sexta-feira, 20 de abril de 2012
Um dia reflexivo (2o dia de oservação na Escola Santa Bárbara)
Relato Santa Bárbara 17/04 - Um olhar diz mais do que mil palavras
quarta-feira, 18 de abril de 2012
"Para quê lápis e borracha?"
Esta foi a pergunta que fizeram ao professor Davi no momento em que ele solicitou material para dar aula de música. Gostaria agora de ser enarmônica na análise desta pergunta atribuindo a ele um sentido simbólico. Minha fonte foram as aulas desta semana na escola Carmelitana.
Na aula o professor Davi fez exercícios gráficos com os alunos para fixar todos o conteúdo já estudado.As turma do 5° ano ficaram treinando a grafia da clave de sol e as do 3° ano a localização das notas do ré e mi na pauta (norteadas pela clave de sol, é claro). Para quem não entende basta dizer que a clave é uma espécie de bússola de diz onde ficam os pontos (estes pontos seriam as notas) na pauta* (*cinco linhas paralelas onde se escreve música).
Eu e Pedro Vieira auxiliamos os alunos no cumprimento das tarefas, mas o que eu achei muito interessante foi meu companheiro ter feito um desafio para as turmas do 5° ano de quem conseguiria completar toda a pauta primeiro que todo mundo. Ele lançou o desafio, simulou na mesa a batida de tambores (trtrtrtrtrtrtrtrtrtrtrtr) e ....... DEU A LARGADA!
Nossa! Leitor, você precisava ver como os meninos se comportavam! Pareciam verdadeiros corredores profissionais! Dava para ouvir até o estalo que eles fizeram na hora da “largada”. Como eles ficaram estimulados! Vemos com isso que o desafio é muito importante no processo de aprendizagem; com ele, vamos aprender a superar nossas limitações o que muito contribui para conquistar coisas muito valiosas na nossa vida.
É claro que poucos fizeram realmente claves lindas no papel, alguns nem conseguiram terminar o exercício porque desenhavam e apagavam sem se permitir errar, Quem não conhece aquele velho ditado “é errando que se aprende”? Nesse momento achei muito interessante quando Pedro disse para a turma: “aprender a escrever música é como aprender a escrever”. Essa lembrança também puxa outro ponto que não pode ser ignorado: existiam alunos que simplesmente não acertavam fazer o exercício de localização das notas, não porque não sabiam música, mas por não saberiam ler os quesitos, ou seja; como ele vai saber o que o exercício pede se ele nem sabe ler a questão?
Essa é no momento uma das principais preocupações do professor Davi, que está desenvolvendo um projeto chamado “Todo dia é dia de leitura” e nós do PIBID estamos Esquentando ou neurônios para inserir esse projeto no contexto do ensino da música e com isso, além de auxiliarmos o professor Davi, podermos ter uma ferramenta eficiente para ajudar outros alunos de outros lugares, bem como professores que enfrentem o mesmo problema (esse professor pode ser você, leitor) e assim preencher essa lacuna que o nosso ensino deficiente acaba não preenchendo.
Encerro meu relato relembrando o título
“...E aula de música precisa de lápis e borracha?”
A todo o momento nós nos deparamos com a situação semelhante a dos meninos da Carmelitana de aprender coisas novas e uma nova escrita ou linguagem à qual acaba sendo nova aos nossos olhos. Por isso nunca iremos dispensar um “lápis e uma borracha”, para assim escrevermos no rascunho e podermos ter a chance de apagar.
A beleza não está em somente tocar belas notas aos nossos ouvidos, faz parte do show também arriscar a fazer uma caligrafia trêmula e insegura, ou dar nome à nota no lugar errado por não entendermos uma questão, ninguém neste mundo está vacinado contra esse mal... Afinal, por trás de todos os erros de um iniciante, existe um virtuoso que possui um diamante pedindo para ser lapidado.
É muito importante sempre lembrar que a educação musical não é para formar músicos, mas sim mais um importante veículo para formar homens e mulheres de bem. Academicamente falando desenvolvemos nossa inteligência, mas o dia a dia e a prática é que nos dá a sabedoria, elas se completam e formam o precursores da futura geração de nosso país.
No ritmo do baião
Mauricio iniciou a aula fazendo perguntas sobre um livro que os alunos tinham visto com a professora. O livro ilustrava a música “Asa branca” de Luiz Gonzaga, logo foram analisadas as figuras com a letra da música e aproveitado o contexto para trabalhar o ritmo do baião, tocado com as mãos. Nessa aula toquei a melodia da música “Asa branca” no sax acompanhado por Maurício no violão.
Ao termino da aula do grupo cinco, uma professora nos pediu para fazer uma apresentação na sala do quarto ano. Logo, eu e o colega Tiago tocamos a musica “asa branca” sendo acompanhado pelos alunos que tinham a letra da música impressa.
