lar), essa conversa de educação é para aqueles que têm uma vida privilegiada, não para os meninos da carmelitana, que tiveram que contar com os próprios professores para fazerem o almoço, pois não havia cozinheira para realizar o serviço nesta segunda feira.
“Vamos orar agradecendo o nosso alimento, pois existem pessoas que não tem nem isso para comer” Diz Davi para os alunos para conscientizá-los desde cedo para a sua realidade.
Vamos alimentar as nossas crianças, os nossos estudantes e todos aqueles que toparam comprar uma briga por um ensino de qualidade através das ações de nosso grupo; mas vamos, principalmente, em nosso dia a dia, alimentar a esperança das pessoas de (re) construírem a primeira casa das próximas gerações, caso contrário, teremos cada vez mais bacharéis, médicos, advogados e professores insensíveis por que não tiveram (e nem têm) um teto (lar) decente para morar.
2ª Visita à escola Santa Bárbara
Nova percepção das turmas
Relatório de observação santa Barbara 06/03/2012
Segundo ano
Professor Mauricio iniciou a aula tocando violão com uma nova versão para a música da fazendinha do Zé. A melodia já conhecida dos alunos teve uma nova versão agora com os instrumentos musicais na loja do mestre Andre.
“Ô La La ô Le Le fui à loja do mestre Andre ( 2 vezes )
foi La na loja do mestre Andre que eu toquei?
Violão, piano, violino, sanfona...
Logo depois, Mauricio testou a memória dos alunos perguntando sobre o que tinha ocorrido na aula passada. Mais adiante foi formada uma roda e pedido aos alunos que fizessem um movimento corporal junto com um movimento na língua chamado de língua maluca.
Na turma do primeiro ano
a aula foi iniciada com a música do relógio, seguida da música da fazendinha do Zé. Na música da fazendinha, Mauricio utilizou as clavas marcando o tempo na primeira parte e depois marcando dois tempo na segunda parte. Foi utilizado também a dinâmica( forte e fraco )com os sons dos bichos.
Ô la la ô le le fui na fazendinha do mestre Zé 2 vezes
na fazendinha do mestre Zé eu encontrei?
Leão, gatinho, boi, vaca...
Na aplicação dessa atividade, Pude perceber que os alunos já sentem a preparação dos acordes e assim começam a cantar na hora certa.
Foi aplicada uma atividade a qual Mauricio desenhou no quadro algumas figuras geométricas e atribuíram sons diferentes a cada uma delas.
Circulo= falar uh
x= bater palma
Triangulo=bater o pé
No final da aula foi feita uma apresentação dessa atividade para a professora que parabenizou a turma pela leitura dos símbolos geométricos.
Durante o desenvolvimento dessa atividade, pude perceber que o aluno tem facilidade para a associação dos sons as figuras. Mauricio me explicou que a turma do primeiro ano tem poucos alunos novos e por isso a maioria já tiveram aulas de música no grupo cinco. Acredito que quanto mais cedo começarem a estudar música mais facilidade terão nas futuras execuções das atividades.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Segunda visita à Escola Carmelitana
Ao chegar, encontrei-o ajudando o eletricista da escola, pois no fim de semana a cozinha ficou sem energia eletrica e a geladeira estava desligada. Tenho apredido muito com ele. Além de ministrar aulas, ele tem me mostrado que o professor deve estar disposto a contribuir para o desenvolvimento em tudo que for possível, interagindo assim com outros departamentos.
Assim que o professor terminou de resolver o problema que havia ocorrido na cozinha, nos reunirmos e ele me mostrou o projeto da escola para o ano de 2012. Este ano a escola estará incetivando a leitura.
domingo, 4 de março de 2012
Primeira Visita a Escola Carmelitana no ano de 2012
As aulas de música terão início no dia 12 de Março.
Neste dia acompanhei o professor Davi enquanto ele fazia a revisão nos equipamentos da escola: Som, Computador e também teste cabos utilizados nestes aparelhos.
Neste dia auxilei o professor nas atividades que ele realizou na escola, e conheci a sala onde irá acontecer as aulas de música.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Volta às aulas: Conceitos e preconceitos...
E lá vou eu em minha segunda visita à Escola Carmelitana ( a primeira foi no ano passado já no final do ano)
As aulas começaram com uma recepção calorosa aos novos alunos, lá eles têm uma música própria para desejar boas vindas e, além de muita animação, era muito engraçado ver o nosso supervisor Davi dando “pulinhos”,“ rodadinhas” e “gritinhos” em meio a toda aquela criançada.
Meu companheiro, Tiago, também estava lá, marmanjão se comportando como uma criança. Naquele momento fiquei meio sem reação e até criticando um pouco aquele comportamento, afinal para mim é muito difícil mergulhar nesse universo infantil. Ao término da recepção, todos os alunos foram para sala e Tiago e eu acompanhamos o professor Davi até a biblioteca da escola. Perguntei a ele se ele não precisou vencer certo preconceito pessoal e ele me respondeu de uma maneira muito inteligente: “Se você pensar que não é um estranho e sim um deles fica mais fácil”, eu já havia perguntado isso para outros colegas que lidavam com crianças, inclusive com a musicalização infantil lá na escola de música, mas nunca tinha ouvido nada tão satisfatório.
