sexta-feira, 20 de abril de 2012

Um dia reflexivo (2o dia de oservação na Escola Santa Bárbara)


A minha segunda observação na Escola Santa Bárbara aconteceu na turma do 3° ano. A ula começou naturalmente com a chamada, uma breve recapitulação da última aula, e logo foi proposta uma atividade inicial de leitura musical não convencional utilizando elementos sonoros do corpo. O gráfico da tarefa era o seguinte:
Era perceptível a dificuldade que tinham em realizar a tarefa, e comecei a observar ainda mais fundo percebendo que não se caracterizava uma atividade impossível ou muito avançada para a idade visto que alguns poucos estudantes conseguiam executá-la. Realizei que provavelmente havia dificuldade na leitura já que tinham que visualizar para executar. Para comprovar a minha tese perguntei a um pequeno companheiro ao qual me aproximei no início da aula ditando a sua tarefa de matemática da aula anterior: ‘’A atividade está difícil?’’ e ele me respondeu: ``Sim..’’, eu retruquei: “ E o que é mais difícil na atividade?”, ele: ‘’Ler os nomes...’’.
Percebendo o professor Maurício que os alunos perderiam muito tempo até executar a atividade sem decorar, ele subtraiu do quadro a língua e a mão, e finalmente conseguiram realizar a tarefa. Logo adiante, ele adicionou o estalo de língua novamente.
A aula foi finalizada com a apreciação da canção ``Bolacha de Água e Sal’’ seguida de perguntas sobre o contexto da música. Embora parecessem estar atentos, muitos divagavam no decorrer da atividade, talvez por não estarem acostumados com a apreciação já que nos seus bairros são constantemente bombardeados  com as músicas que saem dos bares ou da casa do vizinho, ou seja, não existe um momento para sentar e escutar música. As perguntas foram respondidas por poucos.
Seguimos para a sala do 2° ano e começamos a aula com a mesma canção seguida das questões sobre a letra, desta vez acrescentando perguntas sobre os instrumentos e no segundo instante da apreciação o professor pediu que estalassem o dedo no som mais forte da música e logo substituíssem os dedos pelo estalo de língua, finalizando com uma alternância entre os dois.
No segundo momento da aula o professor abriu um espaço no centro da sala utilizando uma estratégia própria para ganhar tempo e fizemos uma roda escutando a mesma canção onde participamos todos (inclusive os colegas bolsistas), marcando um tempo com o estalo de língua e o outro tempo com um passo andando no sentido horário.
As atividades transcorreram sem maiores anormalidades, exceto pelo fato do professor ter pedido a um dos estudantes que se retirasse da sala porque se recusava desde o principio a colaborar com a aula.
Ao entrar na sala me chamou a atenção uma criança diferente: moicano louro, bermuda abaixo da cintura, uma tatuagem na mão, e me perguntei: Quem serão os seus pais?  (se é que tem pais), ou como permitem que sustente aquela aparência? Soube mais tarde que essa criança já estava envolvida com a vida na rua, entretanto enxeguei uma ponta de esperança pelo fato de estar ali, na escola, participando das atividades ativamente como qualquer outra criança e percebendo que grande responsabilidade temos nós professores no papel da educação.

Relato Santa Bárbara 17/04 - Um olhar diz mais do que mil palavras

Neste dia, as aulas transcorreram costumeiramente. No Grupo 5, cantaram-se canções e Maurício entregou as clavas para as crianças marcarem o ritmo do baião, enquanto isso, o colega bolsista, Rodrigo, solava Asa Branca no sax.

Logo que saímos fomos convocados a comparecer na turma do 4° ano para "ilustrarmos" através do som esta mesma canção. A professora da turma, não sei por qual razão- acredito ser por causa do projeto com Luiz Gonzaga desse 1° semestre - , estava apresentando essa música para a turma, e por isso, pediu a nossa força para abrilhantar o primeiro contato daqueles alunos com essa obra do nosso cancioneiro popular. Tocamos e saímos logo para a turma do 2° ano.