Segundo ano
Na turma do segundo ano,Foi continuada as analises individuas com os alunos. Contudo, sendo inicialmente feita uma atividade com toda turma, através de ritmos representados por símbolos geométrico escritos no quadro.
Observação:
Nessa turma o professor Mauricio teve que chamar a coordenadora para conversar com um aluno que tinha um comportamento inadequado. Contudo, após a volta do estudante da coordenação, foi observado um melhoramento do mesmo, alem dele se disponibilizar para participar da atividade individual.
Primeiro ano
Nessa turma foi iniciada a aula com os alunos cantando uma musica do “indiozinho” que aprenderam com a professora. Também foi cantada a música de Luiz Gonzaga “asa branca” e feita uma apreciação ativa com a música do leitinho, tocada no amplificador conectado ao mp3. O professor foi fazendo perguntas sobre a letra da musica e ao final da aula todos dançaram e cantaram.
Portanto, nessa observação pude perceber a possível conexão da aula de música com outras disciplinas. Pois, pode se aproveitar o contexto da aula da professora uni docente para aplicação de atividades musicais e vice versa.
Primeira experiência
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Primeiras impressões
A aula aconteceu naturalmente com a experiente condução do professor e mesmo que alguns estudantes apresentassem um comportamento inadequado, o que já era esperado, ele tinha para cada um a fórmula para a correção do comportamento sem precisar disputar espaço com eles. Uma coisa ficou clara, e essa informação vale para os colegas que almejam aprofundar-se em gerenciamento de sala como foi citado na reunião na Carmelitana: o dinamismo nas aulas é fundamental para que não se perca o domínio, ou seja, não existiam intervalos entre uma atividade e outra para não causar a dispersão entre eles.
domingo, 15 de abril de 2012
Experiência inicial
No primeiro dia de observação só houve uma aula no turno matutino por acaso, já que não haveria aulas, pois na escola estava acontecendo um curso para os professores. As atividades estavam mantidas em poucas turmas e em uma delas a professora não estava presente, então o professor de música Maurício se propôs a dar aula para esses alunos.
A aula se iniciou com Maurício tocando violão e cantando duas músicas (“Da maré” e “Sai preguiça”) junto com as crianças, foi notória a animação praticamente geral na turma. Em seguida, Maurício passou a trabalhar uma terceira música (“O que é que está escrito”), começou falando a letra para que os alunos repetissem e logo depois cantou junto com todos. Quando estavam todos seguros da letra o professor propôs uma atividade utilizando a escrita de sinais não convencionais:

O professor escreveu os símbolos e indicou que no fim de algumas das frases os alunos deveriam executá-los. Inicialmente ele usou apenas as palmas, mas em seguida fez uma combinação entre batidas com os pés e batidas de palmas. Então Maurício cogitou a introdução de um novo símbolo para representar o silêncio, foi quando um dos alunos sugeriu que o sinal fosse um triângulo:

Atividade seguiu com as crianças cantando e no fim de algumas das frases elas executavam as combinações propostas pelo professor. Na medida em que foram praticando os alunos passaram a entender melhor e executar melhor também, os que compreenderam com mais facilidade passaram a tentar ensinar aos que tinham mais dificuldade e em determinado momento alguns até reclamavam com os que não acertavam.
Por fim, Maurício apresentou aos alunos uma nova música, intitulada “Bolacha de água e sal”, que será trabalhada pelo professor durante o ano letivo das crianças.
Som é tudo o que a gente escuta
Aula Ministrada dia 13/04/2012
Essa foi à resposta de um aluno de quatro anos ao professor Davi quando ele
perguntou o que era som. Davi iniciou a sua aula com um bate-papo fazendo uma recapitulação da aula passada com os alunos, onde todos exemplificaram os diversos tipos de sons. Após essa conversa, ele cantou com as crianças a música Bichos. As crianças tinham que imitar o som do animal pedido na música. Em seguida, o Professor Davi falou dos sons dos instrumentos, ele pegou no armário uma caixa com vários instrumentos de percussão para que Eu, André e Karen (Karen está fazendo observações para a disciplina metodologia da educação musical), fossemos mostrando aos alunos esses instrumentos e dizendo os nomes. Todos pegaram nos instrumentos,
exploraram bastante os sons, brincaram e eu e André mostramos o cano de chuva que foi confeccionado pelos alunos do PIBID do ano retrasado, eles também pegaram, exploraram e alguns até notaram como tinha sido feito. Eles perceberam o cano, os pregos e até disseram que o som produzido era devido á grão de arroz que batiam nos pregos. Após essa etapa, Davi colocou para tocar a música sininho. Quando era citado na música um instrumento ele mostrava esse instrumento e tocava para que todos percebessem o som. Para finalizar a aula, Davi tocou a
música marca soldado e pediu que eles cantassem e marchassem juntamente os Bolsistas. Marchamos e cantamos algumas vezes até que o professor Davi mostrou a música do tchau, todos cantaram e em seguida ele pediu que na ordem, cada um colocasse a cadeira no lugar e fosse para a fila onde seriam conduzidos até a sala de aula.