Ele estava verificando os últimos toques para a instalação de um televisor e um aparelho de DVD, aumentando assim as utilidades da biblioteca; também estavam lá outros dois membros da coordenação. Vendo aquilo fiquei pensando comigo: “Dizem que faltam recursos para a educação, então deve ter sido muito difícil conseguir verba para comprar esse material; como será que a escola deu importância a existência de uma sala de vídeo?” Então perguntei ao professor Davi, que me respondeu juntamente com uma das coordenadoras de que isso na verdade era fruto de uma equipe atuante dentro da escola, capaz de entender como se processa a política de recursos e administrá-la em conjunto objetivando o bem estar dos alunos “Queremos que os alunos tenham vontade de vir à escola e tenham este lugar como uma verdadeira fonte de motivação”, achei interessante, pois estudei em escola pública por três anos no ensino fundamental e o que mais via era o descaso dos professores quanto à qualidade do ensino e ao bem estar dos alunos, e essa preocupação não se limitava ao professor Davi, fui mandada para a sala de aula para observar o comportamento dos alunos do 5° ano e, antes de começar, a professora me deu uma “ficha” geral e individual da turma, me contando como era a realidade particular de cada um deles, suas dificuldades na escola e na vida particular, além do comportamento de cada um em sala. Queixou-se de não poder dar uma maior assistência para cada um deles, pois também tinha sua vida familiar e pelo seu cansaço, pois há muitos anos se dedica arduamente á profissão. Este último eu também havia percebido pela voz e pela forma de lidar com os meninos, parecia conhecê-los há muito tempo.
No quadro havia um questionário que perguntava desde dados pessoais como nome completo dos pais ou responsáveis até coisas bem subjetivas como “qual é o seu sonho? “Qual sua meta para o 5° ano?”
Apesar das perguntas serem respondidas individualmente, havia uma aluna que praticamente copiou o dever da colega como se fosse o dela, a professora que já conhecia esse comportamento mandou ela me pedir ajuda para fazê-lo. Então, nós apagamos as respostas copiadas, uma por uma, e eu repeti para a menina as perguntas e esclareci dúvidas, o que deu outro formato para a atividade “agora sim ficou legal, quando você copia, ela não fica com sua cara”! Perguntei para a professora: “já que você conhece a realidade dela, me explique o porquê dela não se esforçar para fazer uma atividade tão fácil como essa.” – Deve ser pelos pais darem muita proteção, respondeu e continuou:
-”Muitos deles, quando passo a atividade para casa, não fazem, já mostrei para Davi como é que eles estão”; se queixa; isso me leva a pensar o quanto é importante que o professor seja comprometido com a educação e não apenas com o conteúdo; quem não entende isso, diante do que vi, pensaria: Que é que o professor de música tem a ver com isto?
De volta à biblioteca, vi muitos livros que falavam sobre a mitologia dos Orixás em linguagem infantil, e fiquei surpresa, já que a escola tem o nome católico poderia ter uma implícita intolerância religiosa. Meu supervisor então disse: “Não devemos ver isto como religião mas sim como cultura, ela é a identidade do nosso povo”
O Título do presente relato se define pelo fato de ter havido, em diferentes momentos, preconceitos de várias partes (principalmente da minha, já que eu sou a principal observadora em questão), porém facilmente quebrados e estabelecidos como conceitos que podem (por que não?) se tornarem também preconceitos. O primeiro dia de aula é, e sempre será mágico, por ser formado por elementos que aparecem e desaparecem inexplicavelmente por trás de um truque.Isso o torna único e mitológico.
O final de minha visita foi algo um tanto ecumênico: Um católico descrevendo para uma messiânica uma missa em latim acompanhada por tambores, onde é comparado o sofrimento dos negros ao sofrimento de Cristo. Mais uma vez quebramos preconceitos e estabelecemos o conceito de que nenhuma idéia sobrevive eternamente, como diria os budistas: “tudo passa”...
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Míni gincana musical
De volta as aulas Escola Santa Barbara 28.02.2012
No primeiro contato com os alunos depois das férias, foram observadas duas turmas com perfis bem parecidos.
Na turma do segundo ano, o professor Mauricio iniciou a aula identificando os alunos que não estudavam na santa Barbara e perguntou aos da casa do que eles se lembravam do ano passado. Logo depois, Mauricio pediu aos alunos que se levantassem em fila indiana de maneira que formou uma roda envolta das carteiras. Depois de formado o circulo, foi feita a apresentação da turma utilizando ritmo ou movimentos corporais a partir da separação silábica do nome de cada um.Nós observadores Rodrigo Sá, Alan e Tiago também nus apresentamos e criamos divisões para alunos que se sentiram tímidos.
Na turma do primeiro ano, Mauricio iniciou a aula perguntando aos novatos o nome da antiga escola que eles estudavam.Nessa aula Mauricio levou o violão e as clavas que o acompanharam na música da fazendinha do Zé e na música do relógio.foi feita também uma atividade na qual os alunos associavam figuras geométricas a sons a exemplo:
Triangulo= bate palma
Quadrado= estalo com a língua
Circulo=solta beijo
Ainda nessa atividade foram chamados alguns alunos ao quadro para desenhar seqüências com as figura geométricas e depois executar o som que cada uma representava.
Portanto, pude perceber que as duas turmas são bem parecidas, numero de alunos, faixa de idade e um bom comportamento que de fato contribuiu para o sucesso das atividades aplicadas. Acredito que com o decorrer das observações, possa entender o cotidiano e assim diagnosticar facilidades e dificuldade encontradas no decorrer das aulas de música.