Nesta turma obtive a maior surpresa desta manhã. Algo que deve ser sempre observado com cuidado e atenção pelos professores e coordenadores, pois uma raiva não resolvida pode gerar mais na frente um transtorno de grandes proporções. As atividades foram normais, eles deram seguimento àquele exercício da leitura no quadro dos X e dos círculos, tendo que marcar o pulso e tocar com a clava. Sempre Maurício alteava a voz, pois aquela turma é bem esperta e eles conversam bastante. A disposição da sala estava um pouco diferente, os alunos não estavam na tradicional fila, e sim, estavam agrupados de 4 em 4. Isso ajuntou aqueles alunos mais inquietos. Havia um grupo no nosso canto direito de 4 meninos, cujo, um dos é o mais marcado tanto pelos colegas quanto pela escola. É fato que ele tem problema com a disciplina e uma certa violência implodida no seu âmago, mas se sinalizamos isso o tempo todo, reforçamos essa questão e sedimentamos essas dificuldades. Percebi uma certa marcação no garoto, toda vez que ele falava era repreendido. Os colegas o abusavam, e ele, claro, como qualquer criança saudável, respondia. Em um momento, não conseguir pegar o porque, Maurício deu uma sonora bronca nele que fez o garoto murchar. Ele baixou a cabeça, toda a sala silenciou-se, o clima ficou tenso. Maurício falou que iria chamar a coordenadora, e ele muito baixinho retrucou já com um olhar desafiador para o professor. Maurício então não permitiu aquela afronta, impôs a sua autoridade alteando a voz mais ainda e deu as costas para chamar a coordenadora. Nesse momento, a criança olhou para ele com um olhar de ódio, havia sangue nos olhos, sem exagero. E assim ficou até ele retornar com a coordenadora. Pelas palavras dela parecia que ele já era reincidente no fato e assíduo frequentador da coordenação. Ele assim foi e logo retornou. Maurício então, teve de se ausentar da sala por alguns minutos e pediu que dessemos seguimento a atividade. Então, Alan foi chamando os alunos que faltavam, e para nossa surpresa, quando chamou ele para fazer, ele não se fez de rogado. E além disso, executou o que estava proposto de forma hábil. Isso mostrou para a gente o quanto é necessário a exaltação das qualidades desses que podem estar sendo vítimas das suas próprias questões não resolvidas. É preciso ter cuidado, pois aquele olhar anterior pode ir se acumulando e tornar-se um raiva maior ainda, se apenas salientarmos as suas dificuldades. Após isso fomos para a sempre empolgada turma do 1° ano.

Lá o clima foi como o de sempre. Entusiasmado. Cantamos canções, passamos uma música nova,."Índio Cassuá", que a professora generalista deles tinha ensinado, em comemoração ao dia do índio agora no dia 19/04. Eles tocaram clava, dançaram com uma canção nova que o professor Maurício ensinou e ao final, tocamos "Parabéns Pra Você" para uma menina que estava fazendo aniversário.

Bem este foi o dia na Santa Bárbara.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

"Para quê lápis e borracha?"

Esta foi a pergunta que fizeram ao professor Davi no momento em que ele solicitou material para dar aula de música. Gostaria agora de ser enarmônica na análise desta pergunta atribuindo a ele um sentido simbólico. Minha fonte foram as aulas desta semana na escola Carmelitana.

Na aula o professor Davi fez exercícios gráficos com os alunos para fixar todos o conteúdo já estudado.As turma do 5° ano ficaram treinando a grafia da clave de sol e as do 3° ano a localização das notas do ré e mi na pauta (norteadas pela clave de sol, é claro). Para quem não entende basta dizer que a clave é uma espécie de bússola de diz onde ficam os pontos (estes pontos seriam as notas) na pauta* (*cinco linhas paralelas onde se escreve música).

Eu e Pedro Vieira auxiliamos os alunos no cumprimento das tarefas, mas o que eu achei muito interessante foi meu companheiro ter feito um desafio para as turmas do 5° ano de quem conseguiria completar toda a pauta primeiro que todo mundo. Ele lançou o desafio, simulou na mesa a batida de tambores (trtrtrtrtrtrtrtrtrtrtrtr) e ....... DEU A LARGADA!

Nossa! Leitor, você precisava ver como os meninos se comportavam! Pareciam verdadeiros corredores profissionais! Dava para ouvir até o estalo que eles fizeram na hora da “largada”. Como eles ficaram estimulados! Vemos com isso que o desafio é muito importante no processo de aprendizagem; com ele, vamos aprender a superar nossas limitações o que muito contribui para conquistar coisas muito valiosas na nossa vida.

É claro que poucos fizeram realmente claves lindas no papel, alguns nem conseguiram terminar o exercício porque desenhavam e apagavam sem se permitir errar, Quem não conhece aquele velho ditado “é errando que se aprende”? Nesse momento achei muito interessante quando Pedro disse para a turma: “aprender a escrever música é como aprender a escrever”. Essa lembrança também puxa outro ponto que não pode ser ignorado: existiam alunos que simplesmente não acertavam fazer o exercício de localização das notas, não porque não sabiam música, mas por não saberiam ler os quesitos, ou seja; como ele vai saber o que o exercício pede se ele nem sabe ler a questão?

Essa é no momento uma das principais preocupações do professor Davi, que está desenvolvendo um projeto chamado “Todo dia é dia de leitura” e nós do PIBID estamos Esquentando ou neurônios para inserir esse projeto no contexto do ensino da música e com isso, além de auxiliarmos o professor Davi, podermos ter uma ferramenta eficiente para ajudar outros alunos de outros lugares, bem como professores que enfrentem o mesmo problema (esse professor pode ser você, leitor) e assim preencher essa lacuna que o nosso ensino deficiente acaba não preenchendo.

Encerro meu relato relembrando o título

“...E aula de música precisa de lápis e borracha?”

A todo o momento nós nos deparamos com a situação semelhante a dos meninos da Carmelitana de aprender coisas novas e uma nova escrita ou linguagem à qual acaba sendo nova aos nossos olhos. Por isso nunca iremos dispensar um “lápis e uma borracha”, para assim escrevermos no rascunho e podermos ter a chance de apagar.

A beleza não está em somente tocar belas notas aos nossos ouvidos, faz parte do show também arriscar a fazer uma caligrafia trêmula e insegura, ou dar nome à nota no lugar errado por não entendermos uma questão, ninguém neste mundo está vacinado contra esse mal... Afinal, por trás de todos os erros de um iniciante, existe um virtuoso que possui um diamante pedindo para ser lapidado.