Obs: As crianças adoram o professor Davi e gostam muito das aulas de músicas e o
mais legal é que ele consegue passar o conteúdo e terminar a aula com um
gostinho de quero mais. O objetivo da aula era que os alunos conhecessem sons
variados e isso foi feito.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Primeira Visita
Pulsação através da locomoção
A aula do Grupo 5 turma A, iniciou com uma atividade ministrada pelo bolsista Rodrigo Leal. Nesta atividade Rodrigo levou um vídeo onde os músicos tocavam em uma fazenda. Enquanto eles tocavam as vacas que estavam no curral iam se aproximando dos músicos. Nesta atividade os alunos primeiro ouviram o vídeo sem imagens e a turma teve um bom resultado, pois identificaram o som do sino instrumento que a turma já conhecia. O primeiro contato do grupo com o som do sino foi na canção “Olha o Sininho”. Terminando esta atividade os alunos foram incentivados a descreverem sua suas impressões sobre o vídeo.
Após a atividade realizada pelo bolsista Rodrigo, o professor Davi foi para o teclado ensinou para a turma a canção “O som dos Bichinhos”, nesta canção os alunos tinham que imitar o som dos animais que eram citados na melodia e executar com o corpo o gesto para cada animal conforme o professor havia mostrado.
Dando continuidade à aula o professor fez uma atividade de locomoção rítmica. Nesta atividade os alunos ficaram em pé e marcharam na sala no pulso da música “Olha o sininho e Marcha soldado”. Nesta atividade o professor Davi ficou no teclado e o bolsista conduziu a turma durante a atividade de locomoção rítmica.
Impressões:
Nesta aula notei que o grupo já consegue identificar os sons dos instrumentos que a classe já teve contato. Através da música os alunos têm aprimorado a percepção auditiva. Outro ponto importante da aula é a forma como a locomoção através de música estimula os alunos a iniciarem o processo de compreensão sobre a pulsação em música, mesmo que este assunto não seja explicado de forma teórica. O professor Davi faz com que o grupo vivencie o pulso através da própria música.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Assumindo uma atividade
Uma recepção interessante
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Segurando as pontas...
Caminhando no ritmo
escola santa Barbara do dia 10/04/2012
Entramos na sala do segundo ano enquanto Mauricio conversava com a professora sobre a música de Luiz Gonzaga que iria ser tocada na sala ao lado. Os alunos estavam muito agitados, colocamos algumas figuras no quadro e distribuímos as clavas para que eles pudessem reproduzir os sons representantes das figuras escrita.Um pouco depois,já com a presença do professor Mauricio, foi notável a diferencia de comportamento, que logo foi melhorando no decorrer da aula.Em seguida, foi dada continuação da atividade para sondagem individual , sendo agora,feita com um amplificador conectado a um mp3.Para aplicação dessa atividade, foi selecionado os alunos através da lista de presença e pedido a eles individualmente que caminhasse e tocasse as clavas no ritmo da música.Essa atividade é trabalhosa, pois tomará algumas aulas por ser um acompanhamento individual.contudo, acredito que os resultados sejam para benefício da turma.
Na turma do primeiro ano, atendendo ao pedido da professora, trabalhamos a musica “Asa branca” de Luiz Gonzaga,que foi tocada por mim no sax acompanhada por Mauricio no violão.nessa música Mauricio começou a trabalhar o ritmo do baião com as palmas e com as clavas, alem de já esta introduzindo uma noção dos eventuais projetos para comemorativos junino.
Acredito que através da educação musical podemos trabalhar a concentração e atenção e assim é possivelmente melhorar o comportamento dos alunos em sala de aula.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Relato Santa Bárbara 10/04/12
Ressaca da semana santa: Frios e cobertores... (Por favor!)
Este relato desta vez não será muito feliz. Nem pretendo com ele abordar nenhum tema diretamente, mas quero que você, leitor, sinta o que eu senti ao visitar a escola Carmelitana ontem, e se por um acaso você defina o que é isso, comente mesmo! Eu não tenho palavras para expressar a minha impotência diante daquilo tudo!
Crianças carentes, professores despreparados para lidar com tantas necessidades (tentando dar o melhor de si), pais relapsos...