É muito importante sempre lembrar que a educação musical não é para formar músicos, mas sim mais um importante veículo para formar homens e mulheres de bem. Academicamente falando desenvolvemos nossa inteligência, mas o dia a dia e a prática é que nos dá a sabedoria, elas se completam e formam o precursores da futura geração de nosso país.

No ritmo do baião

Mauricio iniciou a aula fazendo perguntas sobre um livro que os alunos tinham visto com a professora. O livro ilustrava a música “Asa branca” de Luiz Gonzaga, logo foram analisadas as figuras com a letra da música e aproveitado o contexto para trabalhar o ritmo do baião, tocado com as mãos. Nessa aula toquei a melodia da música “Asa branca” no sax acompanhado por Maurício no violão.

Ao termino da aula do grupo cinco, uma professora nos pediu para fazer uma apresentação na sala do quarto ano. Logo, eu e o colega Tiago tocamos a musica “asa branca” sendo acompanhado pelos alunos que tinham a letra da música impressa.

Segundo ano

Na turma do segundo ano,Foi continuada as analises individuas com os alunos. Contudo, sendo inicialmente feita uma atividade com toda turma, através de ritmos representados por símbolos geométrico escritos no quadro.

Observação:

Nessa turma o professor Mauricio teve que chamar a coordenadora para conversar com um aluno que tinha um comportamento inadequado. Contudo, após a volta do estudante da coordenação, foi observado um melhoramento do mesmo, alem dele se disponibilizar para participar da atividade individual.

Primeiro ano

Nessa turma foi iniciada a aula com os alunos cantando uma musica do “indiozinho” que aprenderam com a professora. Também foi cantada a música de Luiz Gonzaga “asa branca” e feita uma apreciação ativa com a música do leitinho, tocada no amplificador conectado ao mp3. O professor foi fazendo perguntas sobre a letra da musica e ao final da aula todos dançaram e cantaram.

Portanto, nessa observação pude perceber a possível conexão da aula de música com outras disciplinas. Pois, pode se aproveitar o contexto da aula da professora uni docente para aplicação de atividades musicais e vice versa.

Primeira experiência


Eu, juntamente com mais três colega, iniciamos na quinta-feira passada dia 12 de abril nossas observações de aula no Colégio Santa Bárbara lecionada pelo professor Maurício Dória.
Em virtude em um curso para os professores não houve aulas de música na quinta anterior, o que aconteceria nessa mesma quinta. Como uma professora do quarto ano se ausentou, tivemos a oportunidade de observamos nossa primeira aula.
Antes de irmos para a sala de aula, o professor nos mostrou as dependências da escola e o plano de curso da disciplina onde ficamos durante um tempo conversando sobre tal assunto.
Quando estávamos prestes a entrar na sala, os alunos ainda não sabiam qual aula seria ministrada naquele horário vago, e quando nos viram na porta com os instrumentos, ouvi um grito de euforia vindo da sala: “êba, vai ser aula de música”. Fiquei muito contente com a animação dos alunos com a aula que viria.
O professor iniciou a aula cantando junto com os alunos a música “Da maré”, utilizando-se também de recursos como boca chiusa e vibrato com a língua. Em seguida, cantou a música “Sai preguiça” onde os alunos acompanharam com muita animação. Dando continuidade e sempre acompanhado pelo violão, Maurício cantou com os alunos a música “O que é que está escrito” onde, depois de relembrar a letra, iniciou uma atividade rítmica utilizando notação musical não convencional - com símbolos - onde o “X” representava as palmas; o círculo as batidas com o pé e o triângulo o silêncio. Por fim aprenderam uma nova música, “Bolacha de água e sal”.
Ocorreu tudo bem durante a aula, mas, por conta da animação excessiva dos alunos, por algumas vezes, o professor teve que elevar muito seu tom de voz para ser ouvido o que ocasionou advertências.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Primeiras impressões


A minha primeira atividade no programa aconteceu com uma reunião entre o professor Maurício e os outros colegas presentes. Após nos apresentar as dependências da escola onde observaremos as aulas, o professor Maurício nos apresentou o plano de curso da disciplina e seguimos com uma conversa sobre a profissão, as etapas da sua aula, as dificuldades encontradas por ele ao longo da sua vida laboral e as alternativas encontradas para solucioná-las. Ao final nos deixou uma reflexão sobre o que seria ‘’aula de música’’.

Na escola estava acontecendo um curso para os professores, por esse motivo, não pudemos observar as aulas na semana passada. Embora o curso ainda estivesse acontecendo, o professor assumiu a turma do 4° ano cuja professora encontrava-se afastada. Senti-me muito bem recepcionado pelos pequenos que ao nos verem adentrar a sala, espontaneamente nos saudaram com um bom dia. Fomos apresentados aos estudantes e a aula foi iniciada com uma cantiga suave para trazê-los àquele momento. A melodia da canção foi entoada também com boca chiusa e com vibrato de língua aquecendo-os para as seguintes atividades que utilizariam a voz como instrumento. A segunda canção foi sugerida pelos alunos, a música da preguiça. Em caráter animado, ela estimulava as atividades, o estudo e alguns alunos batucavam junto demonstrando competência rítmica e naturalidade. Na canção seguinte: ’’ O que é que está escrito?’’, encontramos na letra um estímulo à leitura. O professor pediu que as crianças apenas cantassem, sem batucar, embora alguns insistissem em fazê-lo sem atrapalhar o andamento da atividade.

Ainda na mesma canção, foram introduzidos elementos como palmas, batida com o pé, e a pausa, tudo através da notação musical não convencional onde o ‘’x’’ representava palma, o circulo representava a batida de pé, e o silêncio foi representado pelo triângulo que foi sugerido por um dos estudantes. O professor Maurício sabiamente acatou a sua sugestão o que, segundo a minha visão, fez com que o estudante se sentisse parte da atividade, foi um dos momentos em que esse aluno mais contribuiu. Durante essa atividade o professor utilizou um medidor (o símbolo do legal) que gradativamente ia chegando a sua posição original à medida que ocorria um avanço na atividade e os parabenizava todas as vezes que a realizavam conforme o esperado.
Para finalizar, cantaram a composição ‘’Bolacha de água e sal’’, que exalta as qualidades do biscoito natural ao passo que sutilmente condena o biscoito recheado, perfumado e sem nutrientes.
A aula aconteceu naturalmente com a experiente condução do professor e mesmo que alguns estudantes apresentassem um comportamento inadequado, o que já era esperado, ele tinha para cada um a fórmula para a correção do comportamento sem precisar disputar espaço com eles. Uma coisa ficou clara, e essa informação vale para os colegas que almejam aprofundar-se em gerenciamento de sala como foi citado na reunião na Carmelitana: o dinamismo nas aulas é fundamental para que não se perca o domínio, ou seja, não existiam intervalos entre uma atividade e outra para não causar a dispersão entre eles.

domingo, 15 de abril de 2012

Experiência inicial

No primeiro dia de observação só houve uma aula no turno matutino por acaso, já que não haveria aulas, pois na escola estava acontecendo um curso para os professores. As atividades estavam mantidas em poucas turmas e em uma delas a professora não estava presente, então o professor de música Maurício se propôs a dar aula para esses alunos.

A aula se iniciou com Maurício tocando violão e cantando duas músicas (“Da maré” e “Sai preguiça”) junto com as crianças, foi notória a animação praticamente geral na turma. Em seguida, Maurício passou a trabalhar uma terceira música (“O que é que está escrito”), começou falando a letra para que os alunos repetissem e logo depois cantou junto com todos. Quando estavam todos seguros da letra o professor propôs uma atividade utilizando a escrita de sinais não convencionais:






O professor escreveu os símbolos e indicou que no fim de algumas das frases os alunos deveriam executá-los. Inicialmente ele usou apenas as palmas, mas em seguida fez uma combinação entre batidas com os pés e batidas de palmas. Então Maurício cogitou a introdução de um novo símbolo para representar o silêncio, foi quando um dos alunos sugeriu que o sinal fosse um triângulo:





Atividade seguiu com as crianças cantando e no fim de algumas das frases elas executavam as combinações propostas pelo professor. Na medida em que foram praticando os alunos passaram a entender melhor e executar melhor também, os que compreenderam com mais facilidade passaram a tentar ensinar aos que tinham mais dificuldade e em determinado momento alguns até reclamavam com os que não acertavam.

Por fim, Maurício apresentou aos alunos uma nova música, intitulada “Bolacha de água e sal”, que será trabalhada pelo professor durante o ano letivo das crianças.



Som é tudo o que a gente escuta
Aula Ministrada dia 13/04/2012


Essa foi à resposta de um aluno de quatro anos ao professor Davi quando ele
perguntou o que era som. Davi iniciou a sua aula com um bate-papo fazendo uma recapitulação da aula passada com os alunos, onde todos exemplificaram os diversos tipos de sons. Após essa conversa, ele cantou com as crianças a música Bichos. As crianças tinham que imitar o som do animal pedido na música. Em seguida, o Professor Davi falou dos sons dos instrumentos, ele pegou no armário uma caixa com vários instrumentos de percussão para que Eu, André e Karen (Karen está fazendo observações para a disciplina metodologia da educação musical), fossemos mostrando aos alunos esses instrumentos e dizendo os nomes. Todos pegaram nos instrumentos,
exploraram bastante os sons, brincaram e eu e André mostramos o cano de chuva que foi confeccionado pelos alunos do PIBID do ano retrasado, eles também pegaram, exploraram e alguns até notaram como tinha sido feito. Eles perceberam o cano, os pregos e até disseram que o som produzido era devido á grão de arroz que batiam nos pregos. Após essa etapa, Davi colocou para tocar a música sininho. Quando era citado na música um instrumento ele mostrava esse instrumento e tocava para que todos percebessem o som. Para finalizar a aula, Davi tocou a
música marca soldado e pediu que eles cantassem e marchassem juntamente os Bolsistas. Marchamos e cantamos algumas vezes até que o professor Davi mostrou a música do tchau, todos cantaram e em seguida ele pediu que na ordem, cada um colocasse a cadeira no lugar e fosse para a fila onde seriam conduzidos até a sala de aula.