Dizem que Deus dá o frio conforme o cobertor, mas pra mim os cobertores não estão aquecendo e as pernas ainda estão de fora sentindo frio.
Cheguei no momento do hino nacional.Ao chegar perto de Davi ele me pediu que retornasse para dar Boa tarde à Diretora.Achei um pouco estranho, na escola tem tanta gente, que descuido... Mas assim o fiz.
-Você é uma professora (Que honra!)
Aos poucos estou procurando entrar no ritmo do professor Davi, minha referência na Escola Carmelitana. Fiquei tentando ver o que podia fazer para ajudá-lo e com isso aprender com ele e, por isso eu estava no teclado tentando aprender a acompanhar a música “Perereca no verão”. Nesse momento os alunos entraram na sala desordenadamente (O professor estava do lado de fora chamando o restante).
Quando o professor viu a desordem falou para eles que estava decepcionado com aquele comportamento, pois a turma deles é que tinha sido escolhida para começar mais cedo a musicalização com flauta doce. (A escolha usou a disciplina e a facilidade de assimilar os assuntos das aulas de cada aluno).Logo depois pediu para que eles voltassem para a porta e entrassem comportados.
Vale também lembrar que esse mesmo critério é aplicado para selecionar os alunos que participam do programa “Mais educação”.
Depois do hino as professoras se queixavam como os alunos estavam “imundos em plena segunda feira!” Os meninos estavam muito agitados, vi vários casos de queixas. O que eu achei um pouco sem sentido foi às professoras irem registrar a “ocorrência” na sala de música. Os “acusados” ficavam, de pé assistindo as outras turmas receberem aula de música com onde professor Davi. Na saída eles iriam ter a “audiência” com os pais.
Teve um momento em que a diretora foi à sala para dar bronca neles, inclusive um que ameaçou o meu colega, Pedro (vocês não vão querer saber de quê, não é?).
- E você? O que fez
-Nada! Responde um deles.
-Ah! Você é um Santo!
Senti o clima muito pesado e até Davi disse não ter tido tempo para nada (Nem para escovar os dentes!). Na hora do intervalo fiquei chocada quando ele me disse que um aluno havia praticamente desmaiado de fome e de sujeira, e uma das funcionárias da escola o levou para dar banho (isso mesmo, DAR BANHO) e que esse caso não é novo na escola.
Já falei aqui sobre o total desvio de função que ocorre no ensino (Vide “Lar doce...Escola?”) e fiz comentários em um dos relatos que tem aqui sobre a diferença entre educação pública e a privada (que discussão acirrada!). Mas não consigo realmente concordar com esse desvio de função, (Não tenho outro nome pra dar, espero que respeitem meu ponto de vista) embora não tenha jeito a não ser acolher e ajudar, nas academias só somos preparados para ministrar o conteúdo, o resto é improviso ou boa nova do PIBID.
Então? Vamos fabricar Cobertores (Por favor!), pois esses já não satisfazem o gélido frio que paira sobre o cinza panorama que se vê lá do viaduto dos motoristas.É a cor do mundo em que vive nossos alunos do carmelitana e a futura geração de nosso país.
bem vindo sapot
30/03/2012
sapot.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Relato Santa Bárbara 3/04/12 - Haaaaja Empolgação
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Falta na Carmelitana
terça-feira, 3 de abril de 2012
No ritmo da música
Observação do dia 03/04/2012
Hoje na turma do grupo 5 Mauricio iniciou a aula com a música de apresentação dos nome e depois foram distribuído as amigas clavas para poder acompanhar a música do peixinho. A professora unidocente escreveu no quadro a canção do coelho da páscoa para ser cantada pela turma.Após o termino da aula, formos para a turma do 2 ano com o violão e as clavas .nessa sala o professor desenvolveu uma atividade para poder avaliar cada aluno.
Foi escrito no quadro:
X= clava
Circulo= pé
O aluno individualmente tinha que andar e tocar as clavas no ritmo da música do relógio, alem de olhar no quadro as figuras representantes .nessa atividade Mauricio me pediu para escrever observações na lista de chamada sobre facilidade e dificuldade dos alunos. Ele me explicou que essa atividade será feita com todos individualmente para que assim possa ser pensado soluções para eventuais dificuldades.
Ao chegarmos à sala do primeiro ano, formos recebidos com os alunos cantando a música da fazendinha do mestre Zé.Fiquei impressionado com essa turma por ser bastante participativa.Para dar inicio a atividade foi arrastada as cadeiras e formado um circulo para ser distribuído as clavas.logo,foi cantada algumas musicas com variações de ritmos com a clavas.
Acredito que o acompanhamento individual dos alunos é de grande importância para diagnostico de dificuldades que não pode ser percebida no desenvolvimento de atividades coletivas.