Obs: As crianças adoram o professor Davi e gostam muito das aulas de músicas e o
mais legal é que ele consegue passar o conteúdo e terminar a aula com um
gostinho de quero mais. O objetivo da aula era que os alunos conhecessem sons
variados e isso foi feito.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Primeira Visita



A aula conduzida pelo professor Maurício, na turma do 4° ano, os alunos estavam bem agitados, mas mesmo assim, conseguiram entre uma brincadeira e outra prestar atenção ao professor.
Basicamente, a aula foi conduzida com canções conhecidas pela turma, já que a mesma teve desde os primeiros anos aulas de musicalização na escola.
Primeiro cantaram a música “Da maré”, acompanhados pelo violão e repetiu mais duas vezes a música uma com boca “chiusa” e outra tremendo a língua produzindo o som de “TR”.
Logo em seguida cantaram a outra música “Sai preguiça”, todos participaram novamente, e ao começo da música alguns já batem em suas cadeiras para acompanhar.
Prosseguindo, cantou a terceira música “O quê que está escrito” e propôs uma atividade que usa como um círculo e um “X” para baterem os pés e palmas, respectivamente. Ao final de cada frase identificada pelo professor eles executariam as palmas e bateriam os pés. A princípio, nem todos fizeram certo mais com um pouco de repetição conseguiram e comemoram muito. Então, com esse resultado inseriu uma pausa para completar a atividade e o símbolo sugerido por um aluno um foi o triângulo. Depois de mais repetições quase todos executaram.
Para finalizar cantaram “Bolacha água e sal”.
  



Pulsação através da locomoção

Aula ministrada dia 09/04/2012

A aula do Grupo 5 turma A, iniciou com uma atividade ministrada pelo bolsista Rodrigo Leal. Nesta atividade Rodrigo levou um vídeo onde os músicos tocavam em uma fazenda. Enquanto eles tocavam as vacas que estavam no curral iam se aproximando dos músicos. Nesta atividade os alunos primeiro ouviram o vídeo sem imagens e a turma teve um bom resultado, pois identificaram o som do sino instrumento que a turma já conhecia. O primeiro contato do grupo com o som do sino foi na canção “Olha o Sininho”. Terminando esta atividade os alunos foram incentivados a descreverem sua suas impressões sobre o vídeo.

Após a atividade realizada pelo bolsista Rodrigo, o professor Davi foi para o teclado ensinou para a turma a canção “O som dos Bichinhos”, nesta canção os alunos tinham que imitar o som dos animais que eram citados na melodia e executar com o corpo o gesto para cada animal conforme o professor havia mostrado.

Dando continuidade à aula o professor fez uma atividade de locomoção rítmica. Nesta atividade os alunos ficaram em pé e marcharam na sala no pulso da música “Olha o sininho e Marcha soldado”. Nesta atividade o professor Davi ficou no teclado e o bolsista conduziu a turma durante a atividade de locomoção rítmica.

Impressões:

Nesta aula notei que o grupo já consegue identificar os sons dos instrumentos que a classe já teve contato. Através da música os alunos têm aprimorado a percepção auditiva. Outro ponto importante da aula é a forma como a locomoção através de música estimula os alunos a iniciarem o processo de compreensão sobre a pulsação em música, mesmo que este assunto não seja explicado de forma teórica. O professor Davi faz com que o grupo vivencie o pulso através da própria música.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Assumindo uma atividade


            Antes que começasse a aula do segundo ano, o professor Maurício pediu a Rodrigo e a mim que fizéssemos a atividade das clavas, realizada algumas aula antes, com os alunos, enquanto ele resolvia alguns problemas.
            Comecei a atividade com eles marcando “x” e “o”. Os meninos associaram as figuras a sons. Resolvi acrescentar um quadrado e trabalhar outra possibilidade de ritmo sonoro. Quando o professor entrou na sala, percebeu com os meninos não estavam associando bem o som referente ao quadrado e fez um caminho para que eles fixassem melhor o ritmo.
            Deu seguimento à aula com uma atividade na qual os alunos deveriam andar no ritmo da música, marcando os ritmos referentes às figuras escritas no quadro.
            Partimos para a aula do primeiro ano, querido primeiro ano. Combinamos antes de entrar na sala que cantaríamos e tocaríamos a música “Asa Branca” de Luiz Gonzaga. Rodrigo começou tocando-a no sax, Maurício no violão e eu tocando a célula rítmica do Baião. O professor aproveitou a célula para trabalhá-la com eles. Fizeram isso com as clavas, enquanto tocávamos a música com os instrumentos antes mencionados. E assim, seguimos até que chegasse o fim da aula, que diga-se de passagem começou muito tarde em função da merenda que havia ocorrido antes.

Uma recepção interessante


                Aula do dia 03/04/2012
Quando cheguei à escola já havia terminado a aula do grupo 5 e o professor regente da turma, Maurício, Tiago e Rodrigo (bolsistas), já estavam na sala do 2° ano. Como cheguei tarde, em função de uma ida ao médico, preferi não interromper o andamento da aula. Aproveitei para observar um pouco a dinâmica da escola fora das salas observadas. Observei as turmas que estavam indo pegar a merenda. Eles iam tranquilamente buscá-la, apesar de alguns “espertinhos” tentarem entrar na fila duas vezes e do desperdício de comida em relação a alguns deles.
O que mais me chamou a atenção, sobre o que está supracitado, é que apesar deles não terem um lugar para fazer suas refeições, lanchar na sala de aula não me pareceu ser um problema. Contudo, essa realidade, impede que haja um contato maior entre as diversas turmas. Ainda fiquei me perguntando por que eles ficam tanto dentro da sala de aula. A “escola”, segundo o que sei, alega que há conflito entre alunos de ruas diferentes do bairro do Uruguaia. Sinceramente, não vi conflito algum na hora da merenda, levando-se em consideração que muitos deles, de faixas etárias diferentes se encontravam naturalmente no corredor.
                Logo depois, por algum motivo o professor Maurício saiu da sala do primeiro ano e me chamou para entrar na sala, mesmo a aula já estando perto do final. Quando entrei, Tiago estava cantando com os meninos, enquanto o professor resolvia algumas pendências. Os meninos estavam agitados, mas cantaram juntos com o bolsista. Um menino viu que o professor estava vindo e começaram a se arrumar em suas cadeiras e ficaram em silêncio. O que mostra que ele tem sua turma na mão; já a gente, teve um pouco de dificuldade de conter o barulho na sala de aula, justamente por ter pouco contato com eles, ainda.
                Seguimos para a turma do primeiro ano. O Professor pediu para que entrássemos com os materiais que seriam utilizados na aula. Tiago estava com o violão nas mãos. Quando adentramos a sala as crianças nos receberam cantando uma das músicas trabalhadas pelo professor ao longo desse ano, “Fazendinha do mestre Zé”. Ele aproveitou para acompanhá-los. Rodrigo e eu cantamos juntos com os meninos. Foi um momento muito interessante. Me senti mais parte da turma e pude perceber o quanto é importante que se aprenda música desde cedo. Algo que fica claro em relação à essa turma, já que eles tem aula de música desde o grupo 5. Fizemos ainda uma atividade com as clavas, sentados em roda no chão, onde os meninos faziam movimentos com os pés, marcaram o pulso e fizeram células rítmicas.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Segurando as pontas...

As aulas desta segunda foram um pouco mais conturbadas. De maneira geral, senti os meninos um pouco mais inquietos, mas nada que realmente comprometesse o andamento dos processos. No quinto ano, David está ensinando a leitura melódica aos meninos, acho que para utilizar flautas em outro memento. Não senti muita dificuldade dos meninos ao responderem às questão de David, mas sei que será difícil que eles apreendam a leitura de maneira rápida, pois eles terão apenas uma aula semanal e muito provavelmente não terão como estudar em casa. Venho pensando em uma atividade que misture a leitura de palavras com improvisação rítmica. Sei que, de maneira geral, os meninos não têm uma leitura muito desenvolvida. Se eu fizer alguma coisa nesse sentido, talvez a capacidade de compreensão deles melhore. No terceiro ano uma coisa curiosa aconteceu. Três meninos foram mandados de outras turmas para que David “desse um jeito”. Após alguns minutos de aula, um deles ficou um pouco mais agressivo e David chamou a diretora, que logo em seguida levou todo mundo para a direção – e David acompanhou. Com isso, tive minha primeira aula sozinho com eles. Não foi difícil porque já sabia o que seria trabalhado, pois era a segunda aula do terceiro ano. Fiz de novo a atividade de repetição dos nomes das notas colocando as mãos nas partes do corpo e no final falei das notas na partitura. Foi interessante porque eu deixei que eles fossem para a frente das cadeiras, na frente do emborrachado. Alguns saiam engatinhando e atrasaram um pouco os processos, mas nada demais. Aproveitei para falar um pouco sobre liberdades e respeito. Gostei do resultado. No final das contas, achei o clima tenso, de maneira geral, mas nada que impedisse qualquer trabalho.

Caminhando no ritmo

escola santa Barbara do dia 10/04/2012


Entramos na sala do segundo ano enquanto Mauricio conversava com a professora sobre a música de Luiz Gonzaga que iria ser tocada na sala ao lado. Os alunos estavam muito agitados, colocamos algumas figuras no quadro e distribuímos as clavas para que eles pudessem reproduzir os sons representantes das figuras escrita.Um pouco depois,já com a presença do professor Mauricio, foi notável a diferencia de comportamento, que logo foi melhorando no decorrer da aula.Em seguida, foi dada continuação da atividade para sondagem individual , sendo agora,feita com um amplificador conectado a um mp3.Para aplicação dessa atividade, foi selecionado os alunos através da lista de presença e pedido a eles individualmente que caminhasse e tocasse as clavas no ritmo da música.Essa atividade é trabalhosa, pois tomará algumas aulas por ser um acompanhamento individual.contudo, acredito que os resultados sejam para benefício da turma.

Na turma do primeiro ano, atendendo ao pedido da professora, trabalhamos a musica “Asa branca” de Luiz Gonzaga,que foi tocada por mim no sax acompanhada por Mauricio no violão.nessa música Mauricio começou a trabalhar o ritmo do baião com as palmas e com as clavas, alem de já esta introduzindo uma noção dos eventuais projetos para comemorativos junino.

Acredito que através da educação musical podemos trabalhar a concentração e atenção e assim é possivelmente melhorar o comportamento dos alunos em sala de aula.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Relato Santa Bárbara 10/04/12

Infelizmente, devido a uma dor de garganta, não pudi comparecer hoje ao Santa Bárbara.

Ressaca da semana santa: Frios e cobertores... (Por favor!)

Este relato desta vez não será muito feliz. Nem pretendo com ele abordar nenhum tema diretamente, mas quero que você, leitor, sinta o que eu senti ao visitar a escola Carmelitana ontem, e se por um acaso você defina o que é isso, comente mesmo! Eu não tenho palavras para expressar a minha impotência diante daquilo tudo!

Crianças carentes, professores despreparados para lidar com tantas necessidades (tentando dar o melhor de si), pais relapsos...

Dizem que Deus dá o frio conforme o cobertor, mas pra mim os cobertores não estão aquecendo e as pernas ainda estão de fora sentindo frio.

Cheguei no momento do hino nacional.Ao chegar perto de Davi ele me pediu que retornasse para dar Boa tarde à Diretora.Achei um pouco estranho, na escola tem tanta gente, que descuido... Mas assim o fiz.

-Você é uma professora (Que honra!)

Aos poucos estou procurando entrar no ritmo do professor Davi, minha referência na Escola Carmelitana. Fiquei tentando ver o que podia fazer para ajudá-lo e com isso aprender com ele e, por isso eu estava no teclado tentando aprender a acompanhar a música “Perereca no verão”. Nesse momento os alunos entraram na sala desordenadamente (O professor estava do lado de fora chamando o restante).

Quando o professor viu a desordem falou para eles que estava decepcionado com aquele comportamento, pois a turma deles é que tinha sido escolhida para começar mais cedo a musicalização com flauta doce. (A escolha usou a disciplina e a facilidade de assimilar os assuntos das aulas de cada aluno).Logo depois pediu para que eles voltassem para a porta e entrassem comportados.

Vale também lembrar que esse mesmo critério é aplicado para selecionar os alunos que participam do programa “Mais educação”.

Depois do hino as professoras se queixavam como os alunos estavam “imundos em plena segunda feira!” Os meninos estavam muito agitados, vi vários casos de queixas. O que eu achei um pouco sem sentido foi às professoras irem registrar a “ocorrência” na sala de música. Os “acusados” ficavam, de pé assistindo as outras turmas receberem aula de música com onde professor Davi. Na saída eles iriam ter a “audiência” com os pais.

Teve um momento em que a diretora foi à sala para dar bronca neles, inclusive um que ameaçou o meu colega, Pedro (vocês não vão querer saber de quê, não é?).

- E você? O que fez

-Nada! Responde um deles.

-Ah! Você é um Santo!

Senti o clima muito pesado e até Davi disse não ter tido tempo para nada (Nem para escovar os dentes!). Na hora do intervalo fiquei chocada quando ele me disse que um aluno havia praticamente desmaiado de fome e de sujeira, e uma das funcionárias da escola o levou para dar banho (isso mesmo, DAR BANHO) e que esse caso não é novo na escola.

Já falei aqui sobre o total desvio de função que ocorre no ensino (Vide “Lar doce...Escola?”) e fiz comentários em um dos relatos que tem aqui sobre a diferença entre educação pública e a privada (que discussão acirrada!). Mas não consigo realmente concordar com esse desvio de função, (Não tenho outro nome pra dar, espero que respeitem meu ponto de vista) embora não tenha jeito a não ser acolher e ajudar, nas academias só somos preparados para ministrar o conteúdo, o resto é improviso ou boa nova do PIBID.

Então? Vamos fabricar Cobertores (Por favor!), pois esses já não satisfazem o gélido frio que paira sobre o cinza panorama que se vê lá do viaduto dos motoristas.É a cor do mundo em que vive nossos alunos do carmelitana e a futura geração de nosso país.

bem vindo sapot

Após paralisações e outros imprevistos tive hoje a minha primeira visita para iniciar os trabalhos na Carmelitana. Ao chegar encontramos com o prof. Davi que nos informou que a turma que iriamos trabalhar havia sido dispensada pois o material que a professora da turma iria utilizar para conduzir as atividades do dia não havia ficado pronto. Todavia foi uma tarde bastante produtiva. Além de levar todo o material que selecionamos da oficina de instrumentos recicláveis que estava na Emus, tivemos o prazer de conhecer toda a equipe de artes da escola. O professor Davi nos apresentou o planejamento para a próxima aula e discutimos bastante acerca dos projetos que ele havia idealizado para este ano. Estou realmente instigado para contribuir ativamente na construção destes projetos. Davi nos convidou para fazer parte do coral de comemoração dos cinquenta anos da escola , assim como pensamos formas em que eu poderia auxiliar na parte percussiva do espetáculo que pretendemos fazer com as crianças. Quanto ao material para confecção de instrumentos que levamos para lá, precisamos programar ações urgentes para dar o acabamento final e deixá-los em condições reais de uso. Enfim apesar de não acompanharmos os alunos em sala de aula essa tarde foi maravilhosa , para mim foi realmente um " Seja bem vindo Sapot a casa é sua " . Obrigada prof. Davi e toda a equipe Carmelitana pela recepção.
30/03/2012
sapot.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Relato Santa Bárbara 3/04/12 - Haaaaja Empolgação

No grupo 5, tivemos a oportunidade de participar ativamente da aula desde o princípio. Sentamos na roda e o professor Maurício cantou a canção de auto apresentação acompanhando os educandos ao violão. Todas as vezes que uma criança se apresentava ela era parabenizada com uma salva de palmas. Depois, Maurício colocou a canção, "Cadê meu relógio?". Ele primeiro atentou as crianças para apenas ouvirem. Maurício chamou esse momento de: hora de ouvir. Todos escutaram, em seguida, aprenderam a letra e com as clavas em mãos, que mais uma vez foram distribuídas passando um por vez, marcaram o pulso da canção. Interessante observar que agora eles já conseguiram passar mais rapidamente, comprovando a apreensão dessa ideia de cooperação em grupo que o supervisor começou a trabalhar nas aulas passadas. Ao final, a pedido da professora generalista, foi ensinada a canção do Coelhinho da Páscoa. Maurício ensinou a letra, e depois acompanhou todos cantando ao violão. Nos despedimos e fomos para a turma do 2° ano.

No 2° ano o clima já foi diferente. Ao perceber nossa chegada o grupo já demostrou uma certa euforia. Eles conversavam bastante e mostraram desejo pela aula, apesar de haver um ou outro educando mais retraído. A sala estava cheia, aparentemente haviam mais alunos do que a última vez que estive lá. Maurício começou cantando a música "Sai Preguiça", principalmente ao perceber que um ou outro educando bocejava e demostrava certa morosidade. Todos cantaram com ímpeto e espantarem a preguiça com o berro carro chefe da canção: "Saaaaaiii Preguiiiça". Também a música do Coelhinho foi entoada, agora por inteiro. Após, Maurício passou o violão para mim, enquanto isso escreveu vários X circulados no quadro. O objetivo da atividade era: enquanto eu tocava o ritmo da canção, um educando com a clava andava e batia o pulso dentro de quantos X tivesse. No caso, tinham 8 X circulados, o educando que tivesse sido escolhido teria que dar 8 passos marcando o pulso e tocando a clava, tudo isso no ritmo da canção. Algumas vezes, Maurício apagava o X e deixava só o círculo para demostrar o silêncio. Isso deu um nó na cabeça dos alunos mas foi muito interessante essa atividade. Além de trabalhar pulso, ritmo, e execução instrumental, já iniciou os primórdios de um uma leitura musical. Eles liam, enquanto executavam a sequência. Paralelo a isso, o colega Rodrigo Sá anotava na lista quais alunos tinham participado e suas dificuldades.

Já no 1° ano, tivemos a grata surpresa da turma mais empolgada dessa manhã. Entramos, eu, Rodrigo e Alan, enquanto Maurício foi buscar alguma coisa na qual não me lembro. Assim que aportamos na sala os alunos nem esperaram a professora sair e já começaram a cantar a Fazendinha do Mestre Zé. Não perdemos a oportunidade e emedamos a música com eles. Tocamos no violão, batemos palmas, imitamos os animais. Maurício ao chegar na sala tomou um susto com tamanha empolgação. Depois fizemos a música em Lá lá lá, e também com boca ciusa, já buscando trabalhar a audição interna, sem a interferência da letra. Em seguida, Maurício no alto de sua experiência, em questão de um minuto afastou todas as 30 carteiras da sala, sem fazer bagunça, e montou um roda enorme. Distribuímos as clavas, e cantamos a canção "Cadê meu Relógio?" Eles marcaram o pulso, primeiro com as duas clavas tocadas ao mesmo tempo e em seguida, alternadamente. No final cantamos parabéns para uma coleguinha que estava fazendo aniversário naquele dia. Percebi que ela se emocionou com a homenagem.

Este foi o dia na Santa Bárbara!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Falta na Carmelitana

Por conta de uma virose, não tive condições de ir às aulas desta segunda-feira 02/04, na Carmelitana.

terça-feira, 3 de abril de 2012

No ritmo da música

Observação do dia 03/04/2012


Hoje na turma do grupo 5 Mauricio iniciou a aula com a música de apresentação dos nome e depois foram distribuído as amigas clavas para poder acompanhar a música do peixinho. A professora unidocente escreveu no quadro a canção do coelho da páscoa para ser cantada pela turma.Após o termino da aula, formos para a turma do 2 ano com o violão e as clavas .nessa sala o professor desenvolveu uma atividade para poder avaliar cada aluno.

Foi escrito no quadro:

X= clava

Circulo= pé

O aluno individualmente tinha que andar e tocar as clavas no ritmo da música do relógio, alem de olhar no quadro as figuras representantes .nessa atividade Mauricio me pediu para escrever observações na lista de chamada sobre facilidade e dificuldade dos alunos. Ele me explicou que essa atividade será feita com todos individualmente para que assim possa ser pensado soluções para eventuais dificuldades.

Ao chegarmos à sala do primeiro ano, formos recebidos com os alunos cantando a música da fazendinha do mestre Zé.Fiquei impressionado com essa turma por ser bastante participativa.Para dar inicio a atividade foi arrastada as cadeiras e formado um circulo para ser distribuído as clavas.logo,foi cantada algumas musicas com variações de ritmos com a clavas.

Acredito que o acompanhamento individual dos alunos é de grande importância para diagnostico de dificuldades que não pode ser percebida no desenvolvimento de atividades coletivas